Autor : RENATO CÉSAR DE MELO FREIRE

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Segundo a Lei nº 9.795/99, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, por ser um componente essencial e permanente da educação nacional, a educação ambiental  deve estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo. Isso implica ações de educação ambiental, em caráter formal e não-formal, visando conscientizar, criticamente, as comunidades sobre a importância, para as presentes e futuras gerações, de se proteger e preservar o meio ambiente. Na perspectiva legal, para que isso ocorra, as instituições educativas devem promover a educação ambiental de maneira integrada aos seus programas educacionais. Em escolas de formação de técnicos agrícolas, situadas no semiárido, se apresenta como medida relevante inserir nos seus programas modalidades de processos agroecológicos que contribuam para o combate à seca e desertificação. Agricultura Sintrópica, distintamente da tradicional, se apresenta como uma alternativa para esse tipo de ação educacional, ante o poder de regenerar áreas degradadas, visto que concilia produção agrícola com recuperação e conservação ambiental. Extrapolando o convencional, sobretudo, em face à independência de insumos industrializados (agrotóxicos e fertilizantes químicos), essa modalidade, de base agroecológica, permite, mediante técnicas simples de incorporação de matéria orgânica ao solo, a produção de alimentos orgânicos de qualidade e, ao mesmo tempo, recuperação de ecossistemas florestais, solos e nascentes. Este trabalho tem como objetivo divulgar a importância da agricultura sintrópica para produtores rurais, especialmente, agricultores familiares de áreas afetadas pela seca e desertificação. Ações de educação ambiental, nesse sentido, foram realizadas na III Feira de Ciências, da Escola Agrícola de Jundiaí/UFRN, durante dois dias. A atividade foi planejada em três etapas: triagem de material audiovisual sobre agricultura sintrópica; elaboração de folder didático, contendo os princípios dessa agricultura; e apresentação de filmes, em seis sessões de quarenta minutos, aos visitantes, entre os quais, agricultores familiares. Essa ação de educação ambiental incluiu rápida abordagem diagnóstica sobre a temática, realizada sem interferência direta dos facilitadores da ação, nesse momento, e com a finalidade não só de perquirir sobre os conhecimentos prévios do público presente, mas, também, instigar e despertar curiosidades quanto à sintropia. Em seguida, houve exposição de vídeo do “Ernest Gosch”, idealizador da agricultura sintrópica. Ao final, foram distribuídos folders e realizados debates com o público, acerca dos princípios e vantagens da sintrópia. Participaram da ação cerca de 180 pessoas (alunos da EAJ, de escolas da zona rural do RN, membros de associações de agricultores familiares e representantes do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Meio Ambiente-IDEMA). Essa ação também foi desenvolvida com agricultores do município de Parelhas/RN, enquanto projeto de extensão, no evento MEU MUNICÍPIO MEU AMBIENTE, realizado pelo IDEMA. Afinal, compete à educação ambiental formar sujeitos críticos, mediante um processo educativo que, subvertendo a lógica capitalista, combata a degradação ambiental, a desigualdade social e a vulnerabilidade alimentar da população rural, por ela causadas. Divulgar ações eficientes, relativamente a sistemas produtivos que promovam a redução da desertificação, resultante de ambientes naturais degradados por ações antrópicas, como o semiárido nordestino, representa um olhar preocupado em como vencer a insegurança alimentar e gerar renda para os que habitam essas regiões, por meio de atividades agroecológicas conciliadas com as particularidades fitogeográficos da Caatinga. Assegurar a subsistência não implica colocar em risco a saúde, o bem-estar e a segurança da população rural, desde que a atividade econômica que ela desenvolve esteja integrada aos movimentos e ciclos da natureza, como no caso da agricultura sintrópica.

Autor : ULYSSES XANDOCA DE MEDEIROS

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O avanço tecnológico aliado ao crescimento da globalização afeta diretamente o cotidiano da humanidade em aspectos práticos e vantajosos, por outro lado carrega efeitos não desejáveis, como a geração desordenada de resíduos sólidos, tal temática necessita de uma abordagem mais minuciosa e clara do prejuízo que esta se atribuindo ao meio ambiente. Um dos principais meios de se tratar sobre o assunto é a educação ambiental em sala de aula, levando conceitos, dados, parâmetros e instruções, para que a comunidade estudantil se inteire ao problema e possa se tornar uma fração mais consciente sobre a questão (MEDEIROS et al., 2018). Analisar a situação atual dos alunos a cerca do assunto de reutilização de resíduos e projetar um papel futuro de ações que possam amenizar qualquer tipo de falta de conhecimento ou recursos para que a conscientização seja engajada e impulsionada pelos próprios agentes do meio. Estabelecer padrões e formas de uso como também reuso em certos segmentos que causem as maiores parcelas de resíduos atualmente no cotidiano familiar e escolar. Este estudo foi realizado com alunos do ensino médio entre 15 a 17 anos na rede estadual escolar da Paraíba no município de Sumé, integrado ao projeto de extensão da Universidade Federal de Campina grande (UFCG) que tem como objetivo a redução e conscientização da geração de resíduos eletrônicos na cidade. Tal pesquisa pode ser classificada como, pesquisa quantitativa, que quantifica os dados para responder um questionamento, pesquisa qualitativa, que explora informações mais subjetivas e em profundidade, e exploratória, que consiste na realização de um estudo para a familiarização do pesquisador com o objeto que está sendo investigado durante a pesquisa (DALFOVO et al., 2008). Como continuidade foram construídas e ministradas uma série de aulas a cerca dos principais temas que se apresentaram propícios pela análise do grupo, e juntamente aos encontros, se deu espaço para oficinas interativas e deram dinâmica ao acompanhamento Como um dos resultados da pesquisa se notou que a grande parte dos alunos apresenta certo desconhecimento sobre a gestão dos resíduos ideal por lei e de como ela acontece na sua cidade, de certa forma se tornando agentes passiveis a cobranças públicas de respectivos responsáveis a tomarem medidas cabíveis para que se amenize ou até acabe com as ameaças desses possíveis riscos ocasionados pelo descarte, manuseio e destino incorreto. Um ponto importante que se pode observar a partir da análise, foi que mesmo evidenciando esse certo desconhecimento, os alunos se posicionaram a favor de medidas que pudessem inseri-los nessa discussão e determinadas ações, mostrando que a educação ambiental se faz necessária e está sendo trazida de forma ineficiente para o contexto escolar. Uma dessas medidas foi a implementação de lixeiras específicas para resíduos eletrônicos iniciando uma melhoria na gestão de resíduos da escola trazendo os alunos ao contexto. Os alunos entrevistados reconhecem a importância da educação ambiental inserida no seu cotidiano escolar e familiar, para que com isso se possa construir uma sociedade mais consciente e sustentável acerca dos problemas ambientais (DA SILVA, 2017). Sabe-se que a educação em sala de aula não é suficiente para resolver por completo tais problemáticas, mas é uma peça fundamental para promover uma sociedade mais cidadã. Uma forma de incentivá-los mais é através da educação ambiental, pois os ensina, a saber, como ser diante ao meio ambiente. Desperta um interesse sobre os assuntos ambientais e a ter consciência ambiental.

Autor : PEDRO LUCAS FERREIRA BATISTA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O presente trabalho objetiva traçar um recorte analítico sobre a fase diagnóstica do programa de letramento digital com uso da robótica educacional, UFERSA, Angicos. O trabalho é parte das ações do LATIC (Laboratório de Tecnologias da Informação e Comunicação aplicada ao Contexto Educacional) e está sendo realizado a partir de demandas advindas da secretaria de educação do município de Fernando Pedroza –RN, sendo aplicado na Escola Municipal Fabricio Pedroza e Escola Estadual Francisca Alves. No município citado, a secretaria da educação relatou que a cidade possui o IDEB muito baixo e apresenta problemas de retenção, causada em parte significativa por dificuldades no processo de alfabetização, cujo impacto é sentido especialmente nas turmas de 4º e 5º ano do ensino fundamental I. Encontramos um alto nível de reprovação decorrente a deficiência do processo de alfabetização desses alunos, e suas maiores dificuldades são leitura e escrita. Além disso, buscamos com a efetivação deste programa contribuir para o processo de letramento digital dos alunos. Para buscar uma solução para o referido problema recorremos ao uso da Robótica Educacional inspirada na perspectiva freiriana e como metodologia, para a fase do programa relatada aqui, efetuamos a realização de uma avaliação diagnóstica com base em pesquisa qualitativa. Utilizamos como instrumentos de coleta de dados a observação participante, questionários e entrevistas com discentes, docentes e gestão escolar no qual coletamos dados tanto do município como da escola, como: histórico, estrutura, dificuldade e característica da instituição de ensino. Em seguida fizemos uma nova entrevista com os professores em referência ao plano de aula, aonde discutimos sobre o desempenho dos alunos e as suas dificuldades no aprendizado, quais assuntos eles tinham mais dificuldades, e etc. Tal entrevista serviu para que pudéssemos identificar os problemas de cada turma. Após obter essas informações passamos para a roda de conversa com os alunos onde coletamos os dados sobre algumas tematizações propostas para trabalhar o método freiriano. Os dados colhidos nos revelam informações sobre motivações para aprender e temáticas de interesse dos alunos, que irão ajudar na hora de implantar a didática em sala de aula, como matérias favoritas ou que não tem afinidade, super-heróis favoritos, animais que mais gostam e entre outras, além das dificuldades educacionais e de locomoção que certos alunos enfrentam por residirem na zona rural, e demais problemas enfrentados pelos mesmos. Enfim, usamos os dados obtidos nas entrevistas como subsídio para o planejamento pedagógico das oficinas de robótica. Desta forma, visamos trabalhar as dificuldades relatadas por seus professores, como escrita, leitura, dificuldade em matemática e entre outras, aliadas a assuntos de seus interesses (aos moldes de palavras-geradoras ou temas de aula) para potencializar o processo de ensino-aprendizagem no ambiente de robótica educacional. Desta forma, ao usar da robótica educacional aliada a educação contextualizada e adaptando o método freireano, esperamos tornar as oficinas ainda mais atrativas e focadas para atender as dificuldades específicas da escola e dos discentes.

Autor : FRANCISCA MARTA MEDEIROS DOS SANTOS

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Os trabalhos que envolvam as noções dos indivíduos sobre a paleontologia são relevantes para entender processos geológicos e biológicos na história da Terra. Porém este tema é pouco abordado na educação básica, devido a carência nos livros didáticos, desta forma, os discentes aprendem sobre o conteúdo através de outros recursos, como televisão, exposição de fósseis, entre outras coisas. O objetivo desta pesquisa foi analisar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o tema Paleontologia, foram entrevistados 27 alunos do 2° ano de uma escola pública da cidade de Patos, com faixa etária de 16 a 20 anos. Foi aplicado um questionário com questões de múltipla escolha e dissertativas. Através dos resultados foi possível perceber que a forma mais utilizada para aprender sobre o tema é a televisão (filmes, documentários, reportagens), foram 70,37%. Sobre a definição da Paleontologia, 62,96% não souberam responder, baseado nisso, os resultados mostraram que parte dos alunos, mesmo assistindo a documentários, não tem um conhecimento adequado sobre o tema em destaque. Assim, faz-se necessária a estruturação de projetos educacionais que aproximem os alunos do conteúdo citado.

Autor : CLÁUDIA MARIA ALVES PEGADO DANTAS

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A busca por metodologias como facilitadoras para a articulação da educação ambiental com as várias áreas do conhecimento no momento do processo de ensino aprendizagem é fato, necessário e relevante para acontecer. Para tanto, esse trabalho objetivou avaliar e divulgar para docentes pesquisadores uma alternativa viável, dinâmica e motivadora para abordagem da educação ambiental. Foi realizada pesquisa bibliográfica, campo e descritiva (Prestes, 2005) a partir da realização da técnica de observação (Marconi; Lakatos, 2010) em Sousa, Paraíba no período de maio a outubro do corrente ano. Para tanto, com visitas, observações e registros fotográficos constatou-se em ambientes da zona urbana e rural do município de Sousa que um professor, não tradicionalista, numa aula de ensino regular em conjunto com pesquisa de campo pode focar temáticas ambientais locais, regionais e nacionais como as 23 exemplificações a seguir: 1)Educação ambiental e indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão no semiárido paraibano; 2)Educação ambiental, história e geografia do Município de Sousa;3)Educação ambiental e sensibilização no semiárido paraibano;4)Educação ambiental e Unidades de Conservação; 5) educação ambiental e Vale dos Dinossauros; 6)Educação ambiental, meio ambiente e semiárido; 7)Educação ambiental e impacto ambiental;8)Educação ambiental e gestão de resíduos sólidos;9)Educação ambiental e empreendedorismo;10)Educação ambiental e crise ambiental;11)Educação ambiental e tipos de poluição ambiental;12)Educação ambiental e a Lei 9795 de 27 de abril de 1999 que Institui a Política Nacional de Educação Ambiental e providências; 13)Educação ambiental, meio ambiente a partir do artigo 225 da Constituição Federativa do Brasil de 1988;14)Educação ambiental e saúde ambiental;15)Educação ambiental articulada à economia e a segurança do trabalho;16)Educação ambiental e o papel da sociedade com relação ao meio ambiente;17)Educação ambiental e recursos naturais;18)Educação ambiental e equilíbrio ambiental;19)Educação ambiental e desenvolvimento sustentável;20)Educação ambiental, a informática e o meio ambiente; 21)Educação ambiental e ecoturismo; 22) Educação ambiental e agronegócio sustentável; 23) Educação ambiental e arborização urbana. Para tanto, esse professor pode oportunizar discussões sobre potencialidades, desafios e soluções para o semiárido paraibano através da educação ambiental com o uso da metodologia aula e pesquisa de campo em conjunto. Como afirma Libâneo (2009, p. 89) o processo de ensino é uma atividade de mediação pela qual são providas as condições e os meios para os alunos se tornarem sujeitos ativos na assimilação de conhecimentos. O mesmo autor ainda destaca que essa unidade entre ensino e aprendizagem fica comprometida quando o ensino se caracteriza pela memorização, quando o professor concentra na sua pessoa a exposição da matéria, quando não suscita o envolvimento ativo dos alunos (2009,p.91). Essa metodologia ensino possibilita articular a teoria e a prática, o desenvolvimento do senso reflexivo e crítico por parte dos alunos, bem como, a construção do conhecimento científico e responsabilidade socioambiental. Assim, como afirma Jacobi (2005, p.233): “Num contexto marcado pela degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, isso envolve um conjunto de atores do universo educativo em todos os níveis, potencializando o engajamento dos diversos sistemas de conhecimento e a sua capacitação numa perspectiva interdisciplinar. Os educadores têm um papel estratégico e decisivo na inserção da educação ambiental no cotidiano escolar, qualificando os alunos para um posicionamento crítico face à crise socioambiental, tendo como horizonte a transformação de hábitos e práticas sociais e a formação de uma cidadania ambiental que os mobilize para a questão da sustentabilidade no seu significado mais abrangente”. Conclui-se que o uso de aula e pesquisa de campo, em conjunto, no semiárido paraibano é uma alternativa facilitadora para o processo de ensino aprendizagem e para sensibilização ambiental. Por sua vez, quando bem planejada a aula, se oportuniza ações de investigação, reflexão, de aquisição de conhecimentos de forma integrada, interdisciplinar e contextualizada.

Autor : DANIELE CLAUDINO MACIEL

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O lixo é considerado de maneira geral pelas pessoas tudo aquilo que se joga fora e que não tem mais utilidade, contudo o lixo engloba uma massa indiscriminada de materiais, compostos de vários tipos de resíduos, que precisam de manejo diferenciado. Apesar de convivermos diariamente com o lixo, inclusive porque o produzimos, ainda é possível notar que muitos desconhecem ou relevam a importância do descarte e destino do lixo de forma correta. Assim, dentre as medidas necessárias para diminuir os impactos causados pela geração e acúmulo do lixo, a educação ambiental mostra-se como ferramenta imprescindível. Neste sentido, questionários a respeito da temática “Lixo e ambiente”, com questões objetivas e subjetivas foram aplicados aos discentes do IFAL, Campus Piranhas. Os dados coletados foram analisados e a partir dos resultados obtidos deu-se início as ações de conscientização com os alunos do campus, sendo estas, a confecção e exibição de cartazes instrutivos relacionados ao tema, exposição de objetos feitos a partir de material reciclado e a ocorrência do 1º Encontro de Meio Ambiente e Sociedade do IFAL Campus Piranhas, no qual docentes de diversas áreas discutiram sobre a problemática do lixo de forma interdisciplinar.

Autor : ALICE MONIQUE ARAÚJO ALBINO

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A robótica é uma esfera de pesquisa que visa o auxílio do homem em suas tarefas, sejam elas complexas ou repetitivas, se fazendo presente em diversos âmbitos como a medicina, indústrias e no entretenimento. Por ser aplicável em diversas áreas de conhecimento, à sua principal característica é a interdisciplinaridade. Recentemente, a robótica chegou no ambiente escolar, deixando de lado a visão de robô apenas como máquinas de indústrias e negócios, abrindo um leque de possibilidades para o auxílio no processo de ensino-aprendizagem, podendo ser aplicada na física, química, língua portuguesa, matemática, e diversas outras. De acordo com dados de secretarias de educação de escolas municipais do Semi-Árido, os alunos do 4º anos do ensino fundamental I apresentaram elevado índice de retenção escolar, ocasionada, especialmente, por um déficit no processo de alfabetização. Nesse contexto, o trabalho objetiva, por meio da fase de investigação de temas e palavras geradoras inseridas em uma releitura da metodologia de alfabetização freireana, planejar oficinas interdisciplinares de robótica educacional para o auxílio no processo de ensino-aprendizagem dos mesmos. Para a realização do diagnóstico foi realizada uma entrevista/pesquisa com os membros que compõe o ambiente escolar das escolas escolhidas por meio do índice de reprovação de Angicos/RN e Fernando Pedroza/RN, alunos e professores de ambos os turnos, matutino e vespertino das turmas do 4º ano, procurando saber o número total de alunos, quantidade de repetentes, faixa etária etc. Os alunos do 4º ano possuem faixa etária de 8 a 11 anos de idade, as escolas do município de Angicos/RN: Escola Municipal Espedito Alves possui um total de 40 alunos, subdivididos em 17 no turno matutino e 23 no vespertino, assim como também a Escola Municipal Maria Odila são 3 turmas com 27, 25 e 17 alunos cada, já no município de Fernando Pedroza/RN: Escola Estadual Francisca Alves são turmas de 27 e 17 alunos , a Escola Municipal Fabrício Pedroza trabalhamos com turmas de 27 e 17 alunos. De acordo com os resultados obtidos, a maioria dos alunos tem preferências por matérias em que o foco principal não seja a prática/ensino da leitura, ou seja, matérias como português e história são consideradas matérias chatas e pouco interessante por parte deles. E que matérias como matemática, ciências e geografia são as suas preferidas. Diante desses resultados foi observado que as matérias preferidas apontadas por eles possuem uma didática diferente, didática essa que inclui brincadeiras, jogos exercícios etc. que as tornam menos cansativas e bastante interessante para eles. Com o auxílio das oficinas tornamos esse aprendizado mais eficaz no processo de ensino/aprendizagem dos alunos, fazendo com que os mesmos pudessem interagir com os demais colegas e tornar as aulas dinamizadas e com um rendimento maior de toda a classe. Enfim, com base nos resultados obtidos notasse que os alunos apresentaram bastante dificuldade em leitura e interpretação de textos, entretanto, a aplicação de atividades dinâmicas com o auxílio dos temas geradores e o acompanhamento íntegro durante as oficinas de robótica educacional, devolve-se o entusiasmo no aprendizado, facilitando a assimilação do conteúdo das matérias em que eles têm maiores dificuldades, proporcionando um maior interesse na aprendizagem, melhorando o comportamento, coletividade e o senso de organização.

Autor : RAFAEL NUNES ROMANO

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:No transcorrer do seu desenvolvimento, o homem tem modificado seu estilo de vida com novas descobertas tecnocientíficas essas que antes eram feitas a partir da integração com o meio ambiente. Ao longo de suas aquisições o homem vem perdendo a noção de inclusão com ambiente, aceitando assim uma consciência egocêntrica que está acarretando no esgotamento dos recursos naturais. O processo de degradação ambiental e a exploração desordenada dos recursos naturais ameaçam a economia, qualidade de vida da população e do meio ambiente; assim o desenvolvimento sustentável constitui uma das prioridades de ação conjunta de toda a sociedade, com a finalidade de suavizar os impactos ambientais em detrimento às atividades indiscriminadas do homem. O presente trabalho tem como objetivo realizar ações voltadas à educação ambiental, mostrando também as ações do órgão ambiental (SUDEMA) no semiárido paraibano, área de atuação que compreende 92 municípios. Deste modo, fomentando a participação da comunidade escolar, sobretudo, nas escolas com a nova tendência de educação com o ensino integral. A realização de eventos de âmbito internacional no Brasil, a exemplo da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como ECO-92, na década de 1990 fez com que a educação ambiental ganhasse maior relevância no Brasil, e recentemente, em 2012 podemos destacar a conferência RIO+20, que teve como objetivo a renovação dos compromissos entre os políticos para o desenvolvimento sustentável e definiu uma agenda sustentável para as próximas décadas, apontando preocupação com as condições de sobrevivência futura do nosso planeta. Este trabalho é fruto de um projeto de Educação Ambiental, que de forma interdisciplinar, está sendo desenvolvido na Escola Cidadã Integral Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dr. Dionísio da Costa (PREMEM), localizada na cidade de Patos-Paraíba. A escola possui parceria com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA), onde a equipe de fiscalização do órgão do núcleo regional de Patos está desenvolvendo esse trabalho. Por meio de reuniões que estabeleceu o enfoque de quatro ações continuadas, que compreende: abordagem da legislação ambiental, bem como dados estatísticos e levantamentos dos crimes ambientais praticados no sertão paraibano; construção de uma composteira, implantação da horta ecológica produzida pelos alunos; reutilização de materiais recicláveis, focando o acesso a novas tecnologias; confecção de um álbum de folhas coletadas na própria escola. O projeto iniciou-se em Julho de 2018 e se estenderá até o mês Dezembro do corrente ano, o curso atende a quinze alunos do Ensino Médio. Dessa forma, o projeto vem alcançado o seu objetivo, desempenhando seu papel por meio da educação ambiental. A equipe de atuação, por meio dos instrumentos de medições ambientais, técnicas de captura de animais, vem obtendo os resultados esperados, uma vez que, a consciência ambiental está sendo trabalhada e há percepção na mudança de postura dos alunos quanto às questões ambientais, a equipe além de fazerem parte do órgão SUDEMA de Patos – PB são estudantes do curso de engenharia florestal e Ciências Biológicas da UFCG; Eduarda Loise de Oliveira Figueiredo está desenvolvendo a arborização da escola por meio de arvores nativas da caatinga, Rilsuênia Souto está desenvolvendo o trabalho de identificação das plantas e um álbum de folhas; Rafael Nunes Romano, pensando no desperdício dos restos de alimentos que a escola produz, está desenvolvendo com os alunos uma composteira para a produção de adubo orgânico, que posteriormente será utilizado na horta vertical, Alex Bruno da Silva Farias está desenvolvendo o trabalho de reutilização de materiais recicláveis na construção de uns óculos de Realidade Virtual Aumentada, por fim, o Fiscal Edson Oliveira, está produzindo gaiolas ecológicas e palestras sobre os crimes ambientais e suas consequências.

Autor : BRUNA LARA BORGES DA SILVA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O Semiárido brasileiro compreende uma área de 975 mil Km², abrangendo 1.189 municípios de nove estados. Neste espaço geográfico vivem cerca de 25 milhões de pessoas. Apesar de ser considerada a região a mais pobre do Brasil, o semiárido tem riquezas exuberantes, que refletem nas histórias de povo, suas raízes, aspectos culturais, sociais, políticos, subjetividades, religiosidades, etc. Este trabalho teve como objetivo analisar as experiências do Projeto de Educação Contextualizada no Semiárido dentro do ambiente da Escola Municipal Liberato Vieira, localidade Brejo da Fortaleza, Município de Ipiranga do Piauí, e seus benefícios para a educação escolar. Para obter as informações foram realizadas observações in loco, além de entrevista semiestruturada com gestores e docentes, a fim de identificar: como foi implantado e está sendo desenvolvido o projeto de Educação Contextualizada no Semiárido na escola; os materiais utilizados; as metodologias e práticas pedagógicas adotadas; e o envolvimento e contribuições para a comunidade escolar. O trabalho realizado na escola busca sempre a integração com a família. Para isso são realizadas uma série de ações que resultam na participação dos responsáveis, como: reuniões, palestras, culminâncias de projetos, datas comemorativas, formações etc. Alguns pais procuram a escola voluntariamente para saber do desempenho de seus filhos e colaborar com as atividades desenvolvidas, demonstrando acreditar na proposta da escola, que tem resultado em melhorias na aprendizagem e na relação escola/família/comunidade e até na própria comunidade. A Educação Contextualizada surge como uma proposta metodológica para os educandos avançarem na busca pelo desenvolvimento da região e por uma educação em que a cultura seja um instrumento primordial no processo educacional. Essas estratégicas metodológicas usadas no processo de ensino-aprendizagem na escola que priorizam o protagonismo do aluno, incentivam seu interesse e seu envolvimento. Assim, esta pesquisa proporcionou o entendimento de como ocorreu a construção coletiva da Educação Contextualizada em uma escola do Município de Ipiranga do Piauí, possibilitando o conhecimento e a compreensão crítica dos aspectos sociais, históricos, políticos, econômicos e culturais que levaram à sua implementação, identificando as potencialidades do trabalho para o desenvolvimento sustentável no semiárido. A reflexão sobre as práticas educativas desenvolvidas na escola permitiu identificar também os desafios enfrentados e benefícios conseguidos pela instituição pesquisada, além de, principalmente, reforçar a importância delas estarem relacionadas às demandas levantadas junto à comunidade, demandas estas que permitiram criar estratégias didático-pedagógicas que fomentaram e fomentam a compreensão crítica do contexto em que os sujeitos das ações estão envolvidos.

Autor : MARIA GILCARLA LIMA DE SOUSA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução De acordo com a Resolução CD/FNDE n o 18, de 21 de maio de 2013, a transição para a sustentabilidade nas escolas deve ser promovida a partir de três dimensões inter-relacionadas: espaço físico, gestão e currículo. Tudo isso aliado à gestão de processos ambientais por meio de Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida. A Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola (Com-Vida) é elemento estruturante na constituição de espaços educadores sustentáveis. Trata-se de um colegiado que envolve estudantes, professores, gestores, funcionários, pais e comunidade com o objetivo de promover a sustentabilidade na escola em todas as suas dimensões, estabelecendo relações entre a comunidade escolar e seu território em busca de melhoria da qualidade de vida. A originalidade desse coletivo é estimular e fortalecer a liderança estudantil na definição dos destinos da escola. Orientada por esses objetivos, a Com-Vida anima um espaço de construção coletiva do futuro que se deseja e, para isso, estabelece a “Agenda 21” na Escola. (FNDE, 2013) Educação ambiental é uma das formas mais indicadas para o resgate de valores que incluem o respeito pela diversidade cultural e biológica, pontos fundamentais para a conservação do meio e o convívio equilibrado entre diferentes culturas e, entre estas, e a natureza. A educação ambiental deve ter como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo ou lugar, em seus modos formal, não formal e informal, promovendo a transformação e a construção da sociedade” (WWF/ ECOPRESS, 2000:22). A participação da comunidade escolar como um todo é um dos mais eficazes meios de desenvolvimento de unidades de conservação. O fortalecimento de projetos de cunho comunitário, levam à participação efetiva e garante um maior alcance dos objetivos iniciais de um projeto. O fato de que a maioria das pessoas não estarão habituadas a participarem de atividades ambientais faz com que nem todos tenham consciência de seus direitos a uma vida de qualidade em harmonia com a natureza, e menos ainda de seu potencial transformador enquanto cidadão. Transformar um espaço escolar em espaço de preservação e conservação ambiental reforça mais ainda a educação enquanto meio de modificação tanto da realidade social quanto da ecológica. As áreas naturais são ideais para o aprendizado pela experimentação direta, o que favorece a incorporação de valores abrangentes, podendo assim despertar maior interesse e motivação no engajamento e na participação em mudanças que reflitam a integração das populações locais com a natureza. (PADUA, 2012, p. 55) Se faz necessária a implantação de um compromisso ético que evidencie as conexões entre o homem e o meio natural. Onde sob a égide desse compromisso ético sejam firmadas parcerias que possibilitem encontrar novas ideias de transformações culturais e econômicas, para a garantia do desenvolvimento das sociedades, sem que haja a degradação ambiental, onde homem e natureza sejam agentes ativos no processo de interação, garantindo que sejam supridas as necessidades de um sem o prejuízo do outro. É preciso que haja nesse processo a clareza de que tanto a natureza como o homem têm suas necessidades próprias, para que seja garantido um futuro sustentável no planeta. Humanos e natureza precisam ser compreendidos como semelhantes, visto que o homem é parte integrante da biodiversidade. Transformar a EEEP Raimundo Saraiva Coelho em um espaço ecológico para estudo e desenvolvimento de atividades sustentáveis, sob a égide de um compromisso ético/ambiental, onde sejam firmados compromissos e parcerias para realização de estudos interdisciplinares e pesquisas, que possam redimensionar as práticas ambientais dentro da instituição escolar, surge como objetivo principal deste trabalho. Metodologia O primeiro passo do projeto foi uma visita no segundo semestre de 2018 à sede do Geopark Araripe, na Universidade Regional do Cariri – URCA, no campus Pimenta – Crato/ CE com alunos da EEEP Raimundo Saraiva Coelho, onde foi possível observar os melhores locais para realização de aulas de campo com alunos de segundo ano nos Geossítios Parque Ecológico Fundão e Riacho do Meio, localizados nos município cearenses Crato e Barbalha, respectivamente. Após observação dos modelos de desenvolvimento sustentável do Geopark Araripe consolidou-se a ideia de transformar o espaço físico da escola em um laboratório a céu aberto, para estudo da biodiversidade local. Verificada a necessidade de ampliação da área de cobertura verde no espaço providenciou-se a aquisição e plantio de mudas de espécies nativas de sombreio e frutíferas da região como oiti, jatobá, pau-ferro, ipês, dentre outras espécies, nas Secretaria Municipais de Meio Ambiente nos municípios de Juazeiro do Norte e Crato. Devido ao período de estiagem na região do semiárido nordestino foi desenvolvido um de sistema de irrigação para mudas com garrafas pet, seguido de um trabalho de reconhecimento das espécies vegetais existentes no terreno da escola, bem como a identificação por placas com sistema de reconhecimento digital (QR code), tanto de árvores quanto de plantas ornamentais fixados no formato de placas utilizando galhos secos das árvores podadas. A abundância de árvores frutíferas como mangueiras e cajueiros garantem um estoque diário de folhas secas no solo, daí veio a ideia de criação de uma composteira para reciclagem de folhas secas a serem transformadas em adubo orgânico. A limpeza do espaço escolar e o destino correto do lixo se constitui enquanto problemática, visto à extensão da área do terreno. A flora local atrai exemplares da fauna como saguis, insetos e grande diversidade de pássaros típicos da região, que estão sendo devidamente observados e catalogados e catalogação. Ao longo das atividades a escola deverá contar com um acervo de exsicatas, uma trilha ecológica já delimitada e em fase de construção e espaços de convivência para aulas ao ar livre, priorizando a utilização de material de refugo nas atividades de construção de objetos e/ou espaços. Por ser um projeto a longo prazo deverá haver a formação de equipes de guias orientadores para a visitação de outras instituições educacionais ou de pesquisa, consolidando a escola enquanto espaço ecológico, dentro dos padrões do Selo Escola Verde e das propostas do Com-Vida. Outro aspecto importante são as parcerias com o Projeto Urbanart de arte urbana através da grafitagem, da área de Linguagens e Códigos que tem como objetivo o aprendizado através da arte do grafite enquanto instrumento de comunicação universal e meio de integração no mundo atual, com gestão escolar, educandos/educadores, comunidade local, Com- Vida, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Ibama, Geopark Araripe – URCA e escolas parceiras. Resultados A EEEP Raimundo Saraiva Coelho teve um aumento de 30 unidades de árvores de sombreio e frutíferas, com preparação para recebimento de mais 50 mudas até o final do ano de 2018, com sistema simplificado de irrigação com materiais descartados, aumentando sua cobertura verde com espécies da flora nordestina, conta atualmente com um sistema de compostagem de folhas para produção de adubo orgânico a custo zero, iniciou a criação de uma mini trilha que será um corredor verde onde alunos e pesquisadores poderão observar o desenvolvimento de plantas e animais dentro da instituição escolar, conta com um sistema de identificação digital para as espécies vegetais que já possui sendo expansível para as novas espécies. Os educandos estão desenvolvendo senso de sustentabilidade e de responsabilidade ambiental e social, observando os conceitos de reciclagem e reuso de resíduos que a própria escola produz, além do que conseguem dimensionar que a natureza é o maior de todos os laboratórios para o estudo da Biologia e que a aplicabilidade dos conteúdos está ao seu redor e em neles mesmos e que a educação ambiental pode permear todas as disciplinas. Na atualidade a instituição escolar é um ponto de partida em que, independente de faixa etária, toda a comunidade integrante interage e aprende em parceria. De acordo com BURITY (2012, P. 48) a educação desenvolve-se num contexto de complexidade, procurando trabalhar não apenas a mudança cultural, mas também a transformação social, assumindo a crise ambiental como uma questão ética e política. A escola, quando tem seu potencial ecológico desenvolvido, pode se transformar em um laboratório de aprendizagem a céu aberto, fornecendo componentes essenciais para manter a vida silvestre dentro de seu espaço físico, trazendo oportunidade de experiência e aprendizagem para todas que fazem parte de suas vivencias. Segundo Legan (2009, p. 14): A construção de um Habitat na Escola é um conceito profundo no universo da pedagogia educacional. Nós consideramos a biblioteca uma ferramenta essencial para crianças e nunca podemos imaginar a escola sem ela. O mesmo podemos dizer sobre o laboratório de informática. Não ter essas instalações significa não estarmos preparando os estudantes com as habilidades necessárias para que eles sejam bem-sucedidos no futuro. Pois bem, agora é preciso reconhecer as lições que a natureza pode ensinar por meio do Habitat na Escola. No século XXI esse tipo de conhecimento é tão importante quanto a leitura e a informática. É uma necessidade básica da educação. Com um projeto que possui resultados a curto, médio e longo prazo fica mais fácil alcançar a missão social a que a escola se propõe, de integrar teoria e prática no cotidiano de seus educandos, promover a interação entre escola e comunidade, promoção da interdisciplinaridade, construir novos e significativos conhecimentos e, acima de tudo preparar para a cidadania. Discussão Os esforços para a melhoria da aprendizagem são mais válidos quando os conteúdos sistematizados pela educação podem se tornar significativos para educandos e educadores, dentro de uma perspectiva do local para o geral, compreender a biodiversidade da região Nordeste tem possibilitado a alunos da EEEP Raimundo Saraiva Coelho uma aprendizagem concreta em Biologia e Educação Ambiental, com a construção de novos saberes a partir de sua realidade. Os resultados mostram 71 alunos das turmas de segundo ano, disciplina de Biologia, com médias reprovativas no primeiro bimestre, onde as aulas eram mais teóricas e aconteciam dentro das salas; no terceiro bimestre, quando os alunos passaram a encontrar tanto no ambiente interno quanto externo à sala de aula suporte para sua aprendizagem, baseando-se no concreto, na experimentação, na observação em campo essa quantidade diminui para 09 alunos com média geral abaixo da média estipulada pela escola, que é sete (7,0), uma diminuição em 85,91% de resultados insatisfatórios. Os assuntos abordados na série estão relacionados aos seres vivos, os espaços da escola são depósitos de biodiversidade que, sendo explorada pedagogicamente viram suporte para melhoria da aprendizagem. Conclusões Não existe nada mais significante para os ser humano do que criar um habitat de proteção para a vida, um espaço seguro para plantas, mamíferos, répteis, anfíbios, aves, insetos. Mesmo o menor dos espaços, mesmo em áreas urbanas, pode ser transformado em uma área de preservação. A criação de um habitat garante a sobrevivência de espécies diversas, desde unicelulares aos mais evoluídos e quando isso ocorre em um espaço escolar os educandos tem a oportunidade de vivenciar o conhecimento que é sistematizado em sala de aula, tornando-o significativo e transformador. Uma educação para a sustentabilidade pressupõe a criação de um meio onde as pessoas possam viver e trabalhar de forma harmônica com os recursos naturais. Para que isso aconteça se faz necessário que o ambiente natural, o desenvolvimento econômico e a vida social sejam vistos como dependentes uns dos outros. A interação entre todos esses fatores contribui para o aumento da qualidade de vida através da educação. Palavras-chave: Biodiversidade, Educação ambiental, sustentabilidade, semiárido. Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade Formando. Com- Vida - Comissão do Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola: construindo Agenda 21 na Escola / Ministério da Educação, Ministério do Meio Ambiente. – Brasília: MEC, Coordenação Geral de Educação Ambiental, 2004. CEARÁ, Governo do Estado. Geopark Araripe: Histórias da Terra, do Meio Ambiente da Cultura. Secretaria das Cidades. Projetos Cidades do Cerá – Cariri Central. – Crato – CE, 2012. BURITY. Carlos Henrique de Freitas. Projeto Escola Verde: educação, saúde e meio ambiente/ Coordenação e revisão. - Rio de Janeiro: Bayer; UNIGRANRIO, 2012. LEGAN, Lucia. Criando habitats na escola sustentável: livro de Educador. – Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Pirenópolis, GO: Ecocentro IPEC, 2009. 96p.: il. MEC. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada. Manual Escolas Sustentáveis Resolução CD/FNDE n o 18, de 21 de maio de 2013., PADUA, S. & TABANEZ, M. 1997. Uma abordagem participativa para a conservação de áreas naturais: educação ambiental na Mata Atlântica. In: Anais do Congresso de Unidades de Conservação. Curitiba, Paraná: Universidade Livre do Meio Ambiente, Rede Nacional Pró Unidades de Conservação e Instituto Ambiental do Paraná: Volume 2. 371-379. WWF/ ECO PRESS. 2000. Educador Ambiental – 6 anos de experiências e debates. São Paulo: WWF/ ECO PRESS.

Autor : ISADORA KAROLINE DE MELO

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Evolução biológica é disseminada no ensino de biologia para o estudo da diversidade dos seres vivos. A caatinga juntamente com a Evolução biológica é um assunto que merece atenção especial em se tratando do Ensino de Biologia. Por isso, é necessário pensar em estratégias que possibilitem abordar os conceitos em sala de aula com o objetivo de relacionar tais conceitos com as várias áreas da Biologia (MELLO, 2008). Considerando a dificuldade de ensinar evolução e obter conhecimentos relacionados à caatinga são necessárias estratégias lúdicas para esses conteúdos. Atividades serão executadas desafiando os alunos a resolver problemas no conhecimento de ambas. O objetivo do referente trabalho trata-se em desenvolver estratégias didáticas para trabalhar o conteúdo de evolução biológica e a biodiversidade da caatinga com alunos do ensino médio, de forma didática com aplicações de jogos de estratégia (resolução de problemas) com o conteúdo de evolução biológica relacionando o bioma caatinga, introduzir conceitos da teoria evolutiva com estratégias lúdicas e sensoriais permitindo o aluno analisar e refletir sobre os assuntos abordados, contribuindo para melhorar o conhecimento dos alunos sobre a biologia evolutiva e da conservação, possibilitando ao graduando uma vivência no ensino médio através de atividades lúdicas. A metodologia será definida conforme a programação estabelecida pelo planejamento que deverá ser realizada em parceria com o professor de biologia da escola. Porém, esta levará em conta a aplicação dos jogos e atividades com estudantes da escola com a participação dos alunos da graduação, acompanhados pela professora da universidade responsável pelo projeto. A realização das atividades irá acontecer nas salas de aulas ou no pátio da escola participante. Os resultados esperados com a execução da atividade prática na escola podem ser definidos como a atuação dessa ferramenta de ensino no auxílio da aprendizagem do conteúdo de Evolução Biológica e biodiversidade da caatinga para alunos do 3º ano do Ensino Médio, pois geralmente a explanação do conteúdo em sala é minimizada por fatores limitantes como, por exemplo: pouco tempo de aula, ter apenas duas aulas por semana e muito conteúdo para o período letivo, portanto, esses problemas são recorrentes e podem dificultar a aprendizagem de temas que são abordados na prova do ENEM e que requer um bom desenvolvimento dos alunos. O trabalho tem como importância auxiliar no ensino de evolução biológica, e conhecimentos gerais sobre o bioma caatinga, já que são abordados de forma limitada durante o ano letivo, para ampliar o conhecimento entre os alunos de escola de ensino básico, mostrando formas didáticas e lúdicas de passar o conteúdo para maior absorção de conhecimento.

Autor : ANA PAULA NUNES FERREIRA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O solo é um corpo natural e dinâmico, que compõe o ecossistema terrestre, apresentando grande importância para a manutenção da vida e base para os sistemas urbanos e agrícolas, além de fornecer água, ar, nutrientes, servem também para o escoamento e infiltração da água, armazenamento e ciclagem de nutrientes para as plantas e outros elementos. A educação ambiental é um componente fundamental e permanente da educação no Brasil, sendo assim, devem-se iniciar com os alunos das primeiras fases, para que construam conhecimento sobre a importância, finalidade, utilização e limitações atribuídas aos recursos naturais. O objetivo do projeto “Solo Base Para Educação Ambiental” nas Escolas foi conscientizar os alunos sobre a importância dos cuidados com o solo, estimulando os interesses sobre os recursos naturais, com isso, mostrando a importância da preservação para a sobrevivência de todos. O trabalho foi desenvolvido por meio do projeto “Solo Base Para Educação Ambiental”, pela Universidade Federal de Campina Grande, CCTA-UFCG através de alunos dos cursos de Agronomia e Engenharia Ambiental, na escola Decisão na cidade de Pombal. Os alunos que participaram do projeto foram duas turmas do 7° ano e uma turma do 9° ano do ensino fundamental. Antes de iniciar as atividades didáticas, foi utilizado um questionário, elaborado de acordo com a proposta do projeto, sendo de simples compreensão, para saber o grau de conhecimento dos alunos, e assim, utilizar a forma adequada de comunicação. De acordo com o cronograma de execução do projeto, foram realizadas atividades semanalmente, inserindo novos temas de forma didática, onde envolveram apresentações de forma oral, utilização de banner, exposição de mini perfis do solo, colorteca, amostras de rochas, minerais, entre outros, permitindo a interação entre os alunos e o assunto exposto. Após a aplicação e análise dos questionários proposto, podemos constatar que os alunos de ambas as séries, demostraram conhecimento sobre o tema abordado. Observou-se que todos os alunos do 7° ano A, responderam sim para as perguntas 1, 3 e 7, por ser um assunto que faz parte do conteúdo programado da escola, os mesmos mostraram-se atento sobre a importância do solo, assim como a melhor contribuição das plantas, para preservação do mesmo. Ao serem indagados sobre a pergunta 10, todos os alunos responderam não, já que a escola até então não realiza atividades direcionada aos cuidados com o solo. Na turma do 9° ano D, todos os alunos responderam sim para as perguntas 1, 3 e 7 demonstrando ter conhecimento sobre o assunto. Quanto a pergunta 10, apenas 1 aluno respondeu de forma incorreta. De forma geral, os alunos apresentam um certo conhecimento sobre o solo. Diante disso, o projeto “Solo Base Para Educação Ambiental”, através da interação entra a comunidade acadêmica e a escola municipal, transmitiu o conhecimento sobre solos para os alunos de forma didática, despertando assim, o interesse dos mesmo para a importância, os cuidados e a conservação do solo, bem como contribuiu para a formação de cidadãos conscientes.

Autor : CLÁUDIA MARIA ALVES PEGADO DANTAS

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O jogo em sala de aula é facilitador para o processo educativo, bem como para sensibilização ambiental devido apresentar, entre outras vantagens, o docente abordar um conteúdo ou temática de maneira diferente: possibilitar aos alunos expressarem, discutirem e socializarem seus conhecimentos, possibilitar aos alunos a aprenderem de maneira sútil sem perceber. Para tanto, o objetivo desse trabalho foi confeccionar um jogo de tabuleiro educativo, visando auxiliar no processo de articulação da educação ambiental com o conteúdo escolar semiárido na educação básica, nível fundamental e médio. As etapas do trabalho foram realização de pesquisas bibliográfica e descritiva (PRESTES, 2005) sobre o semiárido nordestino, a respeito da área da educação ambiental, bem como, sobre o tema transversal meio ambiente recomendado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para daí então, elaborar o jogo de tabuleiro denominado PegadoSensibilizadorAmbiental II. Assim, com a pesquisa bibliográfica se constatou que o lúdico é uma ótima alternativa para o processo de ensino aprendizagem, pois oportuniza um processo atrativo, dinâmico e facilitador. Uma opção de recurso de ensino para o docente usar é o jogo que segundo por Brasil (1997): “um aspecto relevante nos jogos é o desafio genuíno que eles provocam no aluno, que gera interesse e prazer. Por isso, é importante que os jogos façam parte da cultura escolar, cabendo ao professor analisar e avaliar a potencialidade educativa dos diferentes jogos e o aspecto curricular que se deseja desenvolver.(p.36)” Então baseado Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) e nos PCN a escola e o docente deve proporcionar uma educação que forme indivíduos conhecedores dos seus direitos e deveres. Nesse contexto, e em específico, em relação ao tema transversal meio ambiente e semiárido paraibano, cabe ao docente pesquisar e elaborar alternativas de recursos didáticos auxiliadores para subsidiar a abordagem de conteúdo escolar e questões ambientais articulada com atividade de educação ambiental (amparada pela Lei 9795 de 1999 que institui a Política Nacional de educação ambiental e dá outras providências). Para tanto, eis a sugestão de jogo elaborado de cunho educativo ambiental com seus procedimentos: Jogo de tabuleiro PegadoSensibilizadorAmbiental II Objetivo: Promover a prática da articulação da educação ambiental com o semiárido na educação básica de nível fundamental e médio através de atividade lúdica. Etapas e procedimentos do jogo de tabuleiro PegadoSensibilizadorAmbienta II: - joga dois ou três jogadores; - inicia-se jogando um dado para saber quem vai iniciar; - inicia o jogo quem tirar o maior valor no dado e assim os demais seguem no sentido do relógio; - se acontecer empate joga-se até um dos jogadores tirar o maior valor para iniciar; - o jogo inicia-se na casa com o termo “início”; - o primeiro jogador joga o dado e o número que cair é a quantidade das casas que o jogador vai andar no tabuleiro; na casa que o jogador cair vai ser verificado o número que se refere a uma pergunta; O jogador ao cair na casa da atividade situação o mesmo deve realizar o indicado (saia do jogo; retire um dos jogadores e jogue outra vez); - o jogador que errar a pergunta voltará ao início do tabuleiro; - ganhará o jogo quem chegar primeiro a casa da chegada ou que ficar sozinho no jogo. - O professor será o mediador do desenvolvimento do jogo. Conclui-se que o jogo de tabuleiro PegadoSensibilizadorAmbiental II possibilita um processo de ensino aprendizagem de Re(conhecimento) do semiárido paraibano por meio da reflexão, diálogo, discussão, interdisciplinaridade e contextualização. Isso sempre mediado pelo docente para estimular o aprofundamento e a construção do conteúdo e/ou temática ambiental ativa por parte dos alunos.

Autor : FABRICIO SOARES MOREIRA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Educação é comunicação e, nesse contexto, é de fundamental atenção a interatividade, não só entre os sujeitos, educandos e professores, mas também no que diz respeito às tecnologias envolvidas. No mundo inteiro a internet é uma realidade em todos os níveis sociais e culturais, por isso, saber fazer uso de seus recursos adequadamente, especialmente em causas justas, como o meio ambiente, é uma necessidade. As redes sociais têm adquirido uma importância crescente e singular nas duas últimas décadas. Para Barros et. al. (2012), a mídia social e a internet passam a ser um espaço de colaboração e interatividade, tornando-se um meio de informação e mobilização, seja física ou apenas via internet. A proposta de aliar as ferramentas disponíveis na internet com as finalidades importantes cresce a cada dia, buscando atingir públicos dos mais diferentes perfis, levando informação e imagem a eles com muito mais facilidade e com o diferencial da interatividade. Segundo Pereira et al (2011) as “redes sociais”, além de articular indivíduos com interesses similares, são capazes de influenciar opiniões, gerar informações em questão de segundos, além de mobilizar a coletividade em prol de algo nos mais diversos formatos. Nesse cenário, verifica-se a relevância de se utilizar estas estratégias na disseminação de conceitos sobre solos e agroecologia, buscando atingir cada vez mais pessoas. Nessa perspectiva dialógica e interativa, foi idealizado o Programa Matutando Agroecologia que é veiculado na Rádio Cidade de Sumé (95 FM) aos domingos, do meio dia às treze horas. Os quadros do programa são organizados sob a supervisão da docente da disciplina de Solos da UFCG, campus de Sumé e a locução é dos acadêmicos do curso de Tecnologia em Agroecologia. Dialogar sobre a construção do conhecimento agroecológico, relacionando temas como a conservação dos solos, a sustentabilidade da produção agrícola e os saberes do povo campesino faz parte dessa proposta inovadora de educamunicação, que utiliza desde o final de 2017 a proposta da transmissão on line (live) pela rede social Facebook. O trabalho objetiva discorrer sobre a parceria da rede social Facebook e seu potencial para disseminar assuntos relacionados à conservação do solo e a construção do conhecimento agroecológico no Cariri paraibano, ambiente marcado pela semiaridez. Para a realização do estudo foram pesquisados os acessos no Facebook quando o programa é veiculado. Assim, a coleta das informações foi realizada avaliando-se o parâmetro de desempenho e popularidade pela quantidade de curtidas/likes, comentários e compartilhamentos. Os temas dos programas têm apresentando grande abrangência na rede social, com 1.594 curtidas, 779 comentarios, 218 compartilhamentos e atingindo a marca de 16.389 visualizações. Por ter se tornado veículo de propagação de conhecimento e de disseminação de conteúdos educativos, e, apesar do pouco tempo de uso dessa estratégia, verifica-se o caráter massificador e inovador, tendo em vista o número de pessoas que são alcançadas, evidenciando que, as mídias sociais da imprensa são potentes difusoras de informação e opinião e podem ser fortes aliadas para a conscientização da população nas questões ambientais que precisam ganhar espaço na discussão de massa, atingindo ambientes mais distantes e facilitando a interlocução com o povo camponês. Observa-se igualmente a urgência e a importância dos movimentos agroecológicos em ocupar as mídias sociais para dialogar sobre o cuidado com os recursos naturais e demais questões ambientais, contribuindo com a disseminação de informações relacionados à agroecologia e aproximando saberes.

Autor : FABRICIO SOARES MOREIRA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O mundo mudou. Os sistemas de ensino mudaram. Contudo, o processo educativo continua a ser fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade socialmente justa e ambientalmente sustentável. Diferentes estratégias pedagógicas têm sido utilizadas visando ao aprimoramento do conhecimento em sala de aula. Segundo Moreira e Januário (2014) as mudanças ocorridas no sistema educacional levaram a essa busca de novas formas de pedagogia e organização do processo de aprendizagem. A questão central no processo educativo da atualidade é alcançar o educando que está cada vez mais ‘conectado’. Assim, um dos desafios relacionados às práticas docentes está relacionado à aproximação com o universo digital, uma vez que, por meio das tecnologias da informação e comunicação (TICs), possibilita-se potencializar os processos de aprendizagem no ambiente escolar, buscando construções de conhecimentos de maneira contextualizada. As mídias interativas são recursos pedagógicos, que oferecem ao professor uma estratégia de ensino e aprendizagem, podendo contribuir como auxiliar por seu aspecto didático-pedagógico (SANTIAGO et al., 2009). As redes sociais podem ser excelentes espaços virtuais, pela rapidez da sociabilização da informação, potencializando a interação entre as pessoas, o que pode favorecer na relação entre educandos e educadores. Na área ambiental, por exemplo, o uso das novas mídias pode ser um forte elemento para estimular o interesse dos estudantes além de servir como aliado dos professores na busca e organização de atividades diversas. Dentre os diferentes componentes do meio ambiente, o solo ainda é o menos conhecido e valorizado, embora a diversidade de serviços ecossistêmicos que exerce para manutenção do equilíbrio ambiental, sobretudo em regiões vulneráveis como o Semiárido. Há grande lacuna na abordagem dos diferentes temas nos livros didáticos, segundo Bernardon et al (2012) que trazem informações fragmentadas, com ênfase sobre o uso e não sobre o que é e quais as funções e importância do solo. Ao problema soma-se a necessidade de elaboração de material de apoio ao professor que nem sempre tem a disposição formação inicial e continuada sobre o tema nem dispõe de material didático atualizado e contextualizado (LIMA e LIMA, 2007). Diferentes ferramentas pedagógicas podem auxiliar os professores. Autores como Bell (2013) e Ferreira e Bohadana (2014) mencionam vantagens no uso de ferramentas virtuais como o Instagram como ambiente virtual de aprendizagem, permitindo inserir, reorganizar, agilizar e integrar sentido ao aprendizado como a possibilidade de produzir foto-estórias, usar hashtags para criar uma rede para produção de conhecimento entre as diferentes turmas de uma escola, inclusive por apresentar linguagem clara e objetiva evidenciando a possibilidade para aliar e proporcionar sentido aos processos de aprendizagem e uso correto das tecnologias. Considerando esse contexto, a pesquisa objetivou identificar as publicações dos Projetos Solo na Escola na plataforma digital Instagram, como estímulo a Educação em Solos. Para tanto foram pesquisados os Projetos para obtenção do número de páginas e perfis. O desempenho e popularidade foram avaliados pelo número de seguidores, quantidade de curtidas/likes e número de publicações e compartilhamento. Foram encontrados seis Projetos Solo na Escola (UFPR, ESALQ, USP, UFRB, UDESC, IFAL, UFGD, UFCG Sumé e UFCG Pombal). A temática solos é abordada com muita expressividade nos projetos encontrados. Para o Projeto Solo na Escola/UFCG campus de Sumé foram identificadas as seguintes pontuações para os descritores analisados: 268 seguidores, 135 publicações, atingindo a marca de 3.894 curtidas/visualizações, evidenciando a rede social como grande veículo de disseminação de conteúdos educativos na temática da Educação em Solos. É importante ressaltar a importância do conhecimento e domínio das tecnologias de informação por parte dos docentes para que o ambiente virtual seja aproveitado em sua plenitude, com tudo o que tem a oferecer na popularização do ensino de solos.

Autor : NINA RACHEL DE OLIVEIRA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: Com o ensino da educação ambiental nas escolas os alunos são capazes de formar opiniões e práticas conscientes, podendo os alunos tornarem-se cidadãos comprometidos com o meio ambiente não apenas na escola, mas também em toda a comunidade envolvida no processo educacional afim de buscar o bem-estar da sociedade. Dessa forma, este trabalho se dá em torno de questionar qual a percepção dos alunos do 6º ano do ensino fundamental em relação a educação ambiental? Objetivos: A presente pesquisa integra uma pesquisa em andamento, tendo como objetivo geral avaliar a percepção dos alunos do 6º ano de uma escola municipal e sua relação com a educação ambiental, e como objetivos específicos: compreender a percepção dos alunos do 6º ano e sua relação com o meio ambiente; discutir o conceito de educação ambiental e avaliar o nível de conscientização dos alunos sobre educação ambiental. Metodologia: Para o desenvolvimento deste trabalho realizou-se uma pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa e quantitativa, quanto aos objetivos, a pesquisa caracteriza-se como exploratória e descritiva. Quanto aos procedimentos técnicos, pesquisa participante, bibliográfica, levantamento, e pesquisa de campo. Para a coleta de dados foi utilizado uma amostra probabilística por conglomerado uma vez que foi determinado a serie escolar em que foi feita a pesquisa. O instrumento escolhido foi o questionário com questões e fechadas e abertas direcionadas a 58 alunos do 6º ano do ensino fundamental II, na Escola Municipal 7 de Setembro, município de São Francisco do Oeste- RN. Logo após a coleta, os dados foram analisados em consonância com a Lei n° 9.795/99. Resultados: Os resultados mostraram que a maioria dos alunos, 85% afirmaram ter conhecimento do local do destino final do lixo em sua cidade, 65% dos alunos responderam que a educação ambiental é a agente transformadora das ações sociais de cada indivíduo. 82% asseguraram a importância da coleta seletiva para o ambiente e sociedade. Mediante o que foi observado “in loco” foi possível averiguar que os alunos do 6º ano do ensino fundamental da Escola Municipal 7 de Setembro possuem um excelente conhecimento no que se refere a educação ambiental que lhes é ofertado na escola. Considerações finais: Com os resultados da pesquisa evidenciou-se que a maioria dos alunos possui uma boa consciência em relação a educação ambiental, o ponto preocupante é a não separação dos resíduos, o que mostra um contraste com os conhecimentos adquiridos em sala. Por isso propõe-se que sejam feitos projetos pedagógicos voltados a proteção do ambiente como uma boa alternativa para que a educação ambiental se torne um processo contínuo. Mostrando aos discentes que ações são essenciais para comprovar o conhecimento adquirido.

Autor : ROSILEUDA PEREIRA DOS SANTOS

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A Educação Ambiental (EA) surge como uma ferramenta de grande potencial socioambiental para alcançar os objetivos estabelecidos no Plano de Manejo das Áreas de Proteção, no qual a mesma fundamenta-se em incorporar uma cultura ambiental nas perspectivas, nos comportamentos e no imaginários das pessoas, destacando a importância da cultura ambiental, formando valores ambientais (RODRIGUEZ e SILVA, 2017) de modo que a EA seja usada para sensibilizar a sociedade sobre as questões ambientais, usando as Áreas de Proteção como fonte viva para tais experiências e consequentemente garantir a sustentabilidade dessas áreas, especificamente a Unidade de Conservação Os Monumentos Naturais (MONA) Os Monólitos de Quixadá. A partir dessas discussões, emerge o propósito deste trabalho que é verificar o potencial socioambiental da educação ambiental para preservação da Unidade de Conservação (UC), mais especificamente o MONA Os Monólitos de Quixadá, destacando a importância de desenvolvimento da EA na conservação do ecossistema no qual tal UC está inserida, bem como a importância do envolvimento da comunidade na gestão dessas unidades de forma que os mesmos possam participar diretamente no manejo da área. Utilizamos como recursos metodológicos uma pesquisa qualitativa bibliográfica, em que foram usados livros e artigos, bem como a legislação brasileira, que reforçam a potencialidade socioambiental da Educação Ambiental para preservação e conservação da unidade de conservação, refletindo sobre a realidade do MONA Os Monólitos de Quixadá, uma área de cerca de 16.635,59 hectares, localizada dentro do ecossistema Caatinga, um dos mais degradados do Brasil, além disso, iremos destacar como a Educação Ambiental formal e informal pode melhor manejar da unidade. Aborda-se sobre desenvolvimento sustentável como a principal solução para os grandes problemas ambientais dentro da unidade. A análise revelou que com a aprovação da lei que estabelece do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) em 2000 foi possível promover condições para a realização de atividades de Educação Ambiental nas Áreas Protegidas, no qual a EA é desenvolvida seguindo as diretrizes do Plano de Manejo da Área. Uma vez que a mesma passa a será assegurada na legislação para garantir o desenvolvimento sustentável da área, deste modo, MELAZO (2005) destaca que a Educação Ambiental promove um processo de sensibilidade, de conscientização ambiental que proporciona ações positivas na sociedade em busca da preservação ambiental, minimizando impacto ambiental e promovendo uma melhor qualidade de vida. Conclui-se que a EA demostra-se eficiente na mudança significativa tanto de valores como de atitude, que visem a conservação da natureza, bem como a participação social em um exercício de cidadania, no qual a UCs se torna um verdadeiro espaço educativo, principalmente, no qual o educando poderá verificar/notar na unidade os assuntos desenvolvidos em sala de aula, favorecendo a sensibilidade da comunidade em busca da sustentabilidade ambiental, cultural, econômica, social e espacial. Deste modo, verifica-se que o MONA Os Monólitos de Quixadá apresenta um grande potencial para desenvolvimento da EA com o propósito de conservação tanto da área da unidade, como o próprio ecossistema no qual está inserida.

Autor : ITHANY FELIPE ALCÂNTARA DA SILVA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:RESUMO O Território de Identidade de Irecê (TII) localiza-se no sertão da Bahia, no Centro Oeste Baiano, sendo constituído por 20 municípios e sua população é estimada em 400.063 habitantes. O TII ficou conhecido pela sua potencialidade nas produções agrícolas de mamona, milho e feijão décadas atrás e até então temos “a própria Irecê reconhecida como a capital do feijão”. O território está localizado na região semiárida do Nordeste e sempre teve problemas com a seca, por outro lado, o subsolo sempre foi rico em águas subterrâneas, mas há alguns anos a situação vem se agravando com a retirada das águas por meio dos poços artesianos para uso na agricultura. Nesse sentido, o processo de desertificação tem se acentuado em diferentes partes do território e, por isso a importância de projetos que tragam essa questão à tona e evidencie uma possível solução com a realização de campanhas nas escolas, associações e comunidades para apresentar os problemas da desertificação e as possíveis soluções. O projeto “Próspera Caatinga” tem como objetivo apresentar a toda comunidade acadêmica e territorial os impactos causados pala desertificação no Território de Identidade de Irecê, suas causas e possíveis soluções. Por meio de palestras e atividades voltadas ao desenvolvimento da Educação Ambiental, estaremos buscando despertar a sensibilidade e o senso crítico da população para refletir sobre o assunto. Durante as visitas aos colégios estaduais de cada um dos 20 municípios que compõem o TII, serão realizadas oficinas e também a distribuição de mudas de espécies nativas e exóticas da Caatinga. Na primeira etapa, buscaremos desenvolver uma metodologia de parcerias, aonde contaremos com a colaboração do Núcleo Territorial de Educação de Irecê “NTE-01” que disponibilizara 29 colégios estaduais, da parceria com diferentes projetos estaduais existentes como o “COM-VIDA” e “JUVENTUDE EM AÇÃO”. Com esse apoio poderemos aprofundar os estudos sobre o semiárido dentro dos colégios participantes e a parti do projeto “Com Vida” fomentar a criação de um conselho ambiental para fiscalizar e desenvolver atividades para Educação Ambiental. Com o projeto “Juventude em Ação” serão desenvolvidas conjuntamente atividades voltadas ao meio ambiente como as diferentes formas de preservação e sensibilização em relação aos diferentes problemas climáticos. Assim, os projetos pensados para acontecer além dos muros escolares. Na segunda etapa do projeto começaremos a pesquisa de campo que consistira em visitas aos municípios e comunidades atingidos pela desertificação. Durante essas visitas será realizada uma pesquisa de campo com a aplicação de questionário para identificar as necessidades de cada área e dar início, a parti das informações coletadas a confecção de uma cartilha ambiental, de panfletos infirmativos e outros documentos que tratam do assunto desertificação. Cumprindo-se essas etapas duas etapas, esperamos poder contribuir com os projetos “Com vida e Juventude em Ação” visando assim colaborar com a ação ambiental neste território de identidade da Bahia. Finalmente, esperamos que as cartilhas e informações obtidas pela pesquisa sirvam para sensibilizar a comunidade e mostrar os impactos ambientais neste território que é um dos mais importantes da Bahia e que possam refletir sobre suas ações individuais.

Autor : ALINE SANTOS ROCHA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:RESUMO O Território de Identidade de Irecê (TII) localiza-se no sertão da Bahia, no Centro Oeste Baiano, sendo constituído por 20 municípios e sua população é estimada em 400.063 habitantes. O TII ficou conhecido pela sua potencialidade nas produções agrícolas de mamona, milho e feijão décadas atrás e até então temos “a própria Irecê reconhecida como a capital do feijão”. O território está localizado na região semiárida do Nordeste e sempre teve problemas com a seca, por outro lado, o subsolo sempre foi rico em águas subterrâneas, mas há alguns anos a situação vem se agravando com a retirada das águas por meio dos poços artesianos para uso na agricultura. Nesse sentido, o processo de desertificação tem se acentuado em diferentes partes do território e, por isso a importância de projetos que tragam essa questão à tona e evidencie uma possível solução com a realização de campanhas nas escolas, associações e comunidades para apresentar os problemas da desertificação e as possíveis soluções. O projeto “Próspera Caatinga” tem como objetivo apresentar a toda comunidade acadêmica e territorial os impactos causados pala desertificação no TII (um dos focos de desertificação na Bahia), suas causas e possíveis soluções. Por meio de palestras e atividades voltadas ao desenvolvimento da Educação Ambiental, estaremos buscando despertar a sensibilidade e o senso crítico da população para refletir sobre o assunto. Durante as visitas aos municípios que compõem o território, será ministrada uma oficina aberta à comunidade em uma escola estadual onde serão distribuídas mudas de plantas nativas da Caatinga e plantas “urbanas” para sombra e frutíferas para começar o processo de arborização das cidades e campo, neste último buscando-se o recaatingamento. Para alcançarmos essa finalidade, iniciaremos com a produção e distribuição de mudas, sendo que os recipientes serão oriundos de campanhas para a coleta de sacos de arroz, feijão entre outros de um e dois quilos (1kg e 2 kg) evitando-se assim o gasto de recursos financeiros e o reaproveitamento de materiais que seriam normalmente descartados na natureza ou jogados em lixões. O próximo material que seria a realização das oficinas nas escolas estaduais e ao termino destas seriam feitas a distribuição de mudas para que os presentes possam fazer o processo de recaatingamento na comunidade onde residem. Esperamos com essa ação iniciar o combate à desertificação por meio da oficina e distribuição de mudas para que possam ser plantadas em áreas atingidas pela desertificação ou em processo de desertificação (indicadas nas oficinas), assim a própria comunidade poderá continuar esse projeto de combate à desertificação com o plantio de mudas e preservação do meio ambiente local. Por fim, acreditamos que para combater a desertificação em nosso território devemos nos enxergar como agentes transformadores, sendo que nossa ação diária poderá antecipar e até diminuir os problemas ambientais causados pela desertificação.

Autor : HENRIQUE RAFAEL PONTES FERREIRA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : PO - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Introdução: A violência está presente nas instituições de ensino e constitui-se em um grande problema social, ela pode ser vista como um comportamento agressivo entre as relações interpessoais dentro do ambiente escolar, constituída por violência física e psicológica resultando em consequências negativas nas escolas (BECKER; KASSOUF; 2016) O bullying é uma das formas mais notáveis da violência escolar, sendo um grande desafio para gestores, pais e educadores (SALES; SOUSA; 2012). Além do bullying a violência sexual e por identidade de gênero nas escolas se caracterizam como uma grande preocupação, principalmente criando traumas em crianças e adolescentes e isso vêm se mostrado crescente nos últimos anos. Objetivos: Analisar o efeito da violência escolar entre escolares no Nordeste brasileiro e seu potencial reflexo na saúde de crianças e adolescentes, além disso caracterizar os escolares que sofrem violência no Nordeste e as verificar as principais causas de violência nas escolas do Nordeste. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Para a seleção dos artigos foi levado em consideração serem desenvolvidos no Nordeste ou que apresentassem dados pertinentes ao tema. Nas bases de dados Scielo, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Periódicos CAPES, foi utilizado os descritores Saúde escolar e Violência, onde a busca de artigos se deu com a junção dos descritores com o termo de busca and gerando um total de 133 resultados. Após leitura de título, resumo e trabalho completo foi selecionado 10 artigos para compor este estudo. Foi analisado principalmente o local de estudo, o tipo de pesquisa realizada, o perfil dos escolares, a quantidade da amostra que compôs cada artigo, os principais tipos de violência sofrida pelos escolares e de que forma a violência pôde afetar na saúde desses indivíduos. Resultados: Cinco dos trabalhos selecionados traziam a realidade nacional em relação a violência e a saúde de escolares, estes fazem parte do trabalho por trazer dados da região Nordeste de maneira detalhada. Estes são artigos de pesquisa do tipo quantiqualitativos, de investigação transversal, explorando dados referente às pesquisas nacionais e de notificações de violência. Os demais trabalhos foram desenvolvidos nos estados de Pernambuco e Paraíba. Dentre as o entrevistado prevaleceu os estudantes de escolas públicas. Em relação a causas de violência que estariam afetando a saúde dos estudantes, foi mencionada pelos autores, com maior destaque as agressões verbais, violência física associado com o bullying, principalmente com relação à orientação sexual, aparência, cor da pele, religião e região de origem. Considerações finais: foi percebido que existe poucos trabalhos que correlaciona a violência e a saúde de estudantes no Nordeste, além disso, muitos dos estudos selecionados utilizavam dados secundários, de pesquisa nacional, foi possível apenas extrair desses artigos uma relação próxima com o Nordeste no que diz respeito aos objetivos do trabalho. Não obstante, é importante destacar ações conjuntas, formadas principalmente por uma equipe multiprofissional, para fornecer suporte a escola e família sobre como intervirem nestas situações adequadamente, com a necessidade de conscientizar os alunos sobre a não realização dessas práticas devido sua repercussão negativa na saúde das vítimas

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas