Autor : EDMAÍRIS RODRIGUES ARAÚJO

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : PO - AT 04     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: O cultivo do milho na região semiárida predomina no período chuvoso. Porém, em alguns anos ocorrem veranicos e a cultura fica sujeita ao déficit hídrico (Carvalho et al., 2013). O conhecimento do consumo hídrico pela cultura, da demanda atmosférica e das características físico-hídricas do solo da região, permite determinar o turno de rega que mais se adapta ao cultivo, favorecendo a expressão máxima do genótipo da cultura no que diz respeito a seu rendimento, otimizando o uso da água e prejuízos ao meio ambiente. Este trabalho teve como objetivo construir e analisar o balanço de água no solo para a cultura do milho submetido a três turnos de rega no Semiárido Alagoano. Metodologia: As análises foram realizadas no Instituto Federal de Alagoas/Campus Piranhas utilizando uma área cultivada durante os meses de março a julho de 2018, em que a cultura foi submetida a três turnos de rega: 1 (T1), 2 (T2) e 3 (T3) dias na semana. Os dados de radiação solar, umidade relativa e temperatura do ar, precipitação pluvial e velocidade do vento para as estimativas da evapotranspiração de referência (ETo) e da cultura (ETc e ETr) foram coletados na estação meteorológica situada próximo da área experimental e pertencente ao INMET. A ETo foi estimada pelo método de Penman-Monteith (Allen et al., 1998), em que se utilizou o saldo de radiação estimado. As lâminas de irrigação aplicadas nos eventos se deram via sistema de gotejamento superficial. Foi avaliada a produtividade de grãos e a eficiência no uso da água pela cultura em cada turno de rega. Resultados e Discussão: A precipitação pluvial durante o ciclo de produção do milho somou 95 mm, que corresponde a apenas 21% da evapotranspiração da cultura (ETc) total no ciclo, que foi 452 mm. As lâminas totais de irrigação variaram entre os tratamentos de 406 a 409 mm, que, somadas à precipitação pluvial, atenderam à demanda hídrica da cultura. Para suprir a demanda hídrica das plantas em sua fase inicial de crescimento (0-20 dias após o plantio), os tratamentos receberam uma lâmina média diária de 4 mm, suficiente para manter os tratamentos com o armazenamento de água no solo próximo a capacidade de campo. As lâminas experimentais, de acordo com o turno de rega, tiveram início aos 21 DAP. A produtividade do milho variou de 5.654 a 8.292 kg ha-1. Destacou-se T1, em relação às demais, apresentando a maior produtividade média (8.292 kg ha-1), sendo 47% maior que T2 e 23% maior que T3. Considerações finais: Assumindo uma produtividade média superior a alagoana, nordestina e até mesmo a brasileira, os dados obtidos neste trabalho fortalecem a importância do estudo das condições particulares de cada região, permitindo um manejo adequado da cultura, lhe oferecendo condições suficientes para expressar todo seu potencial genotípico. Diante os resultados obtidos, conclui-se que o manejo da irrigação com menor frequência de rega se mostra mais eficiente para as condições de Semiárido.

Autor : PAULO HENRIQUE MELO GADELHA

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : PO - AT 04     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:RESUMO: A utilização de coberturas já e uma pratica largamente utilizada na agricultura Brasileira com reconhecidos resultados em virtude dos benefícios associados a esta pratica na melhoria das características químicas físicas e biológicas do solo tornando a atividade olerícola mais rentável e com menor impacto sobre os ecossistemas no qual esta inserida. Objetivou-se neste trabalho avaliar o comportamento da alface cv. Elba sobe diferentes coberturas mortas de solo e doses de biofertilizante aplicadas em cobertura. O experimento foi conduzido no perímetro irrigado Jaguaribe-Apodi, na UEPE (Unidade de Extensão, Pesquisa e Ensino) do Instituto Federal do Ceará (IFCE). Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 6x3, sendo três repetições de cada tratamento, as coberturas mortas foram compostas de T1 = bagana da carnaúba (Copernícea cerífera Mart.), T2 = casca de arroz (Oryza sativa), T3 = mulching (plástico de polietileno), T4 = Palha de milho triturado (Zea mays L.), T5= Capim (Panicum maximum cv. Tanzânia) e T6 = solo sem cobertura (testemunha), as doses de biofertilizantes aplicadas em cobertura foram compostas por T1 = 1° dose aplicada aos 7 dias após o transplante, T = 2° dose aplicada aos 14 dias após o transplante e T3 = sem aplicação (testemunha), ambas as doses com diluição de 25% de biofertilizante. Avaliou-se a matéria fresca total (MFT), a matéria fresca folhear (MFF), matéria seca da parte aérea (MSPA), o comprimento do caule (COMP.C) e o diâmetro do caule (DIAM.C), matéria seca da parte aérea (MSPA), número de folhas (NF), comprimento da maior raiz (COMP.R), comprimento médio das raízes (COMP.M.R). O sistema de irrigação escolhido foi de microasperção, o transplante foi realizado 30 dias após a semeadura, os canteiros receberam uma adubação de fundação com biofertilizante de 8L por m² que foi preparado com a utilização de inoculantes biológicos, na proporção de 1L de bio para 1L de água, a solução foi aplicada na superfície dos canteiros. Foi realizada análise de variância pelo teste F, a comparação de médias pelo teste de Scott-Knott (p

Autor : AMANDA CIBELE DA PAZ SOUSA

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: O milho é um cereal bastante consumido na região Nordeste (NE) do Brasil tanto como produto industrializado quanto na forma in natura e sua utilização na alimentação humana e animal, desempenha importante papel socioeconômico. O cultivo do milho predomina no período chuvoso, porém, em alguns anos ocorrem veranicos e a cultura fica sujeita ao déficit hídrico (Carvalho et al., 2013). Com isso, a baixa disponibilidade de água no solo limita o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade das culturas agrícolas (Oliveira et al., 2011), em que se faz necessário o uso da irrigação. O manejo correto da irrigação e de material vegetal para cobrir o solo reduz o nível de estresse hídrico. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o crescimento da cultura do milho, através da utilização de turnos de rega e uso de cobertura morta no cultivo do milho na região do Sertão Alagoano. Metodologia: O experimento foi conduzido no IFAL/Campus Piranhas entre fevereiro e maio de 2018 em uma área de 442 m.2 O clima da região, segundo Köppen, é do tipo Bssh, muito quente, semiárido, com estação chuvosa centrada nos meses de abril, maio e junho. A precipitação pluvial média anual da região é de 483 mm (Souza et al., 2010). Os dados meteorológicos foram obtidos na estação automática de aquisição de dados do INMET, localizada no IFAL/Piranhas. O delineamento experimental utilizado foi em faixas subdivididas com quatro repetições. Nas faixas principais ficaram os tratamentos com turno de rega (1, 2 e 3 dias por semana) e nas subfaixas o uso de cobertura morta (com e sem). A biometria foi realizada a partir dos 30 dias, a cada 15 dias, avaliando-se as variáveis de altura do dossel, diâmetro do colmo e índice de área foliar. A irrigação foi realizada via sistema de gotejamento. Resultados e Discussão: A precipitação pluvial durante o ciclo de produção do milho somou 95 mm, o que corresponde a apenas 21% da evapotranspiração da cultura (ETc) total no ciclo que foi 654 mm. A irrigação foi aplicada de forma plena durante todo o ciclo de cultivo devido ao baixo índice pluviométrico nesse período. Os valores médios diários das lâminas aplicadas foram 23, 14 e 10 mm em T1, T2 e T3, respectivamente. Observa-se nas variáveis biométricas obtidas ao longo do ciclo de cultivo do milho que não houve diferença na altura do dossel e nem para o índice de área foliar (IAF) tanto entre os turnos de rega quanto entre o cultivo com e sem cobertura. Entretanto, para o diâmetro do colmo no turno de rega de dois dias, houve diferença entre o cultivo com e sem cobertura durante todo o período. Considerações finais: O crescimento do milho na região do sertão alagoano não apresenta muitas diferenças entre os manejos com turnos de rega de 1, 2 ou 3 dias na semana.

Autor : LIVIA MARIA DE ANDRADE ARAUJO

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Na Caatinga existe uma grande diversidade de plantas distribuídas em diversos gêneros, sendo o gênero Croton um dos que possuem maior distribuição no Nordeste brasileiro (CRAVEIRO et al., 1981). Essas plantas possuem a capacidade de liberar metabólicos primários ou secundários o qual podem exercer efeito inibidor ou estimulador na germinação das sementes de outras plantas; esse efeito é chamado de alelopatia (FERREIRA e BORGHETTI, 2004). A liberação desses metabólicos pode ser evidenciada através de óleos essências e em hidrolatos (solução aquosa) a qual estão presentes em folhas de Croton. A pesquisa objetivou identificar esses possíveis efeitos em hidrolatos e óleos essenciais de Croton jacobinensis e Croton blanchetianus, pertencentes a família Euphorbiaceae, em sementes de tomates. Foram utilizados os hidrolatos e os óleos essências obtidos pela técnica de Destilação por Arraste a Vapor de Água, e armazenados em vidros âmbar e guardados em geladeira a ±5 oC. As sementes foram distribuídas em 4 amostras, cada uma com 25 sementes colocadas em Placas de Petri, tratadas com 3 concentrações de hidrolatos e 3 com óleos essenciais: 0%, 50% e 100% respectivamente e com temperaturas diferenciadas de 25ºC e 30ºC e fotoperiodos de 12h luz e 12h noite e 14h luz e 10h noite. As sementes dentro das Placas de Petri tinham como substrato duas folhas de papel-filtro, inicialmente umedecidas com 4mL de hidrolatos e óleos essências para cada tratamento, titulados com T1 (0%), T2 (50%) e T3 (100%). Em seguida as amostras foram levadas à câmara de germinação (tipo B.O.D.), com fotoperíodos 12:12 e temperaturas de 25 °C, fotoperíodo 14:10 e temperatura de 30 °C, para ambas espécies de plantas testadas. Esta pesquisa foi realizada em Abril de 2018, no Laboratório de Ecologia (LABOECO) da Universidade Estadual do Ceará. O experimento teve duração de 6 dias, onde foi verificada o Índice de Velocidade de Germinação (IVG) de acordo com VIEIRA e CARVALHO (1994). O parâmetro analisado foi o IVG das duas espécies, comparando o uso dos hidrolatos e dos óleos essências do Croton jacobinensis que foi submetido a 14h de luz e 30°C e, analisando-a, percebeu-se que em todos os tratamentos não houve efeito alelopatico. Cruz et al. (2000) afirmam que a alelopatia não tem efeito somente de inibição, mas também pode estimular a germinação. Com relação ao IVG do C. blanchetianus, submetido a 12h de luz e 25°C, verificou-se que houve efeito inibitório apenas com a utilização dos óleos essências e significativamente com os tratamentos T2 (50%) e T3(100%), já com o uso dos hidrolatos não houve efeito inibitório e sim estimulante, pois todos as sementes germinaram em todos os tratamentos. Comparando apenas o IVG de ambas plantas testadas podemos dizer que os hidrolatos não tiveram resultados eficazes para a inibição da germinação de sementes de tomate, ao contrário dos óleos essenciais que demonstraram inibir a germinação de forma mais clara, levando a acreditar que os óleos essências influencia diretamente a germinação das sementes de tomates. Estes estudos, portanto, podem servir para estudos posteriores acerca do controle de plantas invasoras, utilizando-se herbicidas naturais, além de valorizar as espécies nativas do bioma Caatinga.

Autor : RILBSON HENRIQUE SILVA DOS SANTOS

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O feijão-fava,Phaseolus lunatus L.), é a segunda leguminosa de maior importância do gênero, é utilizada na alimentação humana e animal, para fornecer proteína vegetal, além de poder ser utilizada para adubação verde ou até mesmo na proteção do solo. Destaca-se como uma das culturas da região Nordeste do Brasil, cultivado em regime de sequeiro, com pouco uso de tecnologias, por agricultores familiares, resultando em baixos índices de produtividade.O déficit hídrico é considerado um dos principais fatores que limitam a produtividade das culturas agrícolas, pois afeta vários processos durante o desenvolvimento vegetal. Apesar de ser considerada uma cultura tolerante à seca, pesquisas têm mostrado que a ocorrência de déficit hídrico no feijão-fava, principalmente nas fases de florescimento e enchimento de grãos, pode provocar severas reduções na produtividade.Com isso, o objetivo foi avaliar os efeitos do déficit hídrico sobre o desenvolvimento de duas variedades de feijão-fava em ambiente protegido. O experimento foi conduzido no Campo Experimental do Centro de Ciências Agrárias, localizado no município de Rio Largo, AL, altitude de 9º 27’ S, longitude de 35º 27’ W e uma altitude média de 127 m acima do nível do mar. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado (DIC) em esquema fatorial 2 x 4,os tratamentos consistiram da combinação de indução do estresse hídrico, sendo estes: (T1) sem estresse hídrico; (T2) estresse hídrico na fase de desenvolvimento vegetativo; (T3) estresse hídrico na fase reprodutiva (T4) estresse hídrico na fase de maturação, com 4 repetições. Foram avaliados: número de folhas (NF), número de grãos (NG) e massa seca da parte aérea (MSPA-g). Dentre os resultados pode-se concluir que o estresse provocado com o déficit hídrico afetou o desenvolvimento do feijão-fava, diminuiu todos os componentes de produção, prejudicando assim a produtividade das cultivares. A cultura do feijão fava foi mais sensível ao estresse hídrico na fase reprodutiva, onde o número de folhas foi afetado no tratamento com déficit hídrico apresentando 64,88 folhas, nos tratamentos que sofreram com déficit na fase de desenvolvimento vegetativo apresentou 87 folhas. O componente NG também foi afetado pelo déficit hídrico, apresentando o número de 19 grãos por planta e a massa seca da parte aérea apresentando redução equivalente a 35,57% quando comparado ao tratamento com irrigação plena.

Autor : JOÃO PEDRO BEZERRA NETO

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A agricultura familiar, frequente na região semiárida do Nordeste brasileiro, encontra-se fortemente prejudicada devido ao fenômeno da seca afetada pelas recentes mudanças climáticas e pelo déficit hídrico. O objetivo deste trabalho foi analisar quais estratégias podem ser adotadas pelo pequeno produtor para conviver de forma mais sustentável no semiárido brasileiro. Para isso, foi realizado levantamento de referências teóricas nas bases científicas Google Acadêmico e portal de periódicos da CAPES/MEC – onde a principal fonte de artigos foi a SciElo –, sendo adotado como critério de exclusão, os artigos com classificação inferior a B3. Os resultados do estudo em questão, mostraram que algumas técnicas alternativas como o uso de dessalinizadores, o cultivo de espécies de palma forrageira, a adubação verde e os sistemas agroflorestais e de policultura, assumem papel importante como estratégias de convivência com o semiárido, uma vez que as tecnologias acima elencadas apresentam elevado potencial produtivo e alta tolerância às condições morfoclimáticas da região. Dessa forma, é possível concluir que é de fundamental importância compreender o potencial de algumas estratégias existentes como tecnologias que contribuem para com a convivência do pequeno produtor em áreas de semiaridez.

Autor : CARLA SABRINA DA SILVA

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: O feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.) é considerado uma das leguminosas de maior importância socioeconômica para as regiões Norte e Nordeste do Brasil (Freire Filho et. al., 2005), sobretudo no Semiárido, no qual ocorre grande irregularidade na precipitação pluvial e os cultivos agrícolas ocorrem apenas no período chuvoso. Entretanto, mesmo na estação chuvosa, podem ocorrer períodos superiores a 7 dias sem chuva e a cultura ficar submetida ao estresse hídrico, sendo o uso da irrigação essencial para se alcançar produtividades satisfatórias. Neste sentido, torna-se indispensável conhecer a necessidade hídrica da cultura para fornecer a lâmina de irrigação adequada. Assim, o presente trabalho teve como objetivo determinar a evapotranspiração real (ETr) e a produtividade de grãos do feijão-caupi submetido a níveis de estresse hídrico numa região semiárida. E, de posse destes resultados, fornecer informações técnicas e agronômicas aos produtores sobre o manejo adequado da irrigação nesta cultura, visando uma produção sustentável com uso eficiente da água e economicamente viável para a agricultura familiar da região. Metodologia: O experimento foi conduzido no IFAL/Campus Piranhas entre os meses de fevereiro e maio de 2018. A cultivar de feijão utilizada foi uma variedade crioula adaptada às condições climáticas da região e altamente produtivo. O delineamento experimental foi em faixas com quatro repetições. Os tratamentos foram 5 lâminas de irrigação baseadas na evapotranspiração da cultura (30, 60, 90, 120, 150% da ETc). Os dados meteorológicos para a estimativa da ETc foram obtidos na estação automática pertencente ao INMET, localizada próximo à área experimental. A irrigação foi por gotejamento, onde, nos primeiros 20 dias, todos os tratamentos foram irrigados de forma a não causar déficit hídrico à cultura e posteriormente as lâminas de irrigação foram diferenciadas. A ETc e a ETr foram calculadas pelo método de Kc único descrito no boletim FAO 56 (Allen et. al., 1998). A produtividade de grãos foi submetida ao teste F e análise de regressão. Resultados e Discussão: A chuva total no ciclo foi de 78,2 mm e a irrigação nos primeiros 20 dias somou 54 mm. A ETc total no ciclo foi de 286 mm e no período de aplicação dos tratamentos foi 230 mm. As lâminas totais aplicadas mais a chuva efetiva nos tratamentos com 30, 60, 90, 120, 150% da ETc foram de 100,157, 223, 304 e 366 mm, respectivamente. A ETr durante o período de aplicação dos tratamentos foi de 105, 157, 216, 231 e 231 mm e a produtividade foi de 1,40;1,42;1,93;1,85 e 1,72 t ha-1 nos tratamentos com 30, 60, 90, 120, 150% da ETc, respectivamente. Considerações finais: A necessidade hídrica do feijoeiro após a fase inicial de desenvolvimento, para regiões com características semelhantes à estudada nesta pesquisa, pode ser suprida através de lâmina de irrigação de 230 mm, alcançando produtividade de grãos igual a 1,8 t ha-1.

Autor : DÉBORA ASSUNÇÃO DO NASCIMENTO

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva Fr. All.) é espécie arbórea pertencente à família Anacardiaceae que apresenta distribuição natural limitada a América do Sul, ocorrendo naturalmente desde o Ceará até a Argentina e Paraguai, sendo encontrada em formações vegetais de caatinga, cerrado e floresta pluvial (Lorenzi & Matos, 2002). Essa espécie vem sendo muito explorada em função das propriedades químicas, biológicas e medicinais. Em virtude da presença, na casca, de grandes quantidades de taninos, tem sido muito utilizada na indústria de curtimento de couros e medicina popular nordestina no tratamento de doenças dermatológicas, ginecológicas e como cicatrizante natural (Souza et al., 2007). Em muitas espécies a presença de luz favorece a germinação das sementes, enquanto em outras, o comportamento germinativo das sementes é mais efetivo na ausência do que na presença de luz (LABOURIAU, 1983). Para várias espécies vegetais a luz também é necessária para a germinação das sementes. Nestes casos a germinação das sementes pela luz está vinculada a um sistema de pigmentos chamados de fitocromos. Esses pigmentos estão associados ao funcionamento das membranas biológicas, regulando, provavelmente, sua permeabilidade e o fluxo de inúmeras substâncias dentro das células e entre elas (Taiz & Zeiger, 2004). O presente trabalho objetivou avaliar a germinação de Aroeira do sertão sob influencia de diferentes qualidades de luz. O experimento foi conduzido no laboratório de sementes florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco. As sementes foram coletas em Salinas – MG. Para a assepsia das sementes foram utilizados álcool 70% por 5 minutos e lavadas em água destilada e em seguida imersas em hipoclorito de sódio com concentração entre 2% à 2,5% por 5 minutos e logo após lavada em água destilada. Foi utilizado papel toalha, colocado por 2 horas á 105oC em estufa. Para a realização do experimento foi utilizado 400 sementes de aroeira do sertão (Myracrodruon urundeuva), com delineamento experimental inteiramente casualizado com 4 tratamentos em diferentes qualidades de luz: branca, vermelha, azul e preta. Cada tratamento tinha 100 sementes (4 repetições com 25 sementes). As sementes foram colocadas sob papel toalha e umedecidas na proporção de 3 vezes o peso do papel seco (3 mL) com água destilada em caixas tipo (gerbox) cobertas com papel celofone para simular os diferentes tipos de luminosidades e colocada em um BOD (Biochemiacal Oxigem Demand) a 30oC, com fotoperíodo de 12 horas. A cada 48 horas foram realizadas a rega das sementes com água destilada. Os monitoramentos da germinação foram feitas por 10 dias após sua instalação, onde se iniciou a contagem no 3o dia após a semeadura. As sementes foram consideradas como germinadas as que possuíssem radículas e folíolos. As variáveis analisadas foram porcentagem de germinação e índice de velocidade de germinação (IVG). Os parâmetros serão analisados através da analise de variância (Teste F) e medias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Nos resultados obtidos não houve diferença estatística para porcentagem de germinação, sendo o tratamento 1 com a maior média de porcentagem e o menor tratamento 2. No entanto, não houve diferença estatística para IVG, sendo o tratamento 1 com maior IVG e o tratamento 4 com menor IVG. Conclui-se que para os tratamentos utilizados em diferentes condições de luz não apresentaram diferenças significativas na germinação de aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva).

Autor : LAYANNE DA SILVA SANTOS

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : PO - AT 04     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Nas comunidades vegetais, as plantas podem interagir de maneira positiva, negativa ou neutra (Pires e Oliveira, 2011). De acordo com Rice (1984), a alelopatia ocorre quando um organismo libera substâncias químicas que podem inibir ou estimular o crescimento e, ou, desenvolvimento de outro indivíduo no mesmo ambiente. A Moringa pertence à família das Moringaceae, nativa da Índia, tem se adaptado muito bem no semiárido brasileiro (Souto et al., 2015). Segundo Souto et al. (2015) devido à essa adaptação é possível expandir o cultivo da moringa por práticas agroflorestais. A Moringa (Moringa oleifera Lam.) apresenta excelente potencial para uso na alimentação humana, animal, indústria de cosméticos, tratamento de água, produção de biodiesel, entre outros (Yasmeen et al., 2013). Segundo Lorenzi (1992), a aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva Fr. All.), pertencente à família Anacardiaceae, possui uma madeira de qualidade com grande resistência mecânica, alta densidade e durabilidade. De acordo com Viana et al. (1995), essa espécie possui também uso terapêutico no Nordeste do Brasil, usando popularmente a entrecasca na forma de extratos, como, por exemplo, antiinflamatório e cicatrizantes para várias afecções. Devido à importância econômica das duas espécies objetivou-se avaliar se ocorreria alguma interferência na germinação e no desenvolvimento de ambas em caso de implantação das espécies associadas na forma de sistemas agroflorestais, visando analisar possíveis resultados em relação à viabilidade do processo e qualidade do produto final. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo observar se há influência alelopática do extrato aquoso das folhas de moringa (Moringa oleifera Lam.) na germinação da aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva Fr. All.), podendo fazer associações em sistemas agroflorestais caso a influência benéfica seja positiva. O experimento foi conduzido no laboratório de Sementes Florestais, do Departamento de Ciências florestais, na Universidade Federal Rural de Pernambuco. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com 4 tratamentos e 4 repetições, sendo 25 sementes por repetição, totalizando 400 sementes. Foram utilizados os tratamentos nas concentrações a 0, 25, 50 e 100% do extrato aquoso da folha de moringa, sendo o extrato 0% constituído apenas por água destilada. As sementes de aroeira-do-sertão foram colocadas para germinar em caixas transparentes (gerbox), deixadas em germinador do tipo BOD (Biochemical Oxigen Demand) a 30°C e fotoperíodo de 12 horas. A adição da água destilada e de extratos foi feita a cada 48 horas, sendo trocado os substratos para não alterar as concentrações. Foram consideradas as sementes germinadas que apresentavam radícula e folíolos. A contagem iniciou-se no 3º dia após semeadura, sendo as variáveis analisadas: Porcentagem de germinação e Índice de velocidade de germinação. Nos resultados obtidos não houve diferença estatística para a porcentagem de germinação, sendo o tratamento 4 apresentando a menor porcentagem e os tratamentos 1 e 2, com quantidade de sementes germinadas iguais, apresentando as maiores porcentagens e com isso as maiores médias, sendo observado o sentido decrescente à medida que se aumenta as concentrações dos tratamentos. Para o IVG também não houve diferença estatística, sendo o tratamento 4 com a menor velocidade de germinação e o tratamento 1 de maior velocidade, sendo o tratamento 1 apresentando maior média. Na análise do IVG também foi observado um sentido decrescente comparando os quatro tratamentos. Baseado nos dados obtidos conclui-se que os tratamentos utilizando o extrato aquoso das folhas da Moringa oleifera Lam. não apresentaram efeito alelopático na germinação da Myracrodruon urundeuva Fr. All, pois as variáveis analisadas não obtiveram diferença estatística.

Autor : CARLA SABRINA DA SILVA

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : PO - AT 04     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: O cultivo do milho no Semiárido predomina no período chuvoso, mas em alguns anos ocorrem veranicos e a cultura fica sujeita ao déficit hídrico (Carvalho et. al., 2013). Assim, o uso correto da irrigação e de cobertura morta é essencial para reduzir o nível de estresse hídrico na planta. O uso de cobertura morta protege o solo impedindo a perda de água por evaporação, aumentando assim a eficiência no uso da água. Porém, dependendo do intervalo para uma nova reposição hídrica no solo, a cobertura morta pode não ser suficiente para garantir a manutenção da umidade no solo. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo determinar o turno de rega e uso de cobertura morta com melhor eficiência no uso da água pela cultura do milho. Metodologia: O experimento foi desenvolvido no Instituto Federal de Alagoas/Campus Piranhas durante os meses de março a julho de 2018 em uma área de 442 m2. Foi selecionado um híbrido comercial de milho de alto potencial produtivo, o qual foi cultivado com e sem uso de cobertura morta e submetido aos seguintes turnos de rega: 1 (T1), 2 (T2) e 3 (T3) dias na semana. A cultura foi irrigada por gotejamento superficial com lâmina calculada por meio da evapotranspiração da cultura (ETc), a qual foi obtida na estação meteorológica situada próximo da área experimental e pertencente ao INMET. A adubação foi realizada de acordo com a análise do solo e o controle de plantas espontâneas se deu por capina manual, conforme a necessidade. Foi avaliado de forma comparativa o efeito do uso da cobertura morta e sua interação com os turnos de rega sobre o rendimento de grãos. Resultados e Discussão: O total de chuva no ciclo foi de 42,2 mm e a irrigação nos tratamentos T1, T2 e T3 foram de 409, 409 e 406 mm, respectivamente, atendendo a necessidade hídrica da planta. A produtividade do milho variou de 4.363 a 8.855 kg ha-1 e dentre os tratamentos sem uso de cobertura morta, T1 se destacou em relação demais, produzindo 103% a mais que T2 e 38% a mais que T3. Plantas cultivadas com o uso de cobertura morta sobre o solo apresentaram os maiores valores, mostrando que ao se usar cobertura morta na superfície do solo é possível ter aumento de rendimentos agrícola devido ao maior armazenamento de água no solo causado pela redução na evaporação direta da água (Bizari, et al., 2011). Considerações finais: O manejo da irrigação com turno de rega de um dia na semana se mostra mais eficiente para o Semiárido e, apesar de não ter tido significância para cobertura, os valores médios observados indicam que a proteção do solo com cobertura vegetal morta proporciona maior rendimento de grãos pela cultura do milho na região do sertão alagoano.

Autor : JOSÉ FALCÃO SOBRINHO

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : PO - AT 04     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O estudo tem como objetivo compreender a influência dos elementos naturais e sociais sobre as tecnologias de convivência com o ambiente semiárido na comunidade de Morgado, pertencentes ao Município de Massapê, localizado à noroeste do estado do Ceará e pertencente à bacia hidrográfica do Acaraú. Nesta perspectiva, o enfoque foi direcionado à tecnologia de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável-PAIS, desenvolvida pelos moradores da comunidade. O estudo em pauta apoia-se na abordagem da Teoria Geral dos Sistemas proposta por Bertalanffy, em 1930, considerando-se a natureza, a economia e a sustentabilidade local, ou seja, três elementos predominantes no contexto da paisagem observada nesta área como ponto de partida e referencial para sua análise O caminhar metodológico baseou-se através de uma extensa verificação bibliográfica, pelo reconhecimento da área em apreço, atividades de campo para registros fotográficos e entrevistas com os moradores (agricultores) locais. Na comunidade citada acima, a semiaridez tem predominado em um período prolongado, afetando principalmente a agricultura, contudo a adaptação perante ao meio através deste novo sistema de cultivo é uma alternativa significante para os pequenos produtores, pois oferta benefícios para as famílias que detém da agricultura familiar, proporcionando melhorias na qualidade de vida.

Autor : JONATAS EMANUEL DE SOUZA

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : PO - AT 04     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.), também conhecido como feijão macassar, é considerado como uma das leguminosas de maior importância socioeconômica para as regiões Norte e Nordeste do Brasil, sobretudo no Semiárido, constituindo-se como uma das mais importantes fontes proteicas na alimentação da população rural (Freire Filho et al., 2005). Entretanto, o cultivo dessa planta ocorre apenas no período chuvoso (conhecido como cultivo de sequeiro) e mesmo nesse período ocorre déficit hídrico causado pela irregularidade na distribuição de chuvas. Assim, a irrigação além de suprir essa deficiência, pode favorecer o cultivo de outras safras na estação seca. Com isso, o presente trabalho teve por objetivo determinar o turno de rega com e sem uso de cobertura morta que resultasse na maior produtividade de grãos pelo feijão-caupi na região do Sertão Alagoano, visando uma produção sustentável e economicamente viável. Metodologia: Foi utilizada uma variedade crioula de feijão tipo fradinho adaptada às condições climáticas da região e com alto potencial produtivo, a qual foi cultivada com e sem uso de cobertura morta e submetida aos seguintes turnos de rega: 1 (T1), 2 (T2) e 3 (T3) dias na semana. O experimento foi desenvolvido no Instituto Federal de Alagoas/Campus Piranhas, durante os meses de março a julho de 2017 em uma área de 360 m2. O sistema de irrigação utilizado foi gotejamento com lâmina calculada por meio da evapotranspiração da cultura (ETc) obtida numa estação meteorológica situada próximo da área experimental. Foi avaliado de forma comparativa o efeito do uso da cobertura morta e sua interação com os turnos de rega sobre o rendimento de grãos. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F e comparação de médias pelo teste de Tukey. Resultados e Discussão: Os valores totais de ETc e chuva foram 217 e 256 mm, respectivamente. A irrigação total nos tratamentos T1, T2 e T3 foi de 140, 163 e 160 mm, respectivamente. A produtividade de grãos do feijão-caupi variou de 0,44 t ha-1 a 1,29 t ha-1 entre os tratamentos. Em relação aos turnos de rega, o tratamento T1 teve a maior produtividade média (1,07 t ha-1), sendo 14% maior que T2 e 46% maior que T3, em que os tratamentos com o uso de cobertura morta sobre o solo apresentaram os maiores valores, mostrando que ao se usar cobertura morta na superfície do solo é possível ter aumento de rendimentos agrícola devido ao maior armazenamento de água no solo causado pela redução na evaporação direta da água (Bizari, et al., 2011). Considerações finais: O manejo da irrigação com frequência de rega de um dia na semana aliado à proteção do solo com cobertura vegetal morta proporciona maior rendimento de grãos pela cultura do feijão caupi na região do sertão alagoano.

Autor : SAMUEL SILVA

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : PO - AT 04     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: A determinação da demanda hídrica de uma cultura é de extrema importância, pois permite o ajuste do custo da irrigação e da eficiência de utilização da água, principalmente nas épocas em que há limitações hídricas. O consumo de água pela cultura é denominado evapotranspiração da cultura (ETc), mas devido às condições do meio, é ajustado para a Evapotranspiração real da cultura (ETr) e pode ser medido ou estimado através de diferentes métodos. Devido às diferenças climáticas entre as estações do ano, a planta pode apresentar maior ou menor evapotranspiração em função da disponibilidade de calor para tal fim. Assim, o presente trabalho teve como objetivo estimar o saldo de radiação (Rn) e a energia disponível para a evapotranspiração real do milho (ETr) cultivado em duas épocas diferentes no Sertão Alagoano. Metodologia: O experimento foi desenvolvido no Instituto Federal de Alagoas/Campus Piranhas, em que os tratamentos constaram de duas épocas de plantio com 10 repetições no delineamento em blocos casualizados no tempo. A primeira época foi de dez/2016 a mar/2018 e a segunda de mar a julho de 2018. O saldo de radiação (Rn, em MJ m-2 dia-1) foi estimado em função do balanço de ondas curtas (BOC) e do balanço de ondas longas (BOL) de Doorenbos & Pruitt (1975). A ETc e a ETr foram calculadas pelo método de Kc único descrito no boletim FAO 56 (Allen et. al., 1998). Os dados meteorológicos para a estimativa da ETc foram obtidos na estação automática do INMET, localizada próximo à área experimental. A irrigação foi feita via gotejamento de forma a atender a necessidade da cultura. Ao final, mediu-se a produtividade de grãos, a qual foi submetida ao teste t de Student. Resultados e Discussão: A chuva total no ciclo 1 e 2 foi de 42 e 78 mm, sendo muito abaixo da necessidade da cultura, em que se aplicou irrigação total de 640 e 430 mm, respectivamente. A evapotranspiração da cultura (ETc) somou 654 e 451 mm nas épocas 1 e 2, respectivamente, e foi igual à evapotranspiração real da cultura (ETr), mostrando que não houve déficit hídrico. O saldo de radiação (Rn) acumulado até o estádio R4 foi de 1.277 e 1.244 MJ m-2 dia-1 nas épocas 1 e 2, respectivamente. A produtividade de grãos do milho foi de 8,9 t ha-1 e 6,7 t ha-1 nas épocas 1 e 2, respectivamente, entretanto, a eficiência no uso da água foi maior na época 2 em função do alto consumo hídrico pela cultura. Considerações finais: O cultivo de milho na estação seca do Semiárido requer um maior volume de água para irrigação devido às altas taxas de evapotranspiração. Entretanto, a produtividade de grãos é maior em função da alta disponibilidade de luz para a realização de fotossíntese.

Autor : ÉVILLYN ALVES SANTOS

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A abacaxicultura é uma atividade de relevante importância socioeconômica nas regiões onde é explorada, mas o aumento no preço dos insumos e a demanda por produtos de maior qualidade tem impulsionado o uso de fontes alternativas na adubação. Neste sentido, o presente trabalho objetivou avaliar os teores de macronutrientes no solo e na matéria seca da folha ‘D’ da cultura do abacaxizeiro cv. ‘Vitoria’, cultivado sob diferentes fontes de adubação orgânica. O estudo foi instalado na Fazenda Guandu, município de Itapororoca-PB. No estudo nutricional do abacaxizeiro Vitoria utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, em três repetições, com os tratamentos arranjados em esquema de parcelas subdivididas. Os fatores em estudo constaram de três tipos de materiais orgânicos (esterco bovino, cama de frango e esterco misto), quatro doses destes materiais [(100 % da dose de N recomendada pela análise de solo (DRN); 75 % DRN, 50 % DRN e sem adubação, 0% da DRN)], os quais constituíram a parcela, a subparcela foi formada pela presença e ausência de adubação verde. A parcela foi constituída por 60 plantas, e a subparcela por 30 plantas. A subsubparcela foi constituída de quatro épocas de avaliação (240, 300, 360 e 420 dap). Foi avaliado os teores foliares e no solo de nitrogênio, fósforo e potássio. Os resultados foram submetidos a análise de variância, de regressão e teste de média. A maior concentração de NPK na folha do abacaxizeiro ‘Vitória’ foi observada aos 300 dias após o plantio das mudas. Os teores de NPK no solo atingiram o máximo valor aos 300 dias após o plantio, diminuindo até o final da fase de crescimento, esses resultados corroboram com os encontrados na literatura (Rodrigues, J. A., 2009; Souza et al., 2007; Souza et. al, 2009; Souza et. al., 2011). As doses de N aplicadas através de distintas fontes orgânicas não possibilitaram teores adequados de NPK em folhas de abacaxizeiro ‘Vitória’, indicando a necessidade de estudos complementares, em ciclos seguidos de avaliação, uma vez que, o efeito residual da adubação orgânica pode ocorrer nos cultivos subseqüentes na mesma área.

Autor : ANDREZZA DE ARAÚJO SILVA GALLINDO

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O reaproveitamento de cascas como biomassas permite que seus nutrientes sejam disponibilizados ao solo antes de sua degradação e disponibiliza aos agricultores técnicas não onerosas de obtenção de adubo orgânico natural. Os resíduos (cocos descartados), provenientes do pós-consumo, que poderiam ser aproveitados para gerar uma série de produtos, acabam sendo acumulados criando incômodos para a população. Um demorado incômodo, pois o tempo médio de decomposição desses resíduos, são de longos 8 a 12 anos. As folhas verdes podem ser associadas à cascas de coco verde pois apresentam boa troca de nutrientes com estas biomassas. A estrutura do pó de coco associado às suas propriedades físico-químicas torna-o particularmente adequado para ser utilizado como substrato. O termo substrato aplica-se a todo material sólido, natural, sintético, residual, mineral ou orgânico, distinto do solo, que colocado em um recipiente em forma pura ou em mistura permite o desenvolvimento do sistema radicular. O substrato exerce a função do solo, fornecendo à planta sustentação, nutrientes, água e oxigênio. Os substratos devem apresentar baixo custo, disponibilidades nas proximidades das regiões de consumo, suficiente teor de nutrientes, boa capacidade de troca de cátions, relativa esterilidade biológica, e permitir a aeração e a retenção de umidade, além de ser capaz de favorecer a atividade fisiológica das raízes. A casca de coco é um resíduo que apresenta elevada concentração de taninos, composto tóxico responsável pela redução do crescimento de plantas, característica negativa à aplicação do pó de casca de coco como substrato que pode ser corrigida pela aplicação de lavagens com água. Pesquisadores já afirmam as vantagens e desvantagens do uso do pó de casca de coco verde como substrato na adubação para germinação de mudas. O projeto desenvolveu uma produção de pó de casca de coco verde otimizada quando comparada à diferentes literaturas, o pó foi produzido considerando tempo de secagem, granulometria ideal para maior absorção de nutrientes e umidade ideal para conservação do pó. O Solo do Cariri foi avaliado e foi escolhido o sítio com solo do tipo Luvissolo Crômico para teste da aplicação do pó como biomassa e avaliação do crescimento do cuentro em 30 dias com a presença de diferentes substratos (S1: Esterco Bovino; S2: Pó 42-79 mesh de casca de coco+fibra de coco+esterco bovino; S3: Pó 80-99 de casca de coco+esterco bovino). O crescimento foi satisfatório para os canteiros com a presença dos substratos S1 e S3, apresentando cuentros de maior altura (33 cm) em comparação à aplicação do primeiro substrato (27 cm). O projeto avaliou as condições de disposição de água de carro pipa e estudou a remoção de tanino por lavagem de água. Assim como apresentou ao agricultor e construiu a produção do pó e plantio na realidade da região do Sítio, pela opção do agricultor do uso de forrageira. A troca de nutrientes foi satisfatório, onde foi possível observar uma coloração intensa verde das folhas durante o crescimento.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas