Autor : VÁLTER CARDOSO TAVARES

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O presente artigo aborda a geodiversidade e o patrimônio geomorfológico no município de Queimadas – PB, tendo como objetivo principal a análise do potencial geoturístico do geossítio Pedra do Touro e o seu atual estado de geoconservação. O município de Queimadas apresenta uma diversificada geodiversidade com destaque para a Serra de Bodopitá, a qual apresenta vários geosítios, com destaque para a Pedra do Touro que apresenta uma exuberante beleza cênica. A mesma se insere em um complexo rochoso formado por matacões, onde se destaca o matacão denominado “Pedra do Touro” por apresentar uma pintura rupestre com uma representação zoomorfa de um animal semelhante ao bovino. A partir dos resultados, portanto, foi possível constatar que a área de estudo apresenta um grande potencial para a prática de esportes, quais sejam trilha, rapel, etc. Entretanto, há carência de acessibilidade para idosos e crianças e, concomitantemente, apresenta sinais de depredações e impactos ambientais irreparáveis provocados pela exploração mineral na adjacência da área. Para a realização desta pesquisa, lançou-se mão de visita in situ, entrevista com a secretária de Cultura, Turismo e Lazer do Município de Queimadas (SECULT), bem como uma larga pesquisa bibliográfica aprofundada acerca da temática em questão.

Autor : JOCILENE DANTAS BARROS

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O Planalto da Borborema estende-se por vários estados do nordeste do Brasil e está presente no centro-sul do estado do Rio Grande do Norte. Ele é uma unidade da paisagem que influencia no regime climático, na dispersão da drenagem, no tipo de vegetação associada ao semiárido e condiciona o uso e a ocupação da terra. Desse modo, o Planalto da Borborema é de grande relevância ambiental para o semiárido nordestino, sendo necessário caracterizá-lo como forma de contribuição para a gestão territorial. Neste trabalho a região natural é considerada como uma unidade da paisagem, que diferencia-se principalmente pelo relevo e geologia. Este estudo tem por objetivo caracterizar o Planalto da Borborema no estado Rio Grande do Norte, Brasil, considerando-o como uma região natural, enfocando seus elementos, interações, relações com as regiões naturais circunvizinhas e fragilidades. Para tanto, a metodologia baseou-se em pesquisa documental apoiada em publicações do RADAMBRASIL (1981) e nos autores Bertrand (2004), Nunes (2006), Cestaro et al. (2007), Côrrea (2010), Pivetta (2012) e Diniz e Oliveira (2018). Para elaboração dos mapas referentes ao Planalto da Borborema utilizou-se como base cartográfica os limites territoriais do IBGE (2017), para a delimitação do Planalto da Borborema o arquivo disponibilizado por Diniz e Oliveira (2018) e mapa apresentado em Côrrea (2010), e para espacializar a altimetria do Planalto da Borborema foi utilizada a imagem de radar da missão SRTM (Shuttle Radar Topography Mission), disponível no site do projeto TOPODATA do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com resolução espacial de 30 metros. A reprojeção, recorte e classificação da altimetria, o georreferenciamento e vetorização do mapa de Corrêa (2010), alterações de estilo e rotulação das camadas vetoriais e raster, bem como a elaboração do layout dos mapas, foram feitos no software livre QGIS 2.18. Toda a base cartográfica foi padronizada no Sistema de Coordenadas Geográficas, datum SIRGAS 2000. Além disso, realizou uma pesquisa in loco para o Planalto da Borborema, em abril de 2016, para observação e caracterização dessa unidade de paisagem. Os resultados e discussão envolvem a caracterização dos elementos naturais focando nas interações e processos entre eles e as regiões naturais vizinhas, além da indicação das fragilidades da região natural, relacionando com as ações antrópicas. Verificou-se que o Planalto da Borborema influencia climaticamente nos sistemas vizinhos e é um importante dispersor de drenagem para as bacias hidrográficas do estado. Há também o transporte de sedimentos das áreas mais elevadas para a planície fluvial e lagunar e a depressão sertaneja, regiões naturais que interagem com o Planalto da Borborema. A atuação do clima e a presença de um substrato rochoso geram relevos acidentados, solos argilosos e pedregosos passíveis de erosão. A vegetação da Caatinga se caracteriza como um reflexo desse ambiente, adaptada às condições climáticas. Esse ambiente também sofre alterações pelas atividades antrópicas, com destaque para a mineração e desmatamento da caatinga, mas também condiciona suas ações, como é o caso da dificuldade de produção agrícola em larga escala e as potencialidades para o ecoturismo e extração mineral. Considera-se que a partir da visão geossistêmica proposta nesse estudo pode-se perceber as interações entre os elementos do ambiente, suas fragilidades e potencialidades, contribuindo para uma gestão ambiental mais sustentável.

Autor : EDINALVA ALVES VITAL DOS SANTOS

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:As cactáceas podem ser uma alternativa viável para produção de forragens, mesmo em condições de limitação hídrica como em regiões semiáridas. Neste sentido este trabalho teve por objetivo realizar uma revisão bibliográfica acerca das principais cactáceas forrageiras utilizadas na alimentação animal, bem como suas características e importância econômica e ecológica, que permitam, dessa forma, conhecer alternativas de convivência com o semiárido e fazer uso para o melhoramento da alimentação animal. Os resultados apontam o Xique-Xique (Pilosocereus gounellei), Facheiro (P. pachycladus) e o Mandacaru (Cereus Hildmannianus) como as principais espécies nativas utilizadas como forragem. Embora variedades de palmas também seja estratégias de forragens no período seco. Os resultados apontam que as cactáceas apresentam boa palatibilidade, são fonte de água e nutrientes, porém são pobres em fibras e que o uso unicamente destas espécies podem causar distúrbios gastrointestinais aos animais. Estudos sugerem a associação de outros alimentos para que se obtenha uma dieta nutricionalmente balanceada. Outros estudos reportam que os animais tiveram ganho de peso e maior produtividade de leite utilizando espécies nativas. Conclui-se que as Palmas e as cactáceas nativas apresentam ponto comum, pois são potencial forrageiro para o semiárido, porem tratadas de maneiras diferentes, a saber, as palmas são cultivadas, enquanto as nativas não. Portanto para o manejo e desenvolvimento sustentável destas espécies o cultivo como lavouras de espinho é uma alternativa viável aos produtores, de maneira a serem cultivados em consorcio com outras espécies forrageiras tornando-se bancos de reserva forrageira estratégica para os períodos mais graves da estiagem no semiárido brasileiro.

Autor : ELIEL GOMES BARBOSA

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O tomate (Lycopersicon esculentum) pertence ao grupo das hortaliças e apresenta grande importância: nutricional, social e econômica (MAKISHIMA e MELA, 2004). Em 2017, foi registrada uma safra de 4,3 toneladas de tomates (IBGE, 2018), sendo faturado nesse mesmo ano a quantia de R$ 14 bilhões (CNABRASIL, 2018). Apesar disso, 30% do tomate produzido é descartado (ALMEIDA, 2011), uma vez que o produto in natura contém cerca de 93 a 95% de água, o que favorece proliferação de microrganismos, reduzindo assim o tempo de vida de prateleira (SILVA e GIORDANO, 2000). A secagem é uma alternativa para evitar o desperdício do tomate tendo em vista que utilizando essa técnica é possível aumentar o tempo de prateleira do alimento, pois diminuirá a atividade da água, possibilitando a facilidade e economia no transporte, manuseio e estocagem (PORTO e PINTO, 2002). Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo desidratar e avaliar a cinética de secagem dos tomates em secador solar e em estufa e caracterizar os frutos in natura e desidratados quanto ao teor de umidade. O experimento foi desenvolvido em Sumé-PB, cidade localizada no Cariri ocidental paraibano. Os tomates utilizados no experimento oriundos de produtores locais, foram higienizados e cortados na transversal, com uma espessura média de aproximadamente 0,5 cm e submetidos ao pré-tratamento osmótico utilizando uma salmoura de 5% por um período de 30min. A secagem artificial foi realizada utilizando-se uma estufa incubadora. A secagem natural foi realizada com secador solar de exposição direta desenvolvido por estudantes do CDSA. A perda de massa dos tomates submetidos à secagem foi aferida em intervalos de 1 hora e a umidade (Xbu%) foi determinada. A secagem foi finalizada quando os frutos apresentaram perda de massa inferior a 0,05g .h-1. Os procedimentos de secagem tiveram duração de 8 e 13h para a secagem em secador solar e em estufa respectivamente, nos dois processos foi possível identificar duas etapas de secagem que se referem a velocidade constante e velocidade decrescente. A secagem em secador solar foi finalizada com 5 horas a menos que a secagem em estufa, e apresentou uma temperatura média de 72ºC para o secador, enquanto a temperatura média da estufa se manteve em 60ºC. A umidade final dos tomates desidratados foi de 1,8 % no secador solar e de 3,0 % na estufa, acarretando assim uma redução da massa de água de 92,5% para o secador e 91,3% para estufa. Nos dois tipos de secagem (artificial e natural) a desidratação gerou um produto, capaz de atender às recomendações para o armazenamento de alimentos desidratados. A secagem solar demonstrou ser uma alternativa barata e viável aos métodos de secagens convencionais, por apresentar maior velocidade de secagem e custo zero de energia elétrica. Ainda, vale ressaltar que as características climáticas da região do Cariri paraibano ocidental q influenciaram na redução do tempo de secagem em secador solar, conferindo agilidade e economia nesse tipo de processamento.

Autor : HENRIQUETA MONALISA FARIAS

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Devido ao grande e rápido avanço do desenvolvimento industrial a contaminação de água por corantes industriais produzidos vem se tornando um problema cada vez mais frequente, dessa forma, é necessário o emprego de tecnologias eficientes e sustentáveis para destinação desses corantes produzidos, uma tecnologia que vem sendo utilizada seria a biorremediação, que se apresenta muito eficiente no tratamento de efluentes. A utilização de fungos basideomicetos na degradação de xenobióticos e corantes, mostra uma eficiente técnica de biorremediação. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial de descoloração do corante Vermelho Congo pelo fungo Lentinus crinitus CCIBt 2611. O fungo foi previamente cultivado em placa de petri a 28oC, contendo ágar extrato de malte (MEA) (2%), constituído de extrato de malte 2%, peptona 0,1% e ágar 1,5%. Foram retirados pedaços contendo fungo previamente cultivado e transferido, para frascos contendo 100 mL de caldo de batata nas diferentes concentrações de 20 mg/L e 60 mg/L de corante. O cultivo foi interrompido com 24, 48 e 72 horas para coleta e análise de dados. Foi avaliado a variação de parâmetros como pH, absorbância e biomassa e concentração de corante no meio de cultura. Permitiu-se observar a ocorrência de adsorção do corante pelo fungo a partir da avaliação visual de todos os cultivos.

Autor : VINICIUS HENRIQUE DA FÉ FREIRE

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O substrato é um dos insumos que têm se destacado devido a sua utilização na produção de mudas, considerado como material poroso, que pode ser utilizado puro ou misturado, este visa trazer estabilidade e firmeza para raízes afim de proporcionar plantas com elevado teor de qualidade. Os substratos vêm a cada dia se desenvolvendo, sendo impulsionados pela busca de matérias primas que se encontrem em grande quantidade no meio e que forneçam as plantas os nutrientes necessários para se desenvolver. Na busca por novas matérias que possam ser utilizadas nessa fonte alternativa de cultivo, nota-se que na região nordeste do país a palha de carnaúba/ bagana vem sendo bastante usada como cobertura morta por apresentar uma boa retenção na umidade do solo, nesta perspectiva buscou-se caracteriza-la como substrato de cultivo afim de utilizar uma das maiores potencialidades oriundas da região e como uma maneira alternativa de utilizar os resíduos deixados na extração do pó e cera derivados da carnaubeira. Para que se obtenha substratos de qualidade devem ser analisados diversos parâmetros, dos quais no Brasil a IN 17 de 21-05-2007 é a responsável por isso, nela estão dispostos ensaios para a determinação da umidade total, da densidade, da capacidade de retenção de água a 10cm (CRA10), PH, condutividade elétrica, e da capacidade de troca de cátions (CTC) de substratos e condicionadores de solos. A análise granulométrica não é adotada como fator para a caracterização de substratos, todavia esse ensaio fora realizado para se conhecer qual tamanho de partículas que melhor apresente tais parâmetros que venham a viabiliza-lo, também foi realizado uma análise no tocante a digestão nítrica afim de conhecer os nutrientes existentes no material estudado. Com base nos resultados obtidos através dos ensaios feitos em laboratório quanto as análises físico-químicas e biológicas da palha de carnaúba, podemos considerar o material como um bom retentor de umidade e um bom retentor de água ( dado obtido através da capacidade de água disponível), além do material ter apresentado um bom pH, medido este que nos indicou que o material estudado encontra-se em níveis próximos a linha neutra, ou seja, entre os níveis ácidos e alcalinos, ainda segundo os resultados obtidos nos ensaios, podemos compreender que a palha de carnaúba apresenta uma baixa condutividade elétrica, o que nos permite dizer que a troca de íons entre o substrato que está sendo caracterizado será menor de maneira que o substrato irá requerer uma quantidade de nutrientes menor, potencializando assim a distribuição destes nutrientes para quem de fato importa, as plantas. Com os resultados obtidos pode-se comprovar que a palha de carnaúba atende aos requisitos estipulados para que possa ser caracterizada e utilizada como substrato, a mesma como já foi mensurada acima possui características físico-químicas que possibilitam e viabilizam a sua utilização como substrato de cultivo, como meio de gerar renda para as famílias onde está arvore esteja fixada, além de utilizar os resíduos oriundos da extração do pó e da cera de carnaúba.

Autor : ISRAEL PEDRO AVELINO SILVA

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:No semiárido brasileiro os processos erosivos e de desertificação dos solos de entorno de rios e de sub-bacias é cada vez mais comum, uma vez que o mau uso e ocupação dessas áreas traz consequências severas aos reservatórios ali instalados. A partir das adversidades climáticas que a região nordeste do Brasil tem uma predisposição a oferecer, observa-se que é preciso utilizar ao máximo dos mecanismos já existentes para minimizar os efeitos das secas. Tendo em vista a barragem como uma ferramenta minimizadora desses efeitos, na cidade de Afonso Bezerra, RN, a barragem Boqueirão Angicos vem sendo subutilizada por não oferecer um plano de uso das suas águas, e o emprego desse recurso da forma correta ou direcionada poderá vir a ser um importante instrumento para combater os efeitos da desertificação. A proposta deste trabalho foi analisar o estado ambiental da área de influência de uma sub-bacia hidrográfica do rio Piranhas/Açu, localizada na mesorregião do central potiguar, fazendo uma caracterização do estado em que se encontra os recursos de solo, relevo e vegetação, para com isso, verificar e diagnosticar as condições ambientais em que se encontra a sub-bacia. A partir do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada-NDVI, foi possível fazer uma análise da cobertura vegetal dessa região, constatado seu alto risco ao assoreamento e expondo os altos índices de desertificação. Mapas de solo e declividade foram de extrema importância para a caracterização do solo e sua capacidade uso, assim sendo possível conhecer os limites de uso e ocupação do solo da região. Com base nesses parâmetros foi possível fazer uma descrição do estado de conservação ambiental, mostrando a degradação da cobertura vegetal da região de influência da barragem, que fica localizada na microrregião angicos, assim descrevendo suas qualidades e deficiências provenientes de sua localidade. Ao analisar o índice de vegetação foi possível visualizar o estado em que se encontra a vegetação local, identificando áreas de solo exposto, vegetação rala e vegetação densa, e a partir desses dados percebe-se que toda a região de influência da barragem apresenta sérios problemas de degradação com altos níveis de solo exposto, tornando-se cada vez mais propicia aos processos de desertificação. Com os dados referentes ao solo e relevo da região foi possível constatar os níveis de declividade e a classe de solo presente nessa área, notando que a maior parte do entorno do reservatório apresenta índices que variam entre plano e suave ondulado, com isso as limitações de uso se dão basicamente aos elevados teores de sódio presente no solo. A região do reservatório mostrou uma deficiência quanto ao seu uso agrícola, proveniente do tipo de solo e pela suscetibilidade aos processos erosivos, entretanto se tomada algumas medidas de prevenção e recuperação do solo e da vegetação ciliar, por possuir um reservatório próximo essa área se mostra propicia ao cultivo de espécies nativas e como uma possível zona de uso agrícola.

Autor : ANDREZA LIMA CUNHA

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O mulungu (Erythrina velutina Willd) se apresenta como opção de recuperação de áreas degradadas, devido as suas características de resistência a períodos longos de seca, de crescimento rápido. A produção de mudas de mulungu pode apresentar-se como uma boa alternativa para amenizar os efeitos do desmatamento e recuperação de áreas degradadas no Nordeste. Deve-se levar em consideração o fator dormência, pois em algumas espécies, as sementes apresentam dormência tegumentar e só germinam quando submetidas a condições especiais que alteram o tegumento. O uso de técnicas alternativas para produção de mudas de espécies nativas deve ser levado em consideração. A busca de sustentabilidade nos sistemas agrícolas de produção representa atualmente uma importante demanda social – econômica. Ao utilizar insumos de origem local, de baixo impacto ambiental e custo reduzido, pode-se aumentar a rentabilidade e a independência do produtor rural, além de contribuir para a redução do consumo dos recursos naturais não renováveis (TERRA, et al., 2007). Assim, o trabalho objetivou verificar o uso da casca de arroz como substrato na produção de mudas de mulungu, com diferentes métodos de quebra de dormência das sementes, foi desenvolvido entre os meses de julho a outubro de 2014 na área experimental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, Campus de Picuí – PB. A casca de arroz passou por dois processos físicos, moagem da casca de arroz e carbonização. O tratamento físico da casca de arroz a partir da moagem foi realizado em um moinho tipo Willy de rotor vertical com quatro facas móveis e faixas, com peneira em aço inox com 1 mm de abertura. Na carbonização foram utilizados 20 kg da casca de arroz, o processo se deu em uma lata de tinta toda perfurada com capacidade de 3,5 L. Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 5x2, correspondente a cinco tipos de substratos e dois tipos de quebra de dormência. Através de avaliações diárias, determinaram-se as seguintes características: área foliar, fitomassa da planta; fitomassa da raiz e comprimento de raiz. Na região semiárida onde fica inserido o bioma Caatinga, a disponibilidade de matéria orgânica é significativa, onde os produtores adicionam esterco aos solos (SALCEDO e SAMPAIO, 2008). Analisando a fitomassa seca da parte aérea da planta de mulungu, os substratos testados apresentaram efeitos significativo. Possivelmente a combinação da casca de arroz moída e o esterco bovino supriram as necessidades nutricionais exigidas pelas plantas de mulungu. Substratos que contém adequada quantidade de matéria orgânica apresentam boa capacidade de retenção de água e aeração para planta (ARAÚJO NETO et al., 2002). Após 60 dias de avaliação na produção de mudas de mulungu, testando quatro diferentes substratos obtiveram no máximo 1, 54 g para massa de raiz (PRIMO et al., 2013), resultados inferiores em relação ao estudo com o mesmo período de avaliação. Todos os substratos testados apresentaram efeitos estatísticos independentemente do tipo de quebra de dormência testados; Entre as fontes de adubação orgânica utilizada no estudo, o esterco bovino afetou positivamente em todas as variáveis analisadas.

Autor : ELIDAYANE DA NÓBREGA SANTOS

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O cajueiro é uma frutífera de extrema importância socioeconômica para a região Nordeste. A qualidade de um pomar está diretamente relacionada ao bom desenvolvimento das mudas e para isso o uso de um substrato de qualidade torna-se fundamental. A matéria orgânica por sua vez, auxilia nos atributos químicos, físicos e microbiológicos do solo (VILELA & MENDONÇA, 2013). A vermiculita é uma fonte de Ca, K e Mg para as plantas (SOUSA et al., 2011). A sua extração resulta em grandes descartes, provocando danos ao ambiente (RODRIGUES et al, 2014). Portanto, o seu aproveitamento surge como alternativa de redução deste impacto. Desse modo, o objetivo do trabalho foi avaliar o crescimento de mudas de caju utilizando o clone CCP 76, com diferentes proporções de resíduo de vermiculita, matéria orgânica (M.O) e solo. O estudo foi realizado em ambiente telado do Centro de Ciência e Tecnologia Agroalimentar da Universidade Federal de Campina Grande (CCTA /UFCG), Campus Pombal-PB. O experimento foi alocado no delineamento inteiramente casualizados, em esquema fatorial 5x3, sendo cinco proporções de rejeito de vermiculita (0, 10, 20, 30 e 40%) e três níveis de matéria orgânica (0, 15, 30%) com quatro repetições, totalizando 60 unidades experimentais. Cada parcela era constituída de uma sacola de 1 L contendo uma planta em cada. O rejeito de vermiculita foi obtido em área de descarte próxima a uma mineradora localizada no município de Santa Luzia-PB. Após 60 dias da emergência das plântulas foram realizadas avaliações da altura de planta, diâmetro do caule e número de folhas. Avaliou-se a massa seca das folhas e caule, massa seca de raízes e total. Os dados foram submetidos à análise variância e regressão polinomial, utilizando-se o Software SISVAR®. Houve efeito significativo para altura da planta, número de folhas, massa secas de folha, massa seca de caule, massa seca de raiz e massa seca total. O diâmetro do caule não foi afetado apenas na proporção 10% de matéria orgânica, ao nível de 1 e 5% de probabilidade. Para altura da planta observou-se uma resposta positiva na proporção 20% de rejeito de vermiculita, quando utilizou 10 e 20% de M.O. Em relação ao diâmetro os melhores valores foram obtidos nos 20% de rejeito de vermiculita, na proporção 0 e 10 % de matéria orgânica. O melhor tratamento para o número de folha foi aos 10% de matéria orgânica e 20 % de rejeito de vermiculita. A massa seca de folhas, massa seca de raiz e massa seca total apresentaram respostas positivas aos 20% de rejeito e de matéria orgânica. Para massa seca de caule na proporção 0 e 10% sua resposta foi crescente com aumento do rejeito. Portanto, o rejeito de vermiculita e a matéria orgânica apresentaram potencial para produção de mudas de caju (CCP 76). Adição de 20% de rejeito de vermiculita proporcionou melhor desenvolvimento das mudas de caju. A maioria das características citadas foram favorecidas com adição de 10% de M.O ao rejeito.

Autor : HENRIQUETA MONALISA FARIAS

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O Nordeste é muito bem caracterizado pela agricultura que passa por uma série de adversidades, tendo como problemática principal a restrição de recursos hídricos em abundância. o umbuzeiro (Spondias tuberosa) é uma espécie tipicamente nativa das caatingas do Nordeste Brasileiro, tem como qualidade principal a capacidade de sobrevivência em solos diversos. O umbuzeiro, além de sobreviver sob condições hostis, também, se torna importante para o bioma da caatinga pois a produção de seus frutos além de elevada, são ricos em carboidratos e vitamina C, apresentando, altos teores de vitaminas A, B1 e sais minerais. Entretanto, esta cultura sofre com a falta de um melhor aproveitamento, tendo em vista seu potencial em subprodutos quase não aproveitado, logo, a busca de formas para melhor emprego no umbu é motivo de estudos e debates na sociedade. Diante de toda essa capacidade produtiva e da existência da prática do extrativismo sustentável do umbu por agricultores familiares, o este trabalho teve como objetivo a diminuição do desperdício do Umbu na cidade de Sumé- PB. Utilizou-se como auxílio ferramentas da gestão da qualidade como Brainstorming, Diagrama de Ishikawa e Ciclo de PDCA (Planejar, Fazer, Verificar e Agir) para auxiliar o desenvolvimento do trabalho. A partir destas ferramentas pôde-se evidenciar os problemas como o excesso de desperdício do Umbu, mão-de-obra com pouco conhecimento sobre aproveitamento e desenvolver metodologias para criação de produtos gerados a partir do Umbuzeiro de maneira inteligente e sustentável visando o apoiar à viabilização do comercio e do processamento do umbu, contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar de bases agroecológicas na microrregião do cariri paraibano.

Autor : DAYSE FREITAS DE SOUSA

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Resumo:O desenvolvimento humano, com exigências cada vez mais expressivas e o avanço da atividade industrial tem causado sérios prejuízos ao meio ambiente. A produção de tintas é uma dessas atividades que impactam e poluem os recursos naturais, sobretudo o solo, pela disposição e descarte dos resíduos. Assim, torna-se importante investir na produção com sustentabilidade. Esse apelo direciona o mercado a buscar novas tecnologias como alerta à possível escassez de materiais. Temáticas e princípios direcionados à promoção da sustentabilidade cada vez mais orientam o mercado da construção, considerado um dos setores que mais causa impactos ao meio ambiente, devido ao alto consumo de materiais, energia e geração de resíduos (SANGUINETTO, 2010). No contexto da construção a utilização de novas alternativas para pintura é uma urgência e o uso da tinta à base de terra é uma alternativa inovadora, econômica e viável e de forte apelo socioambiental. As práticas de pintura que usam o solo como pigmentos naturais existem desde os primórdios da humanidade e seguem até os dias de hoje, sendo largamente utilizadas nos mais variados locais e, sobretudo no ambiente rural, mas é grande atrativo no mundo moderno das cidades grandes (CARVALHO, 2007). Esse processo de baixo custo e impacto ambiental mínimo, compreende produtos, técnicas e metodologias que visam a transformação social, favorecendo a organização das comunidades, desenvolvendo a criatividade e ocasionando a melhoria da autoestima dos envolvidos, além de proporcionar alternativa de renda (VITAL et al., 2011). O uso da tinta de terra pode ser igualmente uma alternativa de valorização das potencialidades do solo, geração de trabalho, renda, bem como fator de cidadania, apresentando-se como uma proposta inovadora de valorização do solo (CAPECHE, 2010; SILVA et al., 2013). Atualmente os consumidores tem exigidos produtos mais sustentáveis e de baixo custo, e devido ao desenvolvimento tecnológico no setor de produções de tintas tem sido possível oferecer ao consumidor produtos de qualidade, sustentável e de baixo custo (SANTOS, 2010). Segundo Carvalho (2009), o solo vem sendo amplamente utilizado de forma não agrícola para fabricação de tintas por ser considerado um pigmento de baixo custo, fácil acesso e pelas atribuições de sustentabilidade dada ao produto final. O uso de tintas ecológicas tem contribuído para a preservação e conservação dos solos, pois envolve os princípios da bioarquitetura e bioconstrução (VITAL et al., 2018). Portanto objetivou-se apresentar a percepção de estudantes da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) sobre a pintura com tinta de terra, como ecotecnologia social para a valorização das potencialidades não agrícolas do solo e oportunidade de geração de trabalho e renda. As atividades aconteceram no Ateliê da Geotinta (CDSA-UFCG). Inicialmente os estudantes conheceram o perfil didático do solo e o banco de cores da terra. A seguir foi aplicado um questionário semiestruturado para verificar o entendimento dos participantes sobre a morfologia e uso não agrícola do solo. A seguir realizou-se a oficina de pintura com terra (geotinta). Os resultados apresentam a ausência de conceitos sobre as características do solo e suas potencialidades não agrícolas. Após a oficina a percepção dos agricultores mudou e estes revelaram-se entusiasmados pela tinta de terra, como inovação para pintura de peças de diferentes materiais e como oportunidade de agregar renda pelo artesanato. Evidencia-se a geotinta como possibilidade para disseminação de conceitos sobre o solo, promoção de posturas sustentáveis e ecotecnologia para inovação.

Autor : MARIA CARINA MAIA BEZERRA

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A expansão do capitalismo torna crescente o consumo de bens e é um agravante aos problemas ambientais, conforme aumenta o número de resíduos de forma inapropriada, o meio que o comporta é prejudicado. Landim et al. (2016) afirma que uma considerável parcela desses bens possui vida útil longa o que ocasiona grande acumulo desses materiais , além de gerar crises ambientais que interferem na economia e na sociedade.Para Sanchez (2006) impacto ambiental é o desequilíbrio ocasionado pelo conflito das relações entre homem e meio ambiente. Logo, o presente trabalho realizado na cidade de Pau dos Ferros/RN fará um estudo qualitativo da relação homem ambiente, ou seja, dos impactos ambientais, principalmente os decorrentes do descarte inadequado de dejetos, e buscará soluções para a problemática.Para isso, um questionário foi aplicado objetivando consultar os conhecimentos dos moradores sobre os riscos de contaminação com o lixo e a forma inadequada que o mesmo é disposto na cidade.Além disso, um estudo quantitativo desses resíduos sólidos também enquadra-se como um dos enfoques da pesquisa.O questionário foi aplicado a cento e vinte e duas pessoas de forma aleatória, no município que possui aproximadamente trinta mil habitantes, com elas foram utilizadas perguntas reflexivas que pretendiam trazer mensagens subliminares afim de as sensibilizar,esperava-se que a população tivese um conhecimento considerável sobre o tema, e por meio destas informações pudessem ser trabalhadas uma políticas de conscientização (IBGE, 2018). Mais a diante, com estudos de campo contatou-se que os resíduos do município são direcionados para um terreno e acumulados até um determinado volume, posteriormente o material retido é queimado, sem nenhum preparo no solo, provocando o seu desgaste e contaminação, além de ocasionar poluição nas residências próximas a região. Conforme a aplicação e análise dos questionários foi perceptível um alarmante desconhecimento da população, as perguntas variavam em três níveis, fácil, medio e dificil, no diálogo com os entrevistados foi nítido o desconforto de alguns em falar sobre o acumulo do lixo, principalmente os que os colocavam em locais inapropriados, como em terrenos abandonados próximos as suas residências. Uma das perguntas indagava se a população tinha consciência que o contato com o lixo poderia gerar doenças, noventa e duas pessoas responderam que sim, e demonstraram alguma informação sobre o assunto, expondo argumentações bem colocadas sobre o problema, contudo, trinta pessoas, demonstraram total desconhecimento sobre o assunto. Outro questionamento, foi sobre o destino do lixo, setenta e cinco pessoas sabiam o destino apropriado para o material, no entanto, ainda quarenta e sete pessoas não estão totalmente informadas . Diante do exposto é perceptível que a população necessita de mais informações e que podemos exibir propostas de extensão que levem o conhecimento através dos universitários, a interação poderá mobilizar o povo, e os sensibilizar sobre a real extensão que os problemas ocasionados pelo lixo podem tomar. Além de informar a população o melhor manuseio e descarte aos resíduos, podendo também, assim como em outras regiões, gerar uma renda através do artesanato

Autor : CYNTHIA PATRICIA DE SOUSA SANTOS

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:No Rio Grande do Norte, em 2013 foram extraídos 1.306.462 m³ de madeira para energia aplicados em setores residenciais, comerciais e industriais (SEDEC, 2006; BRASIL, 2018). Segundo Galdino et al. (2014), esse fato ocorre porque a lenha é a fonte mais abundante na região Nordeste e o seu preço é inferior às demais que compõem a matriz energética. Quando se considera o uso sustentável e a comercialização da madeira para uso energético é importante conhecer as características que conferem qualidade à madeira para tal fim, de modo a determinar o valor combustível considerando a diversidade de espécies presentes no semiárido. Dessa maneira, afim de identificar a variação das características energéticas da madeira a pesquisa teve como objetivo determinar o índice de valor combustível da madeira de diferentes espécies florestais do semiárido, em área sob manejo florestal. O material para estudo foi coletado na Fazenda Milhã/Poço da Pedra, localizada na região Agreste, microrregião de Serra Verde, Rio Grande do Norte. A escolha das espécies foi realizada conforme o índice de valor de importância (IVI) que considera a densidade, frequência e dominância relativa das espécies. Sendo assim, foram amostradas três árvores por espécie e de cada amostra retirados discos com 15 cm de espessura. Os discos foram transformados em serragem, com o auxílio de um moinho de laboratório tipo Wiley, de acordo com a norma 257 om-52 e posteriormente peneiradas, selecionando-se a fração retida na peneira n° 24 internacional, com malha de 60 mesh (ASTM, 1982). Posteriormente foram realizadas as análises de teor de cinzas segundo a (ASTM E1755-2001, 2007), densidade básica da madeira (ABNT NBR 11941, 2003), poder calorífico superior (ABNT NBR 8633, 1984) e o índice de valor combustível (Purohit e Nautiyal, 1987). De acordo com o IVI foram determinadas as espécies: Poincianella pyramidalys (catingueira), Caparis flexuosa L (feijão-bravo), Ziziphus joazeiro (juazeiro), Piptadenia stipulacea (jurema branca), Mimosa tenuiflora (jurema preta), Croton sonderianus (mamerleiro) e Aspidosperma pyrifolium (pereiro). Obteve-se diferentes resultados quanto ao índice de valor combustível (IVC): Poincianella pyramidalys (2,6 b), Caparis flexuosa L (4,4 b), Ziziphus joazeiro (6,1 b), Piptadenia stipulacea (15,2 b), Mimosa tenuiflora (20,9 b), Croton sonderianus (12,1 b) e Aspidosperma pyrifolium (56,5 a). Ramos (2007), observou valores diferentes do IVC ao encontrado no estudo como o marmeleiro (30,9), catingueira (26,6), jurema branca (22,4) e jurema preta (22,6). Como o índice considera variáveis positivas para o valor combustível, como o poder calorífico superior e a densidade básica da madeira, e uma variável negativa, o ter de cinzas, entende-se que o valor elevado do teor de cinzas de todas as espécies estudadas, com exceção da Aspidosperma pyrifolium, afetou significativamente o IVC. Apenas a espécie Aspidosperma pyrifolium apresenta diferença significativa do IVC em relação às demais espécies. O índice de valor combustível da madeira das espécies inseridas no semiárido é variável de acordo com as suas características energéticas. Nesse sentido, a venda dos maciços florestais naturais para energia não poderia ser realizada com base no volume de madeira, mas sim pela quantidade de energia que determinada espécie possui.

Autor : THAMARA KELY DE SOUSA FERNANDES

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O trabalho tem como objetivo o uso da palma como substrato para desenvolvimento de mudas de diferentes espécies. O uso da palma forrageira como agente condicionante, poderá nos mostrar características positivas devido ao seu potencial identificado por autores em diferentes literaturas.

Autor : TÚLIO DE BRITO BATISTA

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Resumo: No Brasil, o potencial eólico continental é estimado em 143 GW, e a proximidade da zona de convergência intertropical põe em destaque o Estado do RN, maior produtor de energia eólica do Brasil (AMARANTE et al., 2001). A produção de energia através de fontes renováveis apresenta-se de forma promissora, reduzindo a poluição e o impacto ambiental advindo das fontes tradicionais de produção energética, tais como hidrelétricas e termoelétricas, além do que, a instalação de aerogeradores residenciais em massa, atraem investimentos no setor além de transferir a lucratividade da produção energética para a população, tornando-se uma forma economicamente viável e sustentável. Desta forma, são necessários estudos que direcionem os futuros investimentos no setor, além de disseminar a possibilidade de uso dessa tecnologia em residências. Assim, com o objetivo de difundir o uso dessa tecnologia e reduzir o risco de insucesso de investimentos no setor, realizou-se o processo de mapeamento e classificação do estado em diferentes classes de aptidão do ponto de vista técnico, para uso de aerogeradores residenciais. O estudo foi desenvolvido no Estado do Rio Grande do Norte, sendo utilizadas estações meteorológicas distribuídas em 5 diferentes microrreriões do estado, localizadas nos municípios de Macau, Florânia, Apodi, Natal e Cruzeta. Utilizando dados de normais climatológicas de velocidade média mensal e anual do vento à 10 metros de altura, obtidos no site do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), foram estabelecidos a capacidade de geração de energia mensal e anual para cada microrregião do estado. Para tanto adotou-se uma turbina eólica de eixo vertical (TEEV) como modelo padrão, por apresentar melhor desempenho para uso residencial. Em seguida foram gerados por interpolação pelo inverso do quadrado da distância mapas temáticos através do software Qgis, definindo-se diferentes classes de aptidões para instalação dos aerogeradores: Baixa aptidão, aptidão moderada e Alta Aptidão. Para classificação utilizou-se uma residência de porte médio padrão com consumo mensal estimado em 200Kwh. Com as normais climatológicas de intensidade dos ventos à 10 metros de altura fornecidas pelo INMET, aplicadas a função obtida pela curva característica de geração de energia de um aerogerador de eixo vertical modelo H-Darrieus RAZEC 266 fornecido pela ENERSUD© foi determinada a energia potencial para cada ponto estudado, obtendo-se através de interpolação por uso de um SIG, mapas temáticos para todo o estado. As regiões próximas a cidade de Macau apresentaram alta aptidão (>ou=200 kwh), tornando-se regiões capazes de suprir totalmente a demanda energética de uma residência com um consumo médio mensal estimado em 200kWh. A região da grande Natal, foi considerada com potencial de aptidão moderado (100 a 150 kwh), com pico de geração nos meses de final de inverno e primavera (Agosto a Novembro). Já as cidades de Cruzeta, Florânia e Apodi foram estabelecidas como baixa aptidão (

Autor : HÉRCULYS GUIMARÃES CARVALHO

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Tratada como uma das principais atividades econômicas do pais na atualidade, a mineração tem possuído a anos o título de grande influenciadora na economia brasileira. Atrelada uma a outra, a mineração e a construção civil, foram crescendo conforme as necessidades impostas pelo mercado, por um lado as construções se desenvolviam e por outro, a mineração fazia seu papel de extração dos recursos da natureza para a fabricação dos principais materiais de construção necessários para que essas obras se desenvolvessem. Após a extração do minério bruto é que entra em cena o beneficiamento, o tratamento do material para que ele se coloque disponível no mercado para uso, por meio de processos químicos e físicos. Analisando a importância do beneficiamento tanto para o material quando para a impressão que ele vai causar no mercado é que possamos ver que está fase do processo é de extrema importância. A classificação granulométrica, a determinação da purificação e das propriedades físicas do minério a fim de determinar e classificar as características dos materiais são encontradas nessa fase do processo, determinando assim que o produto chegue com qualidade ao mercado. Abrangendo os estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, a região do Seridó tem com grande característica o seu potencial econômico para realização da atividade mineradora. Ao total de 32 municípios, o trabalho em questão aplicou questionários em 8 (oito) cidades da região, sendo São Fernando, Caicó, Currais Novos, Parelhas e Equador localizados no estado do Rio Grande do Norte e, Várzea, São José do Sabugi e Junco do Seridó localizados no estado da Paraíba. Não sendo obrigadas a citar nomes, as empresas mostraram quais as suas formas de extração, seus cuidados com o meio ambiente e em quais regiões age economicamente. Precisamente no beneficiamento, as empresas citaram quais processos são mais utilizados pelas mesmas, citando fatores que podem influenciá-las nessa escolha como, por exemplo, o tipo de minério extraído. Citados pelas empresas visitadas, foram 12(doze) os processos distintos utilizados no beneficiamento do minério: Moagem, Lavagem, Britagem, Decanto, Prensa, Serragem, Filtragem, Peneiramento, Paração eletromagnética, Decorativo e Jigagem. De acordo com os minerais extraídos é que as empresas se utilizavam desses processos para execução do beneficiamento, alguns separadamente e alguns em conjunto. Algumas empresas chegam a utilizar cinco ou mais tipos de aperfeiçoamentos no seu processo, na qual, pouco mais de 20% das empresas citaram que usaram da Moagem e Lavagem em seu processo de beneficiamento, por outro lado, 4% da empresas declararam que não se utilizaram do beneficiamento no material. Desta forma, foi possível promover um levantamento da produção mensal dos principais minerais extraídos nas empresas visitadas na região do Seridó, levando em consideração o tipo de mineral e sua devida proporção por mês pelas empresas. Assim sendo, é possível afirmar que depois de realizado o processo de beneficiamento do mineral ele estará pronto para utilização e repasse no mercado. Quando se possui um processo de extração e beneficiamento do mineral eficaz, a produção final é excelente e facilita a entrada do material no mercado.

Autor : HÉRCULYS GUIMARÃES CARVALHO

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Abrangendo parte dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, a região do Seridó possui um grande potencial comercial, sendo caracterizado basicamente pela atividade mineradora. Entretanto, é necessário tratar de forma atenciosa o modo em que se é trabalhada a mineração, pois dependendo do tipo de minério explorado e da empresa que realizada essa extração pode-se ocorrer diversos tipos de problemas relacionados ao meio ambiente como, por exemplo: alterações ambientais, conflitos de uso do solo, depreciação de imóveis circunvizinhos, geração de áreas degradadas e transtornos ao tráfego urbano. Com isso, a falta de planejamento e organização das empresas acaba por gerar conflitos socioambientais. Analisando a grande concentração de minérios de caráter econômico na região do Seridó e a necessidade de cuidado com a forma na qual se extrai esses minérios é que se observa a necessidade de um tratamento adequado na relação empresa, meio ambiente e sociedade. Mostrar para sociedade e para as empresas instaladas na região que quanto melhor o tratamento e cuidados ambientais com a extração dos minerais, melhor será o seu aproveitamento econômico e menor será o desgaste da natureza, já que estamos tratando de recursos esgotáveis. As cidades de São Fernando, Parelhas, Equador, Caicó e Currais novos no Rio Grande do Norte, além de Várzea, São José do Sabugi e Junco do Seridó na Paraíba estão presentes na região do Seridó e foram escolhidas para serem à base do estudo. Nessas cidades foram escolhidas algumas empresas nas quais foram visitadas e aplicados questionários com diversas perguntas acerca do tema tratado tentando se alcançar os objetivos dispostos e o maior número de empresas ativas nas regiões visitadas. Contando com 8 (oito) cidades, foram visitadas 23(vinte e três) empresas, dando possibilidades das mesmas não se identificarem e tentando extrair ao máximo, as informações sobre a atividade mineradora realizada no local na qual se está inserida. Assim, através da aplicação dos questionários nas mineradoras da região do Seridó paraibano e norte rio-grandense, foram colhidos alguns pontos, situações, práticas e comportamentos destas empresas no que se refere à importância dada à questão ambiental, no âmbito de sua atuação. Analisando os possíveis danos ambientais que a instalação e funcionamento de empresas extrativistas podem causar naquela região é possível mostrar a forma na qual a empresa demonstra sua relação com questões ambientais, como a geração de resíduos de mineração, desmatamento de áreas para exploração, desperdício e reutilização de água e das quais afirmam que não causam danos à natureza. Das empresas mencionadas, a grande maioria citou causar algum dano à natureza, sendo 88% afetando o meio ambiente na sua cadeia de produção, em que o tipo de mineral é que determina a forma que esse dano será causado devido às formas utilizadas na sua extração. Constatou-se também que aproximadamente 65% das empresas entrevistadas prevêem que a extração do mineral naquela localidade será interrompida em até 50 anos, e 79% das empresas prevêem exploração até 100 anos, o que desperta um alerta sobre a temporalidade de exploração e o seu manuseio sustentável para evitar maiores impactos sociais e Ambientais. Nesse contexto, um fator que tem papel fundamental é a atuação dos órgãos públicos de fiscalização, em que estes buscam amenizar os números de acidentes, impactos ambientais e demais fatos que causem dano as próprias empresas, sociedade e meio ambiente. No mais, essas empresas possuem papel fundamental na vida local em torno delas, seja de forma positiva ou negativa, gerando empregos ou afetando o meio ambiente.

Autor : GIOVANNA FONTOURA DE SOUZA RODRIGUES

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

Sala : SALA 01 - AT 02     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Introdução: A lei publicada no DOU em 24/03/16 estabelece em 10% o mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10), em até trinta e seis meses após a data de promulgação da Lei. Recentemente, houve o 60º leilão da ANP, onde foram arrematados 928,138 milhões de litros de biodiesel. Assim, a UBRABRIO (2017) relatando as perspectivas futuras do biodiesel, destaca o óleo de fritura como potencial matéria-prima para a produção desta energia, visando reutilização e atendendo ainda aos objetivos de minimização dos impactos ambientais, tão debatidos em relação à queima de combustíveis fósseis. Objetivos: Os óleos são indispensáveis para a espécie humana, sendo a maioria deles utilizada em processos industriais e na alimentação humana e animal. Em função disso, o consumo de óleos tem aumentado no mundo todo e sem reuso para esses descartes. O objetivo deste trabalho é mostrar que é possível produzir o biodiesel, a partir do óleo de fritura dando um alto grau de conversão, amenizando, assim, os impactos ambientais causados pela queima unicamente do diesel fóssil nos automóveis de maior porte (ABIOVE, 2018). Metodologia: Para produção do biodiesel metílico, aquece-se o óleo - adquirido na cozinha industrial do rancho do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT) da Força Aérea Brasileira (FAB) - a 55ºC, pesando-se 1,36 g de hidróxido de sódio (NaOH), adicionando-se 60 ml de álcool metílico. Mantendo-se a mistura sob agitação magnética por 20 minutos a 55ºC. Em seguida, este é purificado com água destilada a 90°C e ácido sulfúrico para remoção de impurezas do éster. Deve-se fazer a leitura do pH de saída lavagem até que esta obtenha pH=7,0. O óleo e o biodiesel devem ser armazenados em frascos âmbar e submetidos aos processos de análises físico-químicas: pH, densidade(g/ml), condutividade elétrica (us/cm a 25°C) e turbidez (NTU). Em seguida, as amostras são enviadas para análise cromatográfica em equipamento GC 2010 plus (UFRN), no laboratório de Biodiesel do Departamento de Engenharia Química para avaliação da conversão do óleo em éster. Resultados e discussões: A tabela 1 abaixo mostra os resultados obtidos: Análises Unidades Óleo de soja Óleo residual Biodiesel pH - 6,00 5,00 5,95 Densidade g/mL 0,917 0,9175 0,8835 Turbidez NTU 0,905 1,825 1,73 Condutividade µS/cm 0,1395 0,2765 0,2345 Fonte: Elaborado pelo autor (2017) Verificou-se que o biodiesel apresenta um pH mais elevado, e que a densidade dos óleos em relação ao biodiesel, para os parâmetros da norma 42 ANP, apresentam valores satisfatórios. O valor de turbidez do biodiesel diminui em relação à turbidez de seu óleo oriundo e há um aumento de condutividade elétrica relacionado com o aumento de turbidez. Quanto a cromatografia gasosa, o biodiesel foi identificado com alto potencial de conversão, sendo de 100%. O ácido graxo com o maior percentual presente no óleo que gerou o biodiesel foi o ácido linoleico (C18:2), o segundo foi o ácido oleico (C18:1), resultados satisfatórios de acordo com Silva (2011). Considerações finais: Durante as análises foi possível observar, na etapa de lavagem (purificação) do biodiesel, uma redução do tempo devido a aplicação do ácido sulfúrico. Com isso o biodiesel atingiu o pH satisfatório e com uma menor utilização de água destilada para a lavagem. O biodiesel mostrou resultados satisfatórios, obtendo um alto rendimento de conversão do óleo em biodiesel, atingindo um percentual acima de 99,99%. Com isso, a produção de biodiesel oriundo dos óleos de residuais provenientes de fritura de alimentos favorece às questões ambientais, motivando a reutilização de resíduos, como também disseminação de energias renováveis e biodegradáveis.

Autor : SARAH ESTHER DE LIMA COSTA

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O estado do Rio Grande do Norte encontra-se em um cenário de relação econômica com os recursos florestais, visto que, em regiões de polos ceramistas, a utilização da madeira nativa se dá de forma integral. Diante dessa dependência, as espécies do gênero Eucalyptus surgem como alternativa para o setor industrial do RN através da implantação e uso como fonte de energia. Por ser uma espécie exótica, seu uso pode traduzir-se em redução da supressão da Caatinga, além de colaborar com as questões sociais e econômicas da comercialização e uso da madeira no RN. Nesse sentido, o trabalho objetivou verificar a correlação existente entre o poder calorífico superior e o teor de cinzas da madeira do clone Eucalyptys urophylla implantado em diferentes espaçamentos no estado do Rio Grande do Norte. O trabalho foi conduzido na Área de experimentação Florestal da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias (UAECIA), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). De acordo com a classificação de Köppen, o clima local caracterizado por uma transição entre os tipos As’, o qual é caracterizado por possuir uma estação seca bem definida no período de verão e o BSh’, que é caracterizado pela baixa umidade e baixo índice pluviométrico, com temperaturas média de 27ºC, umidade relativa média anual de 76% e precipitação pluviométrica variando entre 863,7e 1070,7 mm ao ano (IDEMA, 2013). O solo é classificado como Latossolo Amarelo de textura arenosa e topografia plana como citado por Silva (2017). A coleta dos dados foi realizada aos 3 anos após o plantio e o escopo foi avaliar 4 espaçamentos (Tabela 1). Todos os tratamentos apresentaram correlação negativa entre o poder calorífico superior (PCS) e o teor de cinzas (% cinzas) da madeira com excessão do T2 (Figura 2), onde foi verificado correlação positiva, indicando a existência de uma relação linear entre as duas variáveis analisadas. As madeiras dos tratamentos T1, T3 e T4 apresentaram aumento do PCS com a diminuição do teor de cinzas. Respostas desta natureza são interessantes do ponto de vista energético, uma vez que quando se trata de combustível, quanto menor o teor de cinzas, significa que há maior quantidade de material combustível para queima, já que esta é considerada um material inorgânico. Altos teores de cinzas colaboram para diminuição do poder calorífico, em razão destas fazerem parte do processo de combustão (BRAND, 2010). Diferentes espaçamentos de plantio traduziram-se em respostas diferentes sobre a correlação linear entre o poder calorífico superior e o teor de cinzas da madeira do clone Eucalyptus urophylla, aos 3 anos de idade. As árvores submetidas ao T3 (espaçamento 3 x 3,70 m) apresentaram a maior correlação linear entre as variáveis PCS e % cinzas (-0,92), indicando correlação forte entre as variáveis

Autor : MICHELE BARBOSA DA ROCHA

Modalidade : AT 02 - Riquezas naturais no semiárido: degradação e uso sustentável

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A água é uma riqueza natural e no Semiárido brasileiro ela é de crucial importância para os povos da região. Nas áreas cristalinas, a baixa disponibilidade e qualidade da água têm comprometido a geração de riquezas e, consequentemente, a manutenção do homem no campo. A responsabilidade ou irresponsabilidade ambiental representam condutas opostas de visão e comportamento humano sobre o meio ambiente. Enquanto a opção do trilhar responsável favorece o equilíbrio ecossistêmico e a legitimidade do uso sustentável dos recursos naturais, a conduta oposta tem acelerado o desequilíbrio natural nos ecossistemas, a partir de um continuado processo de degradação do meio físico determinado pelos padrões de ocupação e formas de apropriação da terra pelo homem. Tendo em vista a importância das microbacias de nascentes como fontes primárias de alimentação, manutenção e equilíbrio de aqüíferos, reservatórios superficiais e cursos d'água de uma região é que foi proposto e executado o presente projeto de pesquisa cujo objetivo principal foi o de avaliar e indicar a situação natural corrente nas áreas de microbacias de nascentes do Rio Guajirú. Neste artigo são apresentados os resultados do mapeamento do uso e cobertura da terra no alto curso desse rio com suporte de dados de campo e apoio de geotecnologias. As indicações preliminares coletadas na literatura dão conta de que as formas de ocupação antrópica, baseadas na pecuária leiteira e de corte, na monocultura da cana de açúcar e, mais recentemente, na ampla ocupação por assentamentos rurais, têm propiciado, ao longo do tempo, a degradação ambiental das nascentes e cursos d’água investigados nessa área. O rio Guajirú é o segundo principal afluente do Rio Doce e drena diretamente para a Lagoa de Extremoz. A área de estudos compreende o alto curso do rio e está limitada pelos paralelos 05° 47’ 05” e 05° 40’ 33” de latitude Sul e os meridianos de 035° 31’ 41” e 035° 25’ 09” de longitude oeste Gr. Abrange os municípios de Ielmo Marinho, Ceará Mirim e São Gonçalo do Amarante, todos localizados na região de transição Leste-Agreste do Estado do Rio Grande do Norte, que é de média precipitação pluviométrica e com características de clima semiárido. Suas principais vias de acesso são a BR 101, sentido zona norte de Natal - Ceará Mirim, e a BR 406, que chega até o aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Foram empregadas imagens de satélite de alta resolução espacial obtidas na página do Google Earth Pro e implementado um banco de dados geográficos no Sistema de Processamento de Informações Georreferenciadas – SPRING, versão 5.2.8. A metodologia foi baseada em geoprocessamento e processamento digital de imagens, com emprego da técnica de classificação supervisionada MAXVER. O índice de aceitação pela estatística Kappa superior a 94% indicativo uma classificação satisfatória, também validada no terreno. Foram identificados campos antropizados, corpos d’água, culturas, planícies e áreas úmidas, pastagem, solos arenosos, solos areno-argilosos, além de fragmentos de mata nativa. Os resultados mostram que a classe pastagem apresenta maior predomínio, seguida dos campos antropizados, enquanto os corpos d’água ocupam pouco mais de 1% da área total de estudos. Os resultados alcançados atestam que as microbacias de nascentes estão totalmente desmatadas, comprometendo a recarga e os fluxos de água superficial e de sub-superfície, confirmando um quadro preocupante de degradação ambiental.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas