Autor : MARIA PEREIRA DE ARAÚJO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A Jatropha mollissima (Pohl) Baill., popularmente conhecida como pinhão-bravo é uma espécie monóica, ocorrendo em todos os estados do Nordeste do Brasil, exceto no Maranhão, habitando áreas de Caatinga hipoxerófila e hipexerófila, bem como restingas. Essa espécie possui uma grande produção de látex, cuja a coloração varia entre o branco e o amarelado. Esse látex é utilizado na medicina popular para cicatrização de feridas, verrugas, veneno de cobras e carrapatos. Porém o aspecto leitoso contido no mesmo não depende de sua composição, e sim dos resultados diferenciado entre os índices de refração das partículas no meio de dispersão. Objetivou-se nesse estudo avaliar a massa fresca e altura das sementes de J. mollissima provenientes de diferentes matrizes do município de Sumé no Cariri paraibano. O trabalho foi realizado no município de Sumé, na qual está situada na microrregião do Cariri Ocidental da Paraíba. Seu clima caracteriza-se, pela escassez de chuvas e altas temperaturas, ocasionando uma acentuada evaporação. Os frutos da Jatropha mollissima (Pohl) Baill foram coletados em abril de 2018 em 30 matrizes adultas localizadas no Espaço Experimental Reservado para Estudos de Ecologia e Dinâmica da Caatinga - Área II pertencente ao Laboratório de Ecologia e Botânica – LAEB/CDSA/UFCG (7°39’42.03’’ S e 36°53’46.61’’ W; 528 m de altitude) para extração das sementes, triagem e foi realizado um mix para a seleção de 100 sementes. Os dados de massa fresca foram obtidos com uma balança analítica com precisão de 0,001g e paquímetro digital com precisão de 0,01 mm. Para massa fresca das 100 sementes, pode-se observar uma variação de 0,069 a 0,426 g. A média geral foi de 0,22 g. Considerando a frequência, o maior valor se deu de 0,16 a 0,20 g com 32% das sementes. Os intervalos de 0,06-0,10 mm, 0,31-0,35 mm e 0,41g-0,45g obtiveram uma representatividade inferior a 6%. Quanto à altura os valores variaram de 10,13 a 13,81 mm. A média da altura foi de 12,77 mm e a maior frequência ocorreu na classe que variou de 12,71 a 12,80 mm, com 17% das sementes. A influência no tamanho da semente pode ser devido a formação e desenvolvimento das plantas. Pois as espécies que brotam sementes com maiores grandezas são facilmente localizadas em ambientes que contem sombras e adaptam-se a ambientes propensos a estresse hídrico. A caracterização biométrica das sementes é importante, pois pode disponibilizar informações relacionada as diferenças de tamanhos entre as sementes. Nesse sentido, verificou-se que houve uma maior frequência em um menor quantitativo de intervalos apontando para um padrão de desenvolvimento de sementes. Para a altura contatou-se que houve intervalos com valores de frequência expressivos, entretanto, com variações nos valores de frequência nos demais intervalos. Nesse sentido, torna-se importante o conhecimento dos padrões dos desenvolvimentos das sementes.

Autor : ROMÁRIO DE SOUSA ALMEIDA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Tabebuia aurea (Manso) Benth. & Hook, conhecida como craibeira, caraíba, craiba, é uma espécie de ampla distribuição no território brasileiro, tendo sua ocorrência nas regiões Amazônica, no Cerrado, na Caatinga, possui um rápido crescimento, e ela pode ser utilizada para reflorestamento, principalmente em regiões de matas ciliares. Tabebuia impetiginosa (Mart. ex DC.) Standl é conhecida popularmente como ipê-roxo, pau d’arco-roxo, ipê-roxo-de-bola, possui porte arbóreo e pode alcançar uma altura de 8 a 20 m, apresenta grande valor medicinal, e é muito utilizada na recuperação de ambientes vegetais degradados. Entretanto, é necessário informações sobre a produção vegetal destas espécies. Objetivou-se com este trabalho avaliar o comprimento da raiz principal das plântulas de T. aurea e T. impetiginosa em sistema de produção vegetal no Semiárido paraibano. As sementes de T. aurea e T. impetiginosa são oriundas de uma matriz adulta, situada no município de Sumé (07º40'18" S e 36º52'48" W e 532 m de altitude). Foram coletadas em dezembro de 2017 e conduzidas ao Laboratório de Ecologia e Botânica - LAEB/UFCG/CDSA, onde foi feita a triagem das mesmas de forma manual. O experimento foi conduzido no viveiro do Laboratório de Ecologia e Botânica, pertencente ao Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (7°39’34.84’’ S e 36°53’35.96’’ W; 538 m de altitude), sob 50% de sombreamento. A semeadura foi realizada em 31 de dezembro de 2017 em bandejas de polietileno com 46 cm de comprimento, 31 cm de largura e 7 cm de profundidade, e perfuradas na base para liberação do excesso de água durante a rega. Foi utilizada areia como substrato, previamente peneirada e lavada. Foram dispostas 100 sementes de cada espécie a 1,5 cm de profundidade. Analisando os 87 indivíduos germinados, é possível verificar que os níveis de comprimento da raiz de T. aurea variaram de 3,0 a 15,9 cm, com ocorrência de 2 indivíduos com valores maiores ou iguais a 16 cm, duas classes apresentaram os maiores valores de comprimento, 8,0 a 8,9 cm e 10 a 10,9 cm, ambas com 12 indivíduos, sendo que as classe que varia de 3,0 a 3,9 cm apresentou apenas 1 indivíduo Para T. impetiginosa, analisando os 79 indivíduos germinados, é possível verificar que os níveis de comprimento da raiz variaram de 3,0 a 12,9 cm, com ocorrência de 1 indivíduos com valor maior que 12,9 cm. A classe variando de 9,0 a 9,9 cm apresentou maior quantidade de indivíduos, 15, contudo, as classe que varia de 11 a 11,9 cm apresentou apenas 2 indivíduos. Em termos de padrões de comprimento de raiz, T. impetiginosa esteve distribuída em um menor número de classes e com um maior quantitativo de indivíduos nas classes mais representativas em relação a T. aurea, apontando para um padrão de desenvolvimento mais homogêneo. Nesse sentido, o conhecimento do desenvolvimento dessas espécies torna-se fundamental para o desenvolvimento sustentável da região.

Autor : BRUNA DE FREITAS IWATA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:As áreas de vegetação remanescente (AVR) são fundamentais no processo de manutenção da qualidade ambiental, pois permitem conservar os componentes bióticos e abióticos dos ecossistemas, garantindo principalmente a manutenção das relações ecológicas e os processos de resiliência do ambiente. Entretanto, pelo uso exploratório dos recursos naturais, a manutenção dessas áreas tem se tornado fortemente ameaçada, restrita à apenas a áreas de cumprimento legal, e ainda configurando a fragmentação dos ambientes. No território da Caatinga, a permanência e manutenção da vegetação em pé é ainda mais desafiador, visto que o comportamento natural peculiar da Floresta Nativa de Caatinga deturpa a projeção comum de áreas ainda florestadas, pois são caracteristicamente esparsas, caducifólias predominantemente, mais vulneráveis ao fogo, e biomassa mais restrita, levando a um desencadeamento histórico de exploração sem compensação qualitativa e quantitativa das áreas de reposição. Assim, o reconhecimento das AVR da Caatinga e o monitoramento da conservação dessas áreas repercute na manutenção efetiva da qualidade ambiental, manutenção da biodiversidade e zona de recarga hídrica, além da conservação de espécies que mantém os ciclos de exploração pelo extrativismo. Diante disso, o objetivo desse trabalho é a construção de uma plataforma de monitoramento de AVR da Caatinga, com vistas na manutenção da qualidade ambiental de áreas testemunhas da biodiversidade do semiárido brasileiro e em zonas de transição. Como método de construção da plataforma serão necessárias três etapas: levantamento de áreas remanescentes de Caatinga (dados geoespaciais, imagens, cartas), submissão a plataforma via alimentação do banco de dados e disposição de camadas para habilitação dos dados. A plataforma será construída utilizando como base a ferramenta GEONODE, na qual será alimentada por dados geoespaciais de catalogação de áreas remanescentes de vegetação nativa. Como delimitação territorial será utilizado o critério discriminado pelo mapeamento publicado pelo IBGE (2014). O sistema Caatinga em Pé será formado por diversas camadas capazes de gerar produtos de fácil acesso ao meio acadêmico e técnico-profissional, com demonstrativos capazes de subsidiar uma avaliação qualitativa e quantitativa da manutenção das áreas testemunhas de Caatinga. Os dados que alimentarão a plataforma contemplarão informações sobre nível de cobertura da vegetação, fitofisionomias presentes, grau de adensamento, diferenciação de estrato e estimativas de biomassa vegetal em pé. Além disso, os dados estarão associados a localização quanto a geomorfologia e cobertura de solos. Espera-se que a plataforma possa contribuir no reconhecimento das zonas de integração entre AVR e as áreas obrigatoriamente protegidas pelo Código Florestal brasileiro, facilitando o processo de delimitação de zonas mais viáveis à supressão vegetal e exploração. Almeja-se ainda que o reconhecimento, a catalogação e monitoramento dessas áreas possibilite a criação de um banco de zonas de disponibilidade para uso e exploração sustentável da Caatinga, para servidão florestal, assim como para crédito de reposição florestal e planos de manejo florestal para exploração regular da madeira. Ressalta-se ainda, a possibilidade de uso dessas áreas para conservação do banco de sementes de espécies endêmicas das áreas de Caatinga, com reconhecido papel ecológico e social, assim como preservar efetivamente espécies ainda não catalogadas.

Autor : FRANCISCA MARTA MEDEIROS DOS SANTOS

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Esse trabalho trata da mesofauna do solo de um jardim particular na cidade de Malta-PB, sendo essa mesofauna importante para a ciclagem de nutriente e interação com microrganismos. Fazendo levantamento da riqueza e abundância do solo de uma localidade familiar, para demonstrar a importância do solo, para minimizar os impactos ambientais e efeitos da antropização. Sendo identificada a nível de ordem, 794 indivíduos, distribuídos em 11 ordens e 47 espécies/morfoespécies, sendo Annelida a mais abundante com 35,64% mostrando-se a mais importante para a composição do solo.

Autor : LUZIA BATISTA MOURA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O Bioma Caatinga estabelece um rico ecossistema exclusivamente brasileiro, com ampla diversidade de espécie e uma grandiosa incidência de endemismo. Cnidoscolus urens L. tem a distribuição mais ampla dentre as espécies do gênero Cnidoscolus, ocorrendo desde a porção oriental do México até a Argentina. No Brasil, é extensamente distribuída, ocorrendo no Nordeste (AL, BA, PB, PE, PI, RN e SE), Sudeste (ES, MG e RJ) e Centro-Oeste (DF). Conhecida popularmente como “cansanção” (BA, PB, PE, PI), “cansanção branco” (PI), “urtiga” (PB, PE, PI) ou “urtiga-branca”. Seu período de floração ocorre de março a setembro. O presente estudo objetivou analisar a massa fresca de sementes de Cnidoscolus urens L. provenientes de diferentes matrizes em três municípios do Cariri paraibano. As sementes foram coletadas entre os meses de abril, maio e junho de 2018 nos municípios de Sumé (07º40'18"S, 36º52'48" W, 532 m de altitude), São José de Cordeiros (7°28'13.35"S, 36°53'51.33"W, 644 m de altitude) e São João do Cariri (7°27'45.60"S, 36°26'26.12"W, 402 m de altitude) no Semiárido paraibano. Para cada município foram selecionadas 30 matrizes. As sementes foram conduzidas para o Laboratório de Ecologia e Botânica - LAEB/UFCG/CDSA para triagem e foi realizado um mix por município para a seleção de 100 sementes, para análise da massa fresca sendo esta determinada em balança analítica com precisão de 0,001g. A massa fresca média por município está a seguir elencadas: Sumé - 0,0248g com variação de 0,011g a 0,040g; São João do Cariri 0,0340g com variação de 0,021g a 0,050g; São José de Cordeiros - 0,0401g com variação de 0,021g a 0,055g. As sementes apresentaram variações sendo as coletadas em São José dos Cordeiros as que apresentaram a maior média de massa fresca. Dentro da mesma espécie, pode encontrar variações especificas por conta das influências de fatores bióticos e abióticos, durante a evolução das sementes e à variabilidade genética. O tamanho e a massa de sementes podem diferenciar entre plantas da mesma espécie. A família Euphorbiaceae, possui muitas espécies na qual a massa das sementes pode ser vista como indicativo de sua qualidade fisiológica, sendo que em um mesmo lote, sementes mais pesadas geralmente apresentam maior desempenho do que as mais leves, na germinação e no crescimento inicial das plantas. Nesse sentindo, os dados apontam que as sementes de matrizes dos três municípios apresentam variações em relação à massa fresca média. Isso mostra que sementes provenientes de diferentes localidades possibilitam grandes variações nas suas características e nas suas qualidades fisiológicas, onde a variação no peso de massa fresca média pode indicar o potencial para a seleção da espécie. Portanto, o registro de informações sobre esta espécie, pode subsidiar ações voltadas para fortalecer o campo da biologia da conservação no contexto do Semiárido brasileiro.

Autor : COSMA LAYSSA SANTOS GOMES

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A vegetação predominante da região semiárida do Nordeste é a Caatinga, um bioma exclusivo do Brasil, e que apresenta uma vegetação riquíssima, formada por inúmeras espécies, sendo de destaque as espécies forrageiras que possuem estratos arbóreo, arbustivas e herbáceas (SOUZA et al., 2014). Um dos principais problemas enfrentados pelos agricultores familiares da região semiárida, sobretudo na época de estiagem é a alimentação animal. Para amenizar esse problema, uma proposta seria a produção e conservação de forrageiras nativas, e o uso da caatinga através do manejo sustentável com técnicas agroecológicas, sendo assim possível a preservação da produção agrícola e pecuária sem acabar ou degradar o ecossistema (SANTOS, 2008). Mediante ao exposto acima, e sabendo da importância da pecuária para a região semiárida da Paraíba, também diante da relevância das espécies forrageiras da caatinga para a produção animal por ser um recurso forrageiro de maior expressão no semiárido e possuir elevado valor nutricional, o objetivo deste trabalho foi diagnosticar dentro dos sistemas adotados nas propriedades rurais do município de Baraúna – PB, informações sobre as espécies da Caatinga com potenciais forrageiros utilizados na alimentação dos rebanhos. O trabalho foi desenvolvido, entre os meses de maio a agosto de 2016, na zona rural do município de Baraúna – PB. A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de questionários com perguntas, fechadas e de múltipla escolha, aos produtores rurais. As entrevistas foram divididas em quatro áreas, as mesmas realizadas pelos quatro agentes comunitários rurais do município. Para a análise dos dados foi editado um arquivo em Excel contendo todas as informações presentes no questionário. O uso de espécies nativas com potencial forrageiro na pesquisa levantada neste trabalho se destaca como sendo a principal fonte da alimentação animal no município, além de ser um método viável para compor a dieta animal, no entanto tem que haver a utilização de estratégias de alimentação que atendam aos objetivos dos sistemas de criação, devendo-se priorizar planos nutricionais racionais e econômicos, precisa-se de um melhor aproveitamento dessas espécies para que haja o desenvolvimento sustentável da produção animal do município. Para tornar a produção animal mais rentável no município necessita-se à adoção de capacitação dos produtores em novas tecnologias, melhoria na oferta de alimentação animal em épocas de seca, assistência técnica adequada e mais presente no município. Considerando que a produção de alimento para os animais, ainda constitui no maior problema para o desenvolvimento da pecuária no semiárido, foi questionado dentre as espécies citadas pelos produtores da zona rural do município de Baraúna – PB as mais utilizadas na alimentação dos rebanhos, verificou-se no momento da pesquisa o uso da maniçoba (Manihot pseudoglaziovii) por parte dos produtores na alimentação dos rebanhos, a mesma passa por um processo de trituração e pré-secagem, logo mais é adicionado farelo, e depois de algumas horas de secagem é disponibilizado para os animais. Segundo os produtores a maniçoba é uma espécie de suma importância para a alimentação animal, e sempre obteve efeitos positivos nos rebanhos como o ganho de peso. Já outros produtores afirmaram já ter usado a maniçoba, e acabaram perdendo algum de seus animais, isto se deve ao uso inadequado da espécie, uma vez que a mesma possui o ácido cianídrico que pode acarretar na morte do animal. O uso de espécies nativas com potencial forrageiro na pesquisa levantada neste trabalho destaca-se como sendo a principal fonte da alimentação animal no município, além de ser um método viável para compor a dieta animal.

Autor : VINÍCIUS MATHEUS DA SILVA SANTOS

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:As florestas tropicais sazonalmente secas (FTSS) apresentam um grande aporte de serviços ecossistêmicos. Por isto, muitas vezes acabam sendo sobre-explotadas (EMBRAPA, 2007). Estudos a respeito da estrutura das populações de áreas florestais fornecem informações importantes para tomadas de decisão na aplicação de técnicas de manejo florestal e/ou conservação. A diversidade de espécies nestes ambientes possui características peculiares, principalmente aquelas espécies vegetais, que são fenológica e morfologicamente adaptadas para sobreviverem nestes ambientes secos e perturbados. Dentre as espécies de plantas existentes nas FTSS, C. blanchetianus aparece como uma indicadora de ambientes recém-perturbados ou em processos iniciais de regeneração. Apresenta grande distribuição e diversos benefícios ecológicos, econômicos e etnobotânicos (REIS et al, 2017; BARRERA; GÓMEZ; CASTIBLACO, 2016). Este trabalho objetivou verificar mudanças na estrutura populacional de C. blanchetianus em uma área de FTSS (caatinga) ao longo de 10 anos e foi realizado no Instituto de Pesquisa Agronômica (IPA), Caruaru-PE, cuja vegetação é de fisionomia arbustivo arbórea. A fundação existe desde 1959. Possuía uma área de 190ha, mas agora se encontra reduzida a um fragmento de 30ha de floresta madura. Em 1994, 3ha da vegetação nativa sofreu corte raso para o cultivo de Opuntia fícus-indica (L.) Mill (palma gigante), não utilizando fogo nem pesticidas para o preparo da terra (LOPES et al. 2011). O cultivo foi abandonado no ano seguinte e a vegetação vem regenerando há 23 anos. Foram realizados estudos em três momentos: T0) 2008 (LOPES et al. 2011); T1) 2013 (ANDRADE, 2017); e T2) 2018, este trabalho. Foram instaladas 100 parcelas de 50m² (5m x 10m) organizadas em cinco transectos de vinte parcelas, separados por um corredor de 3m. A floresta regenerante encontra-se a uma distância de 3 m da floresta madura sem registro de corte raso a cerca de 60 anos. Foram mensurados a altura e o diâmetro dos indivíduos de C. blanchetianus com diâmetro ao nível do solo (DNS) ≥ 3cm e registrado o número de indivíduos presentes nas parcelas. Os indivíduos foram separados em classes de tamanho usando a fórmula de Spiegel e regra de Sturges (FELFILI; REZENDE, 2003 apud FONTENELE, 2014), que separou a população em nove classes. Para verificar o efeito do tempo sobre a densidade, altura e diâmetro foi realizado um Modelo Linear Generalizado (GLM) com teste a posteriori de Tukey. Foi registrado um total de 242 indivíduos em 2008 e 218 em 2013. Neste estudo, a abundância aumentou para 319 indivíduos. Contudo, não houve diferença significativa na densidade média, que variou de 2,4 ind/50m² em 2008, para 2,2 ind/50m² em 2013 e chegando a 3,2 ind/50m² em 2018. Não houve diferença significativa no diâmetro médio dos indivíduos, que em 2008 foi 5,8cm, em 2013 foi 6,8cm e em 2018 foi 6,1cm. A altura média foi 3,1m em 2008, reduziu para 2,9m em 2013 e aumentou significativamente para 3,6m em 2018 (F(6, 208)=2.4250; p=0,005438). Em 2008 e 2013 11% dos indivíduos tiveram entre 0,2 a 2,5 m de altura. Em 2018 este percentual aumentou para 26%. Cerca de 50% dos indivíduos tiveram altura variando de 2 a 4,6 m ao longo dos dez anos. Conclui-se que houve um aumento na abundância da população de C. blanchetianus. No entanto, este aumento não foi suficiente para promover diferença significativa na densidade média. Não foi registrado investimento na ocupação do espaço horizontal. Por outro lado, houve um aumento na ocupação do espaço vertical ao longo do tempo, mas a maioria dos indivíduos está distribuída nas menores classes de altura. Isto indica um aumento na probabilidade de recrutamento de indivíduos adultos reprodutivos no futuro. Diante dos fatos, este artigo mostra que a população permanece regenerando-se lentamente.

Autor : EDVANEIDE LEANDRO DE LIMA NASCIMENTO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Resumo: Introdução: Liquens formam uma associação simbiótica obrigatória entre um fungo e uma alga verde ou cianobactéria. Nesta simbiose diversos metabólitos secundários são produzidos, alguns com ação antibacteriana e fungicida. São importantes biomonitores e bioindicadores de qualidade ambiental e continuidade ecológica. Amplamente distribuídos em todo globo terrestres e principalmente nos trópicos os liquens são encontrados nos diversos biomas inclusive na Mata Atlântica. Este bioma possui área original de 1.103.961 km2, porém, até 2002, já apresentava 834.875 km2 de sua área desmatada, representando a perda de 75% de sua cobertura vegetal, assim como de inúmeras espécies, inclusive endêmicas, muitas provavelmente ainda não conhecidas. O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento das espécies de liquens crostosos na Reserva Biológica de Saltinho (REBIO Saltinho) afim de contribuir para a ampliação do conhecimento sobre os liquens no referido bioma. A REBIO Saltinho é um fragmento de Mata Atlântica criado através do decreto nº 88.744 de 21 de setembro de 1983, e está situado ao sul do Estado de Pernambuco, no município de Tamandaré, S 8º43'57.16"O 35º10'26.62" a 114 km de distância do Recife. Apresenta área de 538 ha, sendo mais uma importante área de preservação da biodiversidade deste bioma. Metodologia: Foram realizadas duas coletas de liquens crostosos durante os anos de 2013 e 2014. Os talos liquênicos foram retirados dos hospedeiros usando-se faca e martelo, acondicionadas em sacos de papel, sempre realizando anotações pertinentes e posteriormente levadas ao laboratório no Departamento de Micologia da UFPE, onde foram prensadas em temperatura ambiente por uma semana. Após a secagem, foram coladas em papel cartão de 14 × 09 cm para confecção da exsicata, registrando-se local e data de coleta, coletor e número, em seguida, as amostras foram colocadas em freezer à -20ºC por sete dias, para eliminar insetos e posterior estudo taxonômico. Resultados e Discussão: Foram registradas 69 espécies de liquens distribuídos em 3 classes (Arthoniomycetes, Dothideomycetes e Lecanoromycetes), 8 ordens (Arthoniales, Lecanorales, Monoblastiales, Ostropales, Pleosporales, Pyrenulales, Teloschistales, Trypetheliales), 11 famílias (Arthoniaceae, Graphidaceae, Letrouitiaceae, Malmideaceae, Monoblastiaceae, Mycoporaceae, Porinaceae, Pyrenulaceae, Ramalinaceae, Roccellaceae, Trypetheliaceae) e 29 gêneros. Sendo Pyrenula (11), Malmidea (7), Ocellularia (6) e Phaeographis (6) os mais ricos em número de espécies. Pyrenula tem sido amplamente registrada nos trópicos, principalmente em áreas de Caatinga e Mata Atlântica, com elevado número de espécies, inclusive com inúmeras espécies novas para a ciência no Brasil. Malmidea é bem diversificado na Mata Atlântica. Sua morfologia variada, com apotécios coloridos e com estruturas peculiares atraem a atenção do Liquenólogo. Ocellularia e Phaeographis também são bem registradas nos dois biomas citados. Entretanto existe uma variação quanto as espécies. Ocellularia em áreas de Mata Atlântica apresenta na maioria dos casos ascomas apotecióides com coloração vaiando do verde claro à escuro e em Phaeographis espécies com lirelas com disco vermelho (Phaeographis haematites (Fée) Müll. Arg. Considerações finais: A continuidade dos estudos de levantamentos sobre liquens em fragmentos de Mata Atlântica consolida dados sobre a biodiversidade desses organismos e ajudam a planejar políticas de conservação. Agradecimentos: Ao CNPq, CAPES pelo auxílio financeiro.

Autor : MARTA GOMES CÂMARA DE ARAÚJO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Resumo: A caça de animais silvestres é proibida por lei em todo território nacional, sendo permitida apenas por reservas indígenas para fins de subsistência. A Etnobiologia é uma ciência que interliga a relação do homem aos recursos naturais e um de seus ramos amplamente estudado é a Etnozoologia, ciência que investiga a relação das culturas humanas com os animais. A caça traz inúmeras consequências ecológicas e comportamentais as espécies como a mudança de padrões comportamentais associados ao tamanho das populações, perda de processos ecológicos como dispersão de sementes, manutenção da heterogeneidade do micro-habitat, perda de habitats reprodutivos e comprometimento da capacidade de suporte. Nesse sentido, o trabalho teve como objetivo reconhecer como os caçadores da comunidade Bonfim, zona rural semiárida do município de Angicos/RN reconhecem essa relação e faz uso desses animais. Adotou-se como método de amostragem qualiquantitativo a técnica Snowball (Bola de Neve), assim como “turnês guiadas”, registros fotográficos e questionário semiestruturado contendo informações socioeconômicas e etnozoológicas. Para análise quantitativa, utilizou-se o software Excel para a tabulação dos dados. As espécies foram identificação mediante um mosaico com imagens de espécies da fauna local registradas a partir de trabalhos relacionados ao tema e regiões semelhantes. Os dados foram coletados nos meses de junho e julho de 2012, totalizando cinco visitas, duas com duração de dois dias e três com duração de dez horas. Foram mencionados 28 caçadores, destes, 14 foram entrevistados. Os demais não residiam mais na comunidade e dois se encontraram ausentes. Os entrevistados apresentaram faixa etária entre 21 e 30 anos (43%), a maioria tem o ensino fundamental incompleto (43%), renda familiar entre 1 e 2 salários mínimos (57%), moram a mais de vinte anos na comunidade (57%), aprenderam a caçar com amigos (42%), repassam a prática da caça a terceiros (57%) e tem conhecimento de que a caça é crime ambiental (93%). No local, se destaca a caça de subsistência com 31%, seguido da comercial com 23% e medicinal com 21%. A caça de animais silvestres é reconhecida por 71% dos caçadores como prejudicial ao meio ambiente. A abordagem etnofaunística contabilizou 294 citações correspondendo a uma riqueza de 70 espécies diferentes distribuídas em 28 ordens, 44 famílias e 58 espécies identificadas. O grupo taxonômico de maior procura pelos caçadores são os mamíferos, com representatividade de 62% para a família Dasypodidae de alto valor comercial. Em contrapartida, as aves se apresentam como grupo mais conhecido taxonomicamente com 45%. A técnica de caça mais utilizada é a caça com cachorro para mamíferos e répteis e, para as aves a caça com espingarda. Os répteis formam o grupo mais significativos do ponto de vista medicinal onde, a banha, é a parte mais utilizada como uso tópico. O estudo e identificação da riqueza de espécies capturadas durante a caça, viabiliza a formulação de estratégias significativas na proteção da fauna silvestre, sua utilização pela comunidade e principalmente uma abordagem reflexiva quanto ao impacto caudado por essas práticas. É importante ressaltar que a sustentabilidade articula não apenas sistemas ecológicos mais também sociais, e os estudos a eles direcionados devem estabelecer parâmetros que abracem a sua diversidade.

Autor : RITA MAGALLY OLIVEIRA DA SILVA MARCELINO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O processo de desertificação delimita a região semiárida (INSA, 2012) podendo ser intensificado pelo extrativismo vegetal que contribui expondo os solos aos agentes erosivos constituindo as principais causas dos processos de desertificação (OLIVEIRA et al., 2015; MARINHO et al., 2016). O jucá (Caesalpinia ferrea), craibeira (Tabebuia aurea) e cumaru (Amburana ceareisis) nativas da Caatinga com potencial para uso em programas de reflorestamento. Os fatores que mais dificultam o processo de recuperação dessas áreas são baixos teores de fósforo (P) e de matéria orgânica do solo (SILVA et al, 2017). A matéria orgânica influencia positivamente na disponibilidade de P (LIMA, 2015). Neste trabalho objetivou-se avaliar as frações de fósforo nas três espécies arbóreas estudadas e o teor de fósforo no solo em função da adubação fosfatada e orgânica quando cultivadas em solo degradado. O experimento foi realizado em casa de vegetação no Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar da Universidade Federal de Campina Grande (CCTA/UFCG), Campus de Pombal-PB. O delineamento foi o inteiramente casualizado, com arranjo fatorial de 5x2, onde constou de cinco doses de fósforo (0, 50, 100, 150, e 200 mg/dm3 ) e duas doses de matéria orgânica (0 e 50g/kg). Cada unidade experimental apresentava um vaso com 5,0 dm3 de solo com uma planta. Aos 120 dias de cultivo, coletou-se amostras de 0,5g da quinta folha de cada planta para posterior análise das frações fósforo no tecido da planta, sendo o fósforo inorgânico (Pi), fósforo orgânico (Po) ) e fósforo total solúvel (Pts) mediante metodologia proposta por Hogue et al. (1970). Os teores de P no solo dos vasos foram analisados conforme a Embrapa, (2013). A adição de matéria orgânica ao solo proporcionou maiores teores de P no solo em todas as doses aplicadas. As frações solúveis de fósforo (P) apresentaram comportamento diversificado para as doses de P em função das espécies vegetais e da presença ou não de matéria orgânica. As frações de fósforo inorgânico (Pi), fósforo orgânico (Po) e fósforo total solúvel (Pts) apresentaram tendência de aumento para as espécies cumarú e craibeira em função das doses de P, enquanto que para a espécie jucá o comportamento foi indefinido. Os maiores teores de Pi foram obtidos jucá, mas nas menores doses de P. Entretanto, para os teores de Po e Pts, o jucá foi a espécie com os menores teores de P nas doses mais elevadas deste nutrientes no solo. Independentemente da espécie vegetal, os maiores teores de Pi, Po e Pts foram obtidos com matéria orgânica nas menores doses de P. Desse modo, conclui-se que as espécies arbóreas estudadas apresentam comportamentos específicos de cada espécie quanto a influencia da adubação fosfatada nas frações de P. A adubação orgânica favorece o melhor aproveitamento do fósforo disponível no solo.

Autor : MARCELL PLATINI DE AZEVEDO VILAR

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A exploração e degradação das florestas nativas resultaram em um conjunto de problemas ambientais, como a extinção de espécies da fauna e flora, eutrofização, mudanças no clima local, além do assoreamento dos cursos d’água (Ferreira & Dias 2004). Além disso, nos dias atuais, é tendência mundial a crescente preocupação com a conservação dos recursos naturais, que requer a adoção de novas posturas frente à natureza, motivando a busca por conhecimentos que promovam a sustentabilidade dos recursos por ela ofertados (Lacerda et al. 2003). As florestas ripárias ou ripícolas são formações vegetais extremamente importantes em termos ecológicos, sendo essenciais para a manutenção da qualidade da água dos rios, lagos e demais ambientes aquáticos, funcionando como áreas de transição entre os ecossistemas terrestres e aquáticos, com espécies típicas das formações vegetais onde estão inseridas, estando presente em todos os domínios paisagísticos do Brasil (Kipper et al. 2010; Martins 2011). Quando se trata desse tipo de ecossistema no bioma caatinga, Araújo e Ferraz (2003) alertam para o fato de que este apresenta áreas degradadas florística e estruturalmente, em que várias espécies vegetais são usadas para diversas finalidades, como forragem para o gado, construção civil, produção de energia e tratamento de enfermidades (Ferraz et al. 2005). Em muitos casos constituem os últimos remanescentes florestais das propriedades rurais (Silva et al. 2012). Sendo assim, o referido trabalho teve como objetivo inventariar um trecho de mata ripária na mesorregião do Oeste Potiguar na cidade de Mossoró RN, pretendendo aumentar o conhecimento, bem como os estudos desses ecossistemas tão pouco estudados e preservados no bioma caatinga. E, por fim, tentar subsidiar sua conservação. O presente estudo foi realizado ao longo de um trecho de 100 m de vegetação no leito e cerca de até 20 metros de distância das margens do Rio Apodi-Mossoró, totalizando dois hectares inseridos no parque municipal na cidade de Mossoró. Trata-se de um rio perene que corta a cidade de Mossoró. Sua bacia hidrográfica possui uma área total de 14.276 km2. Apresenta uma vegetação ciliar arbórea-arbustiva aberta, como também de herbáceas inseridas no bioma caatinga. As coletas ocorreram nos meses de outubro e novembro de 2017, totalizando duas coletas, através de caminhadas no trecho selecionado. Os procedimentos de coleta, prensagem e herborização do material botânico seguem a metodologia proposta por Judd et al. (2009) e IBGE (2012). Os procedimentos de coleta, prensagem e herborização do material botânico seguem a metodologia proposta por Judd et al. (2009) e IBGE (2012). ). A identificação dos táxons foi feita a partir de observações morfológicas das estruturas vegetativas e reprodutivas. A lista florística elaborada seguiu o sistema de classificação do APG IV (2016), e em relação aos hábitos foram dispostas em arbórea, arbustos, subarbustos e herbáceas. A maior riqueza da vegetação ripária da região semiárida é também ratificada no trabalho de Miranda & Silva (1989). Outros autores como Rezende (1998) discutem que a vegetação presente ao longo dos corpos d’água apresenta um elevado número de espécies como Calotropis procera (Aiton) R. Br., Croton lobatus L, Waltheria sp. e Azadirachta indica A. Juss, sendo este superior ao encontrado em outras formações florestais. Assim, observa-se a grande diversidade de famílias encontradas em um pequeno trecho do rio, denotando grande riqueza de sua flora, o que pode levar a conscientização de sua preservação e conservação. Conclui-se que o levantamento florístico realizado nesse fragmento de área ripária dentro do bioma caatinga, mostrou grande variabilidade no número de famílias. Tais informações poderão ser utilizadas para comparativos de avaliação de aspectos/impactos e estimativas de cenários para licenciamento ambiental na referida e demais regiões onde se encontra esse tipo de floresta.

Autor : MARIA GABRIELA DE ARAUJO SILVA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O Brasil abriga o terceiro lugar em diversidade de cactáceas. Elas representam uma família botânica de arbustos, árvores, ervas, lianas e subarbustos representada pelos cactos (JUDD, 2009). Essa grande diversidade de formas, cores e tamanhos representa uma oportunidade de comércio para as comunidades da região semiárida. Este trabalho teve como um dos seus objetivos a criação de novas formas de acesso ao emprego e renda para comunidades locais principalmente na região semiárida. Esta foi a estratégia para a melhoria da qualidade de vida da população local. A proposta foi capacitar mulheres da comunidade Olga Benário, situada nas proximidades da cidade de Piranhas-AL, para o manejo de cactáceas com objetivo econômico e ambiental. A capacitação do grupo de mulheres da referida comunidade encontrou sustentação na necessidade e importância do empoderamento feminino (ONU, 2014), visando, além da questão econômica e ambiental, proporcionar a experimentação de um espaço social, qual seja, o da mulher atuante e trabalhadora. A complementação da renda com atividades baseadas em uma agricultura sustentável, aliada aos trabalhos artísticos e utilizando os conceitos de manejo e preservação, torna-se um caminho possível e viável para aqueles que buscam novas estratégias para o desenvolvimento sustentável (VEIGA, 2008). A capacitação das mulheres da comunidade Olga Benário teve como finalidade fornecer às mesmas o conhecimento necessário para que soubessem coletar, cultivar e preservar espécies de cactáceas para o comércio de plantas ornamentais (OLIVEIRA JÚNIOR, 2013) e, desta forma, contribuir para redução da vulnerabilidade social em que se encontram ocasionada pela falta de alternativas econômicas. O trabalho também pretendeu capacitar a comunidade para a preparação correta do substrato a ser utilizado pelas plantas e também para o uso das técnicas corretas de ornamentação dos vasos visando a agregação de valor estético e comercial ao trabalho final. É importante salientar que a atividade de exploração inadequada das cactáceas pode causar impacto ambiental já que pode resultar na extinção de algumas espécies e na consequente perda da biodiversidade. Desta forma, este trabalho esteve alinhado com o Plano de Ação Nacional Para Conservação das Cactáceas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio, 2011) que aponta algumas diretrizes responsáveis por causar impacto ambiental negativo, tais como a decorrência da ampla distribuição das cactáceas, fragmentação e perda de qualidade do habitat, mineração, comércio e coleta ilegal. Assim, torna-se necessário assegurar uma estratégia de conservação que, a nosso ver, está diretamente relacionada ao manejo consciente e responsável destas espécies.

Autor : CASSIO LAURENTINO VELOSO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:1. INTRODUÇÃO As sementes são muito mais que um recurso com a finalidade da produtividade estabelecido hoje pela agricultura convencional. Elas podem ser consideradas a base do produto de culturas para as sociedades através da história. Vale destacar que o patrimônio cultural rural possui uma dimensão muito mais extensa que a exposta pelas sementes crioulas, instituindo-se como um conjunto de diversos costumes, construções, músicas, danças e gastronomia. Sendo que transportam em seu material genético as características da sobrevivência, da resistência, da continuidade, da perpetuação. Fruto de um longo processo natural de seleção resistente, até que as condições do ambiente lhe fossem favoráveis (ALMEIDA & FREIRE, 2003). OBJETIVOS Esse texto tem como objetivo mostrar o mapeamento e identificação através de uma revisão bibliográfica quais os tipos de variedades de sementes criolas que são cultivadas pelas comunidades rurais localizadas nas proximidades da cidade de Piranhas AL. semiárido. 2. METODOLOGIA Para o levantamento bibliográfico, optou-se pela busca de artigos em periódicos nacionais disponíveis nas bases de dados pertencentes à Biblioteca Virtual da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Scientific Electronic Library Online (SCIELO), bem como teses, anais de eventos, livros, e outros. A análise foi realizada considerando informações específicas de cada artigo relacionadas à autoria, ano de publicação, país, população, tipo de pesquisa, instrumento utilizado para coleta de dados. 3. RESULTADOS As sementes crioulas são incumbidas aos agricultores, sendo cultivadas e selecionadas ao longo de gerações, o que as torna adaptadas às condições e aos sistemas de produção locais, e atendem às necessidades de seus manipuladores. Para os agricultores ter sua semente própria e de qualidade é uma das etapas mais importantes no processo de mudança agroecológica, a qual consolida a autonomia do agricultor. Sendo assim as sementes crioulas carregam consigo uma estrutura econômica e variedades adequadas à lógica produtiva dos grupos rurais (SHIVA, 2003). As famílias agricultoras estão percebendo que mantendo suas diversidades de sementes estão contribuindo para a preservação do patrimônio genético e sociocultural dos povos. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Concluindo assim, torna-se importante a utilização de meios que conservem e preservem essas variedades crioulas e toda a sua diversidade, sendo de grande importância a sua pratica constante em uma região uma vez que tem uma função essencial na soberania alimentar das famílias dos pequenos agricultores de todas as comunidades. Fazendo com que as comunidades não estejam submetidas às mudanças do mercado, nem fiquem sujeitas aos grãos produzidos pelas empresas de sementes artificialmente que por vezes são submetidas a agroquímicos que tanto faz mal ao homem quanto ao meio ambiente. Sendo importante,na perspectiva de resgatar essas sementes para se impedir a sua extinção e o seu conhecimento tradicional.

Autor : IAPONIRA SALES DE OLIVEIRA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O Sertão é uma extensa área de clima semiárido, caracterizado pela escassez e irregularidade de chuvas que causam secas periódicas. Depois da erosão do solo, o processo mais importante de degradação no semiárido nordestino é a perda de fertilidade, muitas vezes promovida pela prática das queimadas da vegetação para o desenvolvimento de pastos para o gado ou preparo da terra para as atividades agrícolas (KAUFFMANN et al., 1993, SAMPAIO et al., 2003). Esta prática vem reduzindo consideravelmente a biodiversidade. Considerando que os anfíbios anuros são excelentes bioindicadores ambientais, eles são relevantes em estudos que visem detectar as mínimas alterações em diferentes ambientes ecossistêmicos (KUSTER, 2008). Nesse sentido o objetivo deste trabalho foi identificar as principais modificações de paisagens do semiárido e suas implicações na conservação de anfíbios anuros, sendo um estudo sobre a percepção ambiental de agricultores locais. Compondo as áreas de estudo estão as comunidades de Petrolândia e Itacuruba, ambas situadas às margens do Rio São Francisco no Estado de Pernambuco. Contempla o Projeto “Icó-mandantes”, que foi concebido para reassentar as famílias que tiveram suas terras inundadas pelas águas do Rio São Francisco, durante a construção da Barragem de Itaparica. Entre os meses de novembro/2012 a abril/2013 foram entrevistados 369 agricultores. Para isso, dois questionamentos foram utilizados: Quantas espécies de anfíbios você já observou? Qual espécie não tem mais? Utilizando métodos quantitativos e qualitativos da Etnobiologia como: entrevistas estruturadas, observação participante Viertler (2002) e o teste de Kruskal- Wallis. Os resultados demonstraram que os agricultores locais apresentam percepção ambiental que considera modificações sofridas pela paisagem, os quais podem ter contribuído para o desaparecimento de espécies de anfíbios anuros ao longo do tempo na região. Alguns agricultores locais demonstram conhecer até cinco espécies de anfíbios anuros (n=160), outros, dez (n=135) e mais de (n=74). Além disso, citaram como espécies raras de serem encontradas e até mesmo extintas para alguns a Phyllomedusa nordestina Caranaschi (2006) – ranzinha da goiabeira; Proceratophrys cristiceps (Miller, 1884 “1883”) – sapo boi; Dermatonotus muelleri (Boettger, 1885) – Jia d’àgua e Leptodactylus vastus A. Lutz, 1930 – Caçote rajado. Além da pressão direta exercida pelas atividades antrópicas (por exemplo, degradação e destruição de habitat e poluição) sobre as populações de anfíbios, têm sido identificados outros fatores indiretos associados ao aquecimento global, tais como mudanças no teor de umidade dos ambientes terrestres (RIBEIRO & NAVAS, 2012). Nesse contexto, a compreensão das inter-relações entre as sociedades humanas e os recursos naturais é de fundamental importância para a execução de medidas Etnoconservacionistas, pois ao longo dos anos esta preocupação tem sido um dos principais desafios da ciência contemporânea.

Autor : MYCARLA MÍRIA ARAUJO DE LUCENA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Nas últimas décadas, paralelamente ao desenvolvimento científico e tecnológico, tem ocorrido maior utilização dos recursos naturais de forma desordenada, como se estes fossem encontrados de forma infinita na natureza. Diante disso, as nações mundiais vêm mostrando preocupações e discutindo soluções para se alcançar um desenvolvimento com sustentabilidade, que possibilite as gerações atuais e futuras e, ao planeta Terra, a vida com qualidade e dignidade humana. Está imbricado nessa relação de crescimento e desenvolvimento o consumo como propulsor do funcionamento do mercado que, independente de qualquer situação, objetiva competitividade e lucro. Mesmo que resulte em desenvolvimento predatório, que vem acompanhado por aumento da miséria, da violência, do desemprego, dentre outros. Nessa perspectiva, este artigo tem como objetivo principal a revisão bibliográfica acerca da Percepção Ambiental (PA) aliada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como subsídios para conservação da biodiversidade na região semiárida brasileira. De forma que possa servir de incentivo, orientação e base para a realização de estudos de PA e Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) em escolas junto aos professores e alunos, uma vez que, possibilita ampliar a visão acerca da relação homem-natureza, a partir do conhecimento local e conservação da sociobiodiversidade da região semiárida. Para a elaboração desta revisão, foi consultado os referenciais bibliográficos sobre os estudos de PA, EDS, ODS e conservação da biodiversidade. A região Semiárida, na qual predomina o Domínio das Caatingas, é considerado um bioma rico em biodiversidade, porém, convive com graves problemas ambientais e, vem sendo um dos mais ameaçados e transformado pela ação humana. Além disso, as interações entre a natureza e o homem nessa região foram marcadas por uma percepção na qual os recursos naturais são inexauríveis. Assim sendo, se faz necessário e urgente uma mudança regional significativa em direção ao desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, é vital colocar em prática nas escolas a EDS e os ODS, que segundo a UNESCO, tem como base a educação como indispensável para promover valores, atitudes, capacidades e comportamentos essenciais para confrontar os diversos desafios como pobreza, consumo desordenado, degradação ambiental, decadência urbana, crescimento da população, entre outros. Como forma de fortalecer as ações, atitudes em torno do Desenvolvimento Sustentável, a ONU definiu “A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” (2015-2030), na qual estão incluídos 17 ODS e 169 metas, os quais foram construídos sobre o legado dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com a meta de concluir o que estes não conseguiram alcançar. Os Objetivos e metas estimularão a ação para os próximos 15 anos em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta, e é nesse contexto que urge relevância da percepção ambiental dos educandos e educadores aliada à EDS, para compreender as interrelações entre o ser humano e o espaço onde vive, promovendo a sensibilização, a consciência e a compreensão do ambiente ao seu redor, para que assim, construam uma nova mentalidade e comportamento com vista a sustentabilidade e a qualidade de vida.

Autor : IVAN LISBOA ARAÚJO

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:As bacias hidrográficas, de qualquer ordem, vêm passando por fortes pressões em face das demandas de usos dos seus recursos naturais, que vão além da capacidade de resiliência dos seus ecossistemas. A erosão nas margens potencializada ou não pela retirada da vegetação ripária é responsável pela perda de grandes volumes de solo em taludes do rio que traz prejuízos socioeconômicos para proprietários de terras ribeirinhas, perda de áreas produtivas e desvalorização da propriedade (HOLANDA et al, 2011). Segundo Silva et al. (2009), a bacia do rio Capiá apresenta 24% de alta suscetibilidade à erosão e 65% da área da bacia apresenta perda anual de solo entre 0 e 30 ton/ha/ano. O objetivo geral é iniciar um trabalho de reflorestamento da mata ciliar do rio com espécies nativas da Caatinga. Os objetivos específicos são: promover o debate da necessidade sobre a conscientização ambiental para preservação e uso sustentável da Caatinga; identificar possíveis áreas em processo de desertificação; envolver as pesquisas ambientais do Campus Piranhas com a comunidade local; contribuir com ações para o desenvolvimento sustentável e avaliar as ações positivas que o projeto poderá promover para a comunidade local e para o meio ambiente. Foi escolhida uma área de mata ciliar desmatada no Distrito Piau, Piranhas, AL, logo após, apresentado o projeto para o proprietário, em seguida, realizado o georreferenciamento dessa área utilizando GPS e o Google Earth, bem como o preparo do solo e transplantio das mudas, depois, realizado visitas semanais para fazer a manutenção necessária, tais como irrigação e controle de plantas daninhas. Foram plantadas parcialmente vinte mudas de aroeira, vinte mudas de canafístula, dez mudas de pau piranha, cinco mudas de quipembe e cinco mudas de barriguda, totalizando sessenta mudas plantadas de espécies nativa da Caatinga. Durlo e Sutili, (2005) afirmam que a vegetação ripária é importante no que diz respeito ao controle de erosão em áreas fluviais, pois, de modo geral, produzem os seguintes efeitos sobre os taludes fluviais: “interceptam a água das chuvas, aumentam a evapotranspiração, adicionam peso, ancoram o talude, produzem efeito de alavanca sobre o mesmo e recobrem o solo pelo acúmulo de serrapilheira na superfície”. Essa ação extensionista busca desenvolver a consciência ambiental dos ribeirinhos para a conservação e preservação dos recursos e benefícios que o rio Capiá oferece a população ribeirinha, integrando o conhecimento cientifico com o popular, buscando alternativas sustentáveis para o uso desses recursos através da pesquisa, e levando até eles por intermédio da extensão, promovendo assim, a aproximação da academia à sociedade.

Autor : ADRIELLY DE LIRA MOREIRA

Modalidade : AT 03 - Riquezas naturais do semiárido: preservação e conservação

Sala : SALA 02 - AT 03     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A Caatinga está presente no semiárido brasileiro, possuindo uma vegetação bastante diversificada que assim vai variando conforme suas condições de relevo, clima e solo. O Ministério do Meio Ambiente possui 282 áreas mapeadas como áreas de alta importância biológica para conservação. Esse estudo tem por objetivo mostrar a riqueza florística de uma área de Caatinga e seu estado de conservação. O estudo foi realizado na Fazenda Aba no município de Passagem no sertão paraibano, com coletas que foram de julho de 2014 a julho de 2017, contemplando as estações secas e chuvosas. Durante o levantamento florístico realizado foram encontradas 322 espécies, distribuídas em 194 gêneros e distribuídas em 62 famílias botânicas (Dados em fase de submissão). Uma nova espécies de Haporchilus (Acanthaceae) foi encontrada durante esse levantamento, além de 3 novos registros para a Caatinga e 48 novos registros para o estado da Paraíba.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas