Autor : REBECA DE LIMA SILVA

Modalidade : AT 01 - Produção do conhecimento: Para quê e para quem

Sala : PO - AT 01     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Devido à revolução industrial, o aumento populacional, apelos comerciais enfatizando consumismo passaram a ser marco da sociedade atual, deixando assim suas marcas e impactos, sendo eles positivos e negativos, em todos os aspectos: econômicos, sociais e principalmente ambientais (GIDDES, Anthony. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2002. p. 21). A grande produção de resíduos, poluição da água, ar e solo exigiu uma grande demanda de respectivas soluções para amenizar estas problemáticas (GONÇALVES, 1995). Contando com a gestão do governo na criação de projetos, leis e medidas para o gerenciamento correto destes. Porém, sabe-se que não é suficiente ações apenas das políticas públicas uma vez que para o gerenciamento adequado é necessário uma série de engrenagens funcionando. Uma delas (talvez a maior dela) seja a população. Para que esta esteja inteirada é necessário um trabalho de conscientização e sensibilização. Para isto, é utilizada a Educação Ambiental: ferramenta muito importante para sensibilizar as pessoas sobre a importância da preservação, extremamente necessária atualmente a fim de promover mudanças comportamentais, por uma melhor qualidade de vida e sobrevivência dos seres vivos na Terra. (PARQUE ITINERANTE: EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS DE NATAL, 2015). A implantação da educação ambiental nas escolas pode ser considerada uma das formas mais eficazes para a conquista de uma sociedade sustentável (ROSS, A.; BECKER, E. L. S.). Este trabalho teve como objetivo principal abordar o tema de educação ambiental na modalidade de ensino de jovens e adultos (EJA). Baseando-se primordialmente no que temos disposto na legislação e nos últimos dados de especialistas da área. Os resultados atenderam às expectativas iniciais, pois quando aplicados os questionários aos alunos da referida modalidade e feitas as devidas análises, foi perceptível que os alunos possuíam um grande déficit em conceitos básicos a respeito do que se trataria o conceito de vida sustentável. Apesar da notória falta dessas inerentes instruções, foi de extrema importância e muito produtiva a resposta à palestra (outro instrumento educacional) realizada, visto que houve observável troca de saberes e eminente sensibilização. Reconheceu-se que não é um objetivo fácil a implantação de um sistema de educação ambiental eficiente nas escolas, visto que não são investidas, por parte do estado, medidas razoáveis para inversão do atual quadro, ainda mais tratando da EJA, que tem seu sistema de cargo horário reduzidos para a conclusão do conteúdo exigido em um menor tempo. Mas não há como progredir quando não se enfrenta o desafio, que apesar de árduo, não é impossível.

Autor : FRANCISCO DAS CHAGAS GOMES DE QUEIROZ JUNIOR

Modalidade : AT 01 - Produção do conhecimento: Para quê e para quem

Sala : PO - AT 01     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Este artigo é parte do Núcleo de Agroecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em que se buscou mapear as iniciativas agroecológicas no campo do ensino, da pesquisa e da extensão no referido estado. Para essa proposta especificamente, analisou-se como e em que medida a educação agroecológica tem sido incorporada, nesse tripé, pelos cursos da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias (UAECIA), situada na Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), Campus de Macaíba, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) a fim de entender como se dá a discussão sobre a transição agroecológica na instituição. Em um contexto de luta pela democratização da terra e da água e das diferentes abordagens de convivência com o semiárido norte-rio-grandense, que revelam novos horizontes de relacionamento entre sociedade rural e natureza – como se insere a perspectiva agroecológica? Desse modo, quis compreender as possibilidades para o ensino da agroecologia frente à hegemonia de uma produção agroindustrial exploratória, a qual vem causando fortes impactos socioambientais, buscando entender como as ciências agrárias convergem ou divergem deste novo paradigma. Para tanto, a revisão de literatura se fez à luz de Mendonça (1997), Caporal (2009), Petersen (2013) e Figueiredo (2013), bem como cartas da Associação Brasileira de Agroecologia. Do ponto de vista empírico, foi realizado um levantamento da produção acadêmica sobre agroecologia da instituição no âmbito do ensino, extensão e pesquisa por meio do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) e do banco de dados de teses e dissertações da EAJ. Além disso, foi realizado analise dos currículos dos cursos em que aparece explicitamente a palavra agroecologia, ou noções e/ou práticas identificadas, na literatura, como sendo agroecológicas (manejo agroecológico, agroflorestas, compostagem, etc.). Dados divulgados pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), 2017, 12% do território brasileiro é de regiões semiáridas, caracterizadas pela quantidade limitada e má distribuição das precipitações pluviométricas durante as estações chuvosas. No Rio Grande do Norte o semi-árido ocupa 95% da área do estado. Contudo, a pesquisa revelou que a inserção da agroecologia dá-se de forma embrionária, ao mesmo tempo em que se perpetuam práticas e conteúdos que buscam promover o agronegócio. Desse modo, a EAJ, que deveria ser espaço de formação de profissionais aptos a lidar com questões socioambientais próprias do semiárido, atua na contramão, com quantidade insatisfatória de disciplinas sobre agroecologia, quadro reduzido de docentes que atuam na área e pequena quantidade de projetos de pesquisa e extensão sobre o assunto. Com a revisão de literatura e pesquisa empírica, mostrou-se a funcionalidade dessas práticas aos interesses do capital, bem como sua influência na geração de demandas – quando o capital não tem interesse em algo, intelectuais burocratas também não o têm, prevalecendo conteúdos e projetos que reforçam a hegemonia do agronegócio no desenvolvimento rural. Em contrapartida, o discurso agroecológico vem ganhando força dentro e fora dos muros da instituição, consolidando efetivamente novas práticas e relações com o meio rural, propondo o protagonismo de diversos atores sociais envolvidos e revelando caminhos para o diálogo entre técnicos e produtores, conduzindo à participação efetiva das comunidades rurais nos programas de desenvolvimento local.

Autor : JOSÉ ADEILDO DE LIMA FILHO

Modalidade : AT 01 - Produção do conhecimento: Para quê e para quem

Sala : PO - AT 01     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:As aulas de laboratório em Biologia são imprescindíveis para o aprendizado dos alunos, haja vista que permitem aos alunos terem contato direto com os fenômenos, pois podem manipular os materiais e equipamentos na observação dos seres vivos (KRASILCHIK, 1996). De acordo com Capeletto (1992), as aulas de laboratório em Biologia permitem que os alunos vivenciem o método científico, entendendo como se faz a a observação dos fenômenos, o registro sistemático de dados e como ocorrem a formulação e o teste das hipóteses e todo o restante da pesquisa para a inferência de conclusões. Essas aulas podem representar, além de um contraponto às aulas teóricas, como ilustração destas, acrescentando informações que uma aula expositiva teria dificuldade em transmitir ou uma leitura de um livro (CAPELETTO, 1992). Em muitas aulas práticas sobre a extração de DNA (ácido desoxirribonucleico) é bastante utilizado, como modelo de fruta para essa finalidade, o morango (RODRIGUES et al., 2008). Esse trabalho teve por objetivo analisar, a partir de uma técnica simples, a formação dos grumos de DNA extraídos de diferentes plantas, comparando com outras que são consagradas na extração de DNA em aulas práticas de Ciências e Biologia, propondo uma alternativa a essas aulas. Os procedimentos das extrações de DNA de diversas plantas e suas partes (caule, flores, frutos, dentre outras) ocorreram no Laboratório de Biologia do IFPB - Campus Campina Grande. A possível presença de nuvens esbranquiçadas nos tubos de ensaios demonstrou a formação de um sal de DNA, podendo ser levado ao microscópio óptico, a fim de se visualizar o material extraído. Foram 9 (nove) semanas de extração e visualização do DNA no laboratório. Para cada semana, foi utilizada uma parte de uma planta diferente, goiaba, uva, acerola, maçã, laranja, banana, mandacaru, cebola e melancia, No final, foram comparadas essas amostras e verificou-se as plantas que tiveram sua extração de DNA melhor visualizada. Foi possível observar que, em algumas amostras, ocorreu a formação de uma mistura contendo DNA e pectina, estas consistem em complexos de polissacarídeos estruturais presentes em vários tecidos vegetais, as quais fazem parte de uma variada classe de substâncias denominadas de pécticas. No caso, verificou-se isso nas amostras de acerola, banana, cebola e mandacaru. E, na amostra da goiaba, não ocorreu à formação de uma mistura entre os dois, mas apenas visualizou-se a pectina na substância. No que se refere à uva, à maçã, à laranja e à melancia, foi possível notar que não apresentaram nem grumos de DNA, nem pectina. De acordo com o que foi constatado através das observações e pelos resultados obtidos, observou-se que algumas plantas apresentaram maiores ou menores aglomerações de material genético utilizando a tal específica técnica de extração.

Autor : JAQUELINE DE ARAUJO OLIVEIRA

Modalidade : AT 01 - Produção do conhecimento: Para quê e para quem

Sala : PO - AT 01     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: O Semiárido Brasileiro têm na pecuária uma das principais atividades econômicas, sendo a cultura da palma forrageira importante aliada. O aparecimento da Cochonilha-do-Carmim dizimou os palmais e demandou solução urgente. Em 2012, o INSA implantou em 26 municípios paraibanos o Projeto Revitalização da cultura da palma forrageira utilizando variedades resistentes à Cochonilha-do-Carmim, articulou a criação de gabinetes da palma, estudou o comportamento agronômico das variedades, multiplicando-as e contribuindo para repovoamento dos palmais. Na perspectiva de analisar os impactos sociais do projeto, está sendo realizada pesquisa, buscando apreender a situação atual das famílias beneficiadas no que diz respeito à segurança forrageira. Objetivo: Abordar os impactos, em relação a segurança forrageira, gerados pelo Projeto de Revitalização da palma nas comunidades contempladas. Metodologia: Iniciada em 2017, nos municípios de Soledade, Boa Vista, Caturité e Remígio, e em 2018 em Campina Grande, Sumé, Riachão, Santa Terezinha e Condado. Está sendo trabalhada uma abordagem qualitativa partindo da análise documental (livros de atas, estatutos, relatórios, regimentos); pesquisas bibliográficas, onde se buscou na literatura textos que abordassem a importância social da palma, educação contextualizada e empoderamento; visitas de reconhecimento dos campos de pesquisa de palma e/ou comunidades circunvizinhas e associações; reuniões dos Conselhos Municipais; rodas de conversas entre as famílias agricultoras beneficiadas; aplicação de questionários a agricultores e agricultoras, e; entrevistas semiestruturadas com os proprietários onde foram instalados os campos e/ou pessoas com participação ativa nas associações locais e também técnicos. Resultados e discussões: Verifica-se a partir dos dados coletados que todos os Campos do Projeto de Revitalização da Palma cumpriu o objetivo de multiplicar as variedades resistentes e repovoar a palma na região. Inclusive, nos municípios do Sertão (Condado e Santa Terezinha), onde a cultura da palma antes era desconsiderada, agora já é uma prática, mesmo que ainda tímida. Os municípios de Riachão, Remígio, Sumé, Caturité, Boa Vista e Campina Grande não adotaram a forma de organização dos gabinetes da palma. Já no município de Soledade, as discussões permanecem através do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável – CMDRS, onde criaram um Fundo Rotativo Solidário da palma, o qual se tornou uma estratégia de gestão para multiplicação das variedades resistentes a Cochonilha-do-Carmim. Essa forma de organização tem mantido a discussão sobre a segurança forrageira, empoderando as famílias para a convivência com o Semiárido através de um processo de gestão coletiva e autônoma. Considerações finais: A multiplicação das variedades de palma resistentes a Cochonilha-do-Carmim foi satisfatória, sendo a variedade Orelha de Elefante Mexicana mais resiliente ao clima e com maior aprovação entre os entrevistados. Destaca-se a organização do Fundo Rotativo Solidário da Palma no município de Soledade, pois demonstra uma capacidade particular de participação, planejamento, gestão, autonomia, controle social e empoderamento. Percebe-se a continuidade da multiplicação da palma e também a apropriação do conhecimento através de um processo de gestão coletiva que debate a segurança forrageira nas comunidades e a convivência com o Semiárido e parte dos princípios da educação contextualizada.

Autor : LETÍCIA MEDEIROS DE FREITAS

Modalidade : AT 01 - Produção do conhecimento: Para quê e para quem

Sala : PO - AT 01     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A Physalis peruviana L. consiste numa hortaliça-fruto da família Solanaceae, que apresenta grande valor nutricional e econômico, bastante conhecida por seus frutos saborosos de características únicas. É considerada uma cultura versátil e de vasto potencial, pois seus frutos podem ser comercializados in natura, ou também para indústrias alimentícias e medicinais, contendo preço comercial altamente valorizado. Uma das melhores características já conhecidas da Physalis peruviana para o produtor é que a mesma possui tendência a adaptar-se, no campo, aos fatores ambientais variáveis como a intensidade da luz, temperatura, quantidade de microrganismos e umidade, facilitando no manejo, controle, tornando-se uma cultura atrativa. O objetivo do trabalho será avaliar diferentes substratos orgânicos na produção de mudas de Physalis peruviana L. em diferentes períodos de avaliação. Avaliar características de crescimento em mudas de physalis produzidas em diferentes substratos, determinar o substrato de melhor influência sobre a produção de mudas de Physalis peruviana L., e determinar o período de avaliação ideal para formação de mudas de Physalis peruviana L. O experimento será conduzido em telado pertencente à Unidade Acadêmica de Ciências Agrárias do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar (CCTA) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus Pombal-PB. O delineamento experimental utilizado será em blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 6 x 4 (Substrato x Período de avaliação) referente a seis combinações de substrato: S1 testemunha (solo); S2 – solo + composto orgânico (50:50); S3 – solo + esterco bovino (50:50); S4 – solo + composto orgânico + fibra de coco (50:20:30); S5 – solo + esterco bovino + fibra de coco (50:20:30); S6 – solo + composto orgânico + esterco bovino + fibra de coco (40:20:20:20) e quatro períodos de avaliação aos 20, 30, 40 e 50 dias após a semeadura, com cinco blocos por tratamento sendo cada repetição constituída por cinco plantas. A semeadura será realizada em sacos plásticos de polietileno com capacidade de 1 kg com os respectivos tipos de substratos a serem testados. Em seguida, serão adicionadas as proporções sugeridas para cada substrato, posteriormente misturadas e retiradas amostras que serão encaminhadas para as análises químicas e físicas no Laboratório de solos da UFPB-Campus Areia-PB. Serão semeadas três sementes por recipientes na profundidade de 0,5 cm e 15 dias após a emergência, as mudas serão desbastadas, deixando apenas a mais vigorosa no recipiente. Estas serão mantidas em telado com sombrite 50%. As irrigações serão efetuadas duas vezes ao dia de modo que os substratos permaneçam sempre úmidos. A fim de verificar a eficiência de cada tratamento, serão realizadas avaliações de emergência, além das demais variáveis de crescimento. Espera-se que uma ou mais composições dos substratos orgânicos estudados venham proporcionar a obtenção de mudas vigorosas e com melhor desenvolvimento de Physalis peruviana L., além da determinação de um período definido como ideal para a completa formação de mudas dessa espécie no sertão paraibano.

Autor : RAMYLLY MIRNA PESSOA DE LIMA

Modalidade : AT 01 - Produção do conhecimento: Para quê e para quem

Sala : PO - AT 01     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O grupo de animais, conhecido como Loricifera, tem tamanho diminuto, são invertebrados bilaterados inseridos no grupo Scallidophora, e foram encontrados em sedimentos marinhos grosseiros. A cabeça, pescoço e maior parte do tórax podem encaixar-se dentro de uma estrutura chamada lórica. Estão incluídos nessa linhagem as famílias: Nanaloricidae, Pliciloricidae e Urnaloricidae. Eles são organismos pouco conhecidos, porém enquanto biodiversidade, tem importância para esclarecimento da evolução biológica como um todo, como também para entender sobre as relações ecológicas com os demais seres. Nesse sentido, o objetivo do trabalho é enfatizar sobre o grupo Loricifera no percurso do estudo de Zoologia, utilizando-se da técnica de mapeamento conceitual e de estratégias lúdicas para explorar as descrições taxonômicas, fisiológicas e evolutivas contidas em livros e textos, para assim, construir um dispositivo gráfico para facilitar a observação de caracteres semelhantes e diferentes descritos sobre a diversidade animal. O trabalho foi efetivado por estudantes recém ingressos de curso de graduação em Ciências Biológicas da UFRN, no primeiro semestre do ano de 2018. Instruções acerca de como elaborar mapas conceituais foram seguidas. Após a fase de ambientação com o mapeamento conceitual, proporcionado pela docente ministrante dos conteúdos de Zoologia. a equipe de estudo foi instigada a mapear conceitos sobre animais pouco conhecidos. No caso do táxon Loricifera, o levantamento bibliográfico otimizou a seleção das informações a serem destacadas no mapa. Após seguir a pergunta focal: “Que aspectos morfofisiológicos e taxonômicos são evidenciados na caracterização evolutiva e taxonômica dos loricíferos?”. Para mobilizar a participação dos colegas presentes em sala de aula, o mapa conceitual foi exposto, por meio de atividade lúdica. Posteriormente, como atividade extra-classe, o mapa foi revisado, de acordo com bibliografia atualizada e, evidenciando os subgrupos (famílias), de acordo com modelo de mapa conceitual pré-estabelecido para Nematomorpha, como exemplo comparado. A problematização do tema trouxe desafios a ser solucionado, tanto no momento inicial de construção do mapa e montagem de relato sobre a experiência vivenciada na exposição dos mapas conceituais, até a revisão do estudo. Dinâmicas similares, explorando táxons invertebrados pouco conhecidos já foram aplicados em sala de aula e promoveram motivações para o aprendizado. Percebe-se que instrumentos didáticos dinâmicos levam os participantes a uma aprendizagem mais prazerosa. Destaca-se que o mapa conceitual, construído por meio do CmapTool (IHMC, 2018), permitiu agilizar a elaboração e, proporcionou aspectos visuais destacando os conceitos levantados e colocados no mapa. Com esse organizador visual construído, disponibiliza-se, para o processo de ensino, mais um dispositivo gráfico didático a ser utilizado, como elemento de comparação, em momentos posteriores quando se intencione motivar a busca pela construção de mapas conceituais envolvendo descrições taxonômicas contidas em livros, textos ou em obras de divulgação científica publicadas. Ressalta-se que o uso de mapas conceituais, quando utilizado de forma contextualizada, agrega valor ao que foi ilustrado para estudo. Sendo os mapas conceituais, desenvolvidos em diversos lugares do mundo, essa ferramenta gráfica de grande poder didático, quando aplicada para se apreender conteúdos de natureza mais complexa e, pouco explorados no cotidiano, tais como, descrição de táxons animais pouco conhecidos, é uma ótima metodologia para tornar visível os conhecimentos sobre a diversidade animal, e assim, sensibilizar para estudos sobre Biodiversidade.

Autor : JOÃO PAULO DOS SANTOS BEZERRA

Modalidade : AT 01 - Produção do conhecimento: Para quê e para quem

Sala : PO - AT 01     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Resumo: Diferentes temas, simples ou de natureza mais complexa, envolvendo finalidades didáticas diversas e sendo construídos nos mais diversos continentes e regiões geográficas do Planeta Terra, têm sido explorados por meio de mapas conceituais. Desta forma, esses organizadores gráficos constituem ferramentas de grande importância no estudo de grupos de animais, sejam aqueles já popularmente conhecidos, tais como, Porifera, Cnidaria, Platyhelminthes, ou outros organismos menos familiares, tais como os acantocéfalos, pertencentes à linhagem dos Gnathifera, onde está inserido o táxon Rotifera. Frente a importância de tornar evidente grupos taxonômicos pouco visualizados, o objetivo do trabalho é, por meio da exploração de mapa conceitual, evidenciar a caracterização morfofisiológica, taxonômica e ambiental do táxon Acanthocephala (um grupo de animais parasitas de Vertebrados), como forma de contribuir para o entendimento e divulgação de conhecimentos sobre a Biodiversidade Animal. Como parte do processo de aprendizagem em sala de aula, voltada para estudantes recém-ingressos no ensino superior no segundo semestre do ano de 2017, várias estratégias de ensino foram vivenciadas e, dentre elas, destacam-se os mapas conceituais, que foram explorados no percurso do componente curricular de Zoologia, o qual é obrigatório no curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Os participantes da turma foram direcionados para realização de atividades contendo raciocínios sobre como representar caracteres de grupos de animais por meio de mapeamento conceitual. Os estudantes receberam instruções e bibliografias apropriadas para construção de mapas conceituais envolvendo exemplos de grupos de animais mais conhecidos, entre eles, platelmintos, anelídeos e nematódeos; como exercício, os estudantes foram direcionados para a construção de mapas conceituais focados em táxons pouco conhecidos. Para exercitar habilidades e proporcionar competências para os mapas conceituais, vários grupos de animais foram estudados segundo essa perspectiva. No levantamento bibliográfico acerca dos Acanthocephala, selecionaram-se os conceitos mais importantes a serem inseridos no mapa conceitual, seguindo o proposto pela pergunta focal: “Quais aspectos morfofisiológicos são evidenciados na caracterização evolutiva e taxonômica dos acantocéfalos?”. Ressalta-se que o uso do software CmapTool, como ferramenta digital para construção do mapas conceituais, proporcionou estruturar organizadores visuais coerentes para a percepção das interações entre os conceitos levantados. O mapa conceitual, referente ao táxon Acanthocephala, seguindo modelo confeccionado para o táxon Rotifera, permitiu aprofundar os conteúdos, como também tornar a aprendizagem mais significativa. Sendo assim, o uso da ferramenta de mapeamento conceitual, quando utilizada de forma comparativa e visualizando temas considerados similares, é valioso para se apreender aspectos relacionados às descrições teóricas subjacentes aos mapas conceituais e como elaborá-los. Também é um modo de ampliar formas de raciocínio mais eficazes quanto ao estudo de conteúdos complexos pouco abordados em sala de aula. Os mapas conceituais são reconhecidos como instrumentos pedagógicos de alto poder cognitivo, que proporcionam capacidades diversas; se forem constantemente exercitados, seus efeitos são muito promissores.

Autor : GABRIELA DO NASCIMENTO FERREIRA

Modalidade : AT 01 - Produção do conhecimento: Para quê e para quem

Sala : PO - AT 01     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Diante a dificuldade dos discentes que estão cursando o primeiro período de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em identificar moluscos da classe bivalvia, surgiu a ideia de criar uma chave de identificação interativa, com auxílio de software, para facilitar tal atividade. Com o intuito de iniciar o projeto, foi utilizada a metodologia de pesquisa bibliográfica do livro Compendium of brazilian sea shells e os sites World Register of Marine Species (WoRMS) e Conchas Brasil. Estas fontes foram escolhidas pois apresentam famílias e sua localização geográfica, visto como referências mais completas, sendo as fontes mais utilizadas pelos estudantes que buscam classificar qual espécie eles estão trabalhando. Como resultados iniciais, obtivemos uma tabela com 62 famílias catalogadas. A partir disso, estabelecemos que apenas 69,2% das famílias serão utilizadas nos próximos passos da pesquisa, as quais serão úteis para a caracterização morfológica e posteriormente a criação da chave interativa. Neste trabalho em andamento esperamos, com sua conclusão, apresentar uma didática fundamental para o entendimento de classificação das conchas bivalves. Além disso, pretendemos integrar a tecnologia ao ensino da ciência para que haja uma expansão de conhecimento fora dos centros acadêmicos.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas