Autor : MARINALVA FERREIRA DOS SANTOS

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Inselbergs consistem de afloramentos rochosos de origem granítica ou gnáissica,ocorrendo em ilhas naturais ou em grupos de fragmentos que emerge acima da planície que os cercam. Apesar de serem bastante comuns ainda são poucos estudados. Nesse cenário diferentes famílias, podem ser encontradas dentre elas a família Commelinaceae, que possui grande distribuição nos trópicos e subtropicos, tendo uma ampla variedade de espécies.Considerando a escassez de dados específicos sobre biodiversidade em inselbergs no Brasil, e especialmente na Região Nordeste, reforça a importância de se conhecer a diversidade florística nesses ecossistemas, especialmente no que diz respeito a família Commelinaceae. Portanto o objetivo desse trabalho foi fazer um estudo sobre à diversidade da família Commelinaceae na Serra do Lima, visando contribuir para o conhecimento da flora de inselbergs e, também, da riqueza e distribuição da família nessas formações rochosas. O estudo foi realizado em um inselberg localizado na da Serra do Lima no município de Patu-RN. A região possui clima é tropical chuvoso, índices pluviométricos médios de 868 mm e temperatura entre 28,1 °C e 36 °C (IDEMA, 2008).Foram realizadas visitas mensais ao inselberg entre março de 2017 e junho de 2017,abrangendo o período chuvoso. A identificação do material botânico foi realizada a partir de consultas a bibliografia especializada no Laboratório de Ecologia e Sistemática Vegetal - LESV da UERN e de consultas a especialistas. Os espécimes coletados foram tratados baseando-se nas técnicas documentadas por Judd et al. (2009). A análise e identificação do material botânico para construção da lista florística, foram feitas baseando-se no APG IV (2016).Este estudo registrou cinco espécies para a família Commelinaceae: Aneilema sp,Callisia filiformis (M. Martens & Galeotti) D.R. Hunt, Commelina benghalensis Commelina obliqua Vahl, Tradescantia ambigua Mart ex Schult. & Schult.f. Já haviam sido relatadas para inselbergs no Brasil, observa-se ainda, que, os representantes da família encontrados nos afloramentos rochosos estudados apresentam preferência por regiões xéricas, sendo, por esta razão, mais comumente encontrados na vegetação de Caatinga.Portando a presença das espécies da família das Commelinaceae encontradas na Serrado Lima em Patu –RN, está relacionada ao ambiente onde as espécies foram encontradas. Sãotipicamente observadas em ambientes úmidos e muito bem adaptadas aos micro habitats formados em ambientes serranos e Mata Atlântica. Sendo significativa a ocorrência dessas espécies dentro de um inselberg inserido na área de Caatinga.O estudo em questão mostrou muita relevância dentro de um trabalho ainda em andamento, um levantamento da flora total da Serra do Lima, que visa contribuir com novas informações sobre a composição florística do RN e conservação do ambiente estudado.

Autor : RITA MAGALLY OLIVEIRA DA SILVA MARCELINO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O processo de desertificação encontra-se em maior proporção nos estados da região Semiárida do Nordeste, em especial na Paraíba (INSA, 2012). O extrativismo vegetal desordenado apresenta potencial para programas de reflorestamento. Os solos do Bioma Caatinga com manejo inadequado do solo são os principais fatores que contribuem para este processo (OLIVEIRA et al, 2017). As espécies florestais jucá (Caesalpinia ferrea), craibeira (Tabebuia aurea) e cumaru (Amburana ceareisis), especialmente os Luvissolos, são pobres em fósforo e em matéria orgânica. O fósforo (P) atua como elemento essencial, em que sua carência afeta diretamente nos processos fisiológicos das plantas (SILVA et al., 2010). Com isso, no presente trabalho objetivou-se avaliar o acúmulo de fósforo (P) em espécies nativas do Bioma Caatinga, cultivadas em amostras de um Luvissolo Crômico degradado, em função de doses de P com adição e sem adição de matéria orgânica. O experimento foi realizado em ambiente telado do Centro de Ciências e Tecnologias Agroalimentar da Universidade Federal de Campina Grande, (CCTA/ UFCG), campus Pombal. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 5 x 3 x 2, sendo cinco doses de fósforo (0, 50, 100, 150 e 200 mg dm-3 ), três espécies arbóreas: cumaru (A. ceareisis), craibeira (T. aurea ) e jucá (C. ferrea) e duas doses de matéria orgânica (0 e 50g/kg). Aos 120 dias de cultivo, separaram-se as partes aéreas das mudas e das raízes, as quais foram secas em estufa (65ºC) para a obtenção do acúmulo de P na massa seca de folhas (MSF), de caule (MSC) e massa seca de raízes (MSR), bem como a massa seca total (MST), onde foram trituras no moinho de facas para posterior analise da leitura de fósforo. As quantidades acumuladas de P nas espécies craibeira e jucá foram positivamente influenciados pelas doses de P aplicadas, independentemente da adição de matéria orgânica ao solo. A espécie craibeira acumulou as maiores quantidades de P em suas folhas, caule e massa seca total quando comparada com as demais espécies. No entanto, dentre as espécies estudadas, o cumaru apresentou o menor acúmulo de P em sua massa seca, não apresentando ajuste significativo em nenhuma das partes da planta. De maneira geral, independente da espécie florestal estuda, a adição da matéria orgânica proporcionou os maiores acúmulos de P na massa seca de folhas, do caule, e total. Portanto, a matéria orgânica contribuiu para aumentar a disponibilidade de P no solo e assim favoreceu o acúmulo de P nas espécies estudadas, independentemente das doses deste nutriente (LIMA, 2015). Desse modo, conclui-se que apesar dos distintos comportamentos das espécies florestais estudadas a adição da matéria orgânica em função das diferentes doses de fósforo aplicadas no solo atuou de forma significativa para o acumulo de P nas plantas.

Autor : LAINE SIMONE SILVA DE ARAÚJO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: A leucena (Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit.) é uma leguminosa originária do México, sendo encontrada em toda região tropical (SKERMAN, 1977). É pertencente à família Fabaceae, sendo considerada uma espécie invasora que pode afetar a biodiversidade do local em que se instala, através da competição com as espécies nativas. A leucena possui características que favorecem o processo invasivo, como rápido crescimento (FRANCO; SOUTO, 1986), e florescimento todo o ano com alta produção de sementes (ALVES et al., 2014). Conforme comprovado por Chou e Kuo (1986), a atividade alelopática da leucena é atribuída ao aleloquímico mimosina. Como é um fenômeno que ocorre largamente em comunidades de plantas, a alelopatia é um dos mecanismos por meio do qual determinadas plantas interferem no desenvolvimento de outras, alterando o padrão e a densidade (SMITH, 1989). Objetivo: Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo principal contabilizar as árvores que estavam sofrendo alelopatia pelas leucenas na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte no campus central em Mossoró/RN, além de identificar a quantidade de leucenas presentes no campus, tendo importância para entender a distribuição desta espécie. Metodologia: O trabalho foi realizado em outubro de 2018 na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, no município de Mossoró/RN. Esta região é caracterizada por ser pertencente ao bioma caatinga, que possui um clima semiárido. A coleta de dados se deu através de caminhadas aleatórias pelos blocos FAEF, FASSO, FAD, FE, FALA, FACIC e FANAT no campus central, onde foi contabilizado o número total de árvores, o número total de leucenas e o número de árvores que estavam sofrendo alelopatia por leucenas. Resultados e discussão: Das 418 árvores encontradas pelo campus central, 74 tinham uma leucena crescendo em sua proximidade, ou seja, aproximadamente 18% das árvores do campus estão sofrendo alguma influência da atividade alelopática da Leucaena leucocephala. Foram contabilizadas 91 leucenas que não estavam relacionadas a outra planta, sendo assim, foram encontradas um total de 165 leucenas, estando relacionadas ou não a outra planta. Durante a pesquisa em campo, foram visualizadas muitas sementes dispersas abaixo e em locais próximos de onde haviam leucenas, assim como relatado por Baskin (2014), o tipo de dispersão e a quantidade de propágulos produzidos pela leucena sugere que a espécie forma um banco de sementes abaixo da sua copa. Esse banco é caracterizado pelo acúmulo de sementes no solo que não germinam e podem ser viáveis por anos. Para controlar a comunidade das leucenas e a rápida dispersão das mesmas no campus da UERN devem ser tomadas algumas medidas para que o ecossistema nativo não seja afetado. Zárati (1987) e Lorenzi et al. (2003), afirmam que a leucena tem uma multiplicidade de usos, inclusive, forragem para gado, sendo assim, pode-se trazer como alternativa para controlar a rápida dispersão dessa planta o uso da mesma para o alimentação do gado, uma vez que, no Nordeste, foi introduzida como alternativa para o suprimento forrageiro do gado (SOUZA; ESPÍNDOLA, 2000). Verificou-se a morte em que a leucena cresceu nas proximidades. Não se pode afirmar que a morte decorreu da presença da leucena, para isso, seriam necessárias pesquisas bioquímicas para a melhor análise do efeito da leucena sob essas plantas. Entretanto, há algumas pesquisas na literatura que comprovam que a leucena pode interferir na germinação e desenvolvimento de outras plantas. Chou e Kuo (1986) comprovou que as folhas de leucena apresentam fitotoxidade sobre a alface. Scherer et al. (2005) também já haviam constatado anteriormente a atividade alelopática de leucena sobre espécies arbóreas como a canafístula (Peltophorum dubium Spreng), mostrando que a leucena pode interferir em algumas espécies influenciando sua germinação ou desenvolvimento.

Autor : PAMELA MELO DA ROCHA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A inserção de novas tecnologias na sociedade atual, sem nenhum planejamento ou reflexão sobre as consequências, interfere na sustentabilidade, o que acarreta problemáticas ambientais; este fator está relacionado ao desequilíbrio entre o crescimento da população e a extração abundante dos recursos naturais e o mau gerenciamento dos resíduos sólidos segunda a ideia de Ramos (2010). Assim, de forma silenciosa e menos perceptível, zonas costeiras, mares e oceanos de todo o mundo também sofriam gradativamente os efeitos da expansão da ocupação e dos usos humanos, sem receber a devida consideração (MMA, 2010). Possíveis soluções para minimização desses problemas são o desenvolvimento de uma conscientização e mudança de hábitos da sociedade, objetivando tornar cada cidadão uma parte ativa nessa teia de relacionamento entre o homem e o meio ambiente, haja vista que, durante a maior parte das últimas décadas, a preocupação da população se concentrou prioritariamente na proteção dos ecossistemas terrestres diz Philippi Jr (2014).Assim, estudos de abordagem foram realizados no manguezal e Praia do Forte (locais de grande relevância no âmbito ambiental e socioeconômico) em Natal-RN, pois a cidade tem o turismo como grande atividade econômica (BELTRÃO,2017); assim sendo, a preservação desses ecossistemas é essencial para seu desenvolvimento, tendo em vista que podem não receber o devido cuidado e importância, tanto da parte do governo, quanto da população. O presente artigo teve como objetivo analisar os conhecimentos da população acerca das condições ambientais da Praia do Forte e do manguezal presentes na Zona Leste da cidade de Natal-RN e a partir dos resultados do questionário propor ações que melhorem as condições desses ecossistemas, assim como, ações que possibilitem a transformação do modo de pensar e agir do cidadão para viabilizar a qualidade de vida da sociedade e do meio ambiente. A metodologia adotada para o desenvolvimento da pesquisa foi, primeiramente, bibliográfica, pois baseou-se em materiais já elaborados para obtenção de maiores conhecimentos acerca da temática estudada, exploratória devido ao levantamento bibliográfico feito para estimular a compreensão e descritiva, pois utilizou-se como técnica de padronização de coleta de dados um questionário online com onze perguntas objetivas (respondidas por cem participantes), no intuito de estudar e analisar características, opiniões e atitudes da população que frequenta ou apenas transita pela região onde se localiza o manguezal e a Praia do Forte. Conclui-se que, mediante os resultados obtidos, é imprescindível a conscientização da população sobre sua interação com a natureza e seus recursos naturais e a importância de se efetivar um desenvolvimento sustentável para promoção de uma relação harmônica com o meio ambiente, assim como, a reivindicação por maiores atitudes advindas do poder público, haja vista, as condições atuais da zona costeira e seus ecossistemas. Para tal propõem-se a elaboração de um projeto social de educação ambiental para toda população, um curso para manejo de resíduos sólidos para os ambulantes e donos de quiosques na beira mar, maior fiscalização dos órgãos ambientais e investimento em pesquisas para eliminar a poluição da zona costeira, além da viabilização do turismo ecológico. Tais medidas já seriam transformadoras para o desenvolvimento sustentável do meio ambiente.

Autor : SARA REGINA DA SILVA DE OLIVEIRA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Vigna luteola popularmente chamada de “feijão das praias” e Macroptilium lathyroides popularmente chamada de “feijão de rolinha” são plantas da família Fabaceae, nativas, de ocorrência natural e com ampla distribuição pelo Brasil (SNAK; SALINAS, 2018), estando presentes, inclusive, em regiões com condições de estresse hídrico e salino como as vivenciadas no semiárido do nordeste brasileiro (VASCONCELOS et al, 2011; FERREIRA, 2005). Possuindo baixas exigências quanto á fertilidade as espécies mostram grande capacidade de estabelecimento em regiões afetadas por ações antrópicas, e contribuem com a nitrogenação dos solos, além de possuem alto potencial forrageiro (SILVA et al, 2017;MARTINS, 2014). Nesse contexto da importância de V. luteola e M. lathyroides objetivou-se com esse trabalho analisar a germinação das espécies sob condições controladas de diferentes temperaturas, bem como traçar um comparativo entre ambas visto o pertencimento compartilhado ao grupo das leguminosas. As sementes foram coletadas, beneficiadas e armazenadas em geladeira no Laboratório de Ecologia da Universidade Estadual do Ceará, local onde também ocorreram os testes. Estes se deram com 10 repetições de 20 sementes cada em temperaturas de 25 e 30°C para ambas as espécies. As sementes foram colocadas em Placas de Petri com substrato de duas folhas de papel filtro qualitativo e encubadas em câmaras de germinação do tipo B.O.D por 10 dias, onde foram submetidas a fotoperíodo de 12h-luz e regadas com água destilada para manutenção da umidade do substrato. A cada 24 horas foi registrada a quantidade de sementes germinadas visando o cálculo de porcentagem de germinação e de IVG (Índice de Velocidade de Germinação). Os dados coletados foram analisados com auxílio de Excel. Em V. luteola registrou-se na temperatura de 25°C germinação de 77,5% das sementes, IVG de 4,88 e início da germinação no segundo dia após a semeadura, onde também houve maior quantidade de germinação de sementes. Já em 30°C, V. luteola obteve 89,5% de sementes germinadas, IVG de 7,99 e início da germinação no primeiro dia após a semeadura onde também ocorreu a maior quantidade de germinação de sementes. Para M. lathyroides encontrou-se em 25°C, germinação de 37% das sementes e IVG de 2,10; já em 30°C obteve-se 53% de sementes germinadas e IVG de 2,82. Em ambos os testes o inicio da germinação ocorreu no segundo dia e até o quinto dia permaneceu germinando quantidades semelhantes. Nas condições supracitadas o Feijão das praias obteve melhor comportamento germinativo na temperatura de 30°C assim como o Feijão de rolinha. O dia de início da germinação das sementes após a semeadura evidencia que as espécies são de rápida germinação. Porém apesar de pertencerem a mesma família e sub-família é perceptível a baixa germinação de M. lathyroides quando comparada com V. luteola nas mesmas condições, evidenciando possivelmente ser a duração do fotoperiodo o fator responsável pelo inicio da germinação do feijão de rolinha atrelado a algum processo de dormência da semente.

Autor : SIMONE PAES BASTOS FRANCO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: A crescente busca por plantas que apresentem capacidade de captura do radical livre no organismo humano vem merecendo destaque pela minimização de doenças degenerativas e câncer (NEVES E BRANDÃO, 2012). Extratos de espécies vegetais apresentam em sua composição química, diversos metabólitos secundários que são responsáveis por conferirem às plantas várias atividades biológicas merecendo destaque a atividade antioxidante (Silva et al, 2014). A Mimosa tenuiflora, uma leguminosa pertencente à família Mimosoideae, popularmente conhecida como jurema preta, é encontrada na região caatinga, apresenta diversos compostos bioativos em sua composição e é muito utilizada na medicina popular (NEVES, 2015). Objetivo: Diante do que foi exposto o presente trabalho teve como objetivo determinar a composição de compostos fenólicos e avaliar a atividade antioxidante da Mimosa tenuiflora. Metodologia: Foi realizado uma extração por maceração das folhas de mimosa tendo como solvente extrator o acetato de etila. A avaliação da atividade antioxidante foi realizada segundo metodologia descrita por Mensor et al (2001). A partir de 0,0025 g do extrato vegetal em 25 mL de etanol foi preparada as soluções para a leitura, que para cada concentração analisada foi retirado uma alíquota de 2,5 mL (em triplicata) e posteriormente a adição de 1,0 mL da solução etanólica de DPPH a 0,3 mM. Para o preparo do branco (em triplicta – para cada concentração), foi adicionado em cada vidro âmbar 2,5 mL da solução teste e 1,0 mL de ETOH 99%. O negativo foi realizado em triplicata e em cada vidro âmbar foi adicionado uma alíquota de 2,5 mL de ETOH 99 % e 1,0 mL da solução etanólica de DPPH. A determinação e quantificação dos compostos fenólicos foi realizada utilizando-se da técnica de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. O equipamento utilizado foi um HPLC Shimadzu. Resultados: Na análise cromatográfica, a amostra analisada apresentou diversos compostos fenólicos. Sendo possível observar que o extrato das folhas de Mimosa tenuiflora (fração acetanólica) apresentou uma maior diversidade de compostos fenólicos podendo citar o catecol (4,61mg/L), o ácido cafeico (4,70mg/L), a cumarina (0,53mg/L), o ácido salicílico (4,66mg/L), a rutina (1,50mg/L), a quercetina (48,70mg/L) e o kaempferol (2,48mg/L) em relação a outros estudos que apresentaram apenas quantificação de compostos fenólicos totais pelo método de Folin-Ciocalteau igual a 39,8g/100g de extrato (NEVES e BRANDÃO, 2014) e uma quantificação de 261,74mg EAG/g de extrato da espécie Mimosa hostilis (CUNHA, 2015). Na avaliação da atividade antioxidante a amostra estudada apresentou atividade antioxidante pelo método DPPH. Sendo possível observar que em uma concentração baixa de 200 µg/mL, a M. tenuiflora atingiu um percentual de atividade antioxidante igual a 94,31 %. Considerações finais: Diante das análises realizadas, foi possível identificar e quantificar alguns constituintes bioativos que conferem à planta estudada a capacidade de minimizar ou inibir a ação oxidativa de espécies radicalares. Vale ainda ressaltar que o potencial de captura do radical livre DPPH pela espécie apresenta valores significativos e ainda apresenta uma quantidade de compostos fenólicos significativa.

Autor : SIMONE PAES BASTOS FRANCO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: No decorrer da história da humanidade, as plantas foram vitais na cura de diversas doenças por apresentarem atividades farmacológicas (BURQUE et al, 2013). O Brasil possui uma ampla biodiversidade, contudo, as espécies catalogadas ainda são poucas e são restritamente estudadas quanto ao seu potencial farmacológico, dificultando a utilização destas (RIBEIRO et al, 2014). Os compostos fenólicos são metabólitos secundários amplamente encontrados no reino vegetal responsáveis por apresentarem propriedades farmacológicas (LIMA e CARVALHO, 2013). A Capparis flexuosa é conhecida popularmente como feijão bravo e apresenta-se na medicina como contribuinte de diversas enfermidades (BARRETO, 2005). É uma espécie considerada fonte de flavonoides (JUNIOR et al, 2015). Objetivo: Diante do que foi exposto, o objetivo desse trabalho foi realizar uma análise cromatográfica e quantificar os compostos fenólicos e os flavonoides da Capparis flexuosa. Metodologia: A determinação e quantificação dos compostos fenólicos realizada utilizando-se da técnica por HPLC (cromatografia líquida de alta eficiência) foi feita em um equipamento da marca Shimadzu. Para quantificar o teor de fenóis totais e flavonoides foi utilizado método descrito por Rezende (2010) e Siqueira (2011) respectivamente e realizada uma curva de calibração de ácido gálico e quercetina, respectivamente nas concentrações que variaram de 0,15 a 0,005 mg/mL. Em seguida, as concentrações da amostra foram realizadas em triplicata e, após a obtenção das absorbâncias em espectrofotômetro, os resultados foram interpolados para a curva de calibração obtendo-se a concentração em miligramas equivalentes de ácido gálico (para compostos fenólicos) e quercetina (para flavonóides) por grama do extrato. Resultados: A amostra analisada apresentou diversos constituintes em sua composição química através da análise cromatográfica por HPLC. Sendo possível observar a presença e quantificação do ácido gálico (5,02mg/L), catecol (133,54mg/L), ácido clorogênico (17,56mg/L), ácido vanílico (0,34mg/L), ácido cafeico (6,40mg/L), vanilina (5,05mg/L), seringaldeído (13,22mg/L), ácido cumárico (19,05mg/L), cumarina (133,45mg/L), ácido salicílico (8,21mg/L), rutina (946,04mg/L), quercetina (209,81mg/L) e kaempferol (4,13mg/L). Tais compostos são muito citados na literatura científica por sua ação antioxidante. O teor de fenóis totais que foi quantificado foi de 1.916,9 mg EAG/g de extrato e, o de flavonoides de 84,04 mg EQ/g de extrato da C. flexuosa resultado esse superior a outros descritos na literatura que, segundo JUNIOR (2015), apresentou um resultado igual a 595,47mg EQ/g de extrato e 61,31 mg EAG/g de extrato. Considerações finais: Tendo em vista o crescimento pela busca de plantas que apresentem potencial terapêutico, fica evidente a necessidade de se estudar as propriedades farmacológicas destas e a correta forma de uso. A espécie Capparis flexuosa apresenta-se como uma fonte de compostos bioativos o que valida a necessidade de estudos sobre o potencial farmacológico desta espécie vegetal até então pouco estudada.

Autor : LANIA ISIS FERREIRA ALVES

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O gênero Coleocephalocereus (Cactoideae-Cactaceae) compreende nove espécies, todas endêmicas do leste do Brasil. São plantas saxícolas colunares, cefálio lateral, flores tubulares, brancas ou vermelhas. O presente trabalho objetivou caracterizar citogneticamente quatro espécies de Coleocephalocereus usando coloração com fluorocromos CMA/DAPI. Todas as espécies analisadas apresentaram 2n = 22, com dois grandes blocos de bandas CMA+ terminais e duas bandas CMA+ pericentromericas menores. O gênero parece ser citologicamente estável, em termos de numero cromossômico, bem como quanto as padrões de bandas heterocromáticos.

Autor : NÉSTOR EDUARDO SICOLO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:RESUMO A fauna de determinada região pode ser estudada por gerações futuras se os exemplares permanecerem em condições de estudo, sendo testemunhos da biodiversidade existente na natureza. Para que isso ocorra as coleções zoológicas depositadas em museus servem de testemunho e por isso precisam ser preservadas. O conhecimento dos moluscos existentes em uma determinada região, inclusive os invasores, bem como seus nichos ecológicos e microhabitats, é importante para a saúde e economia do ser humano, visto que vários gastrópodes podem ser vetores de doença em humanos ou de outros animais. Alguns são considerados pragas na agricultura. Na região nordeste, há registros de predação de moluscos gastrópodes por sagui (Callitrix jahccus) e lagartos, principalmente no período da seca, constituindo um item alimentar desses vertebrados. A classe Gastropoda apresenta três subclasses: Opisthobranchia, Prosobranchia e Pulmonata, mas somente as duas últimas possuem representantes terrestres. A subclasse Prosobranchia divide-se nas ordens Archaeogastropoda, Mesogastropoda e Neogastropoda, sendo que apenas os Archaeogastropoda e os Mesogastropoda possuem espécies terrestres. O presente trabalho tem como objetivo listar os moluscos gastrópodes terrestres coletados no Estado do Rio Grande do Norte e que foram depositados na coleção didática do Departamento de Botânica e Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Para tanto, foi consultada bibliografia pertinente, especialmente Simone (2006). Como resultados foram encontradas 26 espécies, que pertencem a oito famílias: Helicinidae, Odontomastidae, Streptaxidae, Achatinidae, Simpulopsidae, Othalicidae, Strophocheilidade e Bulimidae e um total de 11 gêneros. Foram registrados para os municípios de Mossoró, São Tomé, João Câmara, Ceará Mirim e Nísia Floresta. Salgado e Coelho (2003) listaram 27 famílias encontradas em coleções no Brasil, Europa e Estados Unidos. Estudos sobre moluscos terrestres começaram a despertar interesse a partir do século XVIII, quando coletas foram iniciadas e os exemplares depositados em coleções científicas. Os gastrópodes terrestres apresentam caracteres morfológicos adaptados a esse ambiente. Um aspecto muito importante é a capacidade que os moluscos terrestres têm de sobreviver em ambientes desfavoráveis, com pouca umidade e por isso são mais ativos no início da manhã ou á noite. Nesse caso, para se proteger das adversidades ambientais, os moluscos secretam um muco na abertura da concha, o que evita a perda de água dos tecidos. No inverno ou em períodos de seca, é mais difícil a localização dos moluscos, já que eles entram em estado de hibernação, muitas vezes enterrando-se no solo. Entretanto, em razão da escassez de informações publicadas relativas aos gastrópodes terrestres no Brasil e especialmente no Rio Grande do Norte, novas coletas são necessárias para a confirmação das informações aqui levantadas. Os levantamentos e inventários biológicos são importantes instrumentos para a produção de planos de manejo e conservação de recursos naturais, especialmente para a região do semiárido, ecossistema peculiar e sujeito a diferentes impactos.

Autor : MIRELE SANTOS BARBOSA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Atualmente a procura de consumidores por frutos isentos de agrotóxicos tem sido cada vez maior, justamente por sua presença afetar a saúde humana, o que aumenta também a preocupação dos produtores, pois quanto menor a quantidade de agrotóxico, maiores riscos de perda de sua produção. O uso dos agrotóxicos é um caso típico de externalidade negativa, onde um ou mais produtores são as fontes, e um ou mais indivíduos são os receptores das externalidades. A laranjeira (Citrus sinensis), pertencente à família das Rutáceas, é de origem asiática, introduzida no Brasil por colonizadores. A citricultura brasileira, que detém a liderança mundial, tem se destacado pela promoção do crescimento sócio-econômico, contribuindo com a balança comercial nacional e principalmente, como geradora direta e indireta de empregos na área rural. Este trabalho tem como objetivo realizar a extração e a utilização de princípios ativos de alho (Allium sativum) no retardo ou inibição de doenças fúngicas que poderão surgir nos frutos da laranja. Os extratos foram obtidos com 150 g de alho picado, e 450 m l de álcool 70%. Os frutos da laranja pera foram adquiridos na cidade de Campina Grande PB, esses frutos foram colocados em baldes plásticos em seguida imersos nos extratos de alho a fim de auferir qual é a concentração mais eficiente na inibição ou retardo do apodrecimento da fruta. Foram utilizados 5 (cinco) baldes cada um deles com 3 (três) frutos. Após 2 horas os frutos foram retirados dos baldes e colocados em um balcão onde foram enxugados com papel toalha. O trabalho se encontra em fase de andamento. Diariamente serão realizados registros visuais e fotográficos com objetivo de observar, após quantos dias decorridos do tratamento aparecerão, ou não, as primeiras colônias de fungos sobre os frutos. A partir desse processo espera-se identificar qual concentração do extrato de alho apresentou melhor efeito na inibição ou retardo da proliferação de fungos sobre o fruto de laranja, bem como identificar, para cada extrato, a concentração ótima de ação. Esse processo ajudará aos produtores rurais renderem sua produtividade por mais tempo, resultando no benefício positivo para a sociedade que estarão consumindo frutos livres de agrotóxicos.

Autor : MARYANA PEREIRA DA SILVA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Corriqueiramente, os consumidores procuram frutas saudáveis, isentas de agrotóxicos, o que torna um grande desafio para o produtor rural, que sem a utilização de agrotóxicos, correm o risco de perder mais de 50% da colheita. Os agrotóxicos são usados abundantemente impulsionados pelo agronegócio. Causam danos ao ambiente e à saúde. Seu uso deveria ser fiscalizado pela sociedade e por instituições dos setores da agricultura, meio ambiente e saúde. A laranja Pera é a mais importante variedade cítrica brasileira, sendo utilizada pela indústria e para os mercados internos e externos de fruta fresca. O presente trabalho tem o objetivo de utilizar os extratos de hortelã (Mentha × piperita L), com a finalidade de testar qual concentração, ocorre uma melhor inibição ou mesmo o retardo no aparecimento de colônias de fungos em frutos de laranja. Os extratos foram feitos com 150 gramas de hortelã, e 450 ml de álcool 70%. Os frutos de laranja (Citrus sinensis.), da variedade "Pera", foram adquiridos no comércio local no município de Campina Grande-PB. Esses frutos foram acondicionados em baldes plásticos e imersos, nos extratos de hortelã, a fim de se avaliar a eficiência na inibição ou retardamento do apodrecimento desses frutos. Serão 5 (cinco) tratamentos, portanto, em cada balde foram colocados 3 (três) frutos (repetições) e uma quantidade de 0 ml, 60 ml, 70 ml, 80ml e 90 ml. Após 2 horas, as laranjas foram retiradas dos baldes e colocadas em um balcão. Um balde, com três laranjas, contendo apenas água foi utilizado como grupo-controle (testemunha). Serão realizados registros visuais e fotográficos, com o intuito de observar, diariamente, após quantos dias decorridos do tratamento aparecem, ou não, as primeiras colônias de fungos sobre os frutos. Espera-se identificar, qual concentração de extrato de hortelã, apresentou melhor efeito no retardo ou inibição na proliferação de fungos sobre o fruto da laranja, bem como identificar para cada extrato a melhor concentração. A inibição ou retardo da proliferação de fungos nas laranjas peras, ajudará o produtor rural e a sociedade a render a sua safra por muito mais tempo, resultando em safras saudáveis livres de agrotóxicos, cujo o mesmo é ofensivo para a natureza e para a saúde humana.

Autor : LARISSA NASCIMENTO DOS SANTOS SILVA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A sazonalidade é uma característica marcante das florestas secas tropicais (Prado 2003). Insetos herbívoros possuem marcada variação temporal na abundância e atividade, principalmente em resposta aos elementos do clima como pluviosidade, temperatura e fotoperíodo (Wolda 1988). As borboletas neotropicais têm sido modelo para estudos de flutuação temporal em florestas úmidas (Brown 1997b, DeVries et al. 1997, Uehara-Prado et al. 2005, Ribeiro et al. 2010), e no semiárido (ex. Checa et al. 2014, Shahabunddin & Terborgh 1999, Pinheiro & Ortiz 1992, Nobre et al. 2012, Zacca & Bravo 2012). As especificidades fenológicas dos grupos dessa guilda influem na sua distribuição espaço-temporal. O objetivo deste estudo foi testar a influência da sazonalidade do clima semiárido sobre a dinâmica da comunidade de borboletas em uma floresta de caatinga. Para tanto, avaliamos a variação da riqueza e abundancia das borboletas frugívoras frente à sazonalidade climática. Acreditamos que i) a abundância e riqueza das borboletas serão maiores na estação chuvosa, devido à maior disponibilidade de recursos e condições ambientais mais amenas, e ii) haverá uma diferença na composição de espécies entre as estações do ano, porque iii) a sazonalidade climática determina a distribuição das espécies de forma diferenciada, assim, estas apresentarão diferentes fenologias. O estudo foi realizado na Estação Ecológica do Seridó, localizada no sudoeste do Rio Grande do Norte. A Estação possui 1.166,38 ha, tem aproximadamente 170 m de altitude e é cercada por propriedades rurais e outros remanescentes de caatinga hiperxerófila (IBAMA 2004). Em cada uma das 15 unidades amostrais foram dispostas quatro armadilhas de isca, e monitoradas por cinco dias/mês, no decorrer de doze meses de coleta (dez-2013 a nov-2014). Os dados climatológicos locais (pluviosidade, temperatura de umidade) foram coletados mensalmente (INSA 2014). Através de curvas de rarefação verificou-se a variação da riqueza e abundância entre as estações. Modelos GLM foram usados para testar as relações entre a riqueza e abundância e as variáveis climáticas. Para testar a variação na composição de espécies ao longo de um gradiente ambiental, plotamos um NMDS e PERMANOVA, utilizando a distância de Bray-Curtis. As analises foram realizadas no programa R. Foram coletados 9,511 indivíduos de 13 espécies distribuídas nas quatro subfamílias de Nymphalidae. Três espécies foram mais abundantes: Hamadryas februa februa (3.853 indivíduos), Fountainea halice moretta (2.085) e Eunica tatila bellaria (1.628), e juntas representaram 79,5% da comunidade. Apenas duas espécies ocorreram em todos os meses, a Hamadryas f. februa e Pharneupthychia phares. Mais de 8.000 indivíduos foram capturados na estação chuvosa (dez-maio) e apenas 1.108 indivíduos na estação seca, uma mudança de 8x na abundância (LME df=1, F=823.8, p

Autor : SILVIA ZILMARA MAIA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:É sabido que são inúmeras dificuldades encontradas por professores e futuros professores no âmbito escolar, relacionado à desenvoltura das aulas. No ensino aprendizagem de ciências/biologia, essas dificuldades muitas vezes são maiores, pois são disciplinas bastante complexa para ser compreendidas por alunos de ensino básico. Referente ao bioma Caatinga que é pouco explanado pelos professores, porém bastante rico na sua fauna e flora, pode ser empregados diversos instrumentos metodológicos, buscando sempre um melhor envolvimento do alunato, e uma melhor assimilação do conteúdo. Nesse presente trabalho será desenvolvida a produção de histórias em quadrinhos com alunos do ensino médio. O objetivo do presente trabalho será utilizar a estratégia de histórias em quadrinhos com o intuito de contribuir com o processo de ensino-aprendizagem dos alunos, a respeito do bioma Caatinga que é exclusivamente brasileiro. Considerando que é um dos biomas menos conhecidos do país, por exibir um aspecto seco e denominado como mata branca. A finalidade do trabalho será oferecer informações acerca de características exclusivas deste bioma, como adaptações, algumas espécies encontradas nele, preservação, áreas ambientais, educação ambiental, com a finalidade de complementar as informações que são trazidas pelo livro didático, despertando o interesse do alunato sobre este rico bioma. A estratégia metodológica utilizada será primeiramente a aplicação de questionários contendo perguntas acerca do tema proposto, a fim de identificar o conhecimento prévio dos alunos sobre o bioma. Em um segundo momento serão distribuídas as histórias em quadrinhos para as turmas 1º, 2º e 3º anos do ensino médio. As classes serão divididas em grupos de no máximo 03 pessoas para leitura e discussão das histórias. Em um terceiro momento, o alunato deverá fazer uma pesquisa na sua cidade, e no seu bairro e levá-la para a sala de aula, com imagens de características do bioma para serem discutidos. Em um quarto momento deverão novamente responder o questionário, para que desta forma seja possível identificar o que foi assimilado a partir discussão em sala. Deste modo, o aluno irá levar o conteúdo abordado em sala para o seu cotidiano, buscando as características do bioma em cidade, e no seu bairro. Os resultados esperados com a utilização de história em quadrinhos envolvendo o bioma caatinga como estratégia metodológica é proporcionar aos alunos uma aprendizagem significativa sobre o bioma que ainda é pouco conhecido e estudado pelos alunos tanto do ensino médio como do ensino Fundamental. Como também auxiliar o professor em sua prática docente a mostrar a diversidade de fauna e flora do bioma fazendo com que os alunos conheçam o espaço ao qual estão inseridos. O trabalho possui relevância, pois o uso dos quadrinhos para o processo de ensino e aprendizagem torna-se uma essa ferramenta viável e de grande potencialidade para a ação pedagógica incorporando-a ao ambiente escolar. O trabalho tem como importância reforçar o ensino de ciências e biologia, repassando conhecimentos por meios de historia em quadrinhos sobre o bioma caatinga, a fim de auxiliar o trabalho do professor em passar conhecimentos de forma lúdica e didática já que são abordados de forma limitada durante o ano letivo nas escolas de ensino básico, auxiliando na forma da aprendizagem do aluno, ampliando os conhecimentos de forma leve e humorada para maior absorção do assunto.

Autor : KILSON PINHEIRO LOPES

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:As sementes crioulas utilizadas pelos agricultores familiares advêm de diversas variedades adaptadas às condições locais do ambiente onde são cultivadas, tornando-se assim um material genético de grande importância para os pequenos agricultores, pois representam a sua base alimentar e cultural, o que torna fundamental a manutenção, conservação e resgate das mesmas. São poucos os relatos a respeito da importância das sementes crioulas de hortaliças. Sendo assim, objetivou-se elaborar uma revisão bibliográfica com enfoque em sementes de variedades crioulas de hortaliças e a importância das mesmas. No Brasil, grande parte do cultivo orgânico de hortaliças é feita com sementes convencionais, pois o mercado ainda não dispõe de sementes orgânicas em quantidade e qualidade suficiente para atender toda a demanda, mas o desenvolvimento rural sustentável e a agroecologia estão envolvidos para mudar isto, incentivando o uso de sementes crioulas e sua conservação. Mesmo com o crescimento do sistema orgânico dentro da agricultura, não há muitas informações comparando a qualidade da semente convencional e orgânica/crioula, justificando e demonstrando a importância de estudos que abordem esses aspectos. A conservação da agrobiodiversidade, parte importante e mais próxima das comunidades tradicionais, pode ser o início de uma estratégia de desenvolvimento sustentável para os agricultores familiares de comunidades, sendo importante caracterizar a experiência para buscar as razões que levaram os agricultores a manter esse patrimônio genético, assim como permitir identificar os fatores limitantes e entraves que encontram na perpetuação da experiência. Para ajudar, existe os guardiões das sementes crioulas, que além de manter e assegurar os recursos genéticos, acumulam muitos conhecimentos práticos sobre o processo de cultivo e manejo, assim como sobre seleção e multiplicação dessas sementes. No Brasil, muitas experiências de agricultores e entidades podem exemplificar que é possível a manutenção de espécies e cultivares crioulas e garantir a sua variabilidade genotípica e fenotípica. Um caso muito conhecido acontece na Paraíba, na região semiárida, onde a Articulação do Semiárido Paraibano (ASA-PB) foi responsável pela criação de uma Rede de Bancos de Sementes Comunitárias como estratégia para a conservação das sementes crioulas, conhecidas localmente como “sementes da paixão”, assim, identificou guardiões de sementes e as cultivares que correm risco de extinção as quais foram, de maneira participativa e coletiva, selecionadas e cultivadas. Atenção especial devem ser dadas as medidas de conservação das sementes de variedades crioulas, uma vez que o armazenamento é uma das fases cruciais para a manutenção das qualidades intrínsecas das sementes, fator de importância para o estabelecimento das culturas, especialmente das hortaliças oriundas de sementes crioulas. É sabido que hortaliças oriundas de sementes de variedades crioulas são mais ricas nutricionalmente do que as cultivares modernas, propiciando alimentos mais saudáveis à população, mas é pouco encontrado trabalhos sobre sementes crioulas de hortaliças, a maioria, dá um foco apenas para grandes culturas, como é o exemplo do milho e feijão, demonstrando a importância dos estudos voltados à conservação e manutenção destas sementes, valorizando o modo de produção sustentável interligada. Referências FRANCO C. D.; et al. Percepção de agricultores familiares sobre as dificuldades na produção e conservação de sementes crioulas. Cadernos de Agroecologia, v. 8, n. 2, 2013. KAUFMANN, M. P. Resgate, conservação e multiplicação da agrobiodiversidade crioula: um estudo de caso sobre a experiência dos guardiões das sementes crioulas de Ibarama (RS). 2010. Dissertação (Mestrado em Extensão Rural) – Universidade Federal de Santa Maria – UFSM: Santa Maria – RS. 2010. LONDRES, F. A associação biodinâmica e o desafio da produção de sementes de hortaliças. Rio de Janeiro: AS-PTA, 2014. MORAIS, R. C.; et al. Sementes da paixão: cultivando vidas e saberes no Cariri, Curimataú e Seridó paraibano. Agriculturas: experiências da agroecologia, v. 11, n.1, p. 19-23, 2014. PEREIRA, T.; COELHO, C.M.M.; BOGO, A.; GUIDOLIN, A.F.; MIQUELLUTI, D.J. Diversity in common bean landraces from South-Brazil. Acta Botanica Croatica, v.68, n.1, p.79-92, 2009. SANTILI, J. Agrobiodiversidade e direitos dos agricultores. São Paulo: Peirópolis, 2009. 519 p.

Autor : SOFIA CORADINI SCHIRMER

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Muitas angiospermas mudam de cor de acordo com a idade das flores (FERNANDES; VENTURIERI; JARDIM, 2012). Essa alteração na coloração pode estar diretamente relacionada com a sinalização das flores para o polinizador. Sendo assim, a coloração pode sinalizar presença ou ausência de recursos para polinizadores que apresentam mecanismos fisiológicos e neurológicos para detectar o sinal. Anacardium occidentale é uma planta nativa do Nordeste e seu cultivo é importante economicamente para o Brasil, principalmente devido à produção de castanha. As flores do caju mudam de branco para vermelho ao decorrer do tempo, sendo branca a fase com recompensa (WEISS, 1995). Dentre os vários polinizadores que visitam o caju, as abelhas são as mais importantes (FREITAS; PAXTON, 1996). O objetivo do presente trabalho foi avaliar a coloração das flores do caju (A. occidentale L.) na visão da Apis mellifera. O estudo foi realizado no mês de setembro, na Floresta Nacional de Açu – RN (FLONA Açu), localizada no semiárido nordestino. Foram coletadas 12 flores e 1 folha de 4 indivíduos diferentes, totalizando 48 flores e 4 folhas. Um espectrofotômetro USB4000 UV-VIS (Ocean Optics, Inc.) e o programa de SpectraSuit (Ocean Optics, Inc.) foram utilizados para mensurar a coloração das flores e folhas. Para se calcular os valores de contraste cromático, em unidades de JND (Just noticeable difference), dos diferentes espectros das flores em relação a sua própria folha, utilizou-se o pacote PAVO (MAIA et al., 2018) do software R. Foi realizado um teste de Mann-Whitney para comparar o contraste cromático dos dois grupos (flores vermelhas e flores brancas), com auxílio do software R e SigmaPlot 12.5. Tanto flores brancas quanto flores vermelhas estão acima do limiar de detecção (JND>1), sendo que o JND das flores vermelhas foi maior que o das flores brancas. Segundo o teste de Mann-Whitney os grupos de flores diferiram significativamente com relação aos valores de contraste cromático. Porém, ao contrário do esperado, uma vez que a recompensa está presente na fase branca, flores vermelhas apresentaram-se mais perceptíveis que as flores brancas. A coloração da corola de Anacardium apresenta correlação com pistas olfativas, de forma que flores vermelhas não apresentam odor, enquanto que flores brancas apresentam (TAKEHANA et al., 2013). Pistas olfativas podem participar junto com pistas visuais na sinalização para o polinizador. Diversos estudos suportam a ideia de que mudanças na fase de cor das flores servem como sinal para os polinizadores (WEISS, 1991). Possivelmente, os sinais visuais e químicos podem estar atuando concomitantemente. Sendo assim, flores vermelhas, mesmo não apresentando odor, podem ser o sinal primário para atração de polinizadores, e consequentemente as flores brancas, que apresentam pistas olfativas, podem direcionar os insetos para essas flores que apresentam recursos. Portando, as flores do caju apresentam diferentes colorações na visão do seu principal polinizador e essa mudança pode estar relacionada com sinalização de recurso. Adicionalmente, outros fatores podem estar atuando nesse processo de comunicação, como pistas olfativas.

Autor : OLYANA DA SILVA FURTADO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Os membros do filo Nematomorpha, conhecidos como nematomorfos, vermes “cabelo de cavalo” ou vermes gordiáceos, compreendem os Gordioidea (ou Gordiida) de habitat dulcícola e os Nectonematoidea, representados por cinco espécies marinhas classificadas no gênero Nectonema Verril, 1879, que é o único da família Nectonematidae. A diversidade global de Gordioidea é estimada em cerca de 2000 de espécies, porém apenas 360 espécies foram descritas. Com exceção de uma única espécie partenogenética (Paragordius obamai Hanelt, Bolek e Schmidt-Rhaesa, 2012), os gordióideos são dióicos e podem exibir dimorfismo sexual na região posterior da cauda. Suas larvas aquáticas podem encistar-se em uma variedade de hospedeiros paratênicos, incluindo vertebrados e invertebrados; contudo, o desenvolvimento até a maturidade sexual só ocorre em artrópodos (principalmente insetos ortópteros, coleópteros e mantódeos) que ingeriram os hospedeiros paratênicos. Os Gordioidea, quando adultos, deixam os seus hospedeiros, provavelmente não se alimentam e passam a viver em habitat aquático próximo à margem de lagoas, córregos e reservatórios, onde se reproduzem. Apesar de não apresentarem importância econômica ou médica evidenciada, algumas espécies de nematomorfos podem servir como agentes de controle biológico natural através do parasitismo em insetos ortópteros que porventura representem pragas para a agricultura. Embora haja carência de estudos para determinar sua distribuição geográfica, considera-se que alterações ambientais, tais como destruição de habitats de seus hospedeiros e poluição de mananciais interferem no seu ciclo vital. O presente trabalho apresenta relato de ocorrência de Nematomorpha Gordioidea na região Nordeste do Brasil e visa a contribuir para o conhecimento deste grupo zoológico no país. Os exemplares foram coletados durante expedições de campo no período de 2012 a 2014. Um exemplar coletado no Rio Murimbeca, Bacia do Rio Curió, município de Ubajara/CE (2/5/2012) (03°48,853'S 040° 54. 625'W), segundo exemplar coletado no Rio São Francisco, Urubá-PE (15/8/2013) (09°27'11.8''S 40°34'39.3''W) e o terceiro exemplar coletado no Rio Corrente, no município de Corrente-PI, (10°21´9,4´´S 45°7´38,2´´) em 18/6/2014. Os exemplares, preservados em solução aquosa de álcool etílico a 70%, estão depositados no Departamento de Botânica e Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Cerca de 500 espécies de gordióideos são estimadas para a Região Neotropical. Na América da Sul, os Gordioidea são representados por 32 espécies distribuídas nos gêneros (por ordem cronológica): Gordius Linnaeus, 1758, Chordodes Crepitem, 1847, Paragordius Camerano, 1897, Gordionus Muller 1927, Beatogordionus Heinze, 1934, Neochordodes Carvalho, 1942, Acutogordius Heinze, 1952 e Noteochordodes Miralles e Villalobos, 2000. A literatura especializada cita registros de Beatogordius, Chordodes, Gordius e Paragordius em localidades das regiões sudeste, centro-oeste e norte do Brasil. As ocorrências aqui apresentadas representam novos registros para Nematomorpha Gordioidea no território nacional, notadamente em bacias hidrográficas do semiárido da região Nordeste do Brasil.

Autor : WNILMA SILVA DE SOUZA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O objetivo desta pesquisa e identificar o comportamento dos cidadãos do município de Paulo Afonso, em relação à conservação do Balneário Prainha, local conhecido por suas riquezas naturais e amplamente utilizada pela população local e de outros municípios como área de banho, turismo e lazer. Entretanto, mesmo sendo um motivo de orgulho para a sociedade local, ainda se observam atitudes que vão de encontro com a conservação do meio ambiente. Como metodologia principal foi utilizada a pesquisa bibliográfica, que foi realizada nas bases de dados das plataformas Scielo e Google Acadêmico, além de informações existentes na pagina oficial da Prefeitura Municipal de Paulo Afonso; também foi utilizada pesquisa etnográfica, além do uso de registros fotográfico do lixo encontrado naquela localidade. Como resultado fica evidenciado que as pessoas que frequentam aquela área de lazer demonstram pouca ou quase nenhuma preocupação com o meio ambiente, mesmo com a intensificação de trabalhos de educação ambiental desenvolvidos pela gestão municipal. Evidencia-se também que a gestão municipal, como alternativa de enfrentamento a este desafio, mantem parceria com a Associação Alternativa Reciclagem de Paulo Afonso – BA (ARPA).

Autor : MAYARA ANDRADE SOUZA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A Caatinga dispõe de uma grande riqueza em biodiversidade destacando-se dentre essas espécies vegetais, o Murici (Byrsonima gardneriana). A propagação via sexuada de espécies nativas tem sido uma dificuldade. O murici não difere da maioria das espécies desse Bioma, apresentando baixa taxa de germinação tornando a propagação vegetativa via estaquia uma alternativa. Para Costa et al. (2013) o uso de espécies nativas para o reflorestamento de áreas degradadas é um instrumento necessário para recomposição de um Bioma, haja vista que a expansão das áreas de produção e o tipo de exploração exercida levam a redução drástica de sua população, principalmente a de espécies endêmicas. Estudos voltados para espécies nativas da caatinga com uso dessa técnica com finalidade de resgate e conservação de recursos genéticos florestais e revegetação de áreas degradadas, ainda são escassos. Diante desse contexto, o trabalho teve como objetivo avaliar o crescimento inicial de Byrsonima gardneriana pelo método de estaquia, submetidas a diferentes substratos, na presença e ausência do ácido indolbutírico (AIB). Em área de vegetação preservada de caatinga no município de Olho D`Água do Casado-AL, estacas semilenhosas foram coletadas de matrizes pré-selecionadas, georreferenciadas e identificadas levando em consideração suas boas condições visuais quanto à fitossanidade, nutrição mineral e porte da planta. Em cada matriz foram retirados ramos com uso de tesoura de poda e acondicionados em baldes com água, de modo a manter o conteúdo de água dos ramos durante o transporte. O experimento foi instalado no campo experimental do Instituto Federal de Alagoas, localizado no município de Satuba-AL. Em estufa os ramos foram seccionados em estacas que variaram entre 10cm e 20 cm de comprimento com porte em bisel, de modo a promover maior área de contato para enraizamento. O plantio foi realizado com a introdução de 5 cm da base em substrato acondicionado em sacos plásticos de 15 x 25 cm, contendo: terra de subsolo e a mistura de terra de subsolo adicionada ao composto orgânico na proporção de 1:1, elaborado no setor de agropecuária do IFAL à base de material orgânico diversificado. Para análise físico-química dos substratos foram separadas 3 subamostras para análise em laboratório. As estacas antes do plantio foram submetidas aos tratamentos com e sem presença do hormônio ácido indolbutírico (AIB) na proporção de 5.000mg para 0,500ml de água, parcialmente mergulhadas durante três minutos. As avaliações foram realizadas aos 30, 60 e 90 dias e registrados os seguintes parâmetros: número de brotações, número de folhas, altura da parte aérea e diâmetro do colo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com três repetições, constituindo 20 estacas por parcela. Como resultados constatou-se que o hormônio ácido indolbutírico (AIB) promoveu maior número de brotações e folhas; Independente do substrato maiores valores no número de brotações e folhas foram alcançados aos 60 dias; O substrato subsolo apresentou composição físico-química semelhante ao subsolo+composto orgânico influenciando positivamente no desenvolvimento das estacas, exceto para a variável altura.

Autor : MARIA JÚLIA SENA FERREIRA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : PO - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Conforme Tavares (2004) as moléstias de plantas são responsáveis por grandes perdas nas culturas de importância econômica, onde se destacam as doenças de pós-colheita em frutíferas. A perda pós-colheita de frutos tropicais no Brasil situa-se na ordem de 30% dos produtos comercializados. Segundo Edwards e Wraten (1981) as plantas possuem substâncias químicas que não estão relacionadas com processos metabólicos básicos, como fotossíntese, respiração e crescimento, sendo assim denominadas “substâncias químicas secundárias”, ocorrendo também em animais, cerca de 80% dos produtos naturais conhecidos são de natureza vegetal. Essas substâncias químicas secundárias em plantas representam os diversos princípios ativos das plantas medicinais. O objetivo do presente trabalho foi realizar a extração e a utilização de princípios ativos de duas plantas, a Hortelã (Mentha x piperita L.) e a cebolinha (Allium fistulosum) na prevenção ou retardo de infecções por fungos em frutos de mamão. Essas planas foram adquiridas no comércio local no município de Campina Grande-PB, a fim de saber qual tem mais potencial de ação antifúngica e, a partir de uma determinada concentração para o controle de doenças pós-colheita em mamão (Carica papaya L.). A atividade de pesquisa está sendo realizada no Laboratório de Biologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB - Campus Campina Grande). Os frutos foram acondicionados em baldes plásticos em que foram imersos nos extratos das duas plantas, para avaliar a eficiência na inibição ou retardamento do apodrecimento desses frutos. Os frutos foram colocados em baldes plásticos contendo 1600 ml de água. Em cada balde foram colocados 2 (dois) frutos (repetições) e uma quantidade de 0 ml, 50 ml, 60ml, 70 ml, 80 ml de cada extrato da planta estudada por 2 (duas) horas. Foram testados os efeitos dos extratos, que foram obtidos através da imersão por 48 horas da parte da planta, folha ou semente, em álcool a 70%. Os mamões foram dispostos na bancada do laboratório e etiquetados através do nível de concentração que ficaram imersos. Foram expostos na bancada do laboratório por 23 dias, e no decorrer do tempo foram feitos registros fotográficos dos mamões. Como resultados, obteve-se que o extrato alcoólico com 80 ml de cebolinha apresentou melhor eficiência no retardo da proliferação de fungos sobre o fruto de mamão, comparado com as demais concentrações dos extratos de cebolinha. O extrato alcoólico de hortelã que continha uma concentração de 80 ml apresentou uma boa eficiência comparado com os outros mamões que se encontravam com menor concentração do extrato de hortelã. Comparando-se os mamões que apresentavam a concentração de 80 ml de hortelã e 80 ml de cebolinha, pode-se afirmar que o extrato de cebolinha apresentou maior eficiência. Esses resultados permitem concluir que uma concentração a partir de 80 ml do extrato pode permitir um melhor tempo de exposição do mamão, permitindo aos agricultores e comerciantes dessa fruta uma maior durabilidade e, por conseguinte, um maior lucro na comercialização.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas