Autor : JAIR JOSÉ RABELO DE FREITAS

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

Sala : PO - AT 08     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A relação entre oferta e demanda hídrica no Nordeste Brasileiro é um assunto cada vez mais discutido e fundamenta a base de vários estudos voltados para a busca de alternativas de aproveitamento e de uso eficiente da água disponível. A melhoria na eficiência da irrigação e o reuso das águas são os principais pilares que devem ser observados para uma boa gestão dos recursos hídricos no Semiárido. A hidroponia pode se caracterizar como um recurso viável na tentativa de remediar alguns obstáculos à produção agrícola no Semiárido. Este estudo foi desenvolvido com o objetivo de contextualizar a utilização da hidroponia na produção agrícola do Semiárido Brasileiro como solução imediata para diferentes questões no tocante à estiagem, salinidade dos solos e das águas e viabilidade econômica. A partir de pesquisas em sites e revistas acadêmicas especializadas, reuniu-se os resultados obtidos em estudos desenvolvidos com o emprego do sistema hidropônico para diferentes culturas, dando-se prioridade àqueles conduzidos na Região Nordeste do Brasil. A hidroponia é um sistema de cultivo em que não se utiliza o solo, tendo o aporte nutricional fornecido por meio de solução nutritiva. A solução nutritiva é composta de água e de sais que nela são diluídos em quantidades predeterminadas para cada tipo de cultura. A hidroponia vem ganhando espaço, principalmente, entre os produtores de hortaliças devido a algumas vantagens quando comparada ao cultivo tradicional em solo. A redução da água utilizada, o menor espaço utilizado para o cultivo, podendo ser implantado em centros urbanos, a economia em defensivos agrícolas e os melhores resultados obtidos em qualidade e durabilidade dos produtos agrícolas são algumas das vantagens que se pode apontar no uso do sistema hidropônico. A hidroponia pode ser utilizada na produção de diversas culturas. Tem-se registros na literatura de uma variedade relevante de estudos com diferentes culturas produzidas em sistemas hidropônicos no Semiárido Brasileiro. Porém, no que diz respeito ao produtor rural, a alface hidropônica é o principal produto produzido comercialmente. Considerando a realidade da Mesorregião Central Potiguar, pode-se destacar, ainda, alguns fatores de ordem edafoclimáticas que tornam a prática de cultivo tradicional em solos ainda mais onerosa e ineficaz como solos rasos, baixa pluviosidade, elevados índices de evapotranspiração, além dos altos níveis de salinidade encontrados nas águas subterrâneas disponíveis para o manejo da irrigação. Com relação a este último fator a tolerância à salinidade de uma cultura produzida no sistema hidropônico pode ser maior que a apresentada pela mesma cultura produzida no sistema convencional. A produção agrícola por meio de sistema hidropônico é uma alternativa ao sistema de cultivo convencional em solo com grandes vantagens para o produtor, para o consumidor, para o mercado local e como garantia de segurança alimentar das famílias do semiárido nordestino. A hidroponia ainda precisa ser mais difundida entre os produtores da Região Semiárida, para que tenhamos realmente uma produção expressiva de alimentos provenientes deste método.

Autor : KEROLAIDE BIANCA SOUZA RAMOS

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

Sala : PO - AT 08     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O processo de industrialização e a expansão do capitalismo no campo, sobretudo a partir da década de 1960, possibilitaram a modernização ou a tecnificação do território. Durante o processo, o Estado foi um agente fundamental, tendo em vista a criação de políticas de crédito e outras ações direcionadas para o setor agropecuário. Segundo Locatel (2012), essa modernização da agricultura brasileira surge a partir de elementos ligados ao território, como, por exemplo, políticas setoriais que favoreciam determinados segmentos agrícolas, o que aglomeraria o capital em apenas um determinado setor. Outro fator que contribuiu para essa modernização foi a Revolução Verde, que teve início na década de 1950, cujo principal objetivo era o aumento da produção agrícola a partir de iniciativas tecnológicas que transformaram as práticas agrícolas em diversas porções do território brasileiro, sobretudo aquelas em que a expansão da fronteira agrícola estava em curso. Balizado por esse contexto, o artigo tem por finalidade apresentar o processo de modernização da base técnica e produtiva da agropecuária na região intermediária de Campina Grande, com foco nas políticas públicas que contribuíram para esse processo de tecnificação. No nosso entendimento, as políticas públicas direcionadas para esse recorte do território paraibano, principalmente a partir da década de 1990, possibilitaram novas dinâmicas territoriais decorrentes da tecnificação da agropecuária, tornando fundamental estudá-las por ser uma temática pouco explorada na Geografia Agrária da Paraíba. Embora na região intermediária de Campina Grande o processo de modificações da atividade agropecuária seja considerado recente, quando comparada a outras realidades presentes no território brasileiro, resultados preliminares da pesquisa possibilitam afirmar que a inserção de insumos e técnica nos processos produtivos da área estudada está sendo motivadas por políticas públicas e planos de ações, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Pacto Novo Cariri. Diante da inserção dessas políticas, é visto como ponto positivo a reestruturação na base territorial do campo brasileiro, o que contribuiu para estimular o desenvolvimento da agropecuária. Contudo, como pontos negativos convêm destacar que, ao mesmo tempo em que as técnicas se desenvolvem, a sua distribuição é feita de forma desigual e seletiva, e os agravos ecológicos e sociais são intensificados. Por isso entendemos que as políticas governamentais que estimulam o desenvolvimento da atividade agropecuária na região imediata de Campina Grande intensificam as desigualdades no uso e no consumo de produtos e artefatos técnicos que são utilizados para facilitar a produção agropecuária, tendo em vista que não são todos os produtores que estão inseridos no processo, e isso se deve ao fato de que o desenvolvimento do capitalismo é contraditório e se realiza de forma desigual (OLIVEIRA, 2007). O presente estudo está incorporado nos objetivos e resultados parciais da pesquisa de Iniciação Cientifica realizada no Laboratório de Estudo do Semiárido – LAESA/DGEOC/UFPB, vinculada ao projeto Território e Tecnificação da Agropecuária na Paraíba que tem dentre os objetivos destacar a contribuição de políticas públicas para o processo de tecnificação do território.

Autor : HENRIQUE BORGES DE MORAES JUVINIANO

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

Sala : PO - AT 08     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Impactos ambientais causados pelo descarte de águas contaminadas por hidrocarbonetos derivados do petróleo têm sido uma das grandes preocupações dos últimos anos. O presente estudo objetivou aproveitar o resíduo de coco (Cocos nucifera L.) como sorvente frente a gasolina e diesel S500. Os resultados evidenciaram boa capacidade de sorção para o diesel S500. A fibra de Cocos nucifera L. mostra potencial como biosorvente para o tratamento de efluentes oleosos, água produzida, derramamento de óleo, entre outros. A sorção da Cocos nucifera L. para o diesel atingiu valores satisfatórios de sorção de 2,79 g de contaminante/g de coco, valor similar a valores a Turfa Canadense (PeatSorb®), comercialmente utilizado pela Petrobras para remediar derreamentos com óleo. Mostrando potencial da fibra de coco como biosorvente.

Autor : JOSE TIAGO BARNABÉ RODRIGUES

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

Sala : PO - AT 08     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A alvenaria com placas de EPS (poliestireno expandido) também conhecido por isopor é uma estrutura autoportante constituída de placa de isopor de alta densidade e malha de aço amarradas em suas faces com arame recozido montada in loco e engastada na fundação por meio de ferros de espera, após as instalações hidráulicas e elétricas posicionadas em cavas formadas por projetores de calor na peça. A parede recebe a camada de revestimento argamassado e pintura. Essa técnica construtiva tem se mostrado sustentável e economicamente viável no ambiente semiárido, por ser de baixo custo, não agredir o meio ambiente e não consumir tanta água quanto às construções convencionais da região em alvenaria de tijolo cerâmico. Apresenta vantagens por ser leve, economizando no dimensionamento da fundação e a ausência de pilares e vigas reduz o custo da edificação. Apresenta conforto térmico ideal para o clima quente durante o dia e bastante frio a noite da região do semiárido, gerando economia de energia elétrica. Redução do tempo de execução quando comparado a alvenaria tradicional de tijolo. É estimada uma economia de cerca de 30% no orçamento final da obra e de cerca de 40% no tempo de execução. Essa tecnologia foi aplicada numa casa construída na ONG Centro Vida Nordeste (CVN), no município da Prata, estado da Paraíba para abrigar a coleção de sementes nativas. O objetivo deste trabalho é realizar um estudo sobre essa tecnologia e analisar a casa construída na ONG. A casa conhecida como a Arca das Sementes foi executada em 2007 e após onze anos de uso, observou-se que apresenta eficácia no uso, pois sem nenhum tipo de manutenção, ainda conserva boas características de desempenho. Segundo o administrador da ONG, a casa proporcionou vantagens na construção, pois além de não ter feito manutenção, ainda mantém boas características térmicas para o acondicionamento de sementes, já que o mesmo precisava de um espaço ideal para esse fim. Observou-se também que apesar de não ter ocorrido manutenção corretiva, a falta de manutenção preventiva trouxe pequenos problemas a estrutura da Arca das Sementes, como manchas e microfissuras formadas no revestimento de uma das paredes da fachada principal. A parede estando exposta a chuvas foi deteriorada uma pequena parte da base que possivelmente provocou oxidação da armadura. O problema também ocorreu por falta do dimensionamento adequado do beiral da cobertura e provável falta de impermeabilização da estrutura. Mesmo com essas manifestações patológicas ocorridas na estrutura executada na ONG CVN, os danos em relação a outras técnicas convencionais locais de alvenaria com tijolo cerâmico, que enfrentam problemas com salinidade se mostraram mínimos, facilmente corrigíveis e evitáveis se executada corretamente como manda a literatura. A tecnologia é viável, limpa e sustentável visto que há possibilidade de ser construída na região semiárida, não gera tantos resíduos como a tradicional, não requer energia para queima de tijolos e tanto o isopor quanto o aço são recicláveis.

Autor : JOÃO GUILHERME ÁVILA DE LIMA

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

Sala : PO - AT 08     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Acompanhando o desenvolvimento do setor fotovoltaico, o Brasil tem buscado superar as barreiras da inserção da fonte solar em sua matriz energética por meio de diversos projetos em operação para seu aproveitamento. Devido a fatores climáticos, o país é privilegiado pela alta incidência solar, conferindo-lhe um grande diferencial frente a outros territórios. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030, o Nordeste é a região de maior radiação solar do país, com média anual comparável às regiões com maior radiação solar do mundo. Nesse sentido, a expansão da energia fotovoltaica já é uma realidade presente no Rio Grande do Norte, que ampliou em mais de 4000% sua capacidade instalada de geração em energia solar fotovoltaica distribuída em um intervalo de 4 anos (TRIBUNA DO NORTE, 2018), a qual também é ressaltada pelos projetos do IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte), que atingiu a meta de gerar energia fotovoltaica em todas as unidades da instituição, sendo referência e tendo reconhecimento a nível nacional. Nesse contexto, as microempresas também buscam alternativas para sustentavelmente manter o abastecimento energético e obter maior rentabilidade relacionada à economia com custos de energia, bem como melhorar sua imagem frente aos consumidores, ampliando sua competitividade no mercado. Nessa perspectiva, o presente artigo tem o propósito de apresentar um estudo de caso específico da viabilidade e eficiência energética da utilização do sistema fotovoltaico em uma pequena empresa na cidade de Natal/RN, bem como incentivar outras microempresas a iniciarem seus negócios visando meios ambientalmente diferenciados. As pesquisas para realização do trabalho embasaram-se em livros, periódicos, artigos científicos, teses e dissertações, dos quais foram avaliados os principais aspectos da energia fotovoltaica. Realizou-se um questionário qualitativo e quantitativo, aplicado ao proprietário da microempresa, uma farmácia localizada em Natal/RN, evidenciando as mudanças realizadas para este tipo de energia e as etapas do processo de instalação. Outros instrumentos foram: entrevistas, registros fotográficos, descrição de equipamentos e suas funções e confecção de fluxograma de blocos do processo de instalação da energia solar. Também foi realizada uma avaliação a partir do levantamento de respostas em kWh antes e depois da aplicação da energia fotovoltaica no local. O sistema utilizado pela empresa começou a operar em janeiro de 2017 e sua instalação durou menos de uma semana. Foi aferida uma redução de 84,83% no consumo de energia em kWh após sua implantação. Também se verificou que o consumo médio correspondia a 3.784,25 kWh/mês e que foi dimensionado um sistema proposto para gerar uma média mensal de 3.721,75 kWh, o equivalente a R$ 2.269,89 de economia/mês (o gasto mensal médio com energia antes da implantação era R$2700,00). Assim, o payback da microempresa, que investiu R$147.000,00 através de um empréstimo e teve uma receita de R$27.238,68 por ano com o novo sistema energético, foi em torno de 5,5 anos. Aliada a isso, a parcela mensal do empréstimo realizado tem um valor próximo das prestações de energia elétrica pagas antes da implantação do sistema, além do fato dessas diminuírem de valor ao longo dos anos. Mediante os resultados obtidos, apesar de a eficiência energética oscilar em certos meses devido a fatores climáticos, pode-se afirmar que a adoção desse sistema energético pela microempresa é viável ambiental e financeiramente, dado que é realizada por uma fonte renovável, com facilidade de instalação, grande vida útil, alta eficiência energética e com rápido retorno de investimento. Os benefícios adquiridos foram superiores às poucas desvantagens encontradas, como o impasse da disposição das placas solares após seu funcionamento. Ainda, por ser localizada em Natal/RN, a qual possui alta incidência de radiação solar, a microempresa encontra ainda mais vantagens competitivas frente a outros locais.

Autor : IASMIM ARIANE SILVA

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Os pegmatitos proveniente da província da Borborema dos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte apresentam elevada quantidade de quartzo-feldspato-mica, os quais são separados na maioria das vezes usando métodos rudimentares de separação. Este trabalho apresenta resultados de fundamento de flotação usando tubo de Hallimond com o objetivo analisar o comportamento da flotabilidade dos minerais quartzo e feldspato com o coletor polietileno glicol. Os ensaios foram realizados com amostras puras nas frações entre 80 e 100 #. Os ensaios para a otimização do pH de flotação foi usado uma concentração do coletor de 1,25 * 10-4 g/l, sendo obtido pH igual a 2 para a flotação do quartzo e 8 para a flotação do feldspato. Foi observado que a elevação da concentração do polietileno glicol apresentou um aumento significativo da flotabilidade dos minerais. Os resultados mostram que o coletor pode ser utilizado para a separação do sistema quartzo-feldspato-mica provenientes dos pegmatitos do Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte.

Autor : POLLYANA KARLA DA SILVA

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Resumo: O cultivo in vitro de plantas, por meio dos protocolos de conservação in vitro, tem se constituído uma alternativa valiosa para garantir a conservação de espécies ameaçadas pela ação antrópica e que apresentem relevante potencial de uso, como os Melocactus. O gênero Melocactus inclui cactos globosos, com espinhos longos e duros, e que desenvolvem, na fase adulta, uma estrutura de reprodução chamada cefálio. Contudo, em decorrência do extrativismo, as populações desta espécie, assim como de outras cactáceas, têm sido drasticamente afetadas, sendo algumas já consideradas amaeçadas de extinção. O presente trabalho teve por objetivo desenvolver protocolos de germinação in vitro e de desenvolvimento inicial de Melocactus cf. zehntneri, Melocactus concinnus x Melocactus paucispinus, Melocactus inconcinnus e Melocactus glaucescens sob agente desinfectante e diferentes concentrações de sacarose no meio de cultura. Os experimentos foram conduzidos no Laboratório de Cultivo in vitro de Plantas (LaCIP), localizado na Estação Experimental do Instituto Nacional do Semiárido, em Campina Grande/PB. Foram coletados e utilizados frutos de Melocactus cf. zehntneri, Melocactus concinnus x Melocactus paucispinus, Melocactus inconcinnus e Melocactus glaucescens mantidos no Cactário Guimarães Duque (Insa, Campina Grande/PB). As sementes foram extraídas do fruto, lavadas e submetidas ao procedimento de desinfestação em câmera de fluxo laminar utilizando-se de álcool 70% (v/v) durante 1 min e hipoclorito de sódio durante 15 min, acrescido de 1 mL do agente surfactante Tween 20®. Em seguida, foi realizada uma tríplice lavagem em água esterilizada. Posteriormente, em câmara de fluxo laminar, as sementes foram inoculadas em meio de cultura. As sementes foram inoculadas em frascos contendo meio de cultura CK (composto por 0,84 g L-1 de Calcinit e 0,742 g L-1 de Kristalon, em substituição aos macros e micronutrientes). Ao meio foi acrescido de vitaminas (1 mL L-1), diferentes concentrações de sacarose (30 g L--1, 20 g L-1, 10g L-1), inositol (100 mg L-1) e gelificados com ágar (6 g L-1), sendo o pH ajustado para 5,8 antes da autoclavagem. Os cultivos foram mantidos em sala de crescimento, com temperatura de 25 + 2 °C e fotoperíodo de 16 h de luz, sob iluminação fluorescente. Após 40 dias, foram contabilizados os índices de contaminação e a taxa de explantes responsivos. O tratamento de desinfestação com hipoclorito de sódio a 5%, aplicado em todas as espécies de cactáceas utilizadas neste trabalho foi satisfatório, porém ainda ocorreu contaminação em todos os tratamentos, sendo melhor assim, avaliar outras concentrações e/ou outras formas de assepsia. As altas taxas de germinação e o desenvolvimento completo das plantas obtidas nos tratamentos citados anteriormente demonstram que o meio simplificado CK pode ser utilizado nesta etapa de cultivo. As diferentes concentrações de sacarose utilizadas no meio de cultura durantes os processos, não alterou o desenvolvimento das plantas, no caso da germinação e crescimento inicial, podendo assim reduzir os custos de produção de mudas obtidas via cultura de tecidos.

Autor : MARCIA MIRELE ROCHA CORDEIRO

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Segundo Instituto de Tecnologia Social (ITS) a Tecnologia Social (TS) pode ser definida por um conjunto de técnicas, metodologias transformadoras, desenvolvidas e/ou aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para inclusão social e melhoria das condições de vida, promovendo educação, cidadania, inclusão, acessibilidade, sustentabilidade, participação e cultura. Isso remete para uma proposta inovadora de desenvolvimento de um produto, técnicas ou metodologia, considerando a participação coletiva da comunidade e que represente uma transformação social. Pode está baseado na disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de alimentação, educação, energia, habitação, renda, recursos hídricos, saúde, meio ambiente, dentre outras. Essas tecnologias devem ser simples, de baixo custo e de fácil aplicabilidade, sendo desenvolvidas e/ou aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela. Nesse sentido, este trabalho traz uma possibilidade de abordagem educacional sobre TS. O objetivo foi mobilizar a comunidade acadêmica do Instituto Federal da Paraíba, Campus Monteiro para participar de palestras e oficinas sobre Tecnologias Sociais, especificamente as que foram observadas na ONG Centro Vida Nordeste, entidade social e ambientalista de atuação no semiárido paraibano, precisamente no município vizinho da Prata-PB. Constatou-se que a ONG trabalha com TS no desenvolvimento de produtos, técnicas e/ou metodologias ecologicamente corretas, sustentáveis e inovadoras que posteriormente são reaplicadas na comunidade. Inicialmente, foram observadas as TS implantadas na ONG e escolhidas cinco delas para um estudo detalhado e posteriormente apresentar em forma de palestras e oficinas. Após várias pesquisas sobre o assunto foi feito uma revisão bibliográfica sobre cada tecnologia social. Então, depois foi realizada nova visita à ONG para entrevistar o responsável. Em conversa informal, foram feitas perguntas sobre os projetos, métodos de construção, os materiais, aplicabilidade e custos de cada TS, esclarecendo as dúvidas da equipe. Dentre as tecnologias observadas, foram escolhidas: a casa de isopor, o método de desinfecção solar da água, aquecedor solar de baixo custo, reuso de água cinza e fossa séptica biodigestor. A casa com alvenaria de placas de isopor ou arca das sementes, usa placas de isopor colocadas entre duas malhas de aço galvanizado, substituindo os tijolos. Foi desenvolvida pela ONG para abrigar o banco de sementes do semiárido. O método de desinfecção solar da água (SODIS) serve para tratar as águas provenientes de barreiros, que são colocadas em garrafas PET e expostas à radiação solar. O aquecedor solar de baixo custo (ASBC) absorve a energia solar e a transfere para a água na forma de calor. Foi construído por tubos de PVC rígido e pintados na cor preta e foi implantado no banheiro do escritório da ONG. O reuso de água cinza era realizado por meio de três caixas de plástico interligadas, contendo plantas aguapés para desinfecção da água que era reaproveitada na rega de plantas nativas. A tecnologia de filtração e descarte para água negra com uso de fossa séptica biodigestora era composta por três caixas de fibrocimento interligadas, sendo adicionada mensalmente na primeira, uma mistura de água e fezes bovinas (5 litros de cada), com a finalidade de estimular as bactérias para a biodigestão dos dejetos humanos. A primeira amostra de oficinas aconteceu no evento realizado pelo IFPB - Campus Monteiro, em que foram realizadas oficinas e palestras para a comunidade sobre as tecnologias estudadas. O trabalho mostrou que é possível construir com tecnologias sustentáveis no semiárido e que essas práticas devem ser difundidas e discutidas tanto dentro da academia como nas comunidades e o Centro Vida Nordeste é um exemplo para mostrar não apenas essas tecnologias, mas diversas outras que estão expostas e abertas à visitação.

Autor : LURIAN DA CRUZ DE SOUSA

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:1. Introdução A presente pesquisa apresenta o mapeamento do Programa 1 Milhão de Cisternas Rurais– P1MC na macrorregião semiárida piauiense, correspondendo a 5 Territórios de Desenvolvimento (TD) são eles: TD Vale do Sambito, TD Serra da Capivara, TD Vale do Itaim, TD Vale do Canindé, TD Vale do Guaribas com um total de mais de 80 municípios, esse estudo possibilita averiguar a atuação do programa no estado. O programa tem como finalidade construir cisternas para captação de água da chuva no semiárido e assim amenizar a problemática da água nessa macrorregião. O estudo apresenta dados da efetivação do programa no Piauí espacializando o número de cisternas e famílias beneficiadas, como também apresenta dados referentes a quantidade de cisternas e famílias beneficiadas pelo programa por meio de mapas. 2. Objetivos Geral: Identificar o número de cisternas do P1MC implantadas por Territórios de Desenvolvimento na Macrorregião do Semiárido Piauiense. Específicos: Identificar as IES/ONGs responsáveis pela implantação das cisternas em cada Território de Desenvolvimento da Macrorregião do Semiárido Piauiense. Elaborar mapa da Macrorregião e dos Territórios demonstrando a quantidade de cisternas implantadas e de famílias beneficiadas. 3. Metodologia Na primeira fase: Consistiu no levantamento bibliográfico sobre a temática em estudo. Levantamento e identificação dos órgãos públicos e do terceiro setor responsáveis pela coordenação e execução do programa de convivência com o Semiárido no Estado. Segunda fase: Pesquisa documental em órgãos públicos e do terceiro setor selecionados para realização da pesquisa. A pesquisa documental vale-se de documentos que ainda não receberam tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa (GIL, 1999). A pesquisa foi do tipo exploratório que é desenvolvida com o objetivo de proporcionar visão geral, sobre o objeto de estudo. Tem como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias (GIL,1999). Terceira fase: Coleta de dados em sites específicos de entidades governamentais e não governamentais. Quarta fase: Tabulação e organização dos dados coletados (tabelas, mapas). 4. Resultados e Discussões A macrorregião do semiárido piauiense concentra 185 municípios de acordo com o ultimo de acordo da Superintendência de Planejamento Territorial (SUPLE) e a Secretaria de Estado do Planejamento (SEPLAN), a Lei Complementar n°6.967 de 03 de abril de 2017 redefiniu em territórios de desenvolvimento (TD) da macrorregião. Apesar dos seus potenciais a macrorregião apresenta limitações principalmente com o clima que implica em vários meses de estiagem, modificando a vida da população, que com a ausência de água buscam alternativas com o auxilio de politicas públicas, para melhoria da qualidade de vida e o programa pioneiro neste contexto é o programa 1 milhão de cisternas rurais P1MC. Na macrorregião o programa construiu 35.975 cisternas de 16 mil litros beneficiando 35.975 famílias. Foi possível identificar também órgãos implementadores do programa o estado como Cooperativa de Produção e Serviços de Técnicos Agrícolas do Piauí Associados (COOTAPI); Centro de Formação Educacional para Convivência com o Semiárido Brasileiro (CEFESA); Obra de Kolping do Piauí e outros. 5. Considerações finais A partir da pesquisa foi possível identificar a atuação do programa no Piauí, na finalização da pesquisa percebeu-se na um crescimento no número de cisternas nos territórios sendo importante para efetivação do P1MC no estado. Por meio do mapeamento foi possível observar que o programa necessita ser mais incentivado em alguns territórios, como Vale do Sambito que é o território com a menor atuação do programa, sendo uma questão a ser trabalhada pelos agentes responsáveis, ou seja, nas esferas estadual e federal pelo programa no Estado. Referencias bibliográficas ARTICULAÇÃO SEMIÁRIDO BRASILEIRO – ASA. Mapas de tecnologias. Disponível em: . Acesso em: 20.jun.2018. GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Editora Atlas, 1999

Autor : CARLOS LEANDRO COSTA SILVA

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A presente proposta de pesquisa associa-se às análises dos espaços rurais do município de Quixadá, no sertão central cearense, mormente nos aspectos que envolvem as problemáticas hídrico alimentares no contexto do paradigma da convivência com o semiárido brasileiro. Para realização, partiu-se de pressupostos teóricos estudados em revisões de literatura especializada. Sabe-se que entre os problemas históricos inerentes às famílias sertanejas está o acesso e manejo de água de qualidade para as atividades domésticas e/ou produtivas. Nos últimos trinta anos, vem tornando possível uma considerável melhoria nas condições de vida dessas populações a partir da união entre saberes populares e ciência, sendo os programas de implementação de tecnologias sociais um dos que têm trazido efeitos diretos para os sertanejos. Como milhares de tecnologias têm sido disseminadas, aplicou-se uma proposição metodológica para caracterização do manejo e captação de água de chuvas em uma amostragem de 50 famílias nas comunidades em torno do Açude Cedro, em Quixadá-CE, com o objetivo de estabelecer uma análise da conjuntura social a partir da problemática hídrica associadas às tecnologias sociais. Tal proposição baseia-se na existência de uma diversidade das ocupações dos espaços rurais. Desse modo, as famílias possuem uma variação no tocante a variáveis peculiares para captação/manejo de água pluvial, que são as fontes disponíveis, formas de armazenamentos, a centralização ou descentralização de acesso, os esforços físicos e suas finalidades. Espera-se com essa proposta, divulgar os resultados e construir uma elaboração acurada da situação da área estudada, contribuindo na discussão do paradigma da convivência com o semiárido.

Autor : ALEX BORBA LIRA DANTAS

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A Indústria da Construção Civil (ICC) consome grande parte dos recursos naturais disponíveis, emprega altas quantidades de mão de obra, gera uma cadeia produtiva complexa ao seu entorno, e disponibiliza a infraestrutura necessária para o crescimento de uma comunidade, no entanto, gera uma intensa quantidade de resíduos, a qual ocasiona impactos socioeconômicos e ambientais. Diante desse contexto, faz-se necessária a ampliação dos conhecimentos sobre o reaproveitamento dos resíduos da Construção Civil, sendo assim, este estudo possui como objetivo principal adquirir saberes sobre a reciclagem do RCC, em específico a utilização de resíduos reciclados na produção de blocos vazados de concreto simples. Além de defender a adoção de tais conceitos pelas construtoras brasileiras contribuindo com a redução de impactos ambientais. A aquisição de informações sobre esse tema é de extrema relevância devido à importância destas ações para o meio ambiente e para as futuras gerações. A metodologia desse trabalho baseou-se na busca ativa de informações na literatura formal por meio de dissertações (como a de Gustavo Hawlitschek, apresentada para obtenção de Mestre em Engenharia Civil na Escola Politécnica da USP), monografias (como a de Renata Claúdia Claudiano de Farias, apresentada ao Curso de Engenharia Civil da UEPB), artigos (como a de Mesquita et al, apresentado na Revista Eletrônica de Engenharia Civil da UFG), além de normas e legislações sobre o tema em estudo. Os resíduos da Construção Civil são oriundos de construções, reparos, reformas e demolições de obras de edificações, como também do preparo e da escavação de terrenos. Tijolos, concreto, tijolos cerâmicos, metais, tintas, madeiras, gesso, são exemplos de Resíduos da Construção Civil. Uma medida de reciclagem de grande aceitação é a utilização de agregados produzidos pela britagem de RCC em substituição total ou parcial aos agregados convencionais (como a areia, seixo, pedra britada e pó de pedra) na produção de blocos vazados de concreto simples para alvenaria de vedação, que reproduz a resistência ideal para sua utilização na construção civil. Sabe-se das diversas soluções de reutilização dos resíduos gerados pela execução e demolição das construções, e nesse caso específico, defende-se a utilização de RCC na produção de blocos vazados de concreto simples.

Autor : MARCELO DA SILVA PEDRO

Modalidade : AT 08 - Tecnologias e inovações sociais no Semiárido

Sala : PO - AT 08     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A árvore da castanhola trata-se de uma espécie exótica que é usada no Brasil em florestamento e reflorestamento, que se adaptou as condições climáticas do Brasil, é resistente ao calor, frio, escassez de água, ventos fortes e salinidade. O fruto da castanhola (Terminália catappa linn), possui cerca de 6 cm sendo composta por três camadas bem definidas, uma pele externa (exocarpo), polpa (mesocarpo) e um caroço rígido (endocarpo), neste, encontra-se uma semente oleaginosa, revestida por uma película. O fato de possuir essa semente oleagionosa despertou o interesse em analisar a composição de seus óleos em termos de ésteres graxos. O objetivo do presente estudo, consiste na realização da seleção dos frutos da castanhola (Terminália catappa linn) , e na aplicação de técnicas de extração sem uso de solventes, para obtenção do óleo de suas amêndoas. Visa ainda obter a caracterização do óleo através da cromatografia gasosa, afim de identificar os principais ácidos graxos presentes. Contudo, gerar resultados com intuito de contribuir para a ciência de energia sustentável, através do uso de uma matéria-prima regional como fonte alternativa de óleo que pode ser utilizado como insumo para produtos biodegradáveis. Os frutos da castanhola foram obtidos através na safra da estação do primeiro semestre do ano, na cidade de João Pessoa-PB, foi realizado um mapeamento das árvores em bom estado da região sul próxima a Universidade Federal da Paraíba - UFPB e realizada uma seleção de frutos em uma amostragem de dez árvores. Foram coletados os mais maduros, afim de obter suas sementes (amêndoas, fonte dos óleos graxos) em estágio máximo de desenvolvimento. Para a obtenção das amêndoas do fruto, realizou a lavagem dos mesmos, três vezes, para a retirada de resíduos sólidos indesejáveis e em seguida foram levados a estufa a uma temperatura de 100 ºC durante 24 horas, após o tempo de preparo percorrido os frutos secos foram quebrados manualmente com o auxílio de um martelo de 20mm e luvas , obtendo as amêndoas. Os óleos extraídos sem uso de solventes são mais sustentáveis. Os resultados obtidos mostraram os valores de concentração percentual do óleo de catappa através da cromatografia gasosa, para o ácido hexadecanóico, éster metílico, o ácido : 9-octadecenóico, éster metílico e ácido octadecadienóico (Z, Z) -, éster metílico, representaram aproximadamente 88% da constituição do óleo, sendo o seu perfil cromatográfico de relativa concordância com alguns resultados citados na literatura. O estudo prospectou um fruto de forte presença na região do semi-árido, utilizou da análise local para seleção da matéria-prima e técnicas de extração sem solvente do óleo das amêndoas, assim, obteve-se um indicativo de uma alternativa de substrato com forte presença dos principais ácidos graxos utilizados na obtenção de produtos biodegradáveis. Os resultados direcionaram valores qualitativos e quantitativos para futuras pesquisas, onde o foco será no tratamento oxidativo do óleo Terminália catappa e na busca significativa de uma alternativa sustentável de combustível.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas