Autor : CLAUDINEY FELIPE ALMEIDA INÔ

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A aroeira (Myracrodruon urundeuva Fr. All.) pertence à família Anacardiaceae, nativa do Brasil e com distribuição nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro Oeste (CARMELO-GUERREIRO E PAOLLI, 1999). É considerada uma planta com alto valor terapêutico, possuindo propriedades anti-inflamatórias, anti-histamínicas e analgésicas (GOES et al., 2005 APUD GUEDES et al., 2012). Assim, é de grande importância estudos sobre o armazenamento e qualidade fisiológica de suas sementes, uma vez que poderão auxiliar na manutenção da viabilidade e do vigor das mesmas contribuindo para a produção de mudas e a inserção destas em áreas degradadas. O principal objetivo do armazenamento é controlar a velocidade de deterioração, pois a qualidade da semente pode ser mantida com o mínimo de deterioração possível, através de técnica adequada (VIEIRA et al., 2001). Nesse sentido, o objetivo da pesquisa é avaliar a manutenção da viabilidade de sementes de M. urundeuva, acondicionadas em diferentes tipos de embalagens e armazenadas em diferentes ambientes. O experimento foi conduzido no Laboratório de Ecologia e Botânica do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido - CDSA da Universidade Federal de Campina Grande - UFCG, campus de Sumé-PB. Assim, quando as sementes atingiram o ponto de maturidade fisiológica foram colhidas de uma população natural em área de Caatinga situada no município de Sumé – PB e conduzidas para o laboratório. Para avaliação da qualidade fisiológica das sementes, estas foram acondicionadas em diferentes embalagens (saco de papel e garrafas pet) e armazenadas nos ambientes de laboratório (sem controle da temperatura e umidade relativa do ar) e freezer (condições controladas da temperatura e umidade), por um período de quatro meses. Inicialmente e a cada mês de armazenamento, as sementes foram submetidas às seguintes análises: emergência, comprimento de plântulas e massa seca. Para realização da análise estatística dos dados, foi utilizado o programa de análises estatísticas SISVAR®. De acordo com os dados obtidos, verificou-se que, no período inicial de armazenamento, as sementes de M. urundeuva apresentaram um percentual de emergência em torno de 64%, o qual reduziu em todos os ambientes e embalagens ao longo do armazenamento, sendo a redução mais drástica no ambiente de laboratório e acondicionada em embalagens de papel, no qual se verificou um percentual de emergência aos 120 dias de armazenamento de 40%. Já no freezer a embalagem que proporcionou os melhores foi à embalagem plástica com valores de 56%. Em relação ao comprimento de plântulas, observa-se que em ambiente sob condições não controladas houve pequenas reduções mostrando-se mais vigorosas em ambas as embalagens. Entretanto, na condição controlada a perda de vigor foi mais significativa e drástica. Diante desses resultados constata-se que sob condições de freezer a deterioração das sementes foi muito drástica, devido ao fato de ocorrer oscilações na umidade. Em relação à massa seca de plântulas, verifica-se que os ambientes e embalagens também influenciaram na redução dos valores ao longo do armazenamento. A redução foi mais acentuada quando as sementes estavam acondicionadas em embalagem de papel nos dois ambientes estudados, verificando que as oscilações das condições climáticas nessas condições de acondicionamento foram cruciais para a perda do vigor das sementes. Dessa forma, conclui-se que o acondicionamento em papel ou plástico e manutenção em freezer é uma condição adequada para o armazenamento de sementes de M. urundeuva, por um período de 120 dias; estas também podem ser conservadas embaladas de plástico, em condições não controladas.

Autor : MARIANA DA SILVA CAPÍTULO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O sagui-comum (Callithrix jacchus) é um calitriquídeo que ocorre naturalmente na Caatinga e Mata Atlântica do nordeste brasileiro (YAMAMOTO et al., 2009) e alimenta-se principalmente de insetos, frutos e exudado (goma) (SUSSMAN; KINZEY, 1984). Existem poucos trabalhos que levam em consideração a distribuição dos recursos alimentares, sendo que, a variação da disponibilidade dos itens, principalmente frutos, tem uma grande influência na ecologia comportamental de calitriquídeos (FERRARI, S.F.; FERRARI, M.A.L.,1989). Além da disponibilidade, devem ser consideradas algumas características dos frutos, nomeadamente, a cor ou a quantidade de tecido comestível, uma vez que, esses aspetos vão influenciar o seu consumo (GAUTIER-HION et al., 1985). Assim sendo, o objetivo do trabalho foi analisar o consumo e disponibilidade de frutos na área de uso de dois grupos de Callithrix jacchus (sagui-comum) que habitam a caatinga. O trabalho foi realizado na Floresta Nacional de Açu, onde foram acompanhados dois grupos de Callithrix jacchus, o grupo T, que ocupa uma área estritamente de caatinga, e o grupo B que utiliza tanto área de caatinga, como também uma área de pomar que possui árvores frutíferas. Os grupos foram seguidos de Março a Junho de 2018, durante seis dias por mês, desde o amanhecer até à hora do seu recolhimento. Foram registrados os frutos consumidos e, uma vez por mês, foram registradas as espécies de árvores e arbustos com frutos disponíveis ao longo dos trajetos percorridos por cada grupo. As espécies foram, posteriormente, identificadas com base em guias de identificação de plantas e os frutos foram classificados como “crípticos” (verde ou marrom), “conspícuos” (amarelo, laranja ou vermelho) ou “escuros” (preto ou roxo). Nas espécies em que existem frutos de diferentes cores, dependendo do grau de maturidade, todas as cores disponíveis foram contabilizadas. Foram encontradas 19 espécies com frutos disponíveis, 13 na área do grupo B, 3 na área do grupo T e 3 espécies comuns aos dois grupos. Das 19 espécies, 11 possuíram frutos crípticos, 2 possuíram frutos conspícuos e 6 possuíram frutos conspícuos e crípticos. Existiram mais espécies com frutos carnosos (13) do que com frutos não carnosos (6), sendo que, todos os frutos não carnosos apresentam coloração críptica. Embora tenham existido frutos conspícuos na área dos dois grupos, todos carnosos, existiram mais espécies no grupo B (7) do que no grupo T (2). Por outro lado, na área do grupo T só existiram frutos amarelos, enquanto que, no grupo B existiram frutos amarelos, laranjas e vermelhos. Das espécies disponíveis, apenas 6 foram consumidas e todas elas possuíram frutos carnosos. Foram consumidas 5 espécies no grupo B e apenas 1 no grupo T (em Junho). O único fruto consumido pelo grupo T possui coloração críptica, enquanto que o grupo B consumiu 2 frutos crípticos e 3 conspícuos. De um modo geral, a maioria das espécies da caatinga produz frutos não carnosos, levando a que, a disponibilidade de alimento para os animais que consomem frutos carnosos seja baixa (AMORIM; SAMPAIO; ARAÚJO, 2009). O grupo B teve maior disponibilidade de frutos e, de fato, teve maior consumo de frutos comparativamente ao grupo T, que apenas consumiu um fruto. Além disso, o grupo B consumiu frutos carnosos laranja e vermelhos sempre que estes estiveram disponíveis, enquanto que, na área do grupo T não existiram frutos dessa coloração. Assim sendo, podemos supor que o grupo T terá uma estratégia de forrageio diferente, por exemplo, aumentando o consumo de exudados (CASTRO; ARAÚJO, 2007), ou o consumo de outras partes florísticas, nomeadamente, flores e néctar (AMORA et al., 2013).

Autor : ALDENIR FEITOSA DOS SANTOS

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: Apesar de possuir uma ampla biodiversidade, o Brasil apresenta dificuldades quanto à utilização das espécies pois são poucas as que estão catalogadas por terem estudos limitados quanto ao seu potencial farmacológico (RIBEIRO et al, 2014). O estudo sobre a capacidade antirradicalar dos extratos vegetais intensificaram-se com o desenvolvimento de doenças crônicas-degenerativas que tinham como causa a propagação de radicais livres. Para o combate das espécies reativas há os antioxidantes que são substâncias capazes de inibirem a reação dos radicais; atualmente a principal fonte antirradicalar é o extrato de plantas (NASCIMENTO et al., 2011). Anadenanthera falcata (benth) Speg pertencente à família Fabacea, é conhecida como angico e é muito utilizada na medicina tendo inúmeras atividades biológicas já comprovadas como antinociceptiva, antimicrobiana, anti-inflamatória e antioxidante (LEITE et al, 2015). Objetivo: Realizar uma análise cromatográfica e avaliar a atividade antioxidante da Anadenanthera falcata (benth) Speg. Metodologia: A determinação e quantificação dos compostos fenólicos realizada utilizando-se da técnica por HPLC (cromatografia líquida de alta eficiência) foi feita em um equipamento da marca Shimadzu. A avaliação da atividade antioxidante foi realizada segundo metodologia descrita por Mensor et al (2001). A partir de 0,0025 g do extrato vegetal em 25 mL de etanol foi preparada as soluções para a leitura, que para cada concentração analisada foi retirado uma alíquota de 2,5 mL (em triplicata) e posteriormente a adição de 1,0 mL da solução etanólica de DPPH a 0,3 mM. Para o preparo do branco (em triplicta – para cada concentração), foi adicionado em cada vidro âmbar 2,5 mL da solução teste e 1,0 mL de ETOH 99%. O negativo foi realizado em triplicata e em cada vidro âmbar foi adicionado uma alíquota de 2,5 mL de ETOH 99 % e 1,0 mL da solução etanólica de DPPH. Resultados: A amostra analisada apresentou diversos constituintes em sua composição química através da análise cromatográfica por HPLC. Sendo possível observar a presença e quantificação do catecol (1,79mg/L), ácido clorogênico (1,24mg/L), ácido cafeico (1,12mg/L), vanilina (0,83mg/L), seringaldeído (1,61mg/L), ácido cumárico (0,37mg/L), cumarina (0,36mg/L), ácido salicílico (1,12mg/L), rutina (1,50mg/L), quercetina (0,65mg/L) e kaempferol (1,39mg/L). Tais compostos são muito citados na literatura científica por sua ação antioxidante. Na avaliação da atividade antioxidante, a espécie estudada apresentou um percentual de 93,10% (AAO%) na concentração de 600µg/mL. É possível identificar que esse valor é similar ou superior a amostras já citadas na literatura. Segundo Dias (2008) a espécie Erythrina falcata (folha), na concentração de 1000µg/mL, apresentou AAO% de 87,73%, sendo então menos efetiva que A. falcata. Considerações finais: Diante dos resultados obtidos, a Anadenanthera falcata merece destaque quanto a sua capacidade antirradicalar tendo em vista o crescimento pela busca de extratos vegetais que apresentem essa atividade devido ao aumento de patologias associadas a presença de radicais livres. A presença de compostos fenólicos certamente explica o potencial antirradicar da espécie.

Autor : ALDENIR FEITOSA DOS SANTOS

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: Desde a antiguidade, as plantas eram utilizadas para a inibição ou para o tratamento das enfermidades. Ao longo do tempo, essa cultura foi sendo aprimorada e os vegetais cada vez mais estudados para a descoberta do porquê desses vegetais possuírem tais atividades. Sabe-se que as propriedades farmacológicas atribuídas às plantas, dentre elas, a atividade antioxidante, são devido à presença de diversos compostos bioativos (AZEVEDO, 2015). A Schinopsis brasiliensis, conhecida popularmente por braúna, é uma planta da família Anacardiaceae e tem características da caatinga. Na medicina popular o caule, casca do caule, folhas, frutos e a resina da Braúna são usados no tratamento fraturas, inflamações em geral, impotência sexual, inflamação na garganta, tosse, gripe e diarréia (ALBUQUERQUE et al. 2007; CHAVES et al., 2011). Objetivo: Determinar a composição de compostos fenólicos e avaliar a atividade antioxidante da Schinopsis brasiliensis. Metodologia: Foi realizado uma extração por maceração das folhas de S. brasiliensis tendo como solvente extrator o metanol. A avaliação da atividade antioxidante foi realizada segundo metodologia descrita por Mensor et al (2001). A partir de 0,0025 g do extrato vegetal em 25 mL de etanol foi preparada as soluções para a leitura, que para cada concentração analisada foi retirado uma alíquota de 2,5 mL (em triplicata) e posteriormente a adição de 1,0 mL da solução etanólica de DPPH a 0,3 mM. Para o preparo do branco (em triplicta – para cada concentração), foi adicionado em cada vidro âmbar 2,5 mL da solução teste e 1,0 mL de ETOH 99%. O negativo foi realizado em triplicata e em cada vidro âmbar foi adicionado uma alíquota de 2,5 mL de ETOH 99 % e 1,0 mL da solução etanólica de DPPH. A determinação e quantificação dos compostos fenólicos foi realizada utilizando-se da técnica de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. O equipamento utilizado foi um HPLC Shimadzu. Resultados: Na análise cromatográfica, a amostra analisada apresentou diversos compostos fenólicos. Dentre eles, o catecol (3,92mg/L), o ácido clorogênico (1,18mg/L), o ácido cafeico (2,54mg/L), a vanilina (0,78mg/L), o ácido cumárico (0,59mg/L), a cumarina (0,49mg/L), o ácido salicílico (2,52mg/L), a rutina (14,88mg/L), a quercetina (1,55mg/L) e o kaempferol (1,38mg/L). Um estudo realizado por Santos et al (2016) com a mesma espécie através de testes fitoquímicos, encontrou taninos hidrolisáveis e flavonoides. Na avaliação da atividade antioxidante pelo método DPPH, a espécie analisada apresentou um percentual de 99% em uma concentração de 180µg/mL e através da determinação da equação da reta e do R2, o CE50 foi quantificado em 22,02µg/mL. Esse resultado foi superior ao encontrado por Moreira (2009) que avaliou a mesma espécie e obteve um percentual de atividade antioxidante de 93% na concentração de 200µg/mL-1. Considerações finais: Diante dos resultados encontrados é possível afirmar que a espécie apresenta potencial antioxidante, atividade que pode ser relacionada a presença de compostos fenólicos identificados e quantificados. Acredita-se que a mesma pode apresentar potencial para o combate a várias enfermidades relacionadas aos radicais livres.

Autor : ABIDÃ GÊNESIS DA SILVA NEVES

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Resumo:A biometria de sementes fornece informações importantes para propagação da espécie (GUSMÃO et al., 2006), contribuindo para uma seleção de sementes com maior massa e tamanho uniforme. Além disso, a análise biométrica é um método importante para constatar a variabilidade gênica dentro de populações de uma mesma espécie (FERRAZ et al., 2014). Sendo ainda, uma ferramenta importante para a compreensão do ciclo de maturação e dispersão das sementes. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo determinar os caracteres biométricos das sementes de Copaifera cearensis Huber ex Ducke. O presente estudo foi realizado no laboratório de Genética e Melhoramento Florestal, pertencente à Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias (UAECIA), situada na Escola Agrícola de Jundiaí – EAJ, Campus de Macaíba, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). As sementes foram obtidas em um fragmento florestal denominado “Mata do Bebo”, município de Macaíba, RN. Foram realizadas coletas de 100 sementes das árvores matrizes ou diretamente do chão, selecionando as que, visualmente, estavam mais íntegras. foram obtidas as variáveis comprimento (mm), espessura (mm), diâmetro (mm) e peso (g) com o auxílio de um paquímetro digital. Os dados foram submetidos a uma estatística descritiva para o calculo das medidas de dispersão (desvio padrão, erro padrão, assimetria, curtose e o coeficiente de variação) e medidas de posição (média aritmética, máximo e mínimo). O valor da média encontrado para as variáveis comprimento, espessura, diâmetro e peso foram de 12,89 mm, 8,65 mm, 9,10 mm, 0,69 g, respectivamente. O comprimento variou entre 8,48 a 16,61 mm, a espessura entre 6,25 a 11,06 mm, o diâmetro oscilou de 6,60 a 10,78 mm e o peso obteve variação de 0,35 a 1,19 g. As variáveis comprimento, espessura e diâmetro apresentaram uma distribuição assimétrica voltada para a esquerda, correspondendo ao coeficiente de assimetria (S) negativo, enquanto a variável peso demonstrou distribuição disposta ao lado direito, sendo o coeficiente assimétrico (S) positivo. Os resultados do coeficiente de curtose evidenciaram uma distribuição platicúrtica (K

Autor : GABRIEL SILVA DE MELO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

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Resumo:Segundo M.F. Vieira et al (2004) A Cryptostegia madagascariensis é uma planta encontrada originalmente na ilha de Madagascar, África, e que atualmente encontra-se como espécie invasora no Brasil ameaçando o desenvolvimento da nativa carnaúba, Copernicia prunifera, principal fonte de renda de muitas famílias do nordeste brasileiro. A C. madagascariensis é uma planta arbustiva e trepadeira oportunista, desenvolvendo ramos escandentes que podem alcançar alturas consideráveis, apropriando-se de outras plantas como suporte. Para se planejar uma estratégia completa de controle ambiental, necessita-se de um conhecimento completo do indivíduo invasor, que é adquirido por meio de caracterizações como a biometria de frutos. Este trabalho teve por finalidade explicitar conhecimentos sobre a caracterização dos frutos de C. madagascariensis como método de auxílio para a criação de uma futura estratégia de controle ambiental da mesma no local invadido. Foram coletados frutos, de forma aleatória, da espécie C. madagascariensis em 10 locais diferentes do estado Ceará, onde ocorre a infestação entre os meses de julho e agosto de 2018. Após a coleta os frutos foram acondicionados em sacos plásticos que foram armazenados em um isopor com gelo e levados ao laboratório de ecologia (LABOECO) da Universidade Estadual do Ceará, onde foram beneficiados para as determinações do experimento. Foram avaliados comprimento, largura, espessura, massa fresca e quantidade de semente por fruto em 50 frutos, sendo 5 de cada local de coleta. As avaliações do tamanho foram realizadas com auxílio de paquímetro analógico (1 mm) e a massa em balança analítica (0,0001 g). Os frutos são do tipo folículo, possuem deiscência longitudinal e sementes comosas por serem anemocóricas que são revestidas por uma estrutura interna rígida onde. Os dados morfométricos de frutos apresentaram médias de 83 mm para comprimento, 32,32 mm para largura, 23,25 mm para espessura, 27,42g para massa fresca, 108,4 sementes por fruto. Nas medidas de largura e espessura, obteve-se pouca variação, com um desvio padrão de apenas 3,77 mm e 2,50 mm respectivamente, que, para medidas de biometria, são valores relativamente baixos. Já nas medidas de comprimento, massa fresca e quantidade de sementes por fruto, houve uma variação maior de valores, que apresentaram coeficientes de variação de 10,46%, 22,02% e 21,87%, respectivamente. Ressaltando o que foi dito por Pedron et al. (2004), apesar do tamanho e a massa de frutos bem como o número de sementes por fruto serem característicos de cada espécie, existe forte influência ambiental sobre os mesmos. Os dados mostrados anteriormente ressaltam o quanto o ambiente pode influenciar nas características morfométricas de um indivíduo. Além disso, a elevada produção de sementes por fruto e, consequentemente, de sementes por indivíduo, associado à ausência de inimigos naturais, parasitas ou qualquer outro tipo de controle ambiental natural da espécie, constitui uma estratégia reprodutiva que aumenta o número de dispersão por meio de propágulos viáveis e potencializa o caráter invasor da referida espécie.

Autor : ANA KAROLINNE DE ALENCAR FRANÇA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

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Resumo:A flor constitui um importante órgão vegetal de reprodução das angiospermas, e a evolução desse órgão foi um dos principais fatores para a grande diversidade desse grupo. Para Sousa e Barros (s.d.), a morfologia das flores é bastante variada pois reflete a especialização no uso de diferentes polinizadores. Desse modo, o estudo morfológico da flor é de suma importância na classificação taxonômica. Uma das partes importantes que compõem uma flor são suas pétalas, as quais em conjunto dá-se o nome de corola. De acordo com Ferri (2011), com a identificação da corola de uma flor, pode-se afirmar o tipo de arranjo que a flor apresenta e o quanto isso exerce influência na otimização do seu ciclo de vida. Sabendo-se a quantidade de espécies de flores com determinado tipo de corola em certos ambientes é possível que se consiga inferir dados ecológicos ou do nível de conservação local, uma vez que o tipo de corola também define se a espécie é considerada especialista ou generalista. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo principal a caracterização florística em relação a soldadura das pétalas das flores encontradas no campus central da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte em Mossoró-RN. O estudo foi realizado na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, no município de Mossoró/RN. As coletas dos dados foram realizadas no período chuvoso, nos meses de maio e junho. A área de estudo está situada no bioma caatinga, o qual é a formação dominante no Nordeste do Brasil, com clima semiárido (IBGE, 1985). Por meio de caminhadas aleatórias foram observadas e analisadas flores no campus da UERN nos blocos da Faculdade de Ciências Econômicas, Faculdade de Direito, Faculdade de Ciências Exatas e Naturais, Faculdade de Filosofia e Ciências Naturais. O estudo de campo se deu através de observações e fotografias das flores, analisando suas corolas quanto a fusão das pétalas, e verificando se tratava-se de uma corola dialipétala ou gamopétala. Todas as fotos dos exemplares analisados encontram-se arquivadas nos computadores das autoras para eventuais consultas. Foram amostrados um total de quarenta espécies. Dos exemplares analisados, vinte e seis foram classificados com corola dialipétalas e quatorze com corola gamopétala. Os resultados encontrados podem fornecer dados interessantes sobre a comunidade de polinizadores locais e como estes se relacionam com as espécies vegetais, uma vez que Inouye (1980), aponta que a morfologia floral pode influenciar no acesso aos recursos florais pelos animais e a eficiência desses animais em utilizar esses recursos. A morfologia também influencia o modo como o pólen é depositado e removido do corpo dos polinizadores e a quantidade de pólen transferido por visita (CAMPBELL et al., 1991). Sendo assim, o número maior de dialipétalas pode estar possivelmente associado ao fato dos polinizadores serem mais adaptados a flores que não possuem bases longas e fusionadas. Sendo mais comum a polinização de flores por polinizadores que não exibem probóscides longas, como as flores dialipétalas, que possuem o androceu e gineceu mais expostos, por isso, são mais fáceis de serem polinizadas. Visto que as plantas co-evoluíram com os insetos, podemos perceber a adaptação em ambos, os quais criam mecanismos para aprimorarem essa interação mutualística, como por exemplo a forma, tamanho, coloração e aspecto da corola, que pôde ser observado através do resultado obtido com a maior predominância de corolas não fusionadas. Existe um número reduzido de trabalhos que falam sobre a morfologia e variedade de corolas. Esperamos que esse estudo favoreça outros estudos sobre o tema em outras regiões. A flor é um importante órgão para determinar a taxonomia de uma planta, e a soldadura da sua corola é um fator influenciador nessa determinação.

Autor : JAILSON DE OLIVEIRA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

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Resumo:1. Introdução: A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro que cobre grande parte dos estados da região Nordeste do país. Sua área é estimada em 844.453 Km² (IBGE, 2004), e é caracterizada principalmente pela rica biodiversidade encontrada. Se de um lado o bioma apresenta sua riqueza, de outro apresenta sua desvalorização e alto nível de desmatamento. De acordo o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 46% da Caatinga enfrenta ao avanço do desmatamento, que são possivelmente ocasionados pela ação do homem, seja pelo extrativismo, agricultura, pecuária, construção civil (EMBRAPA, 2007), dentre outros, porém, estes não são as principais causas para o desmatamento. Diante dessa situação, é fundamental a preservação de locais visando conservar a fauna e a flora deste bioma de grande importância para milhões de brasileiros sertanejos. 2. Objetivos: Este trabalho teve como objetivo fazer um levantamento das áreas de proteção da Caatinga na região do Alto Sertão dos estados de Alagoas e Sergipe e apontar suas importâncias para a conservação deste bioma. 3. Metodologia: Foi realizado levantamento bibliográfico e consulta a rede mundial de computadores em busca de informações gerais sobre as áreas de preservação do bioma caatinga na região do Alto Sertão, localizada no semiárido do estado de Alagoas e Sergipe. Foram utilizados como fontes principais o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Ministério do Meio Ambiente (MMA), além de trabalhos acadêmicos que levam o tema em questão. 4. Resultados: No quesito unidades de conservação, a caatinga é um dos biomas menos protegidos do país. Apenas 7,8% do território da Caatinga está protegido por unidades de conservação, dos quais 1,3% por áreas de proteção integral; um número abaixo da meta nacional de 10%, conforme acordo do Brasil como signatário da Convenção Internacional de Diversidade Biológica. Das 34 unidades federais de conservação da Caatinga apresentados pelo MMA, apenas 1 está associada com a região do Alto Sertão de Alagoas e Sergipe, sendo as demais existentes criadas pelos órgãos municipais, estaduais ou setor privado, como o Monumento Natural Grota do Angico, Monumento Natural do Rio São Francisco, Parque Ecológico Pedra do Sino e a Reserva Ecológica Castanho. 5. Conclusão: É de grande importância a necessidade de se criar novas unidades de conservação do bioma Caatinga. Não bastando possuir poucas, as áreas de conservação que existem possuem áreas de baixo valor significativo ao se comparar com as áreas de desmatamento, que são imensas. As áreas de proteção existentes possuem uma grande importância para a preservação da Caatinga, de sua fauna e flora, porém necessita-se de mais investimentos, principalmente do setor público, para que as ações de conservação continuem se realizando de forma mais intensa. 6. Referências: EMBRAPA PRESERVAÇÃO BIOLÓGICA. Preservação e uso da Caatinga. Embrapa SemiÁrido. – Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica, 2007. 39 p. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA – IBGE. Mapa de biomas do Brasil: primeira aproximação. Brasília: IBGE/MMA, 2004. 1 mapa, Escala 1:5.000.000.

Autor : GEOVAN FIGUEIRÊDO DE SÁ FILHO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:As plantas investem em percepções de cor na finalidade de otimizar sua atratividade para os polinizadores (Chittka e Raine 2006), ficando a cargo do polinizador processar essas informações e decidir a utilização da planta (Bowdan e Wyse, 1996). A Richardia grandiflora (Rubiaceae) é uma planta ruderal com distribuição neotropical (Andersson, 1992) nativa do Brasil, com ocorrência nos biomas Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado (Maia-Silva, et al., 2012). Dessa forma o objetivo desse estudo foi comparar as flores Richardia grandiflora provenientes de Caatinga e Mata Atlântica de acordo com a visão dos himenópteras. O estudo foi realizado em áreas de Caatinga e Mata Atlântica através da coleta de flores da Richardia grandiflora na Floresta Nacional de Açu, Açu/RN, (Caatinga) e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN (Mata Atlântica). Foram coletados 10 botões florais, às 10h00 e às 15h00, e realizadas medições da refletância das flores com auxílio do espectrofotômetro USB4000-UV-VIS (Ocean Optics, Inc.), fonte de luz DH-2000 (Ocean Optics, Inc.) e processados no software Spectrasuit (Ocean Optics Inc.). Os pontos de medida foram a ponta externa da pétala (EX) e parte interna da corola (INT). Os dados obtidos foram modelados no programa R para observar como os insetos percebem as flores dos diferentes ambientes, para isso foi utilizado o pacote PAVO 2.0 (Maia et. al., 2018). Para observar em qual ambiente e em qual horário os possíveis polinizadores conseguem distinguir com maior facilidade as flores do background (folhas) foram calculados os contrastes cromáticos em unidades de JND (just-noticeable-difference). Através da modelagem foi possível observar que os polinizadores percebem a coloração das flores que ocorrem nos dois biomas na faixa azul-verde. O padrão de refletância das flores da Caatinga diferiu do padrão de refletância das flores da Mata Atlântica. Observamos que ao longo do dia essas flores, aparentemente, mudam sutilmente a intensidade de sua coloração, com diferenças no espectro e na percentagem de refletância. Os valores de JND para as flores da Caatinga e Mata Atlântica sugerem que, no início da manhã as flores são mais detectáveis que ao final da tarde. A expressão de cores em diferentes ambientes por uma mesma espécie pode ser uma estratégia para maximizar a atração dos polinizadores, evitando a competição com a flora local (Ruxton e Schaefer, 2016). A elevada percepção das flores no início da manhã nos dois ambientes, aparenta esforço da planta em atrair os polinizadores nesse horário, que também é o horário onde há maior atividade dos seus principais polinizadores (Cruz e Martins, 2014), estratégia certamente para aumentar o sucesso de polinização da Richardia grandiflora. Assim, as populações de Richardia grandiflora dos biomas estudados apresentaram diferenças sutis em sua percepção. Estudos posteriores poderão esclarecer melhor se essas mudanças de coloração estão relacionadas com a disponibilidade de recursos e com a atratividade de polinizadores.

Autor : FRANCISCO TÁLLISSON DA COSTA MELO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A família Fabaceae constitui um importante grupo taxonômico botânico, sendo documentada como a família de maior representatividade no Brasil, com 2.807 de espécies, diversas em quase todos os biomas brasileiros, principalmente na flora do Nordeste brasileiro, na Caatinga, onde ostentam alta representatividade e diversidade, com 603 espécies registradas (BFG, 2015). E além da abundância de espécies, essa família também manifesta muita riqueza em tipos de hábitos (QUEIROZ, 2009). Nos ecossistemas ocorrentes em inselbergues inseridos na Caatinga, a família Fabaceae vem sendo igualmente destacada com significativa abundância em vários estudos florísticos (SOUSA, 2014), mas ainda existe carência de conhecimento sobre esses ambientes, principalmente nos interiores (LIMA, 2018). Em consequência das suas condições ecológicas diferenciadas, os inselbergues representam uma importante função na formação de refúgios para espécies de adaptação mais restrita, que não conseguem crescer no plano que circunda o inselbergue (OLIVEIRA, 2007). Considerando a grande diversidade de espécies da família Fabaceae no semiárido nordestino e inter-relacionando com as particularidades ambientais recorrentes em inselbergues, o objetivo desse trabalho foi fazer um estudo básico relativo à diversidade florística da família Fabaceae da Serra do Lima e apontar o potencial florístico do local para trabalhos, ecológicos e de conservação. Esse estudo foi realizado em um inselbergue da Serra do Lima, município de Patu, onde o clima é tropical chuvoso, com precipitação anual de aproximadamente 868 mm e com temperatura variando entre 28,1 °C e 36 °C (IDEMA, 2008). Foram realizadas coletas mensais de julho de 2017 à agosto de 2018, abrangendo os períodos chuvoso e seco, através de caminhadas aleatórias a partir do Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis, passando pela “Trilha do Pelado” até o pico do afloramento rochoso “Pelado”, onde foi feita coleta em cada ilha de vegetação acessível, totalizando aproximadamente 1,5 km de caminhada. Todos os processos de herborização e identificação foram realizados no Laboratório de Ecologia e Sistemática Vegetal - LESV da UERN. Os espécimes coletados foram tratados baseando-se nas técnicas documentadas por Judd et al. (2009). A análise e identificação do material botânico para construção da lista florística, foram feitas baseando-se no APG IV, bibliografia especializada e auxílio de especialistas. Foram encontradas 46 espécies pertencentes a 19 gêneros. Das quais, 25 foram identificadas até o nível de gênero e 7 só até o nível da família, apenas constadas como espécies distintas. Os gêneros mais diversos foram Mimosa e Stylosanthes, com 5 espécies cada e Chamaechrista e Macroptilium, com 4 espécies cada, assemelhando-se a listagem feita por Amorim et al. (2016) em vegetação Caatinga stricto sensu (FLONA de Assú). Todos esses gêneros foram coletados em um local mais antropizado e menos elevado do inselbergue e fisionomicamente mais semelhante com a vegetação da planície circundande, também stricto sensu. As herbáceas foram as mais pontuadas (17 spp.), seguidas pelas subarbustivas (13 spp.), espécies arbóreas, arbustivas e trepadeiras (5 spp. cada), já as lianas apenas uma espécie. Todos os hábitos foram amplamente distribuídos na área de coleta (Próximo à igreja, Trilha e afloramento rochoso). Outros levantamento florísticos, como os de Oliveira e Godoy (2007); Sales-Rodrigues (2014); Sousa (2014); e Lima (2018), também executados em inselbergues inseridos na Caatinga, mostraram número inferior de espécies Fabaceae. Com o montante de 46 espécies de uma única família, e em apenas uma das três trilhas lá existentes (a menor), a Serra do Lima aponta para uma diversidade florística ainda maior. Esse estudo apresenta um levantamento de dados preliminares de uma pesquisa mais abrangente, ainda em andamento, sobre a florística total do local. O levantamento florístico total poderá subsidiar planos de manejo e conservação da Serra do Lima, que já se mostra como um promissor local para estudos ulteriores de biodiversidade e ecologia.

Autor : FRANCISCO TÁLLISSON DA COSTA MELO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Os inselbergues são montanhas monolíticas compostas de granito e gnaisse, que afloram abruptamente do solo, acima do plano circundante (POREMBSKI e BARTHLOTT 1997). Segundo Porembski (2002), as variações e delimitações ecológicas desses ambientes fazem dos mesmos, promissores locais para pesquisas sobre biodiversidade. Os inselbergues abrangem o Sudeste e o Nordeste brasileiro, apresentando uma importante representatividade na Caatinga (SALES-RODRIGUES, 2014). Embora as plantas estejam sujeitas a um ambiente de condições extremas, os processos erosivos que sedimentam rocha, causados pelos mesmos fatores, dão condições para que os primeiros organismos (cianobactérias, liquens e algas) se desenvolvam, que por sua vez, condicionam um ambiente favorável para as rupícolas, e esse processo de sucessão ecológica é continuado até se formar um ecossistema mais complexo, com substrato e aclimatação propicia para que até arbustos e árvores consigam enraizar-se e desenvolver-se (TAKAHASI, 2010). Esse trabalho tem o objetivo de analisar a importância ecológica das espécies arbóreas ocorrentes em um ambiente rupícola, o afloramento rochoso “Pelado”, como um estudo inicial, relacionado a diversidade ecossistêmica do próprio. A área estudada localiza-se em um ambiente rochoso da Serra do Lima, situada no município de Patú, microrregião de Umarizal, mesorregião do Oeste Potiguar, a uma distância de 314 km da capital do estado, com de 319,1 km² de área. O clima do município é tropical chuvoso, com precipitação anual de aproximadamente 868 mm e com temperatura variando entre 28,1 °C e 36 °C (IDEMA, 2008). O período do estudo ocorreu entre fevereiro de 2018 e junho de 2018, durante o período de maior concentração das chuvas, através de caminhadas aleatórias perfazendo todos os locais acessíveis da face rochosa do “Pelado” (uma área de 15,22 ha), registrando as espécies arbóreas encontradas nas “ilhas de vegetação”. No afloramento rochoso alvo desse estudo foi observada as seguintes espécies arbóreas: Commiphora leptophloeos (Burseraceae); Cochlospermum vitifolium (Bixaceae); Aspidosperma pyrifolium (Apocynaceae); Amburana cearensis (Fabaceae); Tocoyena formosa (Rubiaceae). Sendo o nível de substrato e declividade, fatores importantes para o enraizamento das árvores e seu consequente desenvolvimento (TAKAHASI, 2010), é totalmente possível o não desenvolvimento de arbóreas em inselbergues, como ocorreu no estudo de Gomes et al. (2011), no qual o afloramento rochoso em questão não mostrou um ambiente favorável para a instalação de espécies arbóreas, até o momento que foi estudado. Embora as espécies de hábito herbáceo tenham sido predominantes, principalmente em pequenas “ilhas de vegetação” chamadas de “tanques rochosos rasos”, onde segundo Porembski et al.(1997) o solo é mais superficial. Nas ilhas de vegetação maiores, que surgem a partir de fissuras da rocha e formam solo mais profundo permitindo uma composição florística mais complexa, foi observado a formação de microclimas diferentes, nos quais as espécies arbóreas foram ativamente participativas, dando sombra e abrigo para as espécies menos tolerantes a insolação extrema dos ambientes rochosos, fato também observado por Conceição et al. (2007) em seu trabalho. Observou-se nesse trabalho a importância ecológica que as plantas de hábito arbóreo representam para a diversidade de habitats em afloramentos rochosos. Embora sejam pontuadas em levantamentos florísticos, pouco é discutido sobre as interações ecológicas entre as árvores e outros hábitos vegetais, em ilhas de vegetação de inselbergues inseridos na Caatinga, além dos processos ecológicos e evolutivos que formam essas ilhas, logo estudos mais aprofundados são justificáveis.

Autor : LAIS FERNANDA DE PONTES SANTOS

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução As doenças pós-colheita são responsáveis por perdas dos frutos, muitas vezes antes do consumo (TAVARES, 2004). Os agentes causadores de podridão em pós-colheita possuem a capacidade de se estabelecerem no fruto imaturo e permanecerem, até que haja condições para que a infecção se manifeste. Dentre os agentes causadores dessas características destaca-se o fungo Colletotrichum gloeosporioides. Esse fungo causa grande perda de frutos de mamão (Carica papaya) produzidos em alguns estados do país. O Brasil é considerado um dos maiores produtores de mamão, mas sua comercialização é limitada, pois são altamente perecíveis e grande parte dessas perdas, são atribuídas aos fungos fitopatogênicos, Objetivos Na maioria dos casos de infestação fúngica em plantações o uso de pesticidas é bem comum, no entanto a resposta estabelecida por esta substância é visível em curto prazo, em longo espaço de tempo os pesticidas podem, devido aos efeitos residuais, induzir resistência no patógeno e trazer transtornos ao meio ambiente. Com base nisto, o presente estudo teve como objetivo, testar a atividade antifúngica do óleo de Lippia gracilis, sobre o crescimento do fungo C. gloeosporioides em frutos de mamão papaia (Carica papaya), a fim de observar sua eficácia, Metodologia O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Fisiologia e Bioquímica de Plantas, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Mossoró-RN. Os frutos de mamão papaya foram obtidos em estado de maturação, em seguida foram obtidos dados biométricos e bioquímicos de 4 frutos para comparação com os frutos submetidos aos tratamentos com óleo essencial de Lippia gracilis. Para avaliar a atividade antifúngica do óleo de L. gracilis, foi realizada a biometria dos frutos restantes e inoculação com o C. gloeosporioides. Após a inoculação, os frutos foram postos em estufa incubadora por 24 horas e submersos em solução contendo o óleo de L. gracilis em diferentes concentrações. Para comparação, um tratamento foi composto apenas por água destilada e outro por fungicida. O experimento foi constituído por cinco tratamentos e quatro repetições. Durante 8 dias e com auxílio de um paquímetro, foram tomadas as medidas diametralmente opostas do micélio e ao final do experimento, foram realizadas as análises bioquímicas dos frutos tratados. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA), teste de Tukey, e os dados foram analisados pelo programa ASSISTAT, Resultados Nas concentrações avaliadas, o óleo essencial de Lippia gracilis não demonstrou eficácia contra a inibição do fitopatógeno, pois não houve diferença estatística entre os dos tratamentos avaliados. No que se refere às análises bioquímicas, à acidez total dos frutos tratados, quando comparado com os valores das amostras previamente analisadas, nota-se que houve um aumento da acidez; Quanto a firmeza da polpa, carboidratos e sólidos solúveis totais os valores obtidos não tiveram diferença estatisticamente entre os tratamentos, Os dados apresentados da vitamina C nos mostrou que após os frutos serem tratados houve uma redução deste composto nos mamões, quando comparados com os resultados obtidos pelas amostras previamente analisadas, entretanto, os frutos que passaram pelos tratamentos não diferiram entre si com relação à quantidade de vitamina C. No que se refere ao peso, largura e comprimento dos mamões, percebe-se que não houve diferença significativa entre os dados apresentados, mostrando que o óleo não afetou os padrões biométricos dos frutos, Considerações finais O óleo essencial de Lippia gracilis não demonstrou eficácia na inibição do Colletotrichum gloeosporioides em frutos de mamão papaya, no entanto análises bioquímicas realizadas em frutos com e sem a aplicação do óleo, mostrou que não houve alterações significativas nas propriedades químicas do fruto, sendo algo benéfico. Sendo assim, conclui-se que o presente trabalho necessita ser realizado com outras metodologias na tentativa de novos resultados.

Autor : ÉRICA OLANDINI LAMBAIS

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) formam uma associação simbiótica mutualista com as raízes de plantas, originando as micorrizas arbusculares. Essa simbiose é imprescindível para o resgate e manutenção da integridade de ecossistemas florestais degradados. A importância das micorrizas para o crescimento vegetal e a revegetação de áreas degradadas é determinada por algumas condições predominantes do ambiente, como o baixo nível de nutrientes e água disponíveis no solo. As hifas dos fungos associadas às raízes das plantas aumenta o volume do solo explorado e promove uma absorção mais eficiente, aumentando a resistência das plantas hospedeiras aos estresses bióticos e abióticos. Diante desse contexto, o presente estudo objetivou avaliar a ocorrência de micorrizas e quantificar os esporos de FMA em dois estratos vegetais de Caatinga em estado de regeneração, com dois tipos de vegetação (estrato arbóreo – EA1 e estrato herbáceo-arbustivo – EA2), localizados na Estação Experimental do Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTIC) no município de Campina Grande – PB. A amostragem foi realizada durante a estação seca, em Novembro de 2017, na camada de 0-20 cm do solo. Através de um transecto de 180 m instalado na área de estudo, percorrendo os dois tipos de vegetação, foram coletadas três amostras de solo a cada 30 m, totalizando nove pontos para cada estrato vegetacional. De cada amostra retiraram-se 50 g de solo, onde os esporos foram extraídos pelo método de peneiramento úmido e por centrifugação em gradiente de densidade, utilizando solução de sacarose. Os esporos recuperados foram transferidos para placa de Petri canaletada e observado em microscópio estereoscópico, onde foram quantificados. Foram analisadas as variáveis de número total de esporos encontrados (NT) e abundância de esporos (AB = número médio de esporos por g-1 de solo) e diversidade de morfotipos. A densidade de esporos, em cada estrato, foi obtida pela média do número de esporos encontrados. Os resultados obtidos para NT variaram de 820 a 511 para EA1 e EA2, respectivamente. Já para densidade de esporos os valores encontrados foram, em média, de 91,1 (±11,8) para EA1 e de 56,8 (± 4,2) para EA2. Por fim, os resultados de AB, em média, variaram de 1,8 (± 0,2) para EA1 a 1,1 (± 0,1) para EA2. Foi possível observar diferenças entre os morfotipos de esporos de FMA encontrados, ou seja, características como tamanho, cor e formato, quando comparado os dois tipos de vegetação. No EA1 houve uma maior diversidade de morfotipos em relação ao EA2. Através dos resultados obtidos, conclui-se que a maior diversidade de morfotipos de esporos de FMA no EA1 é influenciada pelo maior número de espécies vegetais na área, sendo que o mesmo não ocorre em EA2, onde há predominância de apenas cinco espécies vegetais. Em relação aos resultados quantitativos de esporos, o EA1 apresentou valores superiores aos encontrados em EA2, podendo ser explicado pela disponibilidade de água no solo, visto que em EA1 a umidade do solo foi menor em relação a EA2 na estação seca. Estudar micorrizas dando ênfase em tais aspectos é uma boa ferramenta para compreensão de ecossistemas.

Autor : MARCELL PLATINI DE AZEVEDO VILAR

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O Brasil é um rico manancial para estudos sobre sistemática evolutiva e biogeografia de aves neotropicais. A maioria das espécies brasileiras está distribuída em cinco grandes regiões naturais: Amazônia, Floresta Atlântica, Caatinga, Cerrado e Pantanal (Silva et al. 2003). Tabarelli e Silva (2003) compilaram 82 áreas prioritárias para a conservação da caatinga, que somadas chegam a 59,4% de toda a extensão do bioma. No Rio Grande do Norte na região Seridó encontra-se a Serra das Queimadas pertencente ao município de Parelhas-RN, essa área esta no domínio da caatinga e constitui um dos sítios arqueológicos e de proteção ambiental do estado, sendo de fundamental importância para a região no que se diz respeito á preservação e conservação da flora e fauna da referida região. Assim, o presente trabalho trás como objetivo aumentar o conhecimento sobre a avifauna em ecossistemas importantes como é o Bioma Caatinga, do ponto de vista da conservação ambiental. Podendo fornecer informações que viabilizem a ampliação do número de áreas prioritárias para a sua conservação e melhoramento do manejo do ambiente. Com tudo, foi feito um levantamento identificando as espécies de aves para o aprofundamento do conhecimento sobre a população de aves locais, incluindo sua ecologia. O estudo ocorreu no sítio arqueológico mirador, situado no Seridó-RN, percorrendo também partes da serra das queimadas presente em torno do município de Parelhas-RN. O Sítio Arqueológico tem como coordenadas geográficas 6º42’34.9” S e 36º 37’56.7” W, possuindo área total de 80 hectares e altura média de 323 m em relação ao nível do mar. O mesmo se encontra em bom estado de conservação, principalmente a partir da década de 90, quando no ano de 1997 a mina de granito “Pedra do Letreiro”, que se situava no interior dessa área, foi desativada pelo órgão federal IFHAN, com o intuito de proteger e preservar a área onde se localiza achados arqueológicos (pinturas rupestres). Somente no ano de 2013 o IFHAN fez do sítio uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), enfatizando ainda mais seu intuito de preservação e conservação da área estudada. O estudo ocorreu durante 10 meses compreendendo o período chuvoso e seco da região. A área foi percorrida através de estradas e trilhas já existentes. Para os registros das ocorrências das espécies foram utilizados binóculos e câmera fotográfica. O método de registro utilizado foi o ad libitum. O diagnóstico das espécies foi realizado com o auxílio de uma planilha contendo informações como: data, hora, local, tipo de contato (visual e/ou auditivo), nome e número de indivíduos por espécie. As aves foram registradas utilizando o método proposto por Sick (1997). A listagem das espécies está apresentada conforme Sigrist (2013), o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO 2012) e The Red List of Threatened Species (IUCN 2013). A ordem filogenética segue Sick (1997). Dentre as aves avistadas, estão as espécies Ardea alba, Egretta thula, e Arundinicola leucocephala, que são comuns em ambientes com água em abundância, as espécies Icterus jamacaii e Sicalis citrino que são frequentemente encontradas em ambiente próximos a serras, e ainda Pseudoseisura cristata, Paroaria dominicana e Sporophila caerulescens, que são endêmicas da Caatinga (Sick, 1997; Silva et al., 2003). O estudo de Oliveira (2004) sobre a composição da ornitofauna na Flona de Açu, mostra resultados semelhantes ao do presente estudo, com um número de 59 espécies avistadas e considera a área como zona de refúgio faunístico, dada a elevada diversidade de aves. No presente estudo foi registrado ainda a ocorrência de uma espécie visitante sazonal, a Forpus xanthopterygius, porém, de acordo com o CBRO (2012), nenhuma das espécies avistadas no estudo está classificada como ameaçada de extinção (MMA, 2003; IUCN, 2013). De acordo com os dados obtidos sobre o levantamento e a ocorrência de aves no presente trabalho, conclui-se que a área estudada possui grande potencial para a manutenção de espécies residentes, o que mostra a sua importância na preservação da composição da avifauna da região, e ainda que o levantamento dessa classe de animais está na base dessas ações.

Autor : ADAUTO NUNES FERREIRA JUNIOR

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Popularmente conhecida como mororó, pata-de-vaca, entre outras denominações, a espécie Bauhinia cheilantra (Bong.) Steud. é uma planta nativa do Brasil e endêmica da região nordeste. De hábito arbustivo/arbóreo é encontrada no bioma Caatinga. Sua floração ocorre nos meses de julho a agosto e a propagação se dá através de sementes. O fruto é do tipo vagem e as folhas, ramos assim como os frutos são utilizados na alimentação de animais. Além disso a casca do caule e folhas são usadas na medicina natural para combater enfermidades na pele, mucosas além de estudos recentes demostrarem efeitos benéficos no combate a diabetes. Tem se tornado cada vez mais estratégico o conhecimento dos aspectos relacionados à biologia das espécies nativas, tendo em vista a domesticação e o domínio de técnicas que permitam sua reprodução por meio de mudas, aumentando ou melhorando a sua produção. A classificação de sementes por biometria tem sido empregada na multiplicação de diversas espécies vegetais, uma vez que para algumas espécies este fator pode estar relacionado com a qualidade fisiológica das mesmas. Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar variações biométricas de sementes de mororó em relação a posição que ocupam nos frutos. A avaliação biométrica foi realizada no Laboratório de Botânica aplicada da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi realizada a biometria de 200 frutos fechados por meio de processamento digital de imagens e após, procedeu-se à separação das sementes em três classes, considerando a sua posição nos frutos sendo apical medial e basal. Foram retiradas três sementes de cada perfazendo 400 sementes de cada região. Para análise biométrica utilizou-se o programa ImageJ, as etapas da análise das imagens no software ImageJ foram executadas seguindo os seguintes passos: Abertura da imagem; conversão para o tipo escala de cinza 8 bits (256 tons). A calibração da escala foi realizada em seguida, sendo que, neste trabalho, considerou-se o valor de pixels em cada imagem como referência, que foi de 2400 x 3020 pixels (10.703 pixels/mm). Em seguida, selecionou-se a área de interesse para a análise, e neste caso, realizou-se a análise de cada semente utilizando máscara de threshold, por diferença de contraste. Após este procedimento, foram selecionados os parâmetros área, perímetro, largura, comprimento, eixo maior, eixo menor e circularidade, tanto para frutos como para sementes e os resultados foram exportados para uma tabela. Os dados foram submetidos à análise de variância, sendo a médias dos lotes para cada variável avaliada efetuada pelo teste de Tukey a 1 e 5% de probabilidade. Foi possível observar variação o tamanho dos frutos avaliados apresentando comprimento médio de 16 cm. Houve diferença estatística nos dados biométricos de área, perímetro, largura, comprimento, eixo maior, menor e circularidade entre as sementes avaliadas, demonstrando diferenças de preenchimento em relação a fonte-dreno.

Autor : AGEU DA SILVA MONTEIRO FREIRE

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:As unidades de Proteção Integral, visam manter os ecossistemas livres de alterações ocasionadas pelos seres humanos, sendo permitido apenas o uso indireto dos seus atributos naturais.Na Estação Ecológica as alterações dos ecossistemas são permitidas somente quando estabelecer medidas na restauração de ecossistemas modificados, no manejo de espécies para preservar a diversidade biológica, na coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas, e nas pesquisas científicas. A percepção ambiental relaciona o ser humano com o meio ambiente, onde a demonstração dessa relação ocorre individualmente, causado pela percepção de cada um. Diante disto, o estudo teve como objetivo analisar o perfil, assim como a percepção ambiental de pessoas que frequentaram a Estação Ecológica do Seridó. O local do estudo é a Estação Ecológica (ESEC) do Seridó, com uma área de 1166,38 ha. A ESEC está situada no município de Serra Negra do Norte/RN, distante 319 km da capital Natal, onde 100% da área está no bioma Caatinga, estando inserida na depressão sertaneja setentrional. O local é uma das áreas mais secas da Caatinga, apresentando clima semiárido, com vegetação seca e esparsa, contendo arbustos e árvores de até 2 m de altura. Aplicou-se questionários semiestruturados a pessoas que frequentaram a ESEC. O questionário era constituído por perguntas objetivas que tinham o intuito de medir o grau de percepção dos entrevistados sobre a importância de uma Unidade de Conservação e da ESEC na Caatinga. As perguntas exploravam informações sociais e do perfil do entrevistado, como além do grau de conhecimento sobre Unidades de Conservação e sobre a importância do bioma Caatinga. Depois de respondidos, os questionários foram recolhidos e seus dados avaliados. Os resultados do questionário respondido mostraram que dos entrevistados, 68,4% são do sexo feminino e os outros 31,6% do sexo masculino. A faixa etária dos entrevistados é de 18 a 46 anos. Com relação ao nível de escolaridade 68,2% dos entrevistados cursam uma graduação, enquanto 15, 8 % já possui curso superior completo e 21,1% cursam uma pós-graduação, e 94,7% dos entrevistados cursaram disciplina de curso ambiental na graduação. 52,6% responderam que meio ambiente era natureza com humanos, 21,1% que é apenas a natureza, e os demais responderam outras alternativas, menos que é um lugar exclusivo para humanos. Foi perguntado se os entrevistados já foram para outras Unidades de Conservação, onde 89,5% responderam que sim. Para quem foi, questionou-se a principal atividade praticada na Unidade, em que 58,8% disseram que foram a passeio, 17,6% foram fazer pesquisa, 17,6% foram praticar caminhada ou corrida, e 5,9% foram em atividades de aula. Foi perguntado qual palavra estava mais relacionada com Unidades de Conservação, onde 42,1% responderam que é a palavra biodiversidade, 31,6% a palavra conservação, 21,1 a palavra proteção e 5,3% a palavra natureza. Foi perguntado se a estrutura da ESEC era suficiente, onde 52,6% responderam que não. Também foi questionado quais as principais fragilidades encontradas, em que 35,3% responderam que era a estrutura, 29,4% a segurança e 29,4% o acesso. Depois questionou se a criação de unidades de conservação é efetivamente suficiente para assegurar a proteção dos recursos naturais, culturais e históricos, onde 57,9% responderam que não. 94,7% disseram que as pessoas não valorizam o bioma Caatinga, e todos acham importante a ESEC no local e que deveriam serem criadas mais Unidades de Conservação. 57,9% dos entrevistados disseram que a graduação deles não oferece divulgação e apoio para pesquisas na ESEC, sendo necessários mais incentivos. O estudo mostrou a importância de conhecimentos a respeito das questões ambientais na graduação e que o bioma Caatinga ainda não tem tanta valorização, devendo existir mais incentivos para conservá-la.

Autor : JOSÉ ADEILDO DE LIMA FILHO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Os insetos representam o grupo mais numeroso e diversificado de animais do nosso planeta, representados por mais de um milhão de espécies, cerca de 80% dos animais, habitando todas as regiões do planeta, exceto os polos (COSTA et al., 2008). Estudos com a abundância, diversidade e sazonalidade dos insetos permitem avaliar a qualidade de um ambiente (KIM, 1993). O presente trabalho propôs uma forma alternativa de se coletar insetos para uma aula prática, envolvendo alunos do ensino médio de uma escola pública, utilizando armadilhas de garrafa PET, fornecendo um destino útil a essas embalagens. As armadilhas foram confeccionadas com garrafas PETs de 2 litros, transparentes. Em cada garrafa foram feitas 3 janelas de 5cm x 5cm, distando entre si em 6cm, deixando um aparato para o pouso dos insetos, modelo proposto por Lima Filho et al. (2014). Como atrativos para os insetos, utilizaram-se 3 tipos de sucos de frutas, a saber: acerola, melancia e goiaba, com 3 repetições para cada suco e 3 gotas de detergente neutro. Três armadilhas-testemunhas (controle), contendo apenas água e 3 gotas de detergente neutro, também foram instaladas. As coletas ocorreram durante três semanas entre 03 de outubro de 2017 e 17 de outubro de 2017, totalizando três coletas ao todo. Foram coletados 159 insetos, distribuídos em 7 ordens: Hymenoptera, Diptera, Neuroptera, Lepidoptera, Orthoptera, Blattodea, Coleoptera. A armadilha que coletou o maior número de insetos (82) e de diferentes ordens (as sete ordens citadas anteriormente) foi a contendo suco de melancia. As armadilhas que coletaram menor número de insetos foram as que continham suco de acerola (55) e goiaba (22), ambas com 4 ordens apenas. A ordem com o maior número de insetos coletados foi Hymenoptera com 77 espécimes e a com menor abundância foi Orthoptera com apenas 1 indivíduo capturado. Os resultados obtidos demonstram que é possível utilizar, um recurso de baixo custo, como a armadilha para captura de insetos em questão, com a finalidade de se realizar simples levantamentos de espécies, como em uma aula prática, o que pode ajudar a melhorar a fixação do conteúdo teórico ministrado pelo professor em sala de aula, uma vez que, essa prática aproxima o aluno ao objeto de estudo.

Autor : ANA BEATRIZ SILVA DE ARAÚJO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A cebolinha é uma planta pertencente à família das Aliáceas, comumente utilizada como condimento, é uma planta medicinal rica em vitamina A, seu nome científico é Allium fistulosum, originária da Sibéria, conhecida como cebolinha comum, a planta é considerada perene, apresenta folhas cilíndricas fistulosas, com coloração verde escura. (FREDDO et al., 2014). Uma das frutas que também tem a presença da vitamina A em sua composição é a laranja, que segundo Fronza e Hamman (2015) a laranja é uma das frutas mais populares e consumidas da família Rutaceae (família dos cítricos). Assim como a maioria das espécies pertencentes a essa família, elas têm sua origem na Ásia e existem registros de cultivo na China em 2500 a.C. (FRONZA E HAMMAN, 2015). O objetivo dessa pesquisa em andamento é a execução do procedimento para obtenção do extrato da cebolinha e, posteriormente utilizar em frutos de laranja, permitindo aos agricultores que cultivam o fruto tenham uma maior durabilidade e uma menor de perda na comercialização, na hipótese desse extrato inibir ou retardar o aparecimento de fungos pós-colheita. As técnicas utilizadas para a produção do extrato bioativo da cebolinha, iniciaram-se no Laboratório de Biologia do IFPB-Campus Campina Grande. A planta foi adquirida no comércio de Campina Grande-PB, levada ao laboratório. Foram utilizadas 200 g da planta a qual foi cortada em pequenos pedaços e colocada em um recipiente de plástico, em que foi acrescentado 450 ml de álcool 70%, fechando e colocando sob a bancada. Após sete dias, foi realizada a filtração e recolhendo em vidro escuro. Em seguida, pegou-se cinco baldes de plásticos grandes e adicionou-se três laranjas em cada. Acrescentou-se 900ml de água e uma concentração de 0 ml, 60 ml, 70 ml, 80 ml e 90 ml do extrato em cada balde. As laranjas permaneceram mergulhadas no recipiente por duas horas. Após esse tempo, retirou-se e colocou-se as laranjas expostas sobre a bancada. Os registros do possível aparecimento e desenvolvimento de fungos serão feitos de forma visual e por registros fotográficos. Espera-se que o extrato aplicado no fruto tenha um efeito inibidor ou de retardamento do aparecimento de fungos. Essa pesquisa pretende aumentar a vida útil dos frutos de laranja para os agricultores, no seu período de pós-colheita do fruto, para obter uma maior durabilidade e um índice menor na perda em sua comercialização, permitindo aos agricultores e aos comerciantes obterem uma melhor rentabilidade na venda desse produto.

Autor : CAMILA DE BRITO BATISTA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O coentro (Coriandrum sativum L.), pertencente à família Umbelliferae, originário da região do mediterrâneo, é amplamente utilizada na culinária brasileira, especialmente na Região Nordeste. (MELO et. al., 2003). Segundo Kimati 1997, atualmente em todos lugares do mundo onde se pratica uma agricultura econômica, a intervenção para o controle de doenças de plantas é largamente utilizada. (SCHWAN-ESTRADA et al., 2000). Segundo Swingle A laranja é um fruto originado da árvore laranjeira cujo nome cientifico é Citrus sinensis L. da família Rutaceae, proveniente das regiões tropicais do continente asiático, foi introduzida no Brasil pelas expedições colonizadoras. (COSTA et. al., 2014). Esse trabalho tem como objetivo realizar técnicas de obtenção do extrato do coentro, visando utilizar os princípios ativos existentes no extrato dessa hortaliça, para que ocorra uma inibição ou retardo na infecção de fungos e bactérias que prejudique o desenvolvimento do fruto, e também objetivando auxiliar agricultores que cultivam a laranja, para os mesmos desfrutarem de uma maior durabilidade e para possuir menores índices de perdas e prejuízos pós-colheita. Os frutos e a hortaliça utilizada foram adquiridos no comercio na região de Campina Grande. A atividade de pesquisa foi iniciada no Laboratório de Biologia do IFPB – Campus Campina Grande. A princípio foi utilizada a hortaliça sendo picada, em pequenos pedaços, e colocado em um recipiente de plástico pequeno, no mesmo recipiente foi depositado 500 ml de álcool 70% para obter o extrato da hortaliça. Depois de sete dias o extrato já pronto, foi filtrado para retirar resíduos sólidos que havia no recipiente utilizado. Em seguida pegou – se cinco recipientes de plástico grande, e depositou-se 900 ml de agua em cada, depositando 0 ml, 60 ml, 70 ml, 80 ml e 90 ml, do extrato em cada recipiente e colocando três laranjas em cada recipiente. Deixou-se mergulhadas na mistura por duas horas e depois foram retiradas e colocadas em cima de uma bancada. Os registros do possível aparecimento e desenvolvimento de fungos serão feitos de forma visual e por registros fotográficos. Espera-se que o extrato aplicado no fruto tenha um efeito inibidor ou de retardamento do aparecimento de fungos. Essa pesquisa pretende aumentar a vida útil dos frutos de laranja para os agricultores, no seu período de pós-colheita do fruto, para obter uma maior durabilidade e um índice menor na perda em sua comercialização, permitindo aos agricultores e aos comerciantes obterem uma melhor rentabilidade na venda desse produto.

Autor : CÍCERO BATISTA DO NASCIMENTO FILHO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Áreas florestais perturbadas regeneram-se devido à germinação das sementes de origem alóctone e/ou autóctone e propagação vegetativa. As perturbações, dependendo da frequência e intensidade, permitem a regeneração da área em tempos distintos, visto que os fatores influentes nesse processo podem ser intensificados ou retardados, como: a resiliência das espécies, condições de rebrota dos indivíduos e/ou viabilidade do banco de sementes (RICKLEFS, 2010). Há ainda a imigração de espécies que poderão se comportar como exóticas/invasoras, influenciando o desenvolvimento local. Dados estes fatores, inicia-se o processo de regeneração natural que lentamente reestrutura e diversifica a floresta com passar do tempo. As espécies pioneiras mudam gradualmente o ambiente, permitindo que outras, mais complexas, se instalem e levem a floresta regenerante às características próximas de uma floresta madura (ANTONINI & FREITAS, 2004; GUREVITH et al, 2009). Este trabalho buscou acompanhar as mudanças na demografia populacional de C. trichotoma durante 10 anos, em uma floresta antropogênica no semiárido brasileiro. Foram realizados três inventários: em 2008 (LOPES et al. 2011); 2013 (ANDRADE, 2017); e 2018 (este trabalho). Os trabalhos foram realizados em um fragmento de 3 ha de floresta tropical sazonalmente seca (caatinga), que sofreu corte raso para plantio de Opuntia fícus-indica (L.) Mill (palma gigante), sem uso de fogo ou agrotóxico (LOPES et al, 2012). Atualmente o fragmento está com 23 anos de regeneração natural e encontra-se separado de uma floresta madura, por uma estrada de barro com aproximadamente 3 m. Na floresta madura, não existe registro de corte raso há pelo menos seis décadas (ALCOFORADO-FILHO, 2003). Os três inventários foram feitos no mesmo local, com 100 parcelas de 50 m² (5 m x 10 m) organizadas em cinco transectos de vinte parcelas, separados um do outro por um corredor de 3 m. Para caracterizar a estrutura da população, mediu-se as alturas, diâmetros ao nível do solo (DNS) ≥ 3 cm dos indivíduos e a abundância total e a densidade média. Calculou-se ainda a frequência de altura dentro de intervalos de classes a partir da fórmula de Spiegel e regra de Sturges (FELFILI e REZENDE, 2003 apud FONTENELE, 2014). O efeito do tempo sobre os atributos densidade, altura e diâmetro da população foi verificado usando o GLM (Modelo Linear Generalizado), com teste a posteriori de Tukey. Os resultados mostraram uma abundância de 256 indivíduos em 2008, 234 em 2013 e 285 em 2018. A densidade média foi semelhante ao longo do tempo, com 2,56 ind/50m2, 2,34 ind/50m2 e 2,85 ind/50m2 em 2008, 2013 e 2018, respectivamente. A altura média dos indivíduos foi 2,6 m em 2008 e aumentou significativamente (F(4,166)=6.7667, p=0.00005) para 3,4 m e 3,3 m nos anos seguintes. A população foi separada em nove classes de altura. Em 2008 e 2013 a proporção de indivíduos entre 2,8 e 5,1 m foi de aproximadamente 65%. Em 2018 essa proporção caiu para cerca de 50%. Apenas em 2008 e 2013, cerca de 2% da população foi representada por indivíduos com mais de 6 m. O DNS médio foi 3,8 cm em 2008, 4,1 cm em 2013 e aumentou significativamente para 4,9 cm em 2018 (F(4, 166)=6.7667, p=0.011484). Em conclusão, embora não tenha havido diferença significativa na densidade média ao longo do tempo, houve um leve aumento na abundância de indivíduos. A maior parte da população é formada por indivíduos jovens e houve um investimento significativo na ocupação do espaço horizontal e vertical. Diante do exposto, a população C. trichotoma vem regenerando lentamente e os indivíduos estão investindo em crescimento, o que pode aumentar as chances de se tornarem mais competitivos por espaço e recurso, garantindo a estabilidade da população.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas