Autor : GEORGE RODRIGUES LAMBAIS

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O uso de águas residuárias tem despontado como alternativa para o controle da poluição ambiental e uma opção viável para aumentar a disponibilidade hídrica nas regiões áridas e semiáridas (Cunha et al., 2011). Recentemente, o reuso agrícola vem ganhando destaque para o aumento da disponibilidade hídrica na região do semiárido brasileiro (Lucena et al., 2018). Diante da exploração inadequada da caatinga, a sua cobertura vegetal vem sendo reduzida drasticamente, intensificando os processos de desertificação nesse bioma (Vendruscolo et al., 2017). Para minimizar tais impactos, o reflorestamento com espécies nativas arbóreas apresenta-se como uma alternativa sustentável, sendo a produção de mudas um fator crucial nessa prática. Nesse contexto, objetivou-se avaliar a viabilidade do uso de fontes alternativas de água residuárias, tais como o efluente de esgoto doméstico tratado, na produção de mudas de catingueira (Caesalpinia pyramidalis) e pereiro (Aspidosperma pyrifolium). O estudo foi conduzido, entre Março e Junho de 2018, em casa de vegetação na Estação Experimental do INSA - Campina Grande, PB. O delineamento experimental constitui de dois tratamentos (T1 – água de barreiro; T2 – água de reuso) sob duas espécies arbóreas (catingueira – CAT; pereiro – PER) com 12 repetições. As duas fontes de água são provenientes de tecnologias desenvolvidas no INSA para captação de águas pluviais e tratamento de esgoto, das quais foram realizadas caracterizações físico-químicas e microbiológicas. As aplicações dos tratamentos foram realizadas semanalmente, com os volumes de água padronizados. Para avaliação do desenvolvimento das plantas, em função tratamentos, foram analisadas as seguintes variáveis: diâmetro de caule (DC, mm), altura de planta (AP, cm), índice de área foliar (IAF, cm2), massa foliar seca (MFS, g), biomassa radicular (BR, g) e densidade de raízes finas (DRF, g kg-1 solo). As avaliações de DC e AP foram realizadas mensalmente. Ao final do experimento, os resultados obtidos para a catingueira, em média, variaram de 2,99 (±0,15) a 3,52 (±0,14) mm em DC, de 16,7 (±2,1) a 21,8 (±2,7) cm em AP, de 102,6 (±33,8) a 322,5 (±54,1) cm2 em IAF, de 0,8 (±0,3) a 1,6 (±0,2) g em MFS, de 1,48 (±0,17) a 1,72 (±0,08) g em BR e de 1,75 (±0,20) a 2,04 (±0,10) g kg-1 solo em DRF, para os tratamentos T1 e T2, respectivamente. Já para o pereiro os resultados variaram, em média, de 6,42 (±0,14) a 6,23 (±0,25) mm em DC, de 7,6 (±0,4) a 9,7 (±0,6) cm em AP, de 63,5 (±6,7) a 89,6 (±10,4) cm2 em IAF, de 0,42 (±0,04) a 0,48 (±0,06) g em MFS, de 0,61 (±0,04) a 0,67 (±0,05) g em BR e de 0,73 (±0,04) a 0,80 (±0,05) g kg-1 solo em DRF, para os tratamentos T1 e T2, respectivamente. A utilização de efluente tratado na produção de mudas de catingueira e pereiro, espécies florestais do bioma Caatinga, é uma alternativa eficaz, pois as plantas não apresentaram deficiência ou toxidez de nutrientes e apresentaram um bom desenvolvimento vegetativo conforme apresentado nos resultados, sendo que a catingueira foi mais responsiva ao tratamento com efluente tratado. Sendo assim, essa prática mostrou-se como uma alternativa ambiental e economicamente viável na produção de mudas florestais em viveiros, uma vez que proporciona plantas com característica desejável para tal finalidade sem necessidade de fertilizantes químicos no substrato. Referências Cunha, A.H.N.; Oliveira, T.H.; Ferreira, R.B.; Milhardes, A.L.M.; Silva, S.M.C. O reuso de água no Brasil: a importância da reutilização de água no país. Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer-Goiânia, v.7, n.13, p.1225-1248, 2011. Lucena, C.Y.S.; Santos, D.J.R.; Silva, P.L,S.; Costa, E.D.; Lucena, R.L. O reuso de águas residuais como meio de convivência com a seca no semiárido do Nordeste Brasileiro. Revista de Geociências do Nordeste, v.4, p.1-17, 2018 Vendruscolo, J.; Marin, A.M.P.; Dias, B.O.; Felix, E.S.; Coutinho, A.A.; Ferreira, K.R. Phytosociological survey of arboreous species in conserved and desertified areas in the semi-arid region of Paraíba, Brazil. African Journal of Agricultural Research, v.12, n.10, p.805-814, 2017.

Autor : ANA CAROLINA DE MELO ALENCAR

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Embora o Brasil possua em seu subsolo as maiores reservas subterrâneas de água doce do planeta, muitos estados sofrem com a escassez de água. Nossos rios, lagos e mares, ao longo do tempo, vêm sendo severamente degradados pela ação do homem sobre o ambiente, através da urbanização desordenada, expansão de indústrias, desmatamentos principalmente em áreas ciliares, queimadas e desperdícios, que levam à redução do volume de água, contaminação e poluição. E, como consequência, propiciam o aparecimento de doenças de veiculação hídrica (VEIGA, 2005). Segundo o Manual Prático de Análise da Água (FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE, 2009), o exame da água, principalmente daquela destinada ao consumo humano, é de fundamental importância. Por ele pode-se ter certeza de que a água distribuída é de confiança, se está isenta de microrganismos ou substâncias químicas que podem ser prejudiciais à saúde das pessoas.O objetivo do trabalho foi analisar os parâmetros físico-químicos da água do açude de Lima Campos localizado no leito do rio São João, pertencente à Bacia do rio Salgado, na região centro-sul do Ceará.As amostras de água destinadas para as análises físico-químicas foram coletadas em garrafas plásticas de 2 litros no açude de Lima Campos- CE. Em seguida foram encaminhadas ao laboratório de Química (LQ) do Instituto Federal da Paraíba, campus de Campina Grande, para a realização das análises. A avaliação físico-química dos dados foi realizada seguindo as metodologias do manual do Instituto Adolfo Lutz (BRASIL, 2008). Os parâmetros analisados foram: pH, temperatura (°C), alcalinidade (mg/L), dureza total, de cálcio e magnésio (mg/L), condutividade elétrica (uS/cm), sólidos totais dissolvidos (ppm), cinzas (%), cor e cloro total.Verificou-se que o valor médio do pH foi de 6,8 mostrando ser pH ácido. A temperatura da água foi de 21°C. Com relação ao parâmetro alcalinidade a água obteve valor médio de 30,6 mg/L de CaCO3. Verifica-se que o valor está dentro dos padrões de potabilidade (BRASIL, 2011) que permite valor máximo permitido de 100 mg/L. A dureza total apresentou valor de 150,4 mg/L CaCO3 estando de acordo com a portaria de nº 2.914 do Ministério da Saúde, que estabelece para dureza o teor máximo de 500 mg/L. A dureza de cálcio foi 55,2 mg/L de CaCO3, enquanto a dureza de magnésio foi de 95,2 mg/L de CaCO3.Observou-se que a condutividade elétrica da água resultou em valor médio de 348,96 µS/cm a 25°C. Os sólidos totais dissolvidos resultaram em um valor de 174,13 ppm a 25°C. O teor de cinzas, o valor obtido foi de 0,1836 % de Cz a 20°C. O parâmetro de cloro total apresentou uma média de 0,13 mg/L não estando de acordo com a resolução de n° 357 de 17 de março de 2005 (CONAMA), que estabelece no máximo 0,01 mg/L.Com relação ao parâmetro de cor, obteve-se um valor de 135 uH, estando fora dos padrões exigidos, visto que segundo a portaria 2.914 de 12 de dezembro de 2011, em que se recomenda valor máximo permitido de 15 uH. Conclui-se que a água do açude de Lima Campos- CE apresentou os parâmetros físico-químicos de cor e cloro total fora dos padrões exigidos pela legislação Brasileira. Assim, a água do açude não pode ser consumida pela população, caso contrário poderá causar danos à saúde.

Autor : JÉSSICA BRUNA FIRMINO DA SILVA

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A água é de todos os insumos disponíveis o que possui maior importância para a biodiversidade e manutenção da vida em geral, sendo, portanto, com o qual se deve dispor de maiores cuidados no uso e manejo. Com o progressivo aumento de consumo e poluição esse recurso vem sofrendo com a escassez e não potabilidade, fazendo com que a humanidade busque suas fontes alternativas e medidas de reaproveitamento. Uma destas é o tratamento dos efluentes provenientes dos aparelhos ar condicionadores, que são amplamente utilizados. Mediante a essa problemática a pesquisa deste presente artigo trilhou a seguinte indagação: qual a situação microbiológica e físico-química da água proveniente de aparelhos ar condicionadores e qual o volume de efluente liberado por todas as salas com a presença desses aparelhos? Para responder essa indagação o objetivo geral foi o de analisar as propriedades da água vinda de cinco aparelhos de ar condicionado localizados na Diretoria Acadêmica de Recursos Naturais (DIAREN) no Instituto Federal de ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Campus Natal Central, (IFRN - CNAT), para fins que não requeiram uma alta demanda de potabilidade, para tal foi realizado análises microbiológicas, físico-químicas e uma quantificação estimativa do volume gerado em todo o prédio, mediante os resultados obtidos foi possível a verificação de um volume significativo com possibilidade de reaproveitamento e o atendimento aos padrões para os fins propostos. Portanto além de ser viável a utilização do efluente analisado também acarreta em uma diminuição dos gastos da instituição com o recurso.

Autor : RAFAELA TARGINO DA SILVA

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:No decorrer dos tempos, as populações evoluíram e avançaram tecnologicamente, utilizando os recursos naturais, e ainda hoje continuam a progredir. Porém, este avanço tem se dado cada vez mais rápido e desenfreado, por isso, é possível perceber que isto contribui bastante para a poluição ambiental, degradando o solo, a água e a atmosfera. Contudo, é necessário haver o controle desta situação, que impulsiona consequências negativas para a preservação dos recursos naturais que é indispensável à vida. A água, por sua vez, como recurso bastante explorado, possui inúmeras utilidades, bem como, para navegação, irrigação, geração de energia elétrica e para consumo de seres vivos em geral. Sem contar que a água é o principal constituinte de, praticamente, todos os seres vivos, ocupando boa parte de seus organismos e está presente em diversos processos nos ecossistemas. Com isso, o objetivo desse estudo foi realizar um diagnóstico emergencial da atual situação da Lagoa do Quirambu em Monte Alegre, Rio Grande do Norte. Sabendo-se que o uso da água deste manancial, atualmente, é uma alternativa de atração turística, consequentemente, é relevante para a comunidade local, pois, além de ter um significado histórico para o município, muitas famílias ainda fazem uso deste recurso hídrico. Nesse sentido, foram feitas analises físico-químicas e microbiológica durante três semanas consecutivas, por amostras coletadas de quatro pontos ao redor do manancial. A partir disso, houve a necessidade de estimular dados conforme os parâmetros incisos na Resolução de n° 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, a qual dispõe sobre a classificação dos corpos de águas e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. O uso das águas do manancial em analise, observou-se por meio de uma investigação ao redor local, que uma minoria da população montealegranse utiliza-a para fins clandestinos, em pequenas proporções, como: banho de animais, irrigação, recreação, e lançamento de esgoto doméstico. Dessa forma, é relevante aplicar uma pesquisa a fim de verificar a qualidade da água da lagoa, pois com a continuação de ações ilegítimas no corpo hídrico, catalisará o processo de contaminação, afetando diretamente a todos. Além desses fatores, muitas pessoas caminham ao redor do meio ambiente hídrico e praticam esportes, sendo necessário haver lixeiras para armazenar os resíduos sólidos gerados pela população, que atualmente no local não há presença, portanto, são lançados diretamente na lagoa. As analises foram realizadas, determinando valores de pH, condutividade elétrica, demanda bioquímica de oxigênio – DBO, demanda química de oxigênio – DQO, e exame bacteriológico identificando os coliformes termotolerantes. Como resultado das analises, foi possível constar que o manancial se encontrou no momento, em condições de nível excelente. Entretanto, as atividades poluidoras no local ainda estão em processo, e durante as analises laboratoriais, alguns pontos obteve-se resultados variados, sendo assim, a necessidade do andamento da pesquisa.

Autor : MARCELO DA SILVA PEDRO

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A análise de águas é um procedimento importante para determinar as classificações para consumo humano das diversas fontes hídricas existentes, assim como atestar a qualidade de tratamentos aplicados para o reaproveitamento da água (CONAMA, 2008). A medida da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), um parâmetro importante para detectar a presença de matéria orgânica na água (FUNASA, 2014), mostra alguns desafios operacionais. É proposto a aplicação da ferramenta da qualidade FMEA (Failure Mode and Effects Analysis) para melhorar o procedimento padrão de medida da DBO feita pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente - Paraíba (SUDEMA PB), que realiza análises de água provenientes de todo o estado. O FMEA é uma técnica utilizada como maneira de garantir que fontes de falha tenham sido localizadas (CARVALHO, 2013). De forma geral, objetivou-se definir indicadores para orientar um processo de otimização do procedimento de análise da DBO, conseguindo-se uma melhor prestação de serviço a população por parte da SUDEMA. Especificamente, buscou-se compreender os riscos de trabalho envolvidos em laboratório químico, propondo alternativas que facilitem e/ou promovam melhor visibilidade e normalização sobre Boas Práticas de Laboratório (BPL) e biossegurança; prospectar possíveis falhas de precisão nas análises, propor melhorias para sua realização e monitoramento e propor um procedimento operacional padrão melhorado para a análise. A aplicação do FMEA de processos realiza a análise de falhas a fim de detectar riscos do processo de obtenção das DBO’s e prevenir falhas em sua execução. Relacionando gravidade do efeito (G), ocorrência da causa (O) e capacidade de detecção (D) para expressar o quanto o procedimento está desviando de sua conformidade, tornando possível uma releitura da realização do procedimento e geração de ações preventivas para reduzir ou eliminar as fontes de erros (MACHADO, 2012). A Demanda Bioquímica de Oxigênio foi determinada pelo o seu cálculo indireto, onde se calculou a diferença de Oxigênio Dissolvido (OD) através do método de Winkler modificado pela azida sódica ou Teste DBO 5-Dia, que consiste na análise das amostras de água em vidros de DBO (FUNASA, 2014). Os OD´s calculados foram preenchidos manualmente em formulários, uma vez no momento da incubação e uma segunda vez no quinto dia de incubação onde se realizava as medidas da DBO. Os trabalhos resultaram numa tabela de índice de risco (GxOxD). Quanto mais elevado o índice de risco de uma causa, maior a urgência de adotar ações corretivas. Através de uma análise gráfica dos índices foi possível obter uma visão global sobre as necessidades de melhora do processo e em seguida propor ações preventivas. De acordo com essa análise, a água de diluição irregular (índice de risco 64) e a pipetagem via oral (índice de risco 60), ambos presentes nos procedimentos que o método de Winkler, são as causas principais que resultam numa análise errônea, que deverá ser descartada. De acordo com a análise completa do FMEA, foi proposto como ações de melhoria a elaboração de mapas de risco, o treinamento sobre biossegurança, a revisão das metodologias de análise e a proposição do teste de glutamina para a água de diluição. Foi proposto também uma versão atualizada de procedimento operacional padrão (RICE et al., 2012). Este trabalho permitiu, de forma clara e direta, determinar ações corretivas no processo de medida da DBO. Através do índice de riscos foi possível escalar a hierarquia de atuação pelo o uso de medidas corretivas para as causas de falhas, propondo melhorias. Foi possível destacar a importância das boas práticas de laboratório como cruciais para organização, higienização e bem-estar das pessoas. O uso da gestão da qualidade serviu como ferramenta para promover uma visão geral do processo e fornecer indicadores para o otimizar. O passo seguinte consiste em introduzir as melhorias e realizar o acompanhamento das novas práticas.

Autor : CRISÓSTOMO HERMES SOARES TRAJANO DA SILVA

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Com o aumento da população mundial, a demanda pela água se tornou cada vez maior, bem como a preocupação quanto à disponibilidade desse recurso e em que condições ela chega até a população. Em algumas regiões, como no semiárido brasileiro, para minimizar o problema da falta d’água, são utilizadas cisternas, tanques de armazenamento das águas de chuvas e carros-pipa. As águas oriundas desses reservatórios, muitas vezes, apresentam-se com grande quantidade de sólidos em suspensão, o que as tornam águas de aspecto sujo e impróprias para o consumo, e uma das alternativas que vem sendo estudadas para a diminuir a quantidade de sólido suspenso nessas águas é a aplicação de coagulantes naturais, como a Moringa Oleifera (FRANCO, 2015; BRANDÃO, 2011; MARTINS, 2014). Com isso, o objetivo do presente trabalho é comparar diferentes formas de aplicação da semente da Moringa Oleifera na clarificação da água oriunda das cisternas, no município de Sumé, Paraíba, Brasil, proporcionando o uso adequado de um coagulante natural por todos os usuários deste tipo de reservatório. Objetiva-se também identificar o melhor tempo de contato entre a moringa e a água e a quantidade ideal de coagulante para a clarificação de água com turbidez. Os testes foram conduzidos em garrafas PET, sendo utilizados como coagulante as sementes descascadas e trituradas em moinho de facas e uma solução preparada na proporção de 20 gramas (g) de sementes para 1 litro (L) de água destilada. Aplicou-se o planejamento experimental de dois fatores e três repetições no ponto central para verificar a influência das variáveis de entrada tempo de tratamento (30, 60 e 90 min), massa de semente (0,1; 0,3 e 0,5 g) ou volume de solução de semente (10, 20 e 30 mL), sobre a turbidez, o pH e a condutividade elétrica das amostras. Para realização dos ensaios utilizou-se 1,0 L de amostra de água, coletada em uma cisterna situada na zona rural do município de Sumé-PB. Ao término do processamento alíquotas da água, antes e após os tratamentos, foram coletadas para realização das determinações físico químicas utilizando-se um turbidímetro (MS TECNOPON), um pHmetro (QUIMIS) e um condutivímetro (MS TECNOPON). Com relação ao pH e a condutividade, observa-se que houve uma leve alteração destes parâmetros, para todas as condições aplicadas, comparando-se com os valores obtidos para amostra da água bruta. Os resultados obtidos para turbidez permitiram verificar uma redução de até 42% quando se aplicou o pó, para um tempo de 30 minutos e massa de 0,5 g, e de aproximadamente 55% em 90 minutos, quando foram utilizados 10 mL de solução. Keogh et al (2017) alcançaram 85% de redução da turbidez, utilizando o pó, para um tempo de 24 horas. Paula et al (2014) acreditam que um tempo de tratamento mais longo se faz necessário para que ocorra a liberação das proteínas ativas responsáveis pelo efeito coagulante. A partir da análise de variância, verificou-se que, para a forma líquida do coagulante, o tempo é estatisticamente significativo quando a resposta é a turbidez., para um nível de confiança de 95%. Com isso, é possível afirmar que, para as condições estudadas, a aplicação da solução obtida a partir das sementes de moringa proporcionou melhores resultados na redução da turbidez das amostras de água de cisterna, alcançando-se 55% de redução deste parâmetro sendo observada a tendência de que um maior tempo de tratamento pode gerar resultados melhores.

Autor : GREGORY VINICIUS BEZERRA DE OLIVEIRA

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A escassez de água é um grande problema da região do semiárido brasileiro, onde é baixa a ocorrência de chuvas. A seca traz inúmeros prejuízos para o homem do semiárido, como a sede, a morte das plantações e dos animais que dependem da água para sobreviver, por isso é comum encontrar reservatórios de água como os açudes e barreiros que acumulam a água da chuva para posterior utilização. A água de barreiro geralmente é uma água de baixa qualidade principalmente devido aos sólidos suspensos e a concentração de metais e microorganismos que podem ser prejudiciais à saúde humana por isso é de suma importância a caracterização dessa água e seu tratamento antes de ser utilizada para o seu devido fim. Vários são os tratamentos utilizados para diminuir os contaminantes da água, sendo o extrato de palma como agente floculante um dos mais estudados nos últimos anos devido a sua eficiência e a viabilidade econômica para o homem do campo. Por esses fatores o objetivo do presente trabalho é conhecer as características químicas de uma água de barreiro obtida na cidade de Lagoa Salgada/RN antes e depois do tratamento com o extrato da palma miúda (Opuntia cochenillifera) e óxido de cálcio. Foram estudados a obtenção do extrato de palma em quantidades diferentes e seus efeitos no tratamento da água, a esses extratos foram misturadas uma quantidade óxido de cálcio para acelerar o processo do agente coagulante da palma, os sistemas agitados e após a decantação dos flocos foram extraídas as águas para análise da quantidade de bário, cálcio, ferro, potássio, magnésio, sódio e estrôncio por espectrometria de emissão ótica com plasma acoplado (ICP-OES). Foi possível notar uma redução significativa de ferro e magnésio na água de barreiro tratada em comparação com a água sem tratamento, porém para bário, potássio, sódio e estrôncio houve um aumento possivelmente decorrência da composição do extrato de palma, o teor de cálcio também aumentou devido o uso do óxido de cálcio no tratamento. Com a redução do ferro a água de barreiro tratada apresentou concentrações dentro do limite imposto pela legislação, sendo o extrato de 10g de palma o que obteve melhores resultados. Com isso o tratamento de água de barreiro por palma miúda se mostrou uma boa alternativa para a utilização no semiárido, apresentando índices dentro daquele ideal para a classificação de água potável para as concentrações dos metais. Análises mais detalhadas sobre outros caraterísticas físico-químicas das águas serão realizadas para a melhor avaliação da qualidade da água.

Autor : JAIR JOSÉ RABELO DE FREITAS

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:muitos poços da mesoregião Oeste Potiguar possuem baixas vazões e altos teores de sais dissolvidos, podendo tornar essas águas inviáveis para a irrigação. Seu uso agrícola pode oferecer riscos ao meio ambiente, promovendo a salinização dos solos e redução da produção vegetal. Portanto objetiva-se classificar a água proveniente de processo de dessalinização para irrigação quanto aos teores de cátions e ânions, em dois períodos. O estudo foi realizado na comunidade de Bom Jesus, Campo Grande – RN, no Oeste Potiguar. A comunidade é abastecida com unidade de captação e tratamento de água por dessalinização. As coletas de amostras de água foram realizadas de modo a retratar ou abranger as estações do ano, verificando as alterações das águas: outubro (2013) – período seco e fevereiro (2014), início do período chuvoso. A fim de se estudar alterações nas características químicas da água. As coletas de água realizadas são provenientes de três fontes: água salobra (AS) de poço sem qualquer tratamento; água Dessalinizada (AD), que passou pelo tratamento por osmose reversa e a água de rejeito salino (ARS). As amostras das águas foram coletadas após 5 minutos de funcionamento do sistema de dessalinização. As amostras de água foram acondicionadas em garrafas plásticas, opacas, de 500 mL, hermeticamente fechadas, armazenadas em caixa térmica com gelo, a fim de evitar ao máximo a atividade microbiológica e em seguida conduzida para análise laboratorial. Para realizar a classificação fins de irrigação, foram determinados os seguintes parâmetros: Condutividade Elétrica (CE em dS m-1), potencial hidrogeniônico (pH), as concentrações de Sódio (Na+), Cálcio (Ca2+), Magnésio (Mg2+), Potássio (K+), Cloreto (Cl-), de acordo com as metodologias propostas por Richards (1954). Sendo estas classificadas de acordo com limites adotados por Ayers e Westcot (1999). A concentração dos íons, as águas de rejeito dos dois períodos possuem teores de Ca, Mg, e Cl - acima dos níveis considerados normais para uso na irrigação, apenas os teores de Na, CO32- e HCO3- estão dentro da faixa considerada normais para estes elementos. Cosme (2011) constatou que grande percentagem de águas de rejeito possuem teores de Ca, Na, HCO3- e Cl- dentro dos níveis considerados normais, sendo que poucas comunidades apresentaram teores de CO3- e Mg dentro dos níveis normais. Ao analisar os cátions e ânions das águas dessalinizadas com base nos valores considerados normais, todos os elementos encontram-se dentro da normalidade para uso na irrigação, nos dois períodos de acordo com Ayers e Westcot (1999). Os dados corroboram com os encontrados por Cosme (2011), onde ele observou que mais de 90% das comunidades de Mossoró – RN estão dentro da normalidade para águas de irrigação. A concentração dos íons Ca, Mg e Cl da água de rejeito salino nos dois períodos estudados estão acima dos níveis normais para uso na irrigação, não sendo recomendadas para este fim. A água dessalinizada apresentou concentração dentro da normalidade, sendo adequadas para uso na irrigação.

Autor : ROBSON ALEXSANDRO DE SOUSA

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: A água salina na agricultura irrigada deve ser considerada como uma alternativa importante em substituição dos recursos naturais escassos (água) principalmente na região do semiárido Nordestino. Uma das alternativas para minimizar o efeito da salinidade da água é o uso da matéria orgânica, cujo desempenho no solo assume um papel importante na sustentabilidade agrícola, influenciando os atributos físicos, químicos e biológicos do solo, com reflexo na estabilidade da produtividade dos agroecossistemas. O sorgo possui potencial de desenvolvimento e expansão em regiões que apresentam riscos de ocorrência de deficiência hídrica, distribuição irregular de chuvas e altas temperaturas, condições que caracterizam o semiárido brasileiro. Objetivo: Este trabalho objetivou avaliar os efeitos da salinidade da água de irrigação e doses de esterco bovino, sobre o crescimento de plantas de sorgo [Sorghum bicolor (L.) Moench.] cv. BRS Ponta Negra. Metodologia: As plantas foram cultivadas em vasos contendo 23 kg de solo arenoso, em casa de vegetação. Os níveis de salinidade foram 0,2; 2,0; 4,0; e 6,0 dS m-1, sendo que para a sua confecção utilizouse água de açude, adicionadas com sais de NaCl, CaCl22H2O e MgCl26H2O, na proporção de 7:2:1. As doses de esterco bovino foram 10, 20, 30 e 40 t ha-1. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com quatro repetições, em esquema fatorial 4 x 4. As variáveis analisadas foram a matéria seca total e área foliar total. Aos sessenta dias após a semeadura, coletou-se o experimento, sendo estimada a área foliar das plantas. O material coletado, após pesagem, foi acondicionado em sacos de papel e levados a estufa com circulação forçada, a 65 ºC, durante de sete dias, quando se constatou o peso constante das amostras, para obtenção da matéria seca total. Resultados e Discussão: A matéria seca total sofreu redução com o incremento da salinidade da água de irrigação, independente das doses de esterco bovino aplicadas, Houve redução de 6,72 (10 t ha-1), 21,35 (20 t ha-1), 12,73 (30 t ha-1) e 14,82 g (40 t ha-1) em decorrência do aumento unitário na salinidade da água de irrigação, correspondente a decréscimo total de 25, 52, 36 e 34%, respectivamente, para 10, 20, 30 e 40 t ha-1 em relação aos valores obtidos na salinidade 0,2 dS m-1. A área foliar total também apresenta comportamento decrescente com o incremento dos níveis de salinidade da água no entanto, com as doses 10 e 40 t ha-1 verifica-se redução na área foliar total de 64,51 e 82,62 cm², respectivamente, por unidade de aumento da salinidade da água, sendo os menores valores obtidos na maior salinidade, 3031,52 (10 t ha-1) e 3936,46 cm² (40 t ha-1). Considerações finais: A aplicação do esterco bovino não minorou os efeitos deletérios da salinidade da água de irrigação nas plantas de sorgo. A maior dose de esterco resultou em maior produção de biomassa mesmo nos tratamentos com elevada salinidade.

Autor : MARIANA ARAÚJO DE MORAIS MENDES

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O abastecimento de água de uma comunidade é parte essencial do saneamento básico, intrínseco para a saúde e melhoria das condições de vida da população que nela está inserida. Segundo Tomaz (2001), o Brasil detém cerca de 12% da água doce disponível no mundo, mas a sua má distribuição faz com que o problema da falta de água ainda persista mesmo nos dias atuais. As comunidades rurais, em sua maioria, não são favorecidas pelos sistemas de abastecimento de água convencionais e necessitam, portanto, de buscar outras formas de suprir essa necessidade, o que continua sendo um desafio (NÓBREGA R. , 2012). O caso se agrava, ainda mais, na região semiárida do país, onde há períodos de secas prolongados, com escassez de água, um período chuvoso inconstante e precipitações de até 750 mm anuais, em média. Nesse contexto, uma série de ações governamentais surgiu para financiar, em todo o Brasil, a construção de milhares de cisternas, tais como o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), que construiu, até outubro de 2018, pouco mais de 616 mil cisternas de placas em todo o semiárido rural brasileiro (ASA,2018). Algumas dessas cisternas foram construídas na comunidade rural do Mocambo, situada na cidade de Patos – Paraíba, objeto de estudo do presente trabalho, escolhida por caracterizar uma típica comunidade rural do semiárido paraibano e por estar inserida no P1MC e na Operação Carro Pipa, atividade complementar de distribuição de água potável para o consumo humano, a qual é realizada por meio dos denominados “carros-pipa” para populações rurais e urbanas atingidas pela seca. Visando a obtenção de maiores conhecimentos e a compreensão de como funciona a comunidade do Mocambo, foram realizadas pesquisas de campo envolvendo 62 famílias residentes na comunidade, contando com informações fornecidas pela Prefeitura Municipal de Patos e o auxílio e colaboração da agente de saúde da área, com a finalidade de apresentar um diagnóstico da comunidade, acerca das condições das cisternas existentes no local. Dentre as famílias analisadas, apenas 30 contam com cisternas instaladas em suas residências, onde algumas ainda necessitam de reparos e manutenção para não comprometer o seu funcionamento. Das 30 famílias, 7 são beneficiadas pela Operação Carro Pipa e contam com a garantia de abastecimento de água durante todo o ano, inclusive em períodos de seca, devendo fornecer parte dessa água para as famílias que não possuem cisternas cadastradas no programa, mas que também devem ser beneficiadas. Algumas famílias ainda são cadastradas em programas oferecidos pela Prefeitura do Município, em acordo com a Defesa Civil e a Secretaria de Agricultura de Patos, porém, como relatado por alguns integrantes da comunidade, não existe uma periodicidade para o abastecimento dessas cisternas, que chegam a passar meses sem água. Através das informações obtidas e pesquisas realizadas, foi possível perceber que a comunidade ainda se encontra carente em relação aos sistemas de aproveitamento de água de chuva, seja por falta de infraestrutura, manutenção das cisternas existentes ou a escassez de precipitações, dado o período vivenciado pela seca. Porém, dentre as famílias que contam com a tecnologia das cisternas em conjunto com programas governamentais, a respeito da Operação Carro-Pipa, percebe-se que as cisternas construídas na comunidade influenciaram diretamente no desenvolvimento e bem estar da população e satisfez a maioria das pessoas que possuem e utilizam desse bem.

Autor : JULIANA DA COST MAIA

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Devido a escassez de água em algumas regiões do Brasil, principalmente no semiárido do Nordeste, há o incentivo na busca de alternativas sustentáveis que diminuam o consumo e impulsionam o reaproveitamento. Buscando criar mecanismos para evitar o desperdício de água de sistemas de ar-condicionado em uma escola municipal de São Bento-PB e promover o desenvolvimento sustentável e uma alimentação saudável o presente trabalho foi instituído a fim de colocar em prática a reutilização de água, além de desenvolver o uso racional desse bem o presente estudo incentivou a criação de uma horta escolar, impulsionando os alunos a uma educação ambiental real. Tendo como objetivo demonstrar a viabilidade da prática do reúso da água proveniente dos aparelhos de ar-condicionado, reduzir o desperdício de água desse processo.Possibilitar aos educandos uma reflexão acerca das questões ambientais, através de ações e práticas sustentáveis desencadeadas a partir da construção de uma horta escolar. Partindo dessa premissa, o presente trabalho busca identificar quais os benefícios que o projeto trará e como isso pode melhorar a qualidade de vida dos desses jovens estudantes .O trabalho foi realizado através de um estudo de caso e pesquisa explicativa em uma escola Municipal localizada na cidade de São Bento, no Estado da Paraíba. Para este estudo, foi necessário visitas a instituição para a coleta de informações e aplicação do método de reuso. Nas visitas, foi realizada uma entrevista com a diretora para que houvesse uma explicação sobre análise do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola para verificar a existência de iniciativas de caráter ambiental e o possível grau de envolvimento da escola com habilidades e competências voltadas para o meio ambiente. A pesquisa busca promover atividades que estimulem os alunos a promover o reúso da água e a conscientização ambiental, como também sensibilizar a comunidade escolar, no sentido de preservar o meio ambiente com a criação e manutenção da horta, levando-o ao envolvimento na participação do projeto. Na etapa inicial foi desenvolvido palestras e pequenas encenações lúdicas, visando demonstrar de maneira objetiva e interativa a importância da preservação ambiental. Nas etapas posteriores buscamos desenvolver um plano estratégico de criação da horta escolar ainda está na fase inicial, mas apesar disto já podemos observar que existe uma mudança na mentalidade dos envolvidos sobre a educação ambiental. Diante da realidade do município que sofre com o problema da escassez de água, em contrapartida temos o engajamento da comunidade escolar e a sociedade de forma geral na busca por meios alternativos que minimizem esse problema, e criem soluções para o uso consciente da água, incentivando e aprimorando a utilização dessas técnicas através da horta,o que impacta positivamente no meio ambiente, promovendo a sustentabilidade no espaço escolar além de estabelecer toda uma reflexão sobre os impactos ambientais causados pelo homem.

Autor : ANTONIO CÍCERO DE SOUSA

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Na atualidade a busca desenfreada por água potável é um dos maiores problemas enfrentados pela sociedade, no qual se constitui um bem precioso para humanidade. Contudo, devido a vários processos antropogênicos ela vem sofrendo transformações no que diz respeito a sua qualidade e sua disponibilidade no planeta. Os sistemas de tratamento de água consistem em melhorar suas características organolépticas, físicas, químicas e bacteriológicas, a fim de que se torne adequada ao consumo humano. A literatura reporta diversas técnicas de tratamento da água destinada ao abastecimento público, porém a mais destacada no Brasil é a técnica de tratamento tipo convencional no qual apresenta suas limitações e vantagens, quando faz o recorte: à qualidade da água bruta, aos custos envolvidos no tratamento da água, à vazão a ser tratada e à complexidade operacional. Todavia, o uso de técnicas de adsorção em coluna empregando materiais adsorventes alternativos vem sendo amplamente estudado como uma promissora tecnologia de tratamento voltado para a remoção de íons dissolvidos em água. O trabalho tem como objetivo, desenvolver um sistema de adsorção em coluna com fluxo contínuo para remoção de contaminantes nas águas de poços amazonas destinadas ao consumo humano da comunidade rural Panasco e Raimundo do município de Conceição PB, usando o mesocarpo do coco-da-baía como adsorvente. Foram analisados os parâmetros físicos (temperatura; cor;), químicos (turbidez; pH; acidez total; dureza total; alcalinidade; condutividade e cloretos) e bacteriológicos (coliformes totais e termotolerantes) empregando os métodos descritos no “Standard Methods for American Public Health Association”. Para adsorção dos contaminantes foi usado como adsorvente o carvão ativado do mesocarpo do coco-da-baía nos tempos de 30, 60, 120, 180, 240, 300, 360 e 420 min. A matéria bruta foi lavada e exposta ao sol, quebrado manualmente com martelo, triturado, peneirado e carbonizado em um forno elétrico rotativo. A ativação do carvão foi realizada com ácido fosfórico a temperatura de 450ºC e no tempo de 10 h. O sistema de filtração em coluna consiste de um tubo cilíndrico de vidro transparente medindo 35 cm de altura e 7 cm de diâmetro, com entrada de água “bruta” pela lateral inferior, e saída pela lateral na parte superior, preenchida com camadas de brita, cascalho fino, o adsorvente e areia. Os resultados mostram que as reduções dos valores dos parâmetros, a saber, cor (81,25%), condutividade elétrica (14%), alcalinidade (36,4%), acidez total (26,7%) e dureza total (46,2%) ocorreram nos primeiros 30 min de contato com o substrato adsorvente demonstrando que os materiais adsorventes utilizados têm afinidade adsortiva com os atributos supracitados. A turbidez (73,18%) e o cloreto (78,0%), da água foram adsorvidos após contato de 120 min a um patamar aceitável quando correlacionado com a Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde. Contudo, pH variou muito pouco durante o processo de adsorção, praticamente se manteve estável. A análise bacteriológica da água tratada também foi realizada e os resultados de adsorção foram satisfatórios. Desta forma podemos concluir que os resultados obtidos apontam para um tratamento eficiente, visto que a água do poço da comunidade Rural Panasco e Raimundo que se apresentava como imprópria para o consumo humano, após submetida à adsorção em coluna, adquiriu uma qualidade na qual atende a legislação vigente. Portanto, considera-se que o processo de adsorção utilizando o substrato adsorvente, carvão ativado do mesocarpo do coco-da-baía, caracterizou-se como uma técnica inovadora para o tratamento de água de consumo direto. Espera-se que tais resultados possam subsidiar ações de gestão na política ambiental e social de forma a contribuir com o avanço tecnológico no âmbito dos sistemas hídricos em regiões de escassez de água como é o caso do município de Conceição-PB localizado no auto sertão da Paraíba.

Autor : ANTONIO CÍCERO DE SOUSA

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Na atualidade a busca desenfreada por água potável é um dos maiores problemas enfrentados pela sociedade, no qual se constitui um bem precioso para humanidade. Contudo, devido a vários processos antropogênicos ela vem sofrendo transformações no que diz respeito a sua qualidade e sua disponibilidade no planeta. Os sistemas de tratamento de água consistem em melhorar suas características organolépticas, físicas, químicas e bacteriológicas, a fim de que se torne adequada ao consumo humano. A literatura reporta diversas técnicas de tratamento da água destinada ao abastecimento público, porém a mais destacada no Brasil é a técnica de tratamento tipo convencional no qual apresenta suas limitações e vantagens, quando faz o recorte: à qualidade da água bruta, aos custos envolvidos no tratamento da água, à vazão a ser tratada e à complexidade operacional. Todavia, o uso de técnicas de adsorção em coluna empregando materiais adsorventes alternativos vem sendo amplamente estudado como uma promissora tecnologia de tratamento voltado para a remoção de íons dissolvidos em meio aquoso. Este trabalho tem como objetivo, desenvolver um sistema de adsorção em coluna com fluxo contínuo para remoção de contaminantes nas águas de poços amazonas destinadas ao consumo humano da comunidade rural Panasco e Raimundo do município de Conceição PB, usando o mesocarpo do coco-da-baía como adsorvente. Foram analisados os parâmetros físicos (temperatura; cor;), químicos (turbidez; pH; acidez total; dureza total; alcalinidade; condutividade e cloretos) e bacteriológicos (coliformes totais e termotolerantes) empregando os métodos descritos no “Standard Methods”. Para adsorção dos contaminantes foi usado como adsorvente o carvão ativado do mesocarpo do coco-da-baía nos tempos de 30, 60, 120, 180, 240, 300, 360 e 420 min. A matéria bruta foi lavada e exposta ao sol, quebrado manualmente com martelo, triturado, peneirado e carbonizado em um forno elétrico rotativo. A ativação do carvão foi realizada com ácido fosfórico a temperatura de 450ºC e no tempo de 10 h. O sistema de filtração em coluna consiste de um tubo cilíndrico de vidro transparente medindo 35 cm de altura e 7 cm de diâmetro, com entrada de água “bruta” pela lateral inferior, e saída pela lateral na parte superior, preenchida com camadas de brita, cascalho fino, o adsorvente e areia. Os resultados mostram que as reduções dos valores dos parâmetros, a saber, cor (81,25%), condutividade elétrica (14%), alcalinidade (36,4%), acidez total (26,7%) e dureza total (46,2%) ocorreram nos primeiros 30 min de contato com o substrato adsorvente demonstrando que os materiais adsorventes utilizados têm afinidade adsortiva com os atributos supracitados. A turbidez (73,18%) e o cloreto (78,0%), da água foram adsorvidos após contato de 120 min a um patamar aceitável quando correlacionado com a Portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde. Contudo, pH variou muito pouco durante o processo de adsorção, praticamente se manteve estável. A análise bacteriológica da água tratada também foi realizada e os resultados de adsorção foram satisfatórios. Podemos concluir que os resultados obtidos apontam para um tratamento eficiente, visto que a água do poço da comunidade Rural Panasco e Raimundo que se apresentava como imprópria para o consumo humano, após submetida à adsorção em coluna, adquiriu uma qualidade na qual atende a legislação vigente. Portanto, considera-se que o processo de adsorção utilizando o substrato adsorvente, carvão ativado do mesocarpo do coco-da-baía, caracterizou-se como uma técnica inovadora para o tratamento de água de consumo direto. Espera-se que tais resultados possam subsidiar ações de gestão na política ambiental e social de forma a contribuir com o avanço tecnológico no âmbito dos sistemas hídricos em regiões de escassez de água como é o caso do município de Conceição-PB localizado no auto sertão da Paraíba.

Autor : ANA MARIA DE SOUZA ARAÚJO

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A água por ser um meio de sobrevivência de toda população requer um maior controle em relação à sua qualidade. No Nordeste brasileiro, a escassez da água vem interferindo de diversas formas a vida de seus habitantes. Com isso, a população usa águas de diferentes fontes a fim de suprir suas necessidades, logo suas análises é de vital importância. Grande parte dessas águas são provenientes de poços subterrâneos, e não passam por nenhum tipo de tratamento antes de serem utilizadas, como é o caso do município de Baraúna-PB. O município de Baraúna situa-se na região centro-norte do Estado da Paraíba, Mesorregião Borborema e Microrregião Seridó Oriental Paraibano, limitando-se com os municípios de Sossego, Cuité, Pedra Lavrada, Picuí, abrangendo uma área de 56,5 km2. A literatura indica que as fontes de água subterrânea estão associadas com materiais geológicos contendo minerais solúveis, espera-se que as águas subterrâneas tenham uma maior quantidade de sais dissolvidos do que as águas de superfície. O objetivo do trabalho foi determinar algumas propriedades físico-químicas das águas provenientes de alguns poços subterrâneos situados na zona urbana do município de Baraúna-PB. O desenvolvimento da pesquisa iniciou-se através da coleta de três amostras de cada poço e em seguida levadas para o Laboratório de Biocombustíveis e Química Ambiental do CES/UFCG, onde foram realizadas medições por triplicatas de pH, condutividade elétrica, turbidez, alcalinidade, cloretos, dureza e identificação de sódio e potássio por Fotômetro de chama. Na portaria de Consolidação do Ministério da Saúde Nº 5/2017 são registrados os padrões de potabilidade da água, estes devem ser seguidos para manter o controle da sua qualidade. Os resultados obtidos com relação às medidas de pH variaram entre 6,08 a 6,62. O pH da água deve ser mantido na faixa de 6,0 a 9,5. A condutividade elétrica variou entre 2340 e 2710 (μS/cm), não havendo nenhuma determinação estabelecida pelo Ministério da Saúde em sua referência. As medidas de turbidez das amostras apresentaram-se entre 0,16 e 1,43 NTU. A dureza é expressa em CaCO3 mg.L-1, a quantidade máxima permitida de |CaCO3| para a água ser considerada potável é de 500 mg.L-1. As amostras apresentaram uma variação de dureza entre 401,56 e 436,3 CaCO3 mg.L-1.Os valores correspondentes a alcalinidade das amostras foram baixos, variando entre 72,0 e 86,0 mg/L. Ao se tratar dos cloretos, o Ministério da Saúde determina que a quantidade máxima na água deve ser de 250 mg/L. Nas amostras analisadas, os valores de cloretos variam entre 0,55 e 0,60 mg/L, logo estão de acordo com o padrão estabelecido. Em relação à identificação de sódio (Na+) e potássio (K+), as amostras apresentaram uma variação de sódio entre 1217,0 e 1377,0 ppm. Tratando-se do potássio, a variação obtido foi entre 237,3 e 440,0 ppm. Portanto, analisando todos esses dados obtidos na pesquisa e levando em consideração os requisitos estabelecidos na Portaria de Consolidação nº 5/2017 foi possível perceber que apenas os valores obtidos na identificação de Sódio no fotômetro de chama não estão de acordo com a portaria do Ministério da Saúde.

Autor : RILBSON HENRIQUE SILVA DOS SANTOS

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O amendoim (Arachis hypogaea L.) é uma oleaginosa de grande grande destaque, atente tanto a indústria química quanto a alimentícia, na região semiárida ela é apontada como alternativa de rentabilidade para os pequenos produtores.O déficit hídrico provoca declínio considerável na produtividade e consequentemente, maiores gastos no bolso do produtor, no período vegetativo resulta em alongamento do ciclo da cultura. Se a falta de água ocorrer no florescimento, haverá queda de flores e murchamento de ginóforos, afetando diretamente a produção. Na frutificação a deficiência hídrica resulta em formação de grãos com menor peso específico, ou até mesmo o não preenchimento dos grãos, diminuindo a produção.Na agricultura irrigada, é importante conhecer a real necessidade do consumo de água da planta, estimando de maneira precisa as necessidades hídricas da cultura, de forma que não ocorra déficit ou excesso, assim como do momento mais adequado para proceder à irrigação, maximizando assim a produtividade e a eficiência no uso da água.Objetivou-se, neste trabalho avaliar o efeito de quatro diferentes lâminas de irrigação e adubação na maximização da produtividade e na eficiência do uso da água pelo amendoim cultivado em argiloso de Tabuleiro Costeiro do Alagoas. O experimento foi conduzido no período de 20/03/ 2017 a 18/07/2017, em Campo Experimental do Centro de Ciências Agrárias, localizado no município de Rio Largo, AL, altitude de 9º 27’ S, longitude de 35º 27’ W e uma altitude média de 127 m acima do nível do mar. O delineamento experimental foi inteiramente ao acaso, no esquema fatorial 4x2 (quatro lâminas de irrigação e duas adubações), com quatro repetições, em que os tratamentos foram: laminas de irrigação de 50, 75,100, 125% da Etc. Foram avaliados os seguintes componentes de produção: peso de grãos por planta (PGP) e a eficiência do uso de água (EUA).Comparando o peso de grãos por planta, obtido pela lâmina de 100% de reposição, as maiores quedas de rendimento foram geradas pelos tratamentos de 50% de reposição. A máxima eficiência do uso da águapela cultura do amendoim obtidas foram 6,86 kg ha-1mm-1 para adubação orgânica e 5,36 kg ha-1mm‑1 para adubação mineral, obtidas com lâmina de 75% da Etc, respectivamente.

Autor : MAYCON BRENO MACENA DA SILVA

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: A água é um recurso natural indispensável para a manutenção da vida, sendo utilizada em diversos segmentos da sociedade devido a possibilidade dos seus usos múltiplos, que aliados ao crescente desenvolvimento demográfico, contribuem consideravelmente para o aumento da demanda de água, refletindo na qualidade e quantidade disponível dos recursos hídricos. Diante disso, a disponibilidade de água potável para cada habitante tende a diminuir, causando mais impacto em regiões onde há escassez de recursos hídricos, como é o caso da região semiárida brasileira. Nesse contexto, o reuso da água, surge como um instrumento para racionalizar a oferta e demanda de recursos hídricos. Sendo assim, analisando o semiárido brasileiro este trabalho tem como objetivo expor a prática do reuso como uma ferramenta para a gestão de água. Somado a isso, reconhecendo a inexistência, de legislação específica para regulamentar o reuso, pretende-se apresentar bases legais que corroboram para a inserção e utilização do tratamento de águas residuárias. Metodologia: Inicialmente foi conveniente caracterizar o semiárido, destacando o longo e severo período de seca que vem sendo vivenciado, apresentando o tratamento de águas residuárias como uma possível gestão de demanda de água na região. Após isso, buscou-se por leis, resoluções e deliberações que possuíssem alguma relação com o reuso de água. E por fim foi feita uma análise que possibilitasse organizar da forma mais sucinta possível as bases legais para a prática do reuso devido à ausência de legislações específicas. Essas informações foram organizadas em formato de tabela, compreendendo que dessa forma seria mais eficiente o conhecimento sobre cada legislação apresentada. Resultados e Discussão: A inexistência de legislação especifica sobre reuso de água dificulta o emprego dessa tecnologia como ferramenta para o consumo racional dos recursos hídricos no uso residencial, na agropecuária e nos vários setores da indústria brasileira, pois não é posto de forma clara as condições de tratamento que a água, já utilizada, necessita e de que fontes os resíduos líquidos podem ser recebidos. De forma bastante discreta, mas que não deixa de ser útil, se assegura, direta ou indiretamente, o reuso em algumas bases legais, como a Constituição de 1988, a Política Nacional de Recursos Hídricos, Resoluções do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e do Conselho Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional do Meio Ambiente e deliberações dos conselhos estaduais de recursos hídricos da Bahia e de São Paulo. Conclusões: Com a busca realizada foi possível constatar que apesar de existir no Brasil uma quantidade significativa de aspectos jurídicos que incentivam a prática do reuso de água, ainda se faz necessário que existam leis e mais resoluções que tratem de forma mais específica sobre o reuso, para que assim a sociedade se sinta mais segura e preparada para fazer uso desse meio de reutilização. Como consequência a isso, será possível tornar o uso dos recursos hídricos mais racional, principalmente em regiões que são alvos de longos períodos de estiagem que assolam a população que nelas residem, como a região semiárida brasileira.

Autor : LAYLA BRUNA LOPES REGES

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O estresse salino ocasiona limitações no crescimento, fisiologia e produção das cultura agrícolas. Essas reduções ocorrem devido aos efeitos osmóticos e iônicos dos sais sobre as plantas, sendo estres na restrição na absorção de água devido a redução do potencial osmótico da solução do solo, que causa estresse hídrico, ou pela absorção excessiva de íons específicos, que exercem efeitos citotóxicos nas plantas e restringem a absorção de nutrientes essenciais. Diante disto, pesquisas vem sedo realizadas para mitigar os efeitos do estresse salino sobre as plantas. Dentre essas, o uso de adubos nitrogenados tem mostrado efeito positivo, haja vista que esse nutriente é o mais requerido pelas culturas, e é componente estrutural de compostos relacionado ao ajuste osmótico Com isso, o presente trabalho teve como objetivo avaliar os pigmentos cloroplastídicos e danos celulares em folhas de abobrinha italiana cv. Caserta submetidas ao estresse salino e adubação com fontes de nitrogênio nítricas e amoniacais em cultivo hidropônico. Por conseguinte, o experimento foi conduzido em estufa, com cobertura de polietileno, pertencente ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), em Mossoró-RN, sob as coordenadas geográficas 5°11’ S e 37°20’ W, e 18 m de altitude. O experimento foi instalado em um delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 2, sendo cinco concentrações salinas da água para preparo da solução nutritiva (condutividade elétrica de 0,5; 2,0; 3,5; 5,0 e 6,5 dS m-1) e duas fontes de nitrogênio (Nítrica e Amoniacal), com quatro repetições e três plantas por repetição. As plantas foram cultivadas em vasos plásticos com capacidade para 6 litros, preenchidos com fibra de coco e foram conduzidas em sistema hidropônico, com todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento da cultura, variando apenas as fontes de nitrogênio. Vale salientar que as soluções da fonte amoniacal receberam inibidor de nitrificação, garantindo absorção do nitrogênio exclusivamente na forma amoniacal. As águas salinas foram produzidas pela adição de sais de cloreto de sódio, cloreto de cálcio e cloreto de magnésio na proporção 7:2:1. Para a aplicação da solução de irrigação foram utilizados gotejadores autocompensantes de vazão de 1,4 L h-1. Os pigmentos cloroplastídicos foram avaliados na fase de florescimento. Para isso amostras de folhas foram colhidas, e nelas foram extraídos e determinados os teores de clorofila a, clorofila b e carotenoides, por meio de espectrometria. Nas mesmas folhas foi determinado o extravasamento de eletrólitos, expressos de porcentagem de dano celular. Apenas o teor de clorofila b foi influenciado pela salinidade e as plantas nutridas com nitrogênio amoniacal apresentaram maiores valores para extravasamento de eletrólitos. Dessa forma, conclui-se que a salinidade aumenta o teor de clorofila b em plantas de abobrinha e a adubação exclusivamente com nitrogênio amoniacal provoca danos celulares mais severos nas plantas de abobrinha submetidas ao estresse salino.

Autor : WYKSONN RAMONN DA SILVA AGUIAR

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:INTRODUÇÃO Na extração do petróleo têm-se inúmeros subprodutos e um deles é a Água Produzida (AP). Essa água é extraída em grande escala, pois está ligada diretamente a idade do poço. Ela é composta por substâncias orgânicas e inorgânicas que lhe confere um caráter potencial de poluição. Consequentemente, o descarte e o reuso da AP são assuntos de grande importância para a conjuntura petrolífera, haja vista que a extração de petróleo é uma das atividades econômicas mais importantes para o Brasil. Diante disso, o trabalho anseia apresentar a mistura óleo de coco e querosene de aviação como tratamento da AP. OBJETIVOS O objetivo principal do trabalho é verificar se a tecnologia apresentada (mistura de óleo de coco e querosene de aviação) oferece resultados que possam ser comparados aos padrões estabelecidos na resolução nº 430/2011 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e aos dados fornecidos por Carvalho (2011). METODOLOGIA Inicialmente, foram medidos o pH, turbidez, condutividade elétrica e o teor de óleos e graxas (TOG) da água bruta, antes do tratamento. Em seguida, foi separada a amostra de AP a ser trabalhada e a mistura (óleo de coco e querosene de aviação) foi preparada nas concentrações V:V 0,25%, 0,5% e 1% de exratante e solvente. O extratante foi misturado com o solvente por 15 minutos em agitador com barra magnética, em seguida foi adicionado a amostra de AP e foram agitados por mais 20 minutos. Posteriormente, dessa mistura foi adicionada 500ml em cada funil de decantação, somando 9 funis ao final. Além disso, para cada relação de extratante a relação orgânico/aquoso (O/A) variou em 1/2, 1/3 e 1/6. Em seguida, os funis descansaram e houve a separação das fases. Por fim, foram quantificados os mesmos parâmetros que foram medidos na água bruta antes do tratamento. RESULTADOS E DISCUSSÕES Primeiramente, foram encontrados valores para os parâmetros físico-químicos (PH=8,68, condutividade elétrica=780 μs/cm, turbidez=18 NTU e TOG=21 mg/L) da água de entrada (bruta). Depois, os experimentos foram realizados e concluiu-se os seguintes valores médios dos resultados para a AP tratada dos funis de decantação: 1/2(pH=8,79, TOG=4,33mg/L Turbidez = 7,72 NTU), 1/3(pH=8,69, TOG=7,67mg/L, Turbidez = 7,13 NTU) e 1/6(pH=8,60, TOG=1,33mg/L e Turbidez = 5,60 NTU). Desse modo, foi notado que para a relação 1/6 de O/A foram apresentados os menores valores para turbidez e TOG. O PH segundo a legislação deve estar no intervalo de 5 a 9, assim, todos os valores para PH obtidos estiveram dentro dos padrões, sendo o menor PH na relação 1/6. Para o TOG, os valores obtidos nas amostras estiveram abaixo do máximo permitido de 20mg/L, sendo o valor mais alto na relação 1/3. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da obtenção dos valores médios de cada parâmetro, foi verificado uma diminuição desses valores comparados a amostra antes do tratamento. A turbidez e o TOG com a fração 1/6 de O/A obteve um aproveitamento de 93,66 % para TOG e 68,88% para turbidez. Os resultados médios referentes ao pH da água de saída estão dentro do indicado; a presença de TOG restante na água, após o tratamento, a deixa em conformidade com o padrão. Com relação aos valores de saída da condutividade, o risco de salinidade é classificado como médio. Por fim, a mudança na turbidez apresentou diferenças significativas. Observou-se uma considerável retenção do petróleo no extratante, confirmada pela extração realizada pelo óleo de coco diluído em QAV, que mostrou uma porcentagem de separação (90,45%) alta de petróleo para uma relação O/A de 1/6 e com 0,25% de extratante.

Autor : JULIA MARIA DE MEDEIROS DANTAS

Modalidade : AT 07 - Qualidade e acesso às águas do Semiárido

Sala : PO - AT 07     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A seca é um problema intríseco ao clima da região do semi-árido brasileiro. Segundo dados da EMBRAPA, o clima dessa região resulta em uma evaporação média anual entre 1.000 a 2.000 mm, com precipitações pluviais em torno de 500 a 800 mm/ano, o que delgada as opções de plantio e de criação nessa região caso outras formas de geração de recursos hídricos sejam fornecidos. Portanto, é comum nesta região a presença de reservatório de águas, principalmente em forma de açudes e barreiros. Entretanto, é comum encontrar a água de baixa qualidade nestes reservatórios, principalmente devido a alta concentração de particulados dispersos em toda a altura do corpo d’água, estando em um estado conhecido popularmente como ‘água barrenta’. É de grande interesse da sociedade o estudo de agentes coagulantes eficazes, baratos e de baixa toxicidade para o tratamento destes afluentes, tendo em vista que é uma água destinada principalmente para consumo humano e animal. Alguns estudos apontam a utilização de certas biomassas como diversos cactos e palmeiras como agente coagulantes para o tratamento de água. Visando implementar um técnica que se ajuste as necessidade e realidade do povo do semiárido, o presente trabalho utilizou de um coagulante natural a base da palma Miúda (Opuntia cochenillifera), espécie nativa e altamente explorada na região do nordeste do Brasil, junto com óxido de cálcio para o tratamento de uma água de barreiro obtida no município de Lagoa Salgada, RN, Brasil. O óxido de cálcio é necessário para ajustar o pH da água afim de promover a ação do agente coagulante presente na palma miúda. Assim, diferentes quantidades de óxido de cálcio e da palma processada foram misturadas com a água a ser tratada, agitadas e depois foi observado a coagulação e a posterior decantação dos sólidos ao longo do tempo. O desempenho dos sistemas foram medidos através da diferença do parâmetros físico-químicos turbidez, sólidos em suspensão, cor e pH em relação a um controle sem tratamento. O melhor resultado foi a redução da turbidez de 92,15%, cor de 77,39% e sólidos suspensos de 95,18%, para o sistema com 0,25g de óxido de cálcio e 10 g de palma Miúda, quando comparado com o resultado obtido da amostra sem tratamento. Mostrando assim a eficiência da Opuntia cochenillifera na coagulação dos particulados. Tal resultado se mostrou muito positivo porque mostrou uma mudança significativa na qualidade da água através de um método simples e que pode ser utilizado pelo sertanejo. Com isso, a Palma miúda se mostra como uma alternativa interessante, barata e de fácil aplicação para o tratamento de águas com alto teor de material particulado, principalmente no que cerne o semiárido nordestino. Análises de potabilidade, como microbiológicas e de carbono total, irão ser feitas futuramente.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas