Autor : DANIELA BARRÊTO NÓBREGA DE ALMEIDA

Modalidade : AT 11 - Espaços, paisagens e territórios no semiárido

Sala : PO - AT 11     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O desafio das cidades nas próximas décadas é solucionar e evitar os problemas ambientais causados pela intensiva geração de Resíduos Sólidos Urbanos (SANTIAGO; DIAS, 2012). À medida que a população e a urbanização do país aumentam, é fundamental buscar meios que visem redução na geração de resíduos, disposição adequada destes, bem como investimento em gestão, evitando maiores impactos negativos. Sendo assim, a pesquisa surgiu através da necessidade de analisar a aplicação do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS) da cidade de Monteiro-PB, uma vez que este é uma ferramenta importante de planejamento para posterior ação na área ambiental. O presente trabalho tem como objetivo analisar a aplicação do PGIRS, bem como propor soluções para possíveis problemas verificados. No início da pesquisa foi realizado estudo sobre o PGIRS de Monteiro-PB, bem como foi realizada revisão bibliográfica para maior conhecimento do tema a ser pesquisado. A segunda parte do estudo foi realizada de maneira direta e descritiva na cidade de Monteiro-PB, sem a menor intervenção no meio estudado por parte dos pesquisadores. As informações foram obtidas pelos participantes através de uma pesquisa de campo, com o auxílio de câmera fotográfica para registro das situações existentes, bem como de um checklist elaborado pela equipe, constando parâmetros propostos pelo PGIRS de Monteiro-PB, com a finalidade de verificar se as propostas deste são executadas na prática. O checklist foi elaborado com as seguintes colunas: atividade, prazo, realizado, não realizado, parcialmente realizado, observações e figuras. Após a aplicação do mesmo, foi feita uma comparação entre o verificado no plano e na prática, e foram propostas soluções. Pode-se perceber que a maior parte das propostas do PGIRS de Monteiro-PB ainda não estão sendo realizadas na prática. A cidade, por exemplo, ainda possui lixão, o que é vedado pela Lei 12.305/2010 desde o ano de 2014. Sendo assim, ainda inexiste Aterro Sanitário, o que dificulta muitas ações na área, como por exemplo o estímulo à coleta seletiva, à educação ambiental, e até mesmo a construção de Usina de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos, uma vez que a disposição final adequada é de suma importância no gerenciamento de resíduos. Além disso, foi observado locais de disposição inadequada de resíduos, bem como queima dos mesmos em alguns pontos. Apesar de consideráveis metas não cumprida do PGIRS, o município de Monteiro-PB está à frente de vários munícipios na questão da gestão de resíduos, pois quase metade das 5.570 cidades brasileiras não tem atualmente PGIRS para o manejo dos resíduos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2018). Ainda que o município possua o Plano, deve haver a ação em relação às propostas. A população e os órgãos fiscalizadores responsáveis devem cobrar o poder público, uma vez que saneamento deve ser umas das áreas prioritárias de todo governo.

Autor : MARÍLIA FERNANDES ERICKSON

Modalidade : AT 11 - Espaços, paisagens e territórios no semiárido

Sala : PO - AT 11     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A coloração das flores é de suma importância para atrair polinizadores e com isso garantir a reprodução das angiospermas. Existem diferentes fatores que determinam a coloração de um objeto, dentre eles o sistema visual do observador, a refletância do objeto, o plano de fundo no qual o objeto se encontra e a iluminação. A mudança de qualquer um desses fatores pode tornar um objeto mais ou menos perceptível. Abelhas conseguem enxergar ultravioleta (UV) e possuem baixa sensibilidade ao vermelho, já seres humanos não enxergam UV e apresentam alta sensibilidade ao vermelho. Utilizando modelagem visual podemos determinar como diferentes organismos percebem cada uma das flores. O objetivo do trabalho foi modelar como diferentes flores de uma área de caatinga são percebidas por abelhas e como a distribuição de cores difere da percepção humana. O trabalho foi realizado na Floresta Nacional de Açu (FLONA Açu) onde foram delimitados 5 quadrantes de 50mx20m. As coletas foram realizadas mensalmente durante os meses de chuva, de fevereiro até junho de 2018. Cada quadrante foi visitado 4 vezes ao dia, uma vez por mês. Todas as flores com inflorescência maior de 1mm de diâmetro e que se encontravam a até 1,5m de altura foram coletadas. Essas flores tiveram suas refletâncias medidas por um espectrofotômetro (USB4000 UV-VIS Ocean optics), conectado a uma fibra bifurcada (QR-450-7-XSR) e uma lâmpada (BH-2000-BAL Ocean optics) e o programa Spectrasuit (Ocean Optics). Utilizamos o pacote Pavo do R para realizar a modelagem visual. Inserimos as refletâncias no modelo do hexágono de cor (Chittka, 1992) para obter as categorias de coloração de abelhas. Para seres humanos foram utilizadas as mesmas categorias que Arnold, Comber & Chittka (2009). Adicionalmente, utilizamos o modelo de Osorio & Vorobyev (1996) para calcular a distância cromática entre cada flor e sua folha. Foram coletadas 34 espécies de 20 famílias diferentes sendo Malvaceae (4) e Euphorbiaceae (4) as com mais representantes. Algumas das espécies tinham mais de um morfotipo de coloração então foram contabilizadas duas vezes totalizando 36 morfotipos. Para abelhas, a coloração mais abundante foi azul-verde (23), seguido de UV (5), verde (4), azul (2) e UV-azul (2); nenhuma correspondeu a categoria UV-Verde. Para humanos encontramos, majoritariamente, flores brancas (17), seguido por amarelo (8), roxo (5), rosa (3), vermelho (2), e azul (1); não foram encontradas nenhuma flor verde. A média dos contrastes cromáticas (em unidades de JND) de cada categoria na visão de abelhas foi maior que três, o que indica que todas as flores foram altamente perceptíveis. A maior média de JND para abelhas correspondeu à categoria azul-verde, que é a categoria com maior número de espécies. Para humanos, todas as categorias obtiveram o contraste cromático maior que três JNDs, com exceção das flores brancas cuja a média ficou abaixo deste limiar. A utilização de modelagem visual é muito importante para quebrar uma visão antropocêntrica de sinais ecológicos, é preciso levar em consideração um sistema visual ecologicamente coerente para podermos melhor compreender a evolução de sinais. O trabalho corrobora a teoria de direcionamento sensorial (Endler & McLellan 1988) que alega que sinais vão evoluir para serem mais conspícuos em um ambiente, dessa maneira a coloração predominante seria mais facilmente detectada pelo seu polinizador.

Autor : KAIZZER RONNO LEITE LIMA

Modalidade : AT 11 - Espaços, paisagens e territórios no semiárido

Sala : PO - AT 11     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A Economia Solidária deve ser entendida não apenas na sua pluralidade econômica, mas, concretamente, nas suas imbricações espaciais que implicam em diversidade e complexidade peculiares a cada território. Tais territórios possuem diferentes níveis de organização, de estruturação e de institucionalização. Assim sendo, as experiências em Economia Solidária são diversificadas e dificilmente replicáveis, devendo, portanto, considerar as especificidades de cada lugar. Cada lugar possui suas características, sua identidade, seus desafios, enfim, suas singularidades. O conceito de territorialidade refere-se às relações entre um indivíduo ou grupo social e seu meio de referência, manifestando-se nas várias escalas geográficas – uma localidade, uma região ou um país – e expressando um sentimento de pertencimento e um modo de agir no âmbito de um dado espaço geográfico. Em um nível coletivo, a territorialidade torna-se também um meio de regular as interações sociais e reforçar a identidade do grupo ou comunidade. Este trabalho pretende estabelecer, com base em um levantamento teórico, uma relação entre os conceitos de economia solidária e territorialidade, dentro de uma perspectiva de desenvolvimento local. Na primeira parte deste trabalho, apresenta-se uma introdução com uma breve contextualização e problematização. Logo após, discorre-se a respeito dos conceitos de espaço, território e territorialidade, e em seguida, o conceito de economia solidária é apresentado e discutido. Em um terceiro momento, estabeleceu-se uma análise dos principais aspectos que unem os conceitos apresentados, e finalizando o trabalho, apresentam-se as considerações finais. Verificou-se que a Economia Solidária como proposta de desenvolvimento local provoca impactos na organização política via fortalecimento do associativismo local, na coesão social via fortalecimento dos laços de solidariedade entre os moradores, na afirmação cultural via resgate das tradições e memórias de sua própria história, na preservação ambiental, atentando-se para o cuidado com o ecossistema local, e em alguns casos na gestão do conhecimento via apropriação de novas tecnologias de informação. Todos esses fatores jutos contribuem para o fortalecimento da territorialidade, ou seja, do fortalecimento da identidade das localidades onde a economia solidária se faz presente. Observa-se que as experiências, no âmbito da economia solidária na literatura acadêmica, são muito diversificadas e, embora, as políticas públicas venham dando as diretrizes centrais do processo de desenvolvimento social, econômico e territorial, é, na esfera local, ou seja, do município, que essas políticas públicas se realizam de fato. Assim, são criados os planos e ações que consideram, sobretudo, a diversidade cultural, a identidade local e as experiências cotidianas das diferentes comunidades, sejam elas urbanas ou rurais. A economia solidária tem um papel central no processo de emancipação social e produtiva nas comunidades onde estão presentes os empreendimentos econômico-solidários, pois ao incentivar iniciativas em economia solidária, volta o olhar para o território local, fazendo emergir, nas comunidades, potencialidades endógenas para o desenvolvimento de novas atividades produtivas solidárias. O estudo evidenciou que as dimensões sociais envolvidas de uma comunidade, tendem a reforçar o território como um lugar em que há construção local a partir da história, das relações sociais e da identidade. Esta noção de lugar e de que a comunidade constitui um território é reforçada pela forte noção de pertencimento das pessoas com essa comunidade e com o forte vínculo de enraizamento local.

Autor : BEATRIZ DIONIZIO GOMES

Modalidade : AT 11 - Espaços, paisagens e territórios no semiárido

Sala : PO - AT 11     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo: Através de pesquisas (FERREIRA; PROUX; SILVA; BERNADI, 2008) foi descoberto que o patrimônio de cavidades naturais do estado tem uma rica diversidade em fauna e pesquisas nessa área só aumentam, chegando ao descobrimento de espécies que por antes consideradas extintas. Apesar da extrema relevância que as cavernas apresentam para o estado, estas diariamente passam por constantes ameaças, onde destacam-se a mineração do DNPM, as atividades petrolíferas, os assentamentos rurais, a mineração artesanal de calcário e a visitação desordenada, principalmente dos vizinhos das regiões. Pesquisas no ramo da espeleologia desenvolvidas no território norte-rio-grandense têm aparecido desde o início do século XXI, estudos desenvolvidos e administrados por órgãos que visam desde a relevância de cavidades, à bioespeleologia, espeleotopografia, estratégias de conservação e à paleoclima, contribuindo para base de dados estatal e acarretando políticas e tomadas de decisões para delimitação de áreas prioritárias como unidades de conservação, uma vez que contribuem com recursos e fatores do Semiárido nordestino. O presente trabalho traz um levantamento de todas as cavidades naturais do Rio Grande do Norte tendo em vista o diagnóstico de sua gênese e evolução, como também sua localização e disposição geográfica, além de peculiaridades, através dos estudos espeleológicos. Agrupando essas estruturas potiguares como patrimônio espeleológico e as definindo em elemento do semiárido nordestino com relevância para a fauna, a flora, os recursos minerais, os recursos hídricos e os fatores climático do estado. A metodologia do trabalho contou inicialmente com pesquisas de âmbito bibliográfico a respeito do tema central espeleologia, dando enfoque à subtemas como bioespeleologia e conflitos que ameaçam o carste; por conseguinte, foram acessados os bancos de dados do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV) a fim de identificar, situar, contabilizar e classificar as cavidades do Rio Grande do Norte; assim, foi possível determinar litologia, potencialidade espeleológica, desenvolvimento linear e bacias hidrográficas, como também foram abertas seções para discussão acerca da bioespeleologia dessas cavernas e os conflitos que afrontam o patrimônio espeleológico regional como elemento do semiárido nordestino. O conceito mais utilizado nacional e internacionalmente de caverna consiste numa cavidade natural originada numa rocha abaixo da superfície examinada cujo diâmetro possibilita a passagem humana. Pela definição, conclui-se que o Rio Grande do Norte registra 1.026 cavidades, cerca de 6,2% do patrimônio espeleológico brasileiro e, estas cavernas apresentam diferentes unidades litológicas destacando divergentes zonas propícias à dissolução, definindo três classes de potencialidade espeleológica por litologia. Essa diferença na gênese, possibilita às cavidades topografadas e registradas no Núcleo Regional do CECAV, terem seus tamanhos determinados quando, com base nesses registros, a Sociedade Brasileira de Espeleologia – SBE estipula a média de desenvolvimento linear (DL). Classificando cavidades com DL inferior a 100m, DL entre 100 a 200m, DL entre 200 a 500m e DL superior à 500m. Também foram identificadas oito bacias hidrográficas onde estão distribuídas as cavernas, são elas: Bacia do Rio Apodi-Mossoró, Bacia do Rio Piranhas-Açu, Bacia do Rio Potengi, Bacia do Rio Jacu, Bacia do Rio Trairi, Bacia do Rio Grajú, Bacia do Rio Ceará Mirim e Faixa Litorânea Norte de Escoamento Difuso. Por isso, é de suma importância para a composição da paisagem semiárida e do carste norte-rio-grandense buscar novas estratégias que objetivem a conservação das cavidades potiguares conscientizando a população através de eventos que unam as pessoas a essas estruturas, como por exemplo, palestras e visitas ordenadas às cavernas, ampliando assim o conhecimento não só através do contato como também por meio de pesquisas que possibilitem a ampliação da base de dados estatal acarretando, de certo modo, a delimitação de áreas prioritárias como unidades de conservação.

Autor : MATEUS CAVALCANTE DE FRANÇA

Modalidade : AT 11 - Espaços, paisagens e territórios no semiárido

Sala : PO - AT 11     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:No Brasil, a necessidade por buscar a garantia de recursos energéticos e, em especial no semiárido, o suprimento de água para a população enseja a construção de barragens, represas e usinas, seja para a produção hidrelétrica ou para o abastecimento hídrico de famílias, plantações e criações pecuárias. Essas obras, contudo, exigem o alagamento de amplas áreas, muitas vezes ocupadas por comunidades humanas, que precisam se deslocar para outros locais, deixando para trás seus antigos lares. Nesse contexto, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) surge para exigir o respeito à dignidade desses indivíduos ao ser retirados de suas casas. Visto isso, este trabalho busca investigar em que medida o papel desempenhado pelo MAB, sobretudo no semiárido brasileiro, busca a implementação de novas óticas sobre direitos humanos para essas pessoas, em uma visão que diverge da perspectiva liberal de garantias individuais e coletivas instituída no ordenamento jurídico brasileiro e fixado pelo positivismo jurídico, que recusa fontes de produção de direitos que não sejam estatais. Para isso, foi feita uma pesquisa exploratória a fim de melhor compreender a realidade dos habitantes do semiárido, em especial aqueles que têm suas vidas de alguma forma afetadas pela edificação de barragens. Outrossim, também foi feita uma pesquisa empírica em Direito (PED), de observação externa, junto ao MAB, para melhor compreender suas demandas, seus propósitos, suas atividades e sua atuação, tomando como exemplo seu papel na defesa dos sertanejos atingidos pela construção da Barragem de Oiticica, no Rio Grande do Norte. Utiliza-se como marco teórico a proposta do pluralismo jurídico comunitário-participativo formulada pelo jurista Antonio Carlos Wolkmer, que considera os movimentos sociais e corpos sociais intermediários como novos sujeitos coletivos de direito, capazes de produzir, em sua luta diária e em suas relações cotidianas, novas perspectivas para a implementação de direitos humanas, dignas de participação nas discussões instauradas em instituições de Direito formal. Percebeu-se, a partir disso, que a atuação do Movimento dos Atingidos por Barragens, a partir da realidade social viva daqueles que constroem suas ações, propõe uma visão menos fria sobre liberdades individuais, sobretudo no que diz respeito ao direito à propriedade. A necessidade de ser tratados com dignidade não advém pura e simplesmente do fato de terem suas propriedades inundadas pelas águas represadas, visto que o Estado, nesses casos, tem de cumprir sua obrigação de fornecer novos lares a todos os atingidos. A luta do MAB exige dignidade, sobretudo, ao considerar um valor afetivo à antiga propriedade do sertanejo atingido por barragens, acrescentando concepções de direito à memória no frio direito liberal à propriedade. Conclui-se, assim, a inegável contribuição de movimentos sociais, como o MAB, para a ampliação das percepções formais já cristalizadas sobre a amplitude do escopo protetivo dos direitos humanos. Em sua vivência combativa cotidiana, os militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens chamam a atenção para aspectos de direitos como o à propriedade que são por vezes ignorados pelo poder público e pelos juristas tradicionais. Assumindo-se como sujeito coletivo – e não individual – de direitos, esse movimento traça caminhos na construção de uma nova forma de se encarar as diferentes juridicidades percebidas na realidade concreta de um país diverso como o Brasil.

Autor : RENER COSTA PIRES

Modalidade : AT 11 - Espaços, paisagens e territórios no semiárido

Sala : PO - AT 11     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O conceito de região é um conceito primordial na ciência geográfica, o qual estende-se a compreensão de diversos aspectos, principalmente para a caraterização de unidades administrativas, mas não somente isso. O conceito de região está vinculado ao conceito de território, pois ambos se utilizam de um conceito maior que é o poder, seja dentro do aspecto social, econômico e/ou político (CORRÊA, 2000). Nesse sentido, o presente trabalho tem como tema central o debate e análise do conceito de região na perspectiva geográfica, mas utilizando como prisma analítico uma discussão teórica sobre a região semiárida cearense, relacionando ambas as questões conceituais. Como objetivo central do trabalho, buscou-se compreender a região do semiárido cearense na perspectiva do conceito de região geográfica, isso porque a questão norteadora para este trabalho foi pautada devido ao forte crescimento recente de municípios do Ceará que estão inserindo-se justamente na região do semiárido, crescimento este atual e pertinente ao tema, assim, visou-se também analisar este crescimento e como tudo isto está relacionado a partir de uma perspectiva geográfica no próprio conceito de região. À vista disso, a metodologia do trabalho pautou-se em uma revisão de literatura sobre o conceito de região na perspectiva geográfica, trazendo discussões acerca do conceito em si, até mesmo para justificar as questões que foram lançadas anteriormente, além disso, foi construída uma hemeroteca digital relacionando às principais notícias que abordaram o crescimento de cidades no semiárido cearense. Por fim, utilizou-se também de relatórios e resoluções da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). Sabendo que a região do semiárido é caracterizada por diversos aspectos, como clima seco, baixa pluviosidade e elevada evapotranspiração, o aumento do número de municípios na região do semiárido cearense se pauta justamente nas condições de combater estas questões, entretanto, a inserção de um determinado município nesta região define diversos benefícios, como os créditos diretamente do governo federal para as prefeituras, políticas públicas assistencialistas, dentre outros. Nesse sentido, caracterizar um determinado município no âmbito da região do semiárido pauta-se justamente na perspectiva da regionalização, análise essa vinculada ao conceito de território, logo o de poder, seja político, econômico e até mesmo social. Portanto, o aumento do número de munícios na região do semiárido está vinculado diretamente ao conceito de região. Portanto, a região do semiárido cearense está diretamente vinculada as práticas socioeconômicas que o conceito de região possui, isso porque regionalizar unidades administrativas de um determinado território envolve estratégias pré-definidas que servirão para um certo fim, de modo que temos como exemplo a regionalização do semiárido cearense como prática política que vai além do aspecto administrativo, pois criar novos municípios na região do semiárido atrai incentivos, créditos etc., e tudo isto pode ser justificado pelo que muitos autores chamam de ‘política da seca’, portanto, regionalizar determinado território envolve diversas estratégias, envolve poder político, econômico e/ou social.

Autor : RENÊ ALEXSSANDRO BRITO DE SÁ

Modalidade : AT 11 - Espaços, paisagens e territórios no semiárido

Sala : PO - AT 11     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O setor da construção civil contribui para o agravamento dos problemas ambientais de diversas maneiras, dentre as quais, pela utilização de matérias não renováveis. Apesar dos impactos negativos, a construção civil é necessária para o desenvolvimento, daí a necessidade de minimizar os efeitos danosos provocados ao meio ambiente. O telhado verde, método construtivo inserido no contexto de construções sustentáveis, e vem sendo implantado como alternativa de amenizar os danos causados. Como exemplo de seus benefícios, tem-se a redução da oscilação da temperatura interna na edificação, estratégia adequada para o clima quente e seco, como o da cidade de Pau dos Ferros-RN. O estudo desenvolvido tem como objetivo verificar a viabilidade da implementação de tetos verdes na cidade de Pau dos Ferros. Em busca de aspectos da viabilidade de implementação do telhado verde a construção desse trabalho será utilizado um modelo de telhado verde base, que a partir de uma laje de concreto tem-se as camadas que constituirão a filtragem, drenagem, solos e vegetação. Foi realizada uma pesquisa de mercado para levantar o custo da implementação desse método construtivo e do método convencional (com telha fibrocimento e telha cerâmica), com posterior comparação de viabilidade de implementação e utilização entre eles e o telhado verde. Além de pesquisa de mercado, foi utilizado a planilha de preços e custos de insumos e composições do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) – Rio Grande do Norte como forma de auxiliar no orçamento dos métodos construtivos. Também foram realizadas entrevistas com profissionais (Engenheiros Civis e Arquitetos e Urbanistas) que atuam na construção civil acerca das considerações que levam ao grande uso de telhados convencionais, assim como também em relação às dificuldades encontradas na implementação do telhado verde. Os resultados são apresentados subdivididos em duas partes: entrevistas e sistema construtivo, disposição e custo. A realização de entrevistas com um Arquiteto e Urbanista e com um Engenheiro Civil, ambos profissionais atuantes no mercado de construção civil de Pau dos Ferros, as opiniões pessoais dos profissionais a respeito das opiniões quanto a escolha do telhado utilizado em projetos locais, mostra os obstáculos na escolha pelo telhado verde e a decisão de utilizar telhados convencionais. Para a discussão acerca da implantação do telhado verde como maneira viável de substituir os telhados convencionais na cidade de Pau dos Ferros, a pesquisa quantitativa mostra que quase todos os materiais a serem utilizados na execução do telhado verde estão disponíveis no comercio local, exceto o geossintético utilizado na filtragem, o que leva a buscar maneiras de substituição onde entra a utilização de um filtro utilizando diferentes granulações de brita e chegando a um resultado eficaz. Tem-se no entanto uma necessidade de se fazer pesquisas aprofundadas a respeito da disponibilidade de materiais no comercio da construção civil que possa melhorar a viabilidade da implementação, como também buscar a utilização da vegetação nativas como finalidade de diminuir custos e aumentar a eficiência. O telhado verde além de trazer benefícios estéticos para a edifício, a aplicação do telhado verde proporciona melhorias para a sociedade e o meio ambiente, já que o mesmo funciona como isolante térmico ocasionando melhores condições de conforto nos ambientes construídos. Além de proporcionar o aumento de áreas verde nas grandes cidades diminuído os efeitos das ilhas de calor e o melhoramento da qualidade do ar, apresentando-se como potencial de melhorias nas construções civis na cidade de Pau dos Ferros – RN.

Autor : LARISSA FURTADO LINS DOS SANTOS

Modalidade : AT 11 - Espaços, paisagens e territórios no semiárido

Sala : PO - AT 11     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A interpretação da paisagem por meio de uma ótica sistêmica ganhou espaço na geomorfologia a partir da Teoria Geral dos Sistemas, proposta por Von Bertanlaffy, que ressaltou a ideia de interação entre os vários elementos que compõem a natureza. Segundo esta perspectiva, todos os integrantes do geossistema estão interligados e podem sofrer a influência de mudanças pontuais que venham a acontecer, modificando toda a relação considerada natural. Levando em consideração o processo de evolução da Terra, tendo como foco o período Quaternário, a análise da paisagem como um todo necessita de uma visão integradora, que compreenda todo o processo evolutivo. Entender a dinâmica pretérita propicia uma melhor compreensão da dinâmica atual, da disposição dos elementos na paisagem e sua evolução. Partindo deste pressuposto, este trabalho preocupa-se em analisar a dinâmica de precipitação dos últimos dezoito anos, observada na Serra dos Cavalos, localizada no Estado de Pernambuco. Esta análise irá contribuir de modo significativo tanto com a compreensão da dinâmica geomorfológica da área delimitada, quanto com o entendimento de como se processou a evolução do uso e ocupação da terra ao longo destes anos. Esta análise foi processada a partir da coleta das médias pluviométricas mensais dos últimos dezoito anos dos municípios de Caruaru, Altinho, Agrestina, Bonito e Sairé, disponibilizadas pelo Agritempo

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas