Autor : CAIO TÁCITO MIRANDA CASTRO BEZERRA DE MELO

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : PO - AT 17     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A utilização de energias renováveis ganha cada vez mais importância no mundo, em função de políticas de substituição das fontes energéticas de origem fóssil por fontes renováveis (transição energética). O Brasil é um país de dimensões continentais e está geograficamente posicionado numa zona de excepcional disponibilidade de fontes renováveis, e, portanto, a utilização destes recursos é de extrema importância para o país, incentivando seu desenvolvimento tecnológico de modo sustentável. A utilização de energias renováveis no semiárido brasileiro não apresenta somente ganhos regionais (e.g., independência da rede elétrica) mas também ganhos nacionais, já que a matriz energética nacional também se beneficia, acumulando também benefícios ambientais devido a menor emissão de poluentes. Para atenuar as características de intermitência e variabilidade das energias renováveis, frequentemente se acoplam sistemas de armazenamento energético, cuja utilização proporciona estabilidade e qualidade ao sinal de energia além de ser uma saída importante para massificação da eletricidade renovável, podendo minimizar o acionamento das termoelétricas em momentos de necessidade e tornar nossa matriz elétrica ainda mais renovável. Este trabalho apresenta uma revisão sistemática de literatura com o interesse de identificar estratégias para inserção de armazenamento energético em regiões semiáridas, demonstrando a viabilidade e aplicabilidade destas tecnologias no suporte à redução dos efeitos da intermitência e variabilidade sazonal das energias renováveis (sobretudo a solar e a eólica) nos mais diversos setores da região do semiárido nacional. A revisão foi realizada com base em artigos publicados em periódicos científicos e publicações em anais de eventos, na base de dados Periódicos CAPES. Descritores específicos na língua inglesa foram aplicados, assim como seus sinônimos e correspondentes na língua portuguesa e espanhola, em combinações variadas, levando em consideração a importância de encontrar todos os estudos relacionados com o assunto disponível na literatura e que, além de obedecerem aos critérios adotados, apresentassem elevada qualidade metodológica. A estratégia de busca elaborada forneceu um total de 119 estudos. Após a triagem pela leitura dos títulos e resumos, 18 estudos foram considerados potencialmente elegíveis e lidos na íntegra pelos avaliadores. Ao término das análises, 11 artigos preencheram todos os critérios de inclusão para o estudo, sendo publicados entre os anos de 2003 e 2018. Dentre os estudos selecionados, seis foram realizados em países desenvolvidos (Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Estados Unidos) e cinco em países em desenvolvimento (Argélia e Brasil). Os resultados obtidos neste trabalho evidenciam que assim como ocorreu em outros países, a instalação de sistemas de armazenamento de energia associados a utilização de fontes alternativas renováveis, favorece a que estas fontes (abundantes nas regiões semiáridas, mas consideradas intermitentes) se tornem mais estáveis e assim, mais competitivas em relação a energias fósseis e hidrelétricas. Concluiu-se que a difícil situação das populações que vivem em regiões semiáridas pode ser atenuada pelos resultados de pesquisas científicas e tecnológicas. Experiências de sucesso em outras regiões semiáridas do mundo podem ser estendidas e adaptadas para o nordeste brasileiro, evidenciando que é possível melhorar as condições de vida em situações climáticas adversas, fazendo com que o desenvolvimento socioeconômico ocorra em sintonia com as avançadas tecnologias da atualidade e com a globalização, porém, com ações locais que respondam pelas demandas típicas de cada região, propiciando o desenvolvimento sustentável e atendendo parte considerável da população que atua nos mais diversos setores da economia nestas regiões.

Autor : YANDRA THAIS ROCHA DA MOTA

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : PO - AT 17     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A Caatinga é o Bioma brasileiro com extensão de 844.453 km aproximadamente, o equivalente a 11% do território nacional, com 178 espécies de mamíferos, 591 de aves. 177 de répteis, 79 de anfíbios, 241 de peixes e 211 abelhas, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente e ocupado por 27 milhões de pessoas e uma flora diversificada. Observando esses números é possível perceber que a Caatinga possui uma grande diversidade, mesmo passando pelo pressuposto de que é um bioma pobre e sem vida, conceito construído muitas vezes pela falta de conhecimento sobre sua biodiversidade (LEAL, 2003). O referente trabalho teve como objetivo analisar os conhecimentos dos alunos do ensino médio da Escola Estadual Professor José de Freitas Nobre, localizada no município de Mossoró/RN. A pesquisa se deu a partir da análise do aprendizado dos alunos a respeito do bioma Caatinga, a fim de investigar se os mesmos conheciam a fauna e flora existente neste bioma exclusivamente Brasileiro e na qual o alunato está inserido. Foram escolhidos alunos do ensino médio, pois se trata da ultima etapa da educação básica e, desta forma, seria possível explorar todos os conhecimentos adquiridos no decorrer da educação básica dos estudantes. A abordagem metodológica do presente trabalho consistiu na aplicação de questionários com alunos do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio. A coleta de dados ocorreu no mês de dezembro de 2017, próximo à finalização do ano letivo da respectiva instituição de ensino. Foi totalizado 38 discentes presente no momento da aplicação. O instrumento da pesquisa aplicado, contava com o número de 06 (seis) questões de múltiplas escolhas abordando características do bioma Caatinga. As questões referiam-se à sua fauna e flora, como por exemplo, constavam indagações como: “o que são plantas xerófitas?”. Após a pesquisa com questionários, foram contabilizadas as respostas dos alunos, obtendo-se um determinado resultado. Utilizou-se o método qualitativo para análise dos dados obtidos. Todo o material coletado da devida pesquisa encontra-se guardado com as autoras para possíveis consultas. De acordo com a percepção dos alunos a cerca do bioma caatinga, a grande maioria não conseguiu obter êxito nas respostas. Na primeira questão, em relação à origem da palavra caatinga, totalizou-se aproximadamente um percentual de quase 87% de respostas equivocadas. Porém, relacionando à abrangência dos estados que esse bioma cobre no território nacional brasileiro, os discentes foram bastante vitoriosos, contabilizando um percentual de 63% de acertos. Correspondendo a vegetação da caatinga, percebe-se que houve um desacerto quando se perguntou sobre o significado de xerófitas, apenas 21% assinalou a opção correta. Na quarta questão obteve uma boa quantidade acerto, porém ainda foram inferiores as incorretas. A penúltima questão ainda relacionada à vegetação do determinado bioma, teve um número de equívoco bem superior, constatando um percentual de 58%. A sexta alternativa que abordava a respeito da flora, apresentou também apenas 42% relacionado ao número de alternativas corretas marcadas pelos alunos. O bioma Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, bastante rico em fauna e flora, possuindo extrema importância sendo o bioma de maior diversidade do mundo, englobando os estados Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais. A caatinga é o bioma que sustenta a economia do Nordeste fornecendo energia e produtos florestais não madeireiros. Porém é um conteúdo pouco abordado nas escolas de ensino básico e quando é passado para os alunos é repassado de forma inadequada, onde os alunos não conseguem absorvem o conteúdo de forma apropriada.

Autor : FRANCISCO CLEILSON LOPES COSTA

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : PO - AT 17     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O feijão-caupi, um componente importante da dieta, especialmente no Nordeste e Norte do Brasil, e tem germoplasma amplamente variável. As análises multivariadas permitem compreender os padrões existentes entre os elementos nutricionais, indicadores de variabilidade genética dos grãos, transferindo a variância de variáveis nutricionais de difícil interpretação em conjunto, representando-as em menor número de variáveis. Assim, um enfoque multivariado permite compreender como se definem tais variáveis nutricionais em termos de diversidade genética, para que estratégias de combate à desnutrição humana possam ser elaboradas a partir do conhecimento da forma com que esses minerais se acumulam nos grãos. O objetivo foi estudar os padrões existentes entre os teores nutricionais dos grãos a partir de métodos multivariados. Cultivares de feijão-caupi foram obtidos de produtores da agricultura familiar dos municípios de Limoeiro do Norte, Morada Nova e Tabuleiro do Norte, Ceará, sendo elas: Azulão, Branco, Corujinha, Epace-10, Feijão-da-Bahia, Paulistinha, Pingo-de-ouro, Pujante, Rabo-de-cobra e Sempre-verde. Avaliaram-se os teores de proteína bruta, lipídios, fibra bruta, carboidratos conforme AOAC (1997) e de cálcio, ferro, zinco, cobre e manganês conforme Malavolta et al. (1997), em três repetições. As análises estatísticas foram a correlação de Pearson, a análise de agrupamento hierárquico e a análise fatorial, realizadas pelo software STATISTICA 7. Os dados foram padronizados para evitar interferência das unidades de medida. Agruparam-se os dados por casos; como regra de ligação utilizou-se o método Ward, e a medida de dissimilaridade foi a distância euclidiana. A extração dos fatores foi feita pela regra dos componentes principais. Utilizou-se a Varimax normalizada para rotação dos eixos fatoriais. Três fatores foram significativos explicando 77,85% da variância total. O zinco (0,89) foi o mineral que mais contribuiu para a variabilidade das cultivares, capturando o maior efeito no primeiro fator, seguido do cobre (0,78). Ambos têm funções imprescindíveis para o metabolismo humano e desenvolvimento. Sua deficiência leva ao desenvolvimento de doenças de pele, perda de apetite e perda de funções cognitivas (OLIVEIRA et al., 2017), sendo que de 7,5% em classes sociais mais altas a 30% em populações mais pobres têm dietas insuficientes em zinco (WESSELLS; BROWN, 2012). Os diferentes tipos de controle genético da acumulação de zinco em feijão-caupi (ROSA, 2009; CARVALHO, 2011) corroboram com a ampla contribuição deste mineral na variabilidade das cultivares. O segundo fator capturou os componentes energéticos lipídios (0,67) e carboidratos (0,76), e estrutural fibra bruta (-0,95), sendo esta sua maior fonte de variação; enquanto o terceiro fator, os minerais cálcio (0,77) e ferro (0,73) e o teor de proteína (0,76). A biofortificação é uma importante ferramenta para o combate à desnutrição humana. Associada ao melhoramento genético do feijão-caupi, é possível identificar genótipos promissores e recomendar cultivares estratégicas a partir de informações sobre a estrutura e variabilidade dos componentes dos grãos concentrada em poucos fatores, facilitando a tomada de decisão. A partir destes resultados, modelagens lineares podem ser feitas a fim de prever o comportamento de determinado nutriente ou mineral no grão em função de outros secundários. Essas informações são úteis para recomendação de cultivares para atender determinado problema nutricional, e para projetar plantas com características específicas, com finalidades nutracêuticas, concentrando nutrientes e aminoácidos na concentração ideal específica para determinadas fases da vida de uma pessoa, por exemplo. Assim, alguns esforços ainda são necessários, como formação de grupos de pesquisa multidisciplinares para o desenvolvimento destas cultivares, envolvendo áreas como melhoramento vegetal e nutrição humana.

Autor : JOSÉ MOREIRA DA SILVA JÚNIOR

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : PO - AT 17     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O dimensionamento de sistemas fotovoltaicos para produção de eletricidade deve estar associado, entre outros fatores, ao clima da região, já que está demonstrado que tendências climáticas podem afetar o desempenho desses sistemas, alterando a produção de eletricidade. Os parâmetros climáticos como temperatura máxima, temperatura mínima, temperatura média, nebulosidade devem ser considerados e avaliados, pois vem sofrendo modificações ao passar dos anos. Variações no clima acarretam sérios impactos para o Nordeste e para o semiárido, causando prejuízos sociais e econômicos. Os cenários das mudanças climáticas para a região permitem construir uma aproximação da evolução temporal no que se refere às variações de temperatura. Este trabalho realiza uma revisão bibliográfica sobre o impacto das tendências climáticas no desempenho de painéis solares fotovoltaicos, usando séries climáticas históricas e suas tendências, para o Semiárido paraibano. A revisão foi realizada com base em artigos publicados em periódicos científicos e publicações em anais de eventos, na base de dados Periódicos CAPES. A estratégia de busca elaborada forneceu um total de 65 estudos. Após a triagem pela leitura dos títulos e resumos, 16 estudos foram considerados potencialmente elegíveis. Ao término das análises, 11 artigos preencheram todos os critérios de inclusão para o estudo, sendo publicados entre os anos de 2002 e 2018. Há escassa produção bibliográfica específica no tema de produção de eletricidade por meio de fontes renováveis no semiárido, mais ainda no que se refere à consideração de tendência climáticas. Diante disso, avaliou-se também estudos semelhantes realizados em outros países que possuem o clima semiárido, com o objetivo de comparar os resultados obtidos. Foi evidenciado em Marrocos que um aumento da temperatura ambiente afetou a produção de eletricidade, com a obtenção experimental de uma redução da potência máxima, com operação eficiente dos módulos fotovoltaicos devido à baixa temperatura de operação no inverno. O desempenho de módulos fotovoltaicos em duas cidades do semiárido paraibano, considerando as tendências climáticas dos locais, confrontou dados do período 1970-1980 versus 2004-2014, e verificou-se que as produções de eletricidade não sofreram variações significativas, pois o aumento da temperatura máxima do ar foi compensado pela redução dos índices de nebulosidade. Quando se avaliam os impactos das mudanças climáticas na produção fotovoltaica de energia elétrica na Espanha, indica-se uma variação negativa da produção média de energia. Os resultados de pesquisas científicas e tecnológicas pode contribuir para minimizar a difícil situação das populações que vivem em regiões semiáridas. A extensão e adaptação de experiências de sucesso em outras regiões semiáridas do mundo podem ser aplicadas para o semiárido Brasileiro, resultando numa melhoria das condições de vida em situações climáticas adversas. Em vista do exposto, confirma-se a importância da participação das energias renováveis na matriz energética, assim como da consideração dos impactos das mudanças climáticas em sua produção. Devido às recentes preocupações com as mudanças climáticas e seus impactos na produção de energia, a consideração de tendências climáticas pode ser implementada na otimização de futuras instalações de energias renováveis no semiárido. Atualmente, há escassa produção bibliográfica específica no tema de produção de eletricidade por meio de fontes renováveis no semiárido, mais ainda no que se refere à consideração de tendência climáticas. Destaca-se a necessidade de um rigoroso estudo do comportamento histórico do clima no local de instalação, identificando tendências e que informações são fornecidas ao utilizá-las. A demanda por pesquisas nesse contexto continuará crescente, necessitando de esforços multidisciplinares, com a interação entre as instituições de pesquisa, a fim de definir métodos e estratégias para serem aplicados no Semiárido.

Autor : PALOMA FERNANDES DE OLIVEIRA

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : PO - AT 17     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:As borboletas, assim como todos os organismos vivos, dependem de recursos alimentares para manutenção e sobrevivência de suas populações. A sua distribuição e permanência nos habitats é influenciada pela presença e abundância de recursos alimentares fatores ambientais que afetam a vegetação e heterogeneidade das fontes alimentares. Com isso, a distribuição dos organismos dentro de uma população dependerá da localização dos recursos essenciais a sua sobrevivência (CAIN et al. 2012). Com isso, objetivamos entender como a disponibilidade de recursos influencia na diversidade de borboletas. A hipótese é que áreas com maior disponibilidade de recursos alimentares abrigam comunidades com maior biodiversidade de borboletas. O estudo foi conduzido em duas fitofisionomias da caatinga. Na fitofisionia 1 (F1) a composição é espécies arbóreas, com um dossel fechado, enquanto que fitofisionomia 2 (f2) apresenta espécies arbóreas e arbustivas (predominância), com dossel mais aberto em relação a F1. Ambas áreas apresentam 420 metros e nestas foram realizadas três buscas ativas com duração de 30 a 45 minutos. As amostragens ocorreram pela manhã (quatro buscas/ 9 ás 10 e 10ás 11 horas) e tarde (duas/ 14 ás 15 hs). A riqueza local de espécies de borboletas foi considerada através do número observado de espécies presentes na área. Com o intuito de avaliar se havia diferença na riqueza de borboletas entre as áreas amostradas utilizamos um teste-t. A disponibilidade de recursos foi quantificada através do número de flores e inflorescências em floração. Para avaliar se havia relação entre riqueza de borboletas e abundância de recursos disponíveis fizemos uma correlação simples linear. Os resultados mostram um total de indivíduos amostrados, pertencentes a 31 espécies, das quais 11 estavam presentes em ambas as áreas, ou seja 35% das espécies. Em F1 a riqueza de borboletas foi de 25 e em F2 17 spp. O resultado do teste-t demostrou que não há diferença significativa da riqueza de borboletas entre as áreas amostradas (P= 0,188; Normalidade= 0,231). A quantidade de recursos disponíveis na T1 foi de 2395 flores abertas, em T2 correspondeu a 1224. A espécie mais abundante em T1 foi o Croton sonderianus (1000 indivíduos), seguido da Commelina erecta (159 indivíduos). Para T2, foram a Neptunia plena, Pityrocarpa moniliformis e Lantana câmara, 1251, 319 e 270 indivíduos, respectivamente. O resultado da correlação demostrou que não existem relações significativas entre as variáveis riqueza de borboletas e abundância de recursos, com p=0,050. O resultado da correlação entre a riqueza de borboletas e abundância de recursos demostra um coeficiente de correlação baixo. Essa baixa correlação pode estar associada a alta disponibilidade de recursos na área de estudo. A pesquisa foi realizada em período chuvoso e devido a isso os recursos estavam disponíveis em toda parte, assim as borboletas podiam se dispersar para vários habitats com presença de recursos. Na estação chuvosa a Caatinga aumenta significativamente sua biomassa vegetal, este aumento representa um aumento nos recursos para as espécies, entre elas as borboletas, onde a variação espacial de recursos alimentares pode determinar sua dispersão.

Autor : EVA SARA SANTIAGO PEREIRA

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : PO - AT 17     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:A macrofauna edáfica é responsável por fatores que permitem a aeração do solo, fragmentação e junção de resíduos no solo, permitindo, assim, condições favoráveis a ação decompositora dos microorganismos e disponibilidade de nutrientes para o ecossistema. A comunidade edáfica permite a criação de novos microhabitats que, por sua vez, provêem a colonização de outros organismos. Do mesmo modo, a complexidade da vegetação pode alterar a dinâmica populacional da comunidade edáfica, ocorrendo também a diferenciação entre a dinâmica populacional que por sua vez, acompanha a variação da vegetação. Este estudo buscou responder como a biodiversidade de macrofauna edáfica varia entre diferentes fitofisionomias (herbácea, arbustiva e arbórea). Esperamos que fitofisionomias com maior complexidade estrutural possuirão maior biodiversidade. Assim, partindo de que a biodiversidade pode ser representada pela riqueza e abundância de macrofauna edáfica e a complexidade estrutural sendo o porte/tipo da vegetação, nossa previsão é que a riqueza e abundância de macrofauna muda positivamente a medida que aumenta a complexidade estrutural. O estudo foi realizado em três áreas as quais classificamos de acordo com as diferentes fitofisionomias de paisagem da caatinga (predominâncias): Área A: fitofisionomia herbácea. Área B: fitofisionomia arbustiva. Área C: fitofisionomia arbórea. Para o estudo da macrofauna edáfica utilizamos 6 armadilhas de queda, em cada área, com distância de 10 m entre elas, sendo revisadas a cada 12 h por 4 dias. Foram feitas avaliações quanto a composição e riqueza de macrofauna edáfica de cada fitofisionomia bem como abundância total e relativa de cada ordem para cada área. Para podermos comparar a abundância e riqueza de macroinvertebrados do solo nas diferentes fitofisionomias realizamos o teste de normalidade de Shapiro-Wilk, o qual demonstrou que os dados não apresentaram distribuição normal, por conseguinte, fizemos o teste não paramétrico de análise de variância unidirecional de Kruskal-Wallis e, posteriormente, o teste de Tukey. Foram capturados 249 indivíduos pertencentes a 17 ordens da fauna edáfica. Nas fitofisionomias, as ordens Aranae, Coleoptera, Collembola, Hymenoptera, Lepidoptera, Orthoptera e Scorpiones estiveram presentes. Entretanto, a Acari ocorreu somente em herbácea. Hemiptera e Phasmatodea na arbustiva e Blattodea, Polydesmida e Tipo Opiliones na arbórea. Houve diferença de abundância entre as fitofisionomias herbácea/arbórea e herbácea/arbustiva enquanto que as arbustivas/arbóreas não apresentou diferença (Teste de Tukey). Não houve diferença significativa de riqueza de ordens da macrofauna entre as três fitofisionomias (H = 3,573, P = 0,168). Para os dados de abundância, apresentou diferença significativa entre as três áreas estudadas (H = 18,835, P ≤ 0,001). Na área herbácea apresentou riqueza de 11 ordens e nas outras apresentou 12 ordens. A fitofisionomia herbácea foi a com maior abundância (n = 137) enquanto que nas fitofisionomias arbustiva e arbórea, a quantidade de indivíduos foi similar (n = 54 e n = 58, respectivamente). Nossos resultados indicaram que ambientes mais complexos nem sempre são aqueles que terão maior diversidade de macrofauna, nos arriscando dizer que, embora visualmente o ambiente herbáceo seja menos complexo quando comparado as outras duas fitofisionomias, sua complexidade pode estar empregada a outros fatores, como a porosidade do solo, recursos alimentares, temperatura e umidade. Deste modo, fitofisionomias mais complexas não necessariamente irão apresentar maior diversidade do que fitofisionomias menos complexas.

Autor : MARCELO DOS SANTOS DIAS

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : PO - AT 17     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:Hoje as imagens possuem um papel importante para compreensão de diversos aspectos da geografia. É no solo seco do sertão que o sertanejo encontra a água lamacenta utilizando poços rasos, é assim que satisfaz sua sede e encontra sal para conservar carne, sal originado de quando o sertão era mar há milhões de anos. O semiárido brasileiro é uma realidade complexa, seja em ocupação, recursos naturais, economia ou geofísicos. O ambiente é rico em biodiversidade, possui grande valor, concreto e simbólico, para o sertanejo estabelecendo fortes vínculos por desenvolverem meios de vida assegurando sua reprodução social, adaptados as influências climáticas. A baixa pluviosidade dificulta a agricultura, gerando uma falta de emprego. O clima desfavorece também o desenvolvimento das cidades e indústrias. Para o sertanejo que vive longe de rios, o maior dos problemas é a escassez de água, seja nas estiagens, onde os rios ficam completamente secos, ou no excesso quando ocorrem chuvas torrenciais. A caatinga é um sistema adaptável, ou seja, ela se adapta ao ambiente seco quando ocorre uma seca prolongada, nesse momento acontece uma seleção para os organismos que conseguem sobreviver a um ambiente em que a vegetação crescerá menos e os animais terão menos alimentos, a vegetação também se adapta, onde havia folhas, há espinhos e mudam de posição pra evitar o sol muito em cima dos organismos. O trabalho surgiu de uma inquietação durante um período de estágio em uma escola pública e, ao folear o livro didático, foi possível perceber que não há nenhuma relação do Brasil com o Semiárido e como os professores de Geografia das imagens existentes nos Livro Didático como forma de facilitador do aprendizado dos alunos nos assuntos relacionados ao Semiárido. O objetivo da pesquisa é apontar como o modo de vida no Semiárido é apresentado nos livros didáticos através das imagens, nisso engloba-se fotografias, gráficos, mapas e imagens de satélites em três livros didáticos de Geografia do 1º ano do ensino médio, lançados no mesmo ano de 2013, como instrumento de ensino-aprendizagem e sua importância para o aprendizado do semiárido. Buscou-se fundamentar a importância e a forma como as imagens (fotografias, gráficos, climogramas, mapas e computação gráfica) referentes ao modo de vida no Semiárido são abordadas nos três livros didáticos “Geografia Contextos E Redes”, “Geografia: Leituras e Interação” e “Geografia: Ensino Médio”. Todos os livros são do mesmo nível de ensino (1ºano). Para viabilizar o projeto é necessária uma base extensa de leituras - clássicas e atualizadas -, por meio de tais obras será possível obter uma base conceitual consistente. Junto com a leitura uma análise de como as fotografias, imagens de satélite, mapas e gráficos dos livros didáticos ajudam de fato o aluno, será de grande importância para que o objetivo do projeto seja concluído com sucesso. O método hipotético-dedutivo, proposto por Karl Popper busca a eliminação dos erros de uma hipótese, testando assim a falsidade daquilo que foi proposto, partindo de uma expectativa, apresentando uma problemática, ponderação das informações e assim comprovando a falsidade de tal hipótese. Para um resultado satisfatório os livros foram analisados de forma objetiva, identificando os campos da pesquisa. Ao realizar a análise, foi percebida uma diferença notória, visto que são para o mesmo nível escolar e lançados no mesmo ano. Os livros possuem fácil leitura, as imagens estão bem dispostas, em tamanhos ideais para leitura de informações contidas, cores vivas que atraem a curiosidade. Porém não fazem referência ao sertanejo ou ao seu modo de vida, logo percebe-se que esse não é o foco dos livros, que, aparentemente, preferem apresentar todos os conceitos e não ao modo de vida de uma parcela dos habitantes do planeta.

Autor : MARIA JORGIANA FERREIRA DANTAS

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : PO - AT 17     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 14/12/2018     Hora inicio : 15:00:00     Hora Fim : 17:00:00

Resumo:O presente trabalho tem como objetivo analisar a utilização de um protótipo do espaço de monge para auxiliar no ensino do desenho técnico na disciplina de desenho para engenharia, na Universidade de Fortaleza (UNIFOR). A avaliação foi realizada por meio de questionários aplicados em uma turma do semestre 2018.1, abordando os assuntos de vistas ortográficas, estudo do ponto e visualização espacial. A partir desses questionários, foi possível obter resultados sobre a aplicabilidade do sistema. A metodologia abordada em sala de aula foi beneficente para a aprendizagem dos alunos, aliando a teoria ministrada com a prática a partir do protótipo do espaço de monge. Diante da avaliação e das discussões, concluiu-se que este método de ensino foi satisfatório, podendo ser aprimorado de acordo com as opiniões dos discentes.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas