Autor : MOISES MEDEIROS DOS SANTOS

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A pratica da irrigação é uma alternativa extremamente importante para o desenvolvimento da agricultura, principalmente em regiões onde a disponibilidade de água é reduzida tanto em quantidade, como em qualidade, como é o caso do semiárido brasileiro. É muito frequente encontrar em áreas de grande produção agrícola e, principalmente de pequenos irrigantes a pratica da irrigação sem a adoção de qualquer critério para o manejo da quantidade de água aplicada. Em muitos casos, não se leva em consideração os fatores relacionados ao solo, planta, atmosfera, bem como as limitações e potencialidades do sistema de irrigação adotado. Tendo em vista a necessidade de tecnologias acessíveis para auxiliar o manejo da irrigação nos diversos sistemas irrigados, o presente trabalho desenvolveu um protótipo, utilizando tecnologias de baixo custo, capaz de monitorar a umidade dos solos. Beneficiando significativamente a qualificação do sistema de produção irrigada, visando, a viabilidade de aplicação no manejo da irrigação. Foram avaliados dois tipos de sensores, o tensiômetro e o sensor de umidade do solo higrômetro, para mensurar a umidade do solo. Eles foram instalados em vasos com amostras de solos provenientes do Distrito irrigado Baixo Assú na qual foram classificados como Latossolo e Cambissolo. Os sensores foram instalados em seis vasos onde, três deles foram preenchidos com o Latossolo e três com o Cambissolo e, posteriormente submetidos ao processo de calibração que durou 32 dias. As curvas de ajuste dos sensores foram obtidas correlacionando as leituras dos sensores dada em milivolts com a umidade volumétrica das amostras dos solos. As curvas geradas, utilizando o modelo potencial, a partir da calibração dos tensiômetros foram satisfatórios, apresentando um bom ajuste quando a linha de tendência coincide com as leituras realizadas após o período em que os solos atingiram a capacidade de campo. Sendo recomendado o uso do sistema, com o tensiômetro, na faixa entre capacidade de campo e as condições hídricas mínimas para a sobrevivência das culturas. O sensor de umidade do solo higrômetro foi recusado após testes de durabilidade feito em outros vasos com solos saturados. Visto que após 15 dias de testes percebeu-se um alto índice de desgaste das hastes feitas de estanho. Mesmo sendo muito barato, não é recomendado a aplicação desse sensor para o monitoramento da umidade do solo, tendo em vista que ele apresentou um alto índice de corrosão e com o tempo as leituras ficaram cada vez mais imprecisas. É viável a utilização de sistemas de baixo custo para o monitoramento da umidade dos solos a fim de aumentar a eficiência da utilização da água na irrigação. Vale ressaltar que a qualidade dos sensores utilizado para a determinação da umidade do solo é muito importante para o bom funcionamento desse sistema. O tensiômetro se mostrou eficiente na determinação do teor de agua no solo, apresentando um bom ajuste das curvas de calibração para os solos Latossolo e Cambissolo. Assim recomenda-se a utilização do tensiômetro ao invés do sensor de umidade do solo higrômetro.

Autor : LUANY GABRIELY DA SILVA

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O presente artigo traz um recorte da dissertação de mestrado em andamento do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), voltado ao estudo da sustentabilidade de agroecossistemas familiares. Tendo como objetivo identificar potencialidades e limitações dos agroecossistemas familiares do cultivo da bananeira irrigada, situado no município de Ipanguaçu RN, uma vez que possui potencial exitoso em termos de atividade agrícola familiar. Também se destaca o cultivo da bananeira nesses agroecossistemas, onde alguns pertencem ao sistema de policultivo e outros em sistema de monocultivo, igualmente viáveis para fins de produção. A metodologia utilizada baseou-se no Marco para Avaliação de Sistemas de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores de Sustentabilidade (MESMIS). As ferramentas metodológicas de coleta de dados usadas foram: entrevistas semiestruturadas e observação direta com a colaboração dos atores sociais de cada agroecossistema estudado. Para tanto, foram entrevistados 10 agricultores(as) familiares com distintas características ambientais e socioeconômicas, localizados na comunidade rural de Base Física. Os resultados e discussão demonstraram que os atores sociais dessa pesquisa identificam as seguintes potencialidades que contribuem para a sustentabilidade: boa rentabilidade, biodiversidade e mão de obra familiar. As potencialidades identificadas na escala das propriedades evidenciam que a busca da sustentabilidade passa necessariamente pela consideração dos pontos positivos de cada agroecossistema como elemento específico ao sistema empregado distintamente. Dos dez agricultores (as) que fizeram parte da pesquisa, sete consideram-se totalmente satisfeitos com o cultivo da bananeira. Os três relataram que estão insatisfeitos em virtude da variabilidade dos preços obtidos, trazendo insegurança e riscos de prejuízos em decorrência de a comercialização da produção ser realizada através de atravessadores. Tal caracterização possibilita a sistematização do que foi identificado e observado nas visitas de campo aos agroecossistemas familiares, permitindo a visualização de forma rápida e didática das potencialidades e limitações vivenciadas pelos agricultores (as) familiares, possibilitando propor soluções de melhorias que se adeque a cada situação específica relatada. Logo, torna-se importante a busca por uma agricultura sustentável que envolva a concentração de esforços para valorizar e conservar a diversidade biológica, tanto em paisagens silvestres como em domesticadas (GLIESSMAN, 2001). Considerações finais, com a realização dessa pesquisa, foi possível observar e caracterizar de forma delineada os agroecossistemas cultivados especificamente com bananeira na comunidade de Base Física em Ipanguaçu-RN. Eles demonstram entre si forte semelhança em relação aos principais pontos críticos identificados merecendo destaque os recursos hídricos, degradação do solo, dependência de insumos externos, ineficiência da assistência técnica e organização comunitária. Quanto às potencialidades, foram determinantes três fatores fortalecedores que contribuem para a sustentabilidade: boa rentabilidade, biodiversidade e mão de obra familiar. Um dos principais desafios da pesquisa foi a ausência de dados sobre a produção agrícola dos agroecossistemas da região em órgãos como o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), tornando-se de suma importância para pesquisas futuras o levantamento e elaboração de um banco de dados que represente um referencial técnico para a região de forma a contemplar estudos voltados para as distintas formas de manejo e experimentação dos atores sociais, reforçando a compreensão das potencialidades encontradas que fortaleçam a agricultura familiar,buscando a construção de indicadores agroecológicos.

Autor : FERNANDA DO NASCIMENTO GOUVEIA

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Introdução: Dentre os problemas relacionados ao uso da água, pode-se citar a falta de saneamento em diversas regiões do país e o elevado volume de água utilizado na irrigação, onde são utilizados aproximadamente 72% da água (ANA, 2013) comprometendo o abastecimento de zonas rurais e urbanas. Esses fatores contribuem para a escassez hídrica, principalmente nas regiões semiáridas, comprometendo a produção de forragens para alimentação animal podendo levar à morte de animais e prejuízos econômicos no período de estiagem. Uma possível saída da referida problemática se relaciona ao reúso da água na agricultura, possibilitando o aproveitamento de nutrientes presentes e economia hídrica. Objetivos: Realizar, em fase experimental, o estudo comparativo do crescimento e desenvolvimento da espécie forrageira Opuntia cochenillifera (L.) Mill. (Cactaceae) na irrigação utilizando água de reúso, da água de abastecimento e do regime sequeiro. Metodologia: A pesquisa foi executada nas instalações do IFAL – Campus Piranhas onde foi realizado o tratamento das águas residuais através de filtros biológicos. Foi utilizada a palma miúda, por ser resistente à seca e uma ótima alternativa como fonte energética na alimentação dos animais em períodos de escassez hídrica. O plantio foi realizado em uma área experimental com 12m x 8m de extensão. O delineamento experimental se deu em blocos casualizados com quatro repetições, com por três tipos tratamento, sem irrigação, irrigação com água de abastecimento e com água de reuso, totalizando 12 parcelas experimentais com 60 plantas totais e 10 plantas úteis para as analises de crescimento. A irrigação se deu por gotejamento com aplicação de 5,0 litros de água por metro linear a cada oito dias. Para análise de crescimento das palmas, foram avaliados: altura, largura, espessura, produtividade de matéria verde, matéria seca e eficiência do uso da água. Resultados: A média da produtividade de matéria verde com água residual foi 125% maior do que com a água de abastecimento. O tratamento que recebeu água residual apresentou a maior média de altura que foi de 14,68 cm. Em relação à largura, o tratamento água de abastecimento e água residual não apresentaram diferença significativa em suas médias. Com relação à espessura, o tratamento água de reuso apresentou média 1,04 cm, sendo a maior média. A produção de matéria seca apresentou menor média para o tratamento com água residual, e maior média para o tratamento sem irrigação. Portanto, se a palma forrageira apresenta baixa porcentagem de matéria seca, possui então, altos teores de água. A maior eficiência de água foi observada no tratamento sem irrigação, devido ao fato de ter utilizado somente a água da chuva e ter produzido uma quantidade considerável de matéria seca. Considerações finais: As análises estatísticas mostraram que com a utilização da água residual tratada na irrigação de palma miúda, os cladódios se mostraram maiores e mais espessos, quando comparados com o tratamento que recebeu água de abastecimento e o regime sequeiro. Com isso, utilizando água de reuso, a produção de matéria verde foi 125% maior do que com o uso da água de abastecimento. Contudo, foi o tratamento que obteve a menor porcentagem de matéria seca, isso se deve ao fato das palmas possuírem maiores teores de água, sendo então uma boa fonte hídrica na para animais de regiões semiáridas.

Autor : DEISE LAIS DA SILVA BENTO

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Sabemos que as hortaliças folhosas respondem muito bem à adubação orgânica sendo assim é necessário serem feitos estudos para avaliar a eficiência desses adubos nas diferentes culturas. A associação de culturas tem sido uma das formas de aumento da produtividade e lucro por unidade de área. A rúcula (Eruca sativa) e a couve manteiga (Brassica oleracea L.) pertencentes à família Brassicaceae, são hortaliças muito apreciadas na forma de saladas por possuir propriedades nutritivas. A rúcula é rica em vitaminas C, potássio, ferro e enxofre, apresenta ainda propriedades anti-inflamatórias e desintoxicante para o organismo e é consumida principalmente nas regiões Sul e Sudeste, entretanto o seu consumo é crescente em outras regiões do país, como na região Nordeste. Já a couve manteiga se destaca por seu maior conteúdo de proteínas, carboidratos, fibras, cálcio, ferro, vitamina A, niacina e vitamina C. É ainda uma excelente fonte de carotenoides apresentando, entre as hortaliças, maiores concentrações de luteína e beta caroteno. Para que as plantas alcancem seu máximo desenvolvimento, é de suma importância que um conjunto de fatores bióticos e abióticos favoreça a cultura, dentre estes fatores pode-se destacar o suprimento nutricional e o fornecimento hídrico em quantidade e qualidade satisfatória. O experimento foi conduzido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), em Ipanguaçu-RN, de maio a julho de 2018. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho da rúcula (Eruca sativa) e couve manteiga (Brassica oleracea) em sistema de produção de base ecológica usando-se diferentes adubos: testemunha, palha de carnaúba e esterco bovino. Inicialmente foi feito o reconhecimento e levantamento histórico da área para saber as culturas que já haviam sido plantadas e a incidência de pragas e doenças. As cultivares foram produzidas a partir de plantio direto no canteiro com 9,50 m de comprimento por 1 m de largura, dividido pelos três tratamentos com mesmas medidas de 3,16 m. Na semeadura foram colocadas três sementes por cova. Para a rúcula usou-se o espaçamento de 0,5 cm entre plantas e na couve o espaçamento de 0,40 cm entre plantas e 0,50 cm entre linhas. Foram avaliados o número de folhas e peso da massa verde fresca, estas foram cortadas e pesadas, após 60 dias do semeio. A irrigação utilizada foi por meio de micro aspersão. Conclui-se que o adubo a base de palha de carnaúba mostrou-se superior na produtividade em número de folhas das duas culturas trabalhadas, apresentando médias de 53,1 na rúcula e 20,5 na couve manteiga. verificou-se efeitos significativos das doses de esterco bovino sobre o número de folhas por planta e a produtividade de massa fresca. Entende-se que a irrigação foi um fator limitante na produção devido as condições climáticas da região semiárida.

Autor : MARIA VERÔNICA LINS

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A própolis é um produto apícola de constituição química complexa produzida pelas abelhas. Elas colhem as gotas e partículas expiradas dos brotos e botões florais que se unem a outras substâncias e secreções, e transformam-se em uma rica resina com várias finalidades de uso. O objetivo geral dessa pesquisa foi avaliar a influência do armazenamento a frio da própolis verde colhida na região curimataú oriental, no semiárido brasileiro Estado da Paraíba, sob temperatura controlada. Foram analisadas 20 amostras de própolis; divididas em dois grupos A e B com 10 amostras cada um. As amostras foram submetidas ao armazenamento a frio há 10ºC, por um período de 12 meses; as amostras do grupo B foram colhidas e imediatamente submetidas às análises, em temperatura ambiente. Foi possível concluir que as características físico-quimica para os extratos das própolis, verde, permaneceu com suas características preservadas mantendo excelente qualidade em função do armazenamento,por um período de 12 meses, conclui-se que a própolis verde da região do curimataú paraibano tem uma qualidade excepcional.

Autor : BRUNA DE FREITAS IWATA

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A fragilidade das regiões semiáridas tem sido negligenciada, visto que nessas áreas ainda são adotados modelos agrícolas convencionais, tais como agricultura de corte e queima, resultando no comprometimento da qualidade dos solos. Nesse contexto, os Sistemas Agroflorestais (SAF) têm sido apontados como estratégia de manejo do solo para o semiárido, principalmente pela capacidade de incrementar matéria orgânica ao solo, o que associado à adição de resíduos orgânicos pode reduzir os processos de degradação. Assim, para a região semiárida os SAFs podem ser excelente alternativa, visto que ainda há nessa região fragilidade dos solos quanto ao uso e manejo, historicamente intensivos e baseados no uso do fogo e marcados pela perda de nutrientes do solo. A presença de componentes florestais arbóreos nos SAFs, aliada à biodiversidade de espécies, propicia deposição contínua de resíduos vegetais. Isso facilita a manutenção da matéria orgânica do solo, afetando diretamente os atributos físicos, químicos e biológicos. Os serviços ambientais dos SAFs no semiárido podem ser potencializados pela combinação de práticas já adotadas na região, como o uso de resíduos orgânicos. Dentre os resíduos pode ser utilizado o esterco animal visando fornecimento de nutrientes, bem como a bagana de carnaúba visando a cobertura do solo que contribui para retenção de água, fundamental para a região, considerando principalmente os períodos longos de déficit hídrico. Além disso, a utilização do modelo em aleias com espécies leguminosas como adubo verde pode tornar mais eficiente o papel das agroflorestas na reposição da qualidade dos atributos do solo, principalmente químicos. Diversos estudos têm demonstrado que a fertilidade do solo aumenta em sistemas agroflorestais O objetivo do estudo foi quantificar os efeitos da adoção do manejo de resíduos orgânicos sobre os atributos químicos do solo nas aleias de um Sistema Agroflorestal, manejadas com e sem queima. O estudo foi realizado em Bela Cruz (CE), na localização geográfica de 3º00’39,29”S/40º13’30,38”W, em altitude de 50 m. A área experimental localiza-se em zona transicional com característica fitoecológica do Complexo Vegetacional da zona litorânea, ainda inserido no bioma Caatinga. Geologicamente, a região é denominada como Complexo Nordestino e apresenta relevo suave ondulado e solos da classe Argissolo Vermelho Amarelo (horizonte B textural presente). O clima da região é caracterizado como tropical quente semiárido (BSw’h’), segundo Köppen, com chuvas de fevereiro a maio, precipitação pluvial média anual de 1.096,9 mm e temperaturas médias variando entre 18º e 30º C. No período de realização do estudo, entre os meses de abril e junho, verificou-se médias térmicas de 31°C e taxas de precipitação em 4,0 mm/dia Utilizando parcelas subdivididas, verificou-se o efeito do fogo e dos resíduos orgânicos manejados isoladamente (gliricidia) ou combinados (gliricidia e bagana de carnaúba, gliricidia e biocomposto, e a combinação dos três resíduos. Foi observado que a gliricidia é eficiente no aporte dos nutrientes ao solo, considerando principalmente sua composição química. Observou-se eficácia no uso consorciado dos resíduos orgânicos quanto ao incremento dos nutrientes ao solo, decorrendo da sincronização entre disponibilidade de nutrientes e demanda destes pelo sistema. Logo, SAFs manejados com o consórcio de resíduos orgânicos diversificados é uma alternativa de manejo eficaz no incremento nutrientes e redução na degradação dos solos da região, no qual observou-se a elevação dos teores dos macronutrientes, o aumento dos valores de pH, da CTC, assim como dos micronutrientes

Autor : MÁRIO MELQUÍADES SILVA DOS ANJOS

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Ao longo dos anos o ser humano começou a buscar alimentos mais saudáveis, de forma que fosse produzido com menos impacto ao meio ambiente e com pouco ou nenhum resíduo de uso de agrotóxicos nos alimentos, a partir dessa demanda tornou-se crescente os sistemas de cultivos orgânicos e agroecológico. Neste trabalho realizamos a caracterização do sistema de produção adotado por agricultores familiares da comunidade do Sítio Cruz, localizada no município de Garanhuns-PE, através de dados obtidos em campo. Uma série de dados foram coletados através de pesquisas em campo, nas unidades de produção, durante os meses de maio e junho de 2018, bem como ao longo da realização das visitas de acompanhamento as famílias produtoras e aplicação de formulários junto a parte dos agricultores que participam da Associação Comunitária Nova Vida, incluindo os que participam da Feira Territorial da Agroecologia e Agricultura Familiar- a AGROFEIRA apoiada pelo NEA, CVT e Incubadora AGROFAMILIAR (Projeto 441919/2017-0, CNPq/MTb-SENAES). Dessa forma proporcionando uma melhor observação de todo o sistema de produção e seu impacto. Utilizando formulários como mecanismo de coleta de dados, contendo perguntas abertas para obtenção de respostas descritivas respeitando o ponto de vista dos entrevistados, bem como perguntas fechadas. Ao fim da pesquisa observamos que os agricultores buscam a cada ciclo produtivo armazenar sementes de alto potencial, para serem utilizadas no ciclo seguinte, com o intuito de inserir em suas áreas de cultivos, sementes sadias sem a utilização de produtos químicos, sendo estas sementes armazenadas no banco comunitário de sementes. Ao produzir sua própria semente, o produtor da agricultura familiar não só terá maiores chances de obter uma boa colheita, como também, maior produtividade com menor custo e, consequentemente, maior lucratividade e sem depender de programas de distribuição de sementes (Queiroga et al, 2011). Nota-se que a precipitação baixa e irregular faz com que os agricultores tenham que utilizar cultivares adaptadas a condição de estiagem podendo resistir a períodos de estiagem ou com variações climáticas severas para as culturas. As variedades crioulas atendem a um dos princípios básicos da Agroecologia que é o de desenvolver plantas adaptadas às condições locais, capazes de tolerarem variações ambientais e ataque de organismos prejudiciais (Vasconcelos, 2011). No atual sistema de produção agrícola torna-se comum a desestruturação ecológica do meio ambiente, que se agrava pela remoção de plantas competitivas, linhagens por seleção, monocultivo, adubação química, irrigação, podas e controle de pragas e doenças (Tavella et al, 2011). Porém sistemas de produção com base nos princípios da agroecologia se apresentam como alternativas a esse sistema totalmente dependente de agrotóxicos. A Agroecologia sugere alternativas sustentáveis em substituição às práticas predadoras da agricultura capitalista e à violência com que a terra foi forçada a dar seus frutos. Concluímos a partir dos dados obtidos e através do contato com a comunidade, que seus integrantes tem um comprometimento muito grande com a produção de alimentos, de forma a proporcionar ao consumidor final um produto sem resíduos químicos que possam vir a causar algum tipo de dano à saúde, além do cuidado com a preservação de fauna e flora local, entendendo os impactos que o uso de tais produtos podem ocasionar no agroecossistema. Apesar das inúmeras dificuldades encontradas na região, os agricultores estão em processos de transição agroecológica e também se encontram em processo de certificação orgânica de seus produtos junto ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), usando a agroecologia como sistema produtivo, utilizando espécies vegetais adaptadas a região, tolerando as condições adversas do local. Desta forma a comunidade expressa uma reação negativa à utilização de insumos químicos industriais, produzindo alimentos de alta qualidade, alinhando o sistema produtivo com os ciclos naturais do ecossistema.

Autor : JOSÉ RAY MARTINS FARIAS

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A manutenção das características produtivas dos solos é uma atividade indispensável à subsistência humana, pela importância do fornecimento direto ou indireto dos alimentos, entretanto, ações antrópicas ou eventos naturais podem provocar uma série de prejuízos ambientais, com elevadas consequências econômicas e sociais (LUNARDI.; RABAIOLLI, 2013). Nesse sentido as práticas conservacionistas tornam-se indispensáveis à manutenção da qualidade dos solos, visando minimizar danos, permitindo que os solos possam efetivamente atender às necessidades alimentares da população, mantendo realizar os serviços ecossistêmicos para satisfazer às demandas das gerações futuras. Há uma diversidade de técnicas que devem ser disseminadas com agricultores familiares, sobretudo de regiões mais vulneráveis, visando à conservação dos solos. Objetivou-se implantar unidades demonstrativas com diferentes espécies de adubos verdes na mesorregião do Cariri Paraibano e identificar a visão de agricultores sobre essa prática conservacionista por meio da apresentação em um dia de campo. No mês de março de 2015, na área experimental do campus universitário do CDSA foram implantadas parcelas de 3,0x3,0m e semeadas as seguintes espécies: mucuna cinza (Mucuna cinérea), mucuna preta (Mucuna aterrima), mucuna anã (Mucuna deeringiana), feijão de porco (Canavalia ensiformis DC), feijão guandu (Cajanus cajan), lab-lab (Dolichos lab lab L.). O crescimento das plantas foi monitorado por quatro meses, ao final dos quais foi realizado o dia de campo, oportunidade em que os agricultores puderam conhecer ‘in loco’ as diferentes espécies de cobertura do solo, em um momento de socialização de saberes e troca de experiências. Os visitantes receberam informações sobre a adubação verde, antiga prática de cultivo e incorporação de plantas, sobretudo de leguminosas, produzidas no local ou não, com a finalidade de preservação e ou restauração natural de matéria orgânica e de nutrientes dos solos. Interagindo com os monitores-estudantes sobre a proposta para a manutenção da fertilidade do solo, os visitante puderam dialogar sobre o cuidado com o solo e a produção de alimentos mais saudáveis, como postulado nos conceitos da agricultura orgânica, ou produzidos com o mínimo de insumos químicos e sem degradação do ambiente (SANTOS et al., 2012; GAZZOLA et al., 2018). O estudo de percepção revelou que os participantes fazem pouco uso dos adubos verdes, sendo os mais conhecidos a cunhã (53%), o feijão guandu (26%) e o feijão de porco (22%), apontando a dificuldade de aquisição como maior entrave. Além disso, mencionaram não conhecer os benefícios de cada espécies para fazer a melhor escolha e falaram do interesse em utilizar os adubos que não conheciam. Os estudantes apresentaram os benefícios e as formas de manejo dos adubos verdes. Essa troca de experiência permitiu aos participantes perceber que com a prática da adubação verde é possível recuperar ao solo, promovendo ganhos em seus roçados, isso porque a prática proporciona, conforme Alcântara (2016) o uso de adubos verdes proporciona, dentre outros ganhos, o aumento do teor de matéria orgânica e da disponibilidade de nutrientes, melhorando a infiltração de água e a aeração do solo. Ao final do evento foram distribuídas amostras dos adubos verdes com os agricultores. Verificou-se que a ação conjunta entre estudantes, pesquisadores e agricultores pode contribuir para a inserção de práticas de adubação verde nas propriedades e ampliar o diálogo sobre a conservação dos solos do Semiárido.

Autor : DANILO SILVA DOS SANTOS

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A Mimosa tenuiflora Wild., conhecida popularmente como jurema preta, é uma espécie endêmica da Caatinga, considerada de grande potencial forrageiro, madeireiro sendo utilizada no processo de reflorestamento (PINTO et al., 2006). São consideradas plantas pioneiras, podendo ser indicadas para recuperação de áreas degradadas. Para que ocorra a perpetuação da espécie é fundamental o armazenamento de sementes, mas se não ocorrer de forma adequada poderá afetar a qualidade fisiológica das mesmas, em decorrência de mudanças degenerativas de origem bioquímica, fisiológica e física a que estão sujeitas após a sua maturação, associadas à redução do vigor e viabilidade (ALIZAGA et al., 1990). Nesse sentido, o objetivo do trabalho foi estudar a qualidade fisiológica e o armazenamento de sementes de jurema preta (Mimosa tenuiflora Willd), previamente selecionadas na região do Cariri Paraibano. O experimento foi conduzido no Laboratório de Ecologia e Botânica (LAEB), localizado na Universidade Federal de Campina Grande no Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, município de Sumé – PB. As sementes utilizadas para realização do mesmo, foram colhidas quando atingiram o ponto de maturidade fisiológica, de árvores matrizes previamente selecionadas dos frutos e conduzidas para o LAEB. Para avaliação da qualidade fisiológica das sementes, estas foram acondicionadas em diferentes embalagens (saco de papel do tipo Kraft e vidro) e armazenadas nos ambientes de laboratório (sem controle da temperatura e umidade relativa do ar) e frezzer (condições controladas da temperatura e umidade), por um período de nove meses. Inicialmente e a cada mês de armazenamento, as sementes foram submetidas às seguintes análises: emergência, comprimento de plântulas e massa seca. Os experimentos foram instalados em delineamento inteiramente casualizado, em quatro repetições de 25 sementes para cada teste, sendo utilizado o programa SISVAR. Quanto à emergência de jurema preta (M. tenuiflora Will.), verifica-se que as sementes apresentaram um comportamento diferente nos diferentes ambientes de estudo. Assim, observa-se que, houve uma diminuição nos valores de emergência durante os diferentes períodos de armazenamento, provavelmente isso ocorreu pela deterioração das sementes por oxidação. Em relação ao comprimento das plântulas, verifica-se que houve também uma diminuição ao longo do armazenamento para os diferentes ambientes e embalagens utilizadas, não sendo eficientes na conservação do vigor das mesmas. Resultados semelhantes foram encontrados para massa seca, onde de acordo com o período de armazenamento, houve uma redução nos valores, principalmente quando as sementes estavam acondicionadas em embalagem de papel e ambiente de laboratório, porém, a embalagem de vidro permitiu com que a semente permanecesse viável por um período maior. A sensibilidade das sementes ao processo de deterioração, em determinado ambiente, tem sido atribuída à constituição genética (BRACCINI et al., 2001). Assim conclui-se que, as sementes de jurema preta são ortodoxas e, acondicionadas nas embalagens de papel ou vidro, podem ser armazenadas nos ambientes de câmara fria, durante cinco meses, sem perdas significativas na emergência das plântulas. O ambiente de laboratório (condições não controladas de temperatura e umidade) e o acondicionamento em embalagem de papel promoveu um aumento nas trocas respiratórias, promovendo redução na qualidade fisiológicas das sementes.

Autor : JOSÉ RAY MARTINS FARIAS

Modalidade : AT 04 - Sistemas de produção agroecológicos

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Toda ação humana gera resíduos cuja variabilidade pode classifica-los de acordo com sua origem, doméstico, comercial e rural. Evitar a degradação dos recursos ambientais e a contaminação do solo pela disposição inadequada dos diferentes resíduos é medida de urgência e a adoção de sistemas agroecológicos de produção entre os agricultores familiares é uma opção para otimização da eficiência no uso dos recursos naturais, já escassos (NODARI; GUERRA, 2015). A utilização de resíduos orgânicos oriundos da criação de animais é uma alternativa para a fertilização das áreas agrícolas quando manejados corretamente. Além dessa prática, muito comum na atividade agrícola de agricultores familiares, o composto orgânico e o húmus de minhoca, surgem como práticas sustentáveis das áreas produtoras. Dentre os benefícios pode ser citado o aumento da fertilidade do solo, com ganhos expressivos na sustentabilidade dos agroecossistemas, agregando valor à produção agrícola (ALMEIDA; TEIXEIRA, 2017). O húmus de minhoca ainda é uma prática pouco disseminada entre os pequenos agricultores, que poderia contribuir de maneira bastante expressiva na geração de renda e na conservação dos solos. A minhocultura é o resultado da combinação da ação de minhocas e dos micro-organismos que habitam seus intestinos, dando origem a um produto estabilizado. Embora pouco conhecido pelos agricultores, o vermicomposto é, segundo Cotta, et al (2015), um produto altamente rico em nutrientes condicionador das características físicas, químicas e biológicas dos solos, permitindo não só recuperar solos degradados, com importantes reduções nos custos com fatores de produção, mas também poupar o ambiente das poluições, no gerenciamento adequado dos resíduos orgânicos. Para disseminar práticas de conservação do solo é importante considerar a percepção que os agricultores têm e como estes se relacionam com seu espaço e os diferentes saberes. Segundo Dias et al. (2016), a percepção ambiental está relacionada aos tipos de vivências de ordem concreta (a reflexão, a lembrança, a imaginação etc.), e que essa forma de ver influencia o sujeito, em última instância, a adotar determinadas atitudes e valores em relação aos espaços, paisagens, lugares e consequentemente, a um determinado ambiente. Os agricultores são extraodinarios observadores da natureza e suas interligações como um todo dentro dos agroecossistemas em que estão inseridos. Dentre os indicadores de sustentabilidade encontrados em ambiente em equilibrio, as minhocas desempenham papel fundamental, aliando sua presença a boa qualidade do solo, uma vez que a grande maioria dos agricultores reporta a presença destes seres em solos de elevada qualidade produtiva (ZIBETTI; SCHIEDECK , 2013). Objetivou-se verificar o entendimento dos agricultores familiares de três comunidades rurais do município de Coxixola-PB sobre a criação de minhocas e o uso de húmus. O estudo de percepção foi conduzido no núcleo das comunidades rurais de São Joãozinho, Matumbo e Campo do Velho, localidades que pertencem ao município de Coxixola, microrregião do Cariri Ocidental do estado da Paraíba. A ferramenta para coleta de dados foi a entrevista, com roteiro semiestruturado, contendo dez questões que versavam sobre a atividade de minhocultura e uso de húmus. As respostas evidenciaram o desconhecimento dos agricultores quanto à vermicompostagem como atividade promotora da sustentabilidade na destinação dos resíduos sólidos orgânicos e às vantagens do uso do húmus enquanto práticas agroecológicas, conservacionistas e de elevado valor ambiental, apresentando ainda uma visão distorcida sobre a presença destes representantes da macrofauna do solo, evidenciando desconhecimento sobre a importância destes enquanto condicionadores e indicadores da boa qualidade do solo e indicando a necessidade de ações voltadas para disseminação dessa atividade, tanto quanto a adoção de políticas públicas que visem suprir essa carência dos agricultores familiares.

Autor : ESTEFANE GISELE BATISTA SANTOS

Modalidade : AT 05 - Sistemas de produção agropecuários e agroindustriais no Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Séculos após o início da colonização do território brasileiro, viajantes vindos da colônia americana inglesa (atual Estados Unidos) se depararam com o mesmo manejo agrícola que os índios norte-americanos utilizavam para cultivar milho (HOLANDA, 1995). Hoje, mesmo com o avanço da técnica e da ciência, a estrutura agrária não se diferencia expressivamente do período colonial e o desenvolvimento que tanto é empregado pelos agroempreendedores como argumento para que se fixem nos territórios, se apresenta como algo que deve ser questionado. O presente trabalho possui como objetivos apontar as desarmonias entre o agronegócio e o seu discurso de modernidade, e discutir a realidade atual do semiárido quanto à existência de latifúndios agrícolas. Para a obtenção dos resultados, foi utilizada pesquisa em bibliográfica a fim de conhecer e analisar as produções a respeito deste tema, foi adotada uma abordagem quali-quantitativa. Atualmente o agronegócio brasileiro gloria-se de modernidade e desenvolvimento, mas sua estrutura remonta ao século XVI. O latifúndio, um dos principais elementos do modo de produção colonialista continua se perpetuando, e a concentração de terras no semiárido também. Na região, “cerca de 1,5 milhão de famílias agricultoras ocupam apenas 4,2% das terras agricultáveis do semiárido, ao passo que 1,3% dos estabelecimentos rurais com mais de 1 mil hectares, [...], detêm 38% das terras” (ASA, 2015). Esses dados nos mostram o quão desigual se apresenta a posse de terras pelas partes integrantes da produção agropecuária no semiárido. Embora o discurso do agronegócio, aqui compreendido como “toda a relação comercial e industrial envolvendo a cadeia produtiva agrícola ou pecuária” (AGRON, 2016) defenda o desenvolvimento para os territórios aonde se instala, a realidade não é exatamente essa. Um dado muitíssimo relevante é o de que para cada 1 emprego gerado no agronegócio, 11 lavradores são expulsos de suas terras (CANUTO, 2004). O agronegócio não configura o espaço geográfico de modo que os interesses sociais sejam levados em consideração, pelo contrário, “o território do agronegócio se fundamenta na integração corporativa dos produtores liderada pelas empresas que reconfiguram o espaço em função da lógica produtiva” (FONSECA, 2012, p. 9). Fica nítido, então, que o discurso não está em sintonia com a realidade, principalmente no semiárido, que compreende uma região historicamente negligenciada por políticas públicas de desenvolvimento econômico. Vemos, na verdade, um conjunto de interesses que se apropria de um território, perpetuando condições estruturais, a exemplo da concentração de terras e consequente manutenção dos latifúndios. Não se pode falar de agronegócio e negligenciar a discussão a respeito do uso de agrotóxicos, o que constitui um problema de saúde pública e ambiental, que constituem mais variáveis na análise das atividades agropecuárias no semiárido, e que, também, não expressam avanços. Segundo Ferreira e Viana Junior (2016, p.2), os trabalhadores rurais das cidades do Baixo Jaguaribe no interior do Ceará, na região do semiárido, são um exemplo disto. Análises dos trabalhadores após a ida de empreendimentos agrícolas para a região, mostraram que houve um aumento significativo nas taxas de internamento por neoplasia, e que a taxa de mortalidade por câncer é 38% maior que nas cidades vizinhas. Deste modo, podemos refletir a forma como o discurso de desenvolvimento adotado pelo agronegócio para sua instalação em territórios do semiárido dissimula a sua estrutura que remonta ao período colonial, negligenciando ao meio ambiente a as condições sociais da população, além de perdurar a concentração de terras, e as desigualdades por ela gerada.

Autor : YANNA MAISA LEITÃO

Modalidade : AT 05 - Sistemas de produção agropecuários e agroindustriais no Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:As utilizações dos ecossistemas e dos recursos naturais disponíveis há tempos veem sendo usufruídos indescritivelmente, e o nível da problemática ambiental só aumenta. Devido à relação que o ser humano foi estabeleceu com o meio ambiente.O relacionamento Sociedade-Natureza foi instituído a partir de uma interligação capaz de definir o caminho evolutivo das futuras gerações. As inter-relações entre ecossistemas e os recursos naturais são imensas, e fundamentais para a regulação biótica e manutenção da vida. Os ecossistemas agrícolas diferenciam-se dos naturais, visto que o homem passa a ser o elemento regulador ao invés da natureza, estabelecendo a possibilidade da geração de grande número de impactos ambientais (BRASIL, 1999, p 12). A análise dos problemas ambientais gerados por sistemas de produção agrícola devem estar interligados com as questões de desenvolvimento socioambiental da região, pois os mesmos são ferramentas que podem facilitar a identificação das necessidades e perspectivas de todas as pessoas inseridas no contexto de preservação da biodiversidade dos ecossistemas naturais. Este trabalho tem como objetivo a identificação e análise socioambiental dos problemas antrópicos oriundos dos sistemas produtivos agrícolas utilizados em Sumé-PB. Tendo como base, dados estatísticos da produção agropecuária da região, e correlacionando ao nível de sustentabilidade dos ecossistemas naturais.O fator motivador do estudo partiu da necessidade de identificação e análise da dimensão real das variáveis relacionadas à produção agrícola e práticas ambientais. A área do estudo compreende a microrregião do Cariri Ocidental (07°40'18"S e 36°52'48"W), cuja altitude está em torno de 532 m e o clima caracteriza-se pela escassez de chuvas com temperaturas elevadas, acarretando acentuada evaporação. O período seco vai de junho a janeiro e a temperatura média é de 24°C, sendo o índice de insolação médio anual de 2.800 horas. O solo e subsolo são de baixa permeabilidade e a vegetação predominante é caatinga hiperxerófila densa do tipo arbustivo-arbóreo (PARAÍBA, 1985). Para execução do trabalho, foi elaborado um levantamento de dados através de alguns pontos relacionados às atividades de produção agrícola, presentes no Censo Agropecuário, ano 2017, realizado na cidade de Sumé pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. A partir dos dados obtidos, foram identificados e analisados os índices associados a questões ambientais. Observou-se nos dados obtidos, os níveis em que se encontra a produção agrícola da região, a análise socioambiental demostrou o modelo de diversidade ambiental presente na área do estudo. Percebeu-se que existem distinções nos sistemas produtivos, e que os métodos de produção são baseados em duas principais características de produção agrícola. A região adota práticas do sistema de produção convencional e práticas relacionadas às ações conservacionistas, fundamentada na importância da preservação dos agroecossistemas. As variáveis que mais se destacaram no levantamento de dados continham informações sobre práticas especificas relacionadas à: o tipo de adubação utilizada, maneira de cultivo e utilização de agrotóxico. Dentre os diferentes tipos de práticas adotadas na produção agrícola, poucas práticas oferecem a possibilidade do viés sustentável, devido existir grande porcentagem de variáveis que utilizam de forma inadequada os recursos naturais disponíveis, por exemplo, no caso da porcentagem do cultivo convencional e utilização de agrotóxico. Dessa forma fica visível quão grande é o descaso com o meio ambiente e a responsabilidade ambiental. De acordo com os dados obtidos foi demostrado as características decorrentes das práticas agrícolas e ação antrópica do ser humano em meio aos ecossistemas. A discussão serve para salientar a importância da minimização de geração de impactos ambientais e diminuição de perdas de biodiversidade. O trabalho evidenciou uma visão multidimensional dos agroecossistemas do município, buscou demostrar de forma explicita a integração dos aspectos ecológicos, sociais e agrícolas, visando à compreensão das atividades relacionas a evolução e mudanças do meio ambiente.

Autor : BRUNO FONSÊCA FEITOSA

Modalidade : AT 05 - Sistemas de produção agropecuários e agroindustriais no Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O Brasil é um dos países com maior produção de frutas tropicais como a banana, destacando-se ainda o Nordeste pela produção de especiarias e plantas medicinais. Em toda a região é amplo o uso de plantas medicinais populares e resistentes à seca, as quais possuem facilidade de cultivo, contendo diversas substâncias ativas, além da importância de suas reconhecidas propriedades funcionais e fitoterápicas. Muitas famílias da agricultura familiar são beneficiadas pela comercialização destes alimentos, o que contribui diretamente para a geração de renda e empregos. Contudo, o mal aproveitamento e distribuição dessa expressiva produção acarreta índices significativos de desperdício, especialmente associado ao não aproveitamento integral de partes convencionalmente chamadas de “não comestíveis”, como talos, cascas, sementes e caroços. Diante da constante preocupação dos consumidores com o consumo integral de alimentos mais saudáveis, a redução dos impactos na natureza e problemas sociais relacionados com a fome e desnutrição, considerou-se a utilização da casca de banana e especiarias na elaboração de doces artesanais como uma potencial alternativa de interesse regional e comercial. Deste modo, objetivou-se com esta pesquisa elaborar doces artesanais a base de casca de banana adicionados de especiarias, como cravo, canela e gengibre, caracterizar as propriedades físico-químicas e sensoriais. Com esse propósito, desenvolveu-se quatro formulações de doces artesanais com farinha de casca de banana, sendo FA sem acréscimo de especiaria, FB acrescida de cravo, FC acrescida de canela e FD acrescida de gengibre. Estes produtos foram submetidos a caracterização físico-química (umidade, pH, acidez total e sólidos solúveis totais) e análise sensorial de aceitação, quanto aos parâmetros de cor, sabor, aroma e aceitação global, bem como foi avaliada a intenção de compra dos consumidores. Observou-se que os doces apresentaram baixo pH e teor de sólidos solúveis totais, assim como acidez total e umidade médias de 0,91 e 41,95%, respectivamente. O doce artesanal controle, sem acréscimo de especiarias, não demonstrou diferença significativa a 5% de significância pelo teste de Tukey na maioria dos parâmetros avaliados em relação aos demais tipos de doces artesanais. Os produtos ainda indicaram boa aceitação sensorial, destacando-se o doce acrescido de canela, principalmente nos atributos cor e aroma. Além disso, a intenção de compra dos doces artesanais obteve médias positivamente entre 3 e 4, que correspondem ao termo “talvez comprasse/ talvez não comprasse” e “provavelmente compraria o produto”. Portanto, infere-se que os doces artesanais de casca de banana acrescidos de especiarias podem ser opções interessantes do ponto de vista cultural e especialmente mercadológico alimentício pela valorização de especiarias e a diversificação de sabores regionais. A formulação com canela apresentou-se como mais bem aceita pelos consumidores, devido as notas numericamente superiores, sendo indicado teste de adição destas especiarias em outras concentrações, visando a avaliação de uma limiar de aceitação mais precisa.

Autor : ANDERSON RODRIGO LUCIANO DA SILVA

Modalidade : AT 05 - Sistemas de produção agropecuários e agroindustriais no Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A palma forrageira apresenta-se como uma alternativa para as regiões áridas e semiáridas do Nordeste brasileiro, visto que é uma planta de aspecto fisiológico especial quanto à absorção, aproveitamento e perda de água, e bem adaptada às condições adversas do semi árido, nos prolongados períodos de estiagem. Inexoravelmente, a exploração racional da palma forrageira insere-se nesse propósito. A variedade Orelha de Elefante Mexicana Opuntia stricta apresenta-se como promissora tanto em termo de produção por área como resistência a cochonilha do carmim. Introduzida de forma mais recente no espaço semiárido não são conhecidas para O. stricta pesquisas sobre efeito do corte em raquetes de diversas ordens na planta matriz. Esta pesquisa teve como objetivos obter mais informações sobre manejo de O. stricta e sua resposta a intensidade de corte; verificar o efeito do corte e a ordem da raquete na produção de novas raquetes de palma; estratificar por ordem de brotação quais as raquetes mais promissoras em resposta de número e vigor de brotações. O experimento foi instalado no mês de maio de 2017 na sede antiga da Fazenda Caridade, zona rural do município de Campina Grande. De uma população de plantas matrizes de palma Orelha de Elefante Mexicana foram escolhidas ao acaso vinte e cinco (25) exemplares para que fossem evidenciados os quatro (4) tratamentos: matriz, primária, secundária, terciária. Os resultados alcançados da biometria e da produção de matrizes foram os valores de comprimento médio de brotações que apresentaram o maior valor de 22 cm para a planta com corte secundário com brotação quaternária. As brotações secundárias da planta com corte na matriz apresentou o menor valor de 3,0cm. Na variável largura média das brotações, nota-se que a planta com corte secundário, apresentou os mesmos valores médios nas brotações secundárias e quaternárias de 18cm, os dados obtidos foram tabulados e submetidos a análise de médias, desvios padrões e coeficientes de variação através do Microsoft Excel 2010 permitindo a elaboração de tabelas para subsidiar a discussão. O menor valor observado foi o de 3cm nas brotações secundárias da matriz. As maiores médias de peso para as brotações quaternárias das plantas com corte terciário e secundário, sendo seus valores, respectivamente, 251,33 e 231,4g. A menor média foi a planta de brotação secundária com corte na matriz, de 1,8g. Os resultados apresentados em relação a arquitetura da planta (altura e largura), brotações por plantas, biometria de brotações, largura de raquetes de brotações, área das raquetes de brotações, perímetro das raquetes de brotações e peso das raquetes de brotações, mostram que as plantas terciárias e secundárias apresentaram os maiores valores medianos da palma Orelha de Elefante Mexicana. As plantas de corte na matriz e na primária mostraram valores menos se comparados com as secundárias e terciárias. Sendo constatado que as brotações tem seu peso correlacionados com a sua ordem do seu corte e da sua posição na planta (matriz, primária, secundária, terciária).

Autor : BRUNO FONSÊCA FEITOSA

Modalidade : AT 05 - Sistemas de produção agropecuários e agroindustriais no Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O Brasil é um dos países com maior produção de banana (Musa spp.) no mundo. A comercialização desta fruta contribui diretamente para a geração de renda na agricultura familiar e crescimento socioeconômico na região do Semiárido. Contudo, essa expressiva produção é mal aproveitada e distribuída, o que acarreta índices significativos de desperdício. O desperdício de alimentos está associado ao não aproveitamento integral dos produtos, visto que na maioria das vezes são consumidos somente a parte da polpa dos frutos e hortaliças, por exemplo, descartando-se talos, cascas, sementes e caroços. Tendo em vista a constante preocupação dos consumidores com o consumo integral de alimentos mais saudáveis, a redução dos impactos na natureza e problemas sociais relacionados com a fome e desnutrição, considerou-se a utilização da farinha da casca de banana na elaboração de barras de cereais como uma potencial alternativa de interesse científico, tecnológico e comercial. Deste modo, objetivou-se com esta pesquisa desenvolver barras de cereais adicionadas da farinha de casca de banana, caracterizar as propriedades físico-químicas e sensoriais. Com esse propósito, desenvolveu-se duas formulações de barras de cereais com farinha de casca de banana, sendo FA acrescida de 10% de farinha e FB composta por 5% de farinha de casca de banana. Estes produtos e a farinha da casca de banana foram submetidos a caracterização físico-química (umidade, cinzas, lipídeos, pH, acidez total, atividade de água, açúcares redutores e totais), bem como as barras de cerais foram submetidas a análise sensorial de aceitação, quanto aos parâmetros de cor, aparência, sabor, textura e aroma, sendo traçado o Índice de Aceitabilidade, bem como foi avaliada a intenção de compra de provadores não treinados. Percebeu-se que a farinha apresentou características adequadas para adição em formulações alimentícias pela elevada concentração de conteúdo mineral fixo, pH mais ácido e baixa atividade de água, que contribuem para reduzir a proliferação de microrganismos, acontecimento de reações química e enzimáticas. As barras de cereais apresentaram composição físico-química com baixo teor calórico, expressiva concentração de açúcares totais, baixo pH e atividade de água, o que facilita o aumento da vida útil nas prateleiras, sendo levantado como estudos futuros o estudo da estabilidade a diferentes tipos de embalagens comerciais. Os produtos ainda indicaram boa aceitação sensorial, destacando-se o produto com 5% de farinha de casca de banana, principalmente nos atributos textura e aroma. Além disso, a intenção de compra das barras de cerais obteve valores médios positivamente acima de 4,00, que correspondem ao termo “provavelmente compraria o produto”, e bons índices de aceitabilidade. Portanto, infere-se que as barras de cereais adicionadas de farinha de casca de banana podem ser opções interessantes do ponto de vista ambiental e especialmente mercadológico alimentício. A formulação com 5% de farinha de banana apresentou-se como mais bem aceita pelos consumidores, sendo indicada a adição desta matéria-prima em um percentual abaixo de 10% visando um maior apreço sensorial. Sugere-se, portanto, o aprofundamento dos estudos para testes de estabilidade durante o período de armazenamento dos produtos, bem como testes mercadológicos mais específicos.

Autor : HALANNA CAMPOS PORTO

Modalidade : AT 05 - Sistemas de produção agropecuários e agroindustriais no Semiárido

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Na agricultura, a redução de custo e do insucesso são fatores indispensáveis para a competividade, porém, é difícil prever exatamente o clima devido sua variação ao longo do tempo e do espaço. O problema da irregularidade pluviométrica no Nordeste do Brasil (NEB) resulta não só da variação dos totais pluviométricos, mas, principalmente, da duração e intensidade dessas precipitações. O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre a precipitação pluviométrica e produção de milho no município de Sumé-PB, utilizando a série temporal entre 2006 a 2010. O trabalho foi desenvolvido no município de Sumé-PB, localizado na região da bacia hidrográfica do Alto Rio Paraíba, na mesorregião da Borborema, microrregião do Cariri Ocidental, sob as coordenadas geográficas: Latitude 7° 40′ 18″ S e Longitude 36° 52′ 54″ W. A altitude máxima é de 518m (IBGE, 2016). O tipo climático, pela classificação de Koppen é Bsh - semiárido quente (VAREJÃO-SILVA et al., 1984). A vegetação é do tipo caatinga hiperxerófila e a ordem de solo de maior ocorrência é Luvissolos crômicos (EMBRAPA, 2013). Os dados de produção do milho foram obtidos no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oriundos do site www.ibge.gov.br/; e os dados de precipitação foram proveniente da Agência Executiva de Gestão de Águas (AESA-PB). O processamento de dados para a obtenção de informações, foi promovido a partir da estruturação de planilhas e gráficos, que se deu com a utilização do software Microsoft Excel. De acordo com a análise de dados, pode-se perceber que o município de Sumé-PB apresentou volumes de chuva que alternou em relação à média anual climatológica. Quando observado o número de dias com chuvas no período em questão, ficou evidenciado que a diminuição da precipitação em Sumé-PB corresponde tanto a sua sazonalidade quanto ao volume de chuva. Corroborando com outro dado da relação entre precipitação e produção de milho. Os anos 2009, 2010 e 2011 registraram maiores precipitações, no entanto, não obtiveram maiores produção, devido à distribuição espacial e temporal. Observa-se aqui uma tendência positiva para a precipitação regional, fruto, provavelmente, do final de um evento de El Niño, ocorrido entre o biênio 2009-2010. De acordo com o INPE (2016), a intensidade do fenômeno para os anos comentados estava na classificação MODERADA; já entre o biênio 2010-2011 houve uma ocorrência MODERADA para o evento de La Niña. As atividades agrícolas no município são extremamente vulneráveis as questões climáticas, e devido à irregularidade das chuvas e aos baixos índices pluviométricos em alguns anos, o município enfrenta obstáculos ao desenvolvimento de atividades agrícolas. As áreas rurais têm os feitos mais agravantes devidos perda das plantações e rebanhos e falta de água para consumo próprio, acarretando em prejuízo para economia do município, onde é caracterizada pela agricultura familiar. Por fim, entende-se que a variabilidade na produção agrícola do milho é dependente tanto do volume da precipitação, que é influenciado pelos fenômenos de El Niño e La Niña, quanto da distribuição.

Autor : EMANUEL NETO ALVES DE OLIVEIRA

Modalidade : AT 05 - Sistemas de produção agropecuários e agroindustriais no Semiárido

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Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O doce de leite é um importante alimento produzido e comercializado principalmente na Argentina e no Brasil. Nutricionalmente, apresenta alto valor energético e alta concentração de proteínas, minerais e carboidratos. O processamento do doce de leite é feito por muitas empresas, desde as caseiras até as grandes indústrias, com distribuição em todo do país. Nos últimos anos tem-se questionado muito a segurança alimentar, uma vez que os ingredientes utilizados no processamento interferem diretamente na qualidade e características químicas do produto final. Deste modo, objetivou-se com esta pesquisa avaliar a qualidade físico-química de diferentes amostras de doce de leite comercializados na região do Vale do Jaguaribe-CE. O estudo foi conduzido com 10 amostras de doce de leite pastoso. Os produtos foram coletados aleatoriamente no comercio varejista em mercadinhos e feiras livres das cidades de Limoeiro do Norte e Aracati, ambas localizadas na Região do Vale do Jaguaribe, Ceará. As amostras foram analisados quanto aos parâmetros físico-químicos, em triplicata: umidade, cinzas, lipídeos, proteínas, carboidratos totais e valor calórico. O delineamento experimental foi o de blocos inteiramente casualizados com dez tratamentos e três repetições, utilizando-se o programa computacional Assistat versão 7,5 beta. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e a comparação de médias foi feita pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. As médias dos parâmetros foram comparadas com a legislação específica e com valores referenciados na literatura. Verificou-se que os doces de leite apresentaram umidade variando de 15,67 a 29,05%, enquadraram-se todas as amostras na especificação da legislação brasileira. Os teores de lipídeos dos doces de leite tiveram variação de 5,00 a 7,92%, com 30% das amostras apresentando-se em desacordo com a legislação. Quanto às proteínas, os doces de leites revelaram teores compreendidos entre 5,62 a 8,01%, com todas as amostras apresentando conteúdo proteico acima de 5%, que é o mínimo permitido pela legislação brasileira. Os teores de cinzas tiveram valores enquadrados entre 1,11 a 1,97%, estando abaixo do mínimo estabelecido pela legislação brasileira. Os doces de leite apresentaram teores de carboidratos oscilando de 55,67 a 71,58%, com valor médio entre as amostras de 63,09%, estando semelhantes aos valores encontrados na literatura. Verificou-se que todos os doces analisados apresentaram valores calóricos superiores a 300 kcal/100 g, com uma variação de 317,71 a 360,25 kcal/100 g. Conclui-se que 30% das amostras de doce de leite apresentaram-se fora dos padrões de identidade e qualidade, segundo a legislação brasileira, estando todas as amostras conforme os parâmetros de umidade, proteínas e cinzas. Infere-se que o processamento de doces de leite comercializados na região do Vale do Jaguaribe-CE não possui uma padronização adequada, sendo indicada uma maior fiscalização por parte do órgãos competentes.

Autor : LUANY GABRIELY DA SILVA

Modalidade : AT 05 - Sistemas de produção agropecuários e agroindustriais no Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O presente artigo traz um recorte do projeto de pesquisa já finalizado do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), voltado ao estudo da sustentabilidade de agroecossistemas familiares. A pesquisa nos agroecossistemas de base familiar vem utilizando, há algum tempo, modelos com indicadores de sustentabilidade que contemplam as dimensões ambiental, social e econômica para mensurar a agricultura familiar. Tendo como objetivo norteado da pesquisa avaliar a sustentabilidade dos agroecossistemas familiares do cultivo de abacaxi, irrigados versus sequeiro mediante aplicação do Marco para a Avaliação de Sistemas de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores de Sustentabilidade (MESMIS), no município de Touros - RN. Para atender uma demanda crescente no entendimento da realidade local surgem programas e projetos concebidos com base nos indicadores de sustentabilidade em agroecossistemas de base familiar. A metodologia utilizada baseou-se no MESMIS. As ferramentas metodológicas de coleta de dados usadas foram: entrevistas semiestruturadas e observação direta com a colaboração dos atores sociais de cada agroecossistema estudado. Os resultados e discussão demonstraram que no Rio Grande do Norte, existem 71.210 estabelecimentos de base familiar, os quais correspondem a 86% das unidades agrícolas do estado. As unidades familiares são responsáveis pela ocupação de 33% da área dos estabelecimentos agrícolas e detêm 77% das pessoas ocupadas no meio rural (BRASIL,2018). Prestando-se aos interesses dos latifundiários, a revolução verde reafirmou a dominação político-econômica da cultura agrícola importada dos tempos coloniais no Brasil. Distante da mitigação das desigualdades, a mecanização expulsou trabalhadores inaptos na lida com as novas ferramentas e destituiu do cenário econômico, em grande parte, a agricultura familiar. Desse entrave, foram impulsionados os movimentos de luta pela terra1 – Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento de Libertação Social da Terra (MLST). E por fim os resultados adquiridos evidenciaram maior sustentabilidade nos agroecossistemas irrigados, ficando abaixo, considerado o ideal, contudo são mais sustentáveis que os agroecossistemas de sequeiro, com o grau de sustentabilidade de 1,7. Essa diferenciação decorre pelo fato de nos agroecossistemas irrigados estarem sendo incrementados avanços nos indicadores sociais e econômicos oriundos da implementação no monocultivo do abacaxi, enquanto nos agroecossistemas de sequeiro os resultados apontam fragilidades nos referidos indicadores, contudo é perceptível, por parte dos seus agricultores o desejo da adoção das técnicas de irrigação como garantia para avanços sociais e econômicos. Considerações finais, O estudo evidenciou a existência de maior sustentabilidade econômica e social nos agroecossistemas que utilizam técnicas de irrigação em relação aos agroecossistemas sob a condição de sequeiro, bem como revelou uma uniformidade entre eles, em relação ao índice de sustentabilidade ambiental. Na análise dessa constatação foi possível perceber, por meio da implementação de técnicas de irrigação que os bons resultados econômicos são conseguidos seguidamente e com repercussão direta nos avanços do social. Essa relação resulta de que o econômico é determinante nas conquistas dos agricultores familiares, promovendo mudanças no âmbito do social, contudo diante de um conjunto diverso de fatores, a exemplo, cultura existente no ambiente rural onde predomina o sentimento de acomodação e contentamento com o que possuem indiferença em relação às formas de gerenciamento, satisfação com as condições de moradia, constatou-se na percepção de alguns agricultores de uma passividade diante dos fatos mantendo-os acomodados. A dimensão ambiental apresentou um índice de sustentabilidade numa situação de transitoriedade para ambos agroecossistemas, demonstrando a necessidade de monitoramento continuado dos indicadores que compõem a referida dimensão nos respectivos atributos estabilidade, adaptabilidade, eficiência e resiliência, pois um desequilíbrio em torno do ambiental comprometerá a continuidade dos avanços econômicos e sociais já identificados.

Autor : MARIA DE FÁTIMA DE SOUZA

Modalidade : AT 05 - Sistemas de produção agropecuários e agroindustriais no Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A eimeriose em pequenos ruminantes é uma das doenças mais ubíquas e difundidas em todo mundo e causa prejuízos à produção desses animais (SHIVARAMAIAH, et al., 2014) em decorrência de fatores, tais como: altas taxas de mortalidade em alguns grupos etários e redução da produtividade, juntamente com os custos dos anticoccídeos, da administração de drogas, de desinfecção e de recuperação do peso dos animais. O objetivo desse trabalho é demonstrar a dinâmica das infecções por Eimeria em rebanhos de ovinos, no semiárido potiguar. Trata-se de um estudo transversal, abrangendo o período entre 2007 e 2017. Os rebanhos estudados estão descritos a seguir. R1: ovinos mestiços da raça Santa Inês, divididos em diversas faixas etárias (a partir de três meses de idade), fazenda São Vicente, em Lajes (n = 90); R2: ovinos da raça Morada Nova, fêmeas no período de gestação, Estação Experimental Terras Secas, em Pedro Avelino (n = 401); e R3: ovinos mestiços de Santa Inês, adultos machos e fêmeas, de uma fazenda em Jucurutu (n = 27). As amostras fecais foram colhidas diretamente da ampola retal. Dois gramas de cada amostra foram diluídos em solução saturada de sacarose, com densidade específica de 1200 para determinação da carga parasitária em câmara de McMaster. O restante das amostras positivas foi triturado, homogeneizado em água destilada e passadas por um tamis. Depois foram feitas duas centrifugações a 318 G, por 10 minutos cada, para limpeza do sedimento. O sobrenadante foi desprezado e o sedimento diluído em solução de bicromato de potássio a 2,5%. As amostras foram colocadas em placas de Petri e postas para esporular em temperatura ambiente (cerca de 25°C) sendo retiradas após sete a nove dias. Os oocistos esporulados foram recuperados por centrifugo-flutuação em solução de Sheater. O volume do tubo foi completado com essa mesma solução até formar um menisco. Os oocistos foram recuperados em lamínulas e dimensionados utilizando-se para isso micrômetro ocular, calibrado com micrômetro objetivo, ambos da marca Nikon, em microscópio óptico com aumento de 400x. Foi feita a identificação de até 100 oocistos. Foram examinadas as características da parede (membranas interna e externa), capuz micropilar quando presente, presença ou não de micrópilo e a distribuição dos grânulos dos esporocistos. As medidas utilizadas foram o diâmetro polar e o diâmetro equatorial dos oocistos e esporocistos. A prevalência foi de 48,9%, 61,1% e 44,4%, em R1, R2 e R3, respectivamente. Em R1 foram identificadas 10 espécies de Eimeria sendo as mais frequentes E. faurei (23,7%), E. ovinoidalis (20,0%) e E. crandallis (14,0%). Em R2, das oito espécies identificadas, as mais frequentes foram E. crandallis (52,1%), E. granulosa (26,1%) e E. ovinoidallis (8,9%). Em R3 oocistos esporulados foram vistos em apenas duas amostras; mas apenas um mantinha integridade morfológica, o qual era da espécie E. ahsata. Admite-se que os ovinos são parasitados por 11 espécies de Eimeria, das quais E. crandallis e E. ovinoidalis são altamente patogênicas (ANDREWS, 2012). As duas últimas estão entre as mais frequentes em R1 e R2. Isso deve ser levado em consideração visto que pode ocorrer enterite catarral, cujo sinal cardinal é a diarreia que é congestiva e mais ou menos hemorrágica (CHARTIER; PARAUD, 2012); na prática, significa perda na produtividade. Outro aspecto a ser considerado, é o fato de que R3 recebia assistência veterinária e estava em uso de monensina.

Autor : JOSÉ LUCAS DOS SANTOS OLIVEIRA

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A expansão histórica da agricultura em larga escala ficou conhecida como Revolução Verde, marcou um período de mudança nos métodos de produção agrícola, com a inserção de novas tecnologias, como também, intensificação no uso de agroquímicos que tinham objetivo de aumentar a produtividade. No processo de transição dos métodos de produção provenientes da Revolução Verde, a agricultura familiar acabou sendo prejudicada. A desvalorização do conhecimento tradicional e empírico dos agricultores afetou diretamente a qualidade dos alimentos produzidos e também contribuiu para uma extensa degradação ambiental. Por isso existe a necessidade de desenvolvimento da Educação Ambiental, especialmente em propriedades rurais, para incentivar uma melhor relação entre técnicas sustentáveis de produção, como a agroecológica, com desenvolvimento e meio ambiente se tornou fundamental. O objetivo dessa pesquisa foi realizar uma revisão bibliográfica sobre a importância da Agroecologia e da Educação Ambiental na construção de uma agricultura sustentável. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão bibliográfica, envolvendo publicações pertinentes a Agroecologia e a Educação Ambiental. Para tanto, foram pesquisados artigos científicos, livros e legislações brasileiras sobre a temática estudada. Para a pesquisa, foram utilizados termos de busca que melhor expressassem o objetivo da pesquisa sobre a temática estudada, a saber: Agroecologia, agricultura familiar, agricultura sustentável, agricultor, Educação Ambiental e Revolução Verde. Foram utilizadas citações de 29 trabalhos publicados em artigos científicos ou livros para a escrita e embasamento do trabalho, onde, deste total, 68,9% foi referente a trabalhos publicados nos últimos cinco anos. A Agroecologia surgiu em meio a crises socioeconômicas e ambientais associadas ao meio rural, se apropriando de conhecimentos e técnicas com objetivo de se contrapor aos padrões de desenvolvimento e produção que acarretaram no estabelecimento dessas crises. Na Agroecologia é possível incorporar novos conhecimentos e práticas a agricultura, abordando as dinâmicas de produção em uma vertente mais sustentável, resgatando e promovendo relações com os conhecimentos tradicionais já existentes, valorizando a cultura histórica das relações entre sociedade e meio ambiente. A presença da Educação Ambiental no campo também é importante, especialmente no semiárido, com o uso de metodologias alternativas que aproximem o saber científico do saber tradicional, concretizando assim, mudanças necessárias na redução de impactos ambientais derivados de atividades insustentáveis que sejam desenvolvidas na zona rural. A busca por uma agricultura que seja considerada sustentável vem se tornando mais necessária e, o processo de Educação Ambiental bem aplicado reconhece o trabalho, saberes e a cultura dos agricultores familiares, que acabam ficando a margem dos métodos de produção da agricultura convencional. Os agricultores são impactados diretamente pelas técnicas produtivas da agricultura convencional, o que tem influenciado a forma com que esses agricultores lidam com a terra e com a produção, ressaltando a necessidade de assistência técnica contínua e de incentivo à produção de alimentos de forma agroecológica. A Educação Ambiental enquanto processo de formação formal e informal pode auxiliar na sensibilização dos agricultores no campo, para que estes percebam a importância socioambiental de produzir alimentos de forma mais sustentável, baseado nos princípios da Agroecologia.

Autor : GILSON DE OLIVEIRA CLAUDINO

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O gerenciamento e tratamento dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) merecem estudos próprios voltados para a mitigação dos danos ambientais, pois quando dispostos de forma indevida apresentam riscos de poluição ao solo, ar e água. A classificação dos RSU quanto à origem é dada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, a qual define RSU como os resíduos provenientes de residências, estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, da varrição, de podas e da limpeza de logradouros e vias públicas, de sistema de drenagem urbana e tratamento de esgotos e os entulhos da construção civil e similares. Em vista disso, a pesquisa teve o intuito de propor um plano de manejo e gestão de resíduos sólidos para o Bairro Rodoviária do Município de Quixadá - CE, através do estudo de um novo modelo logístico, através da quantificação de resíduos recicláveis gerados pelo bairro; desenvolvimento de formas de coleta e destinação ambientalmente adequada de pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, óleos e gorduras residuais e incentivo a pratica da coleta seletiva no bairro. O trabalho foi realizado na cidade de Quixadá, localizada no semiárido cearense. A metodologia da pesquisa consistiu, primeiramente, no diagnóstico da situação atual do bairro quanto aos resíduos sólidos gerados, fazendo isso por meio de visitas técnicas, a fim de observar as irregularidades e quaisquer formas utilizadas de disposição do lixo. Ainda, houve a aplicação de um questionário com moradores do bairro para obter dados socioeconômicos e de geração de lixo. Então, foi quantificado o percentual dos tipos de lixo gerados nas residências, quando foi coletado 200 litros de lixo do bairro e realizado o quarteamento do mesmo. Ademais, houve a busca por parcerias entre empresas, catadores e prefeitura, a fim de viabilizar o processo de mitigação dos impactos gerados pelo bairro. Assim, foi estabelecido o contato entre a equipe técnica responsável pelo presente estudo e uma empresa recicladora de pilhas e baterias. Como resultados, foi visto que a média diária de geração de lixo per capta do bairro é de 524,35 g/hab/dia, o que pela multiplicação dessa taxa com a população do bairro foi encontrado um valor da quantidade de lixo gerada de 1.427,28 kg ao dia. Além disso, pelo quarteamento, foi observado que a fração orgânica representa apenas 17% do total de lixo gerado. Quanto aos componentes com potencial para reciclagem, a fração desses resíduos é de aproximadamente 59% do total de resíduos gerados. A categoria de plásticos representa 20% da amostra e esta porcentagem está subdividida entre: plástico duro (13%), plástico mole (11%) e PET (6%). Referente a fração de papel/papelão foi verificado uma porcentagem de 15,77%. Os grupos de vidro, metal e pano/trapo/têxteis representaram, juntos, 38% da composição média dos resíduos do bairro. Por fim, de acordo com a tabela de preços, de cada tipo de resíduo, foi estimado o valor que poderia ser ganho, caso o processo de reciclagem fosse realizado. Portanto, o estudo teve como objetivo final o cálculo do potencial reciclador, através da valoração do quanto pode ser angariado caso a venda dos produtos recicláveis seja feita. Destaca-se que a quantidade de matéria orgânica é inferior à média nacional, que equivale a 51,4% da composição total dos resíduos, enquanto no Bairro Rodoviária é de 17%. Sabe-se que a fração orgânica, em Quixadá, é encaminhada para o lixão da cidade, o que reflete uma perca de ganhos econômicos que poderiam ser advindos do processo de compostagem. Além disso, os resíduos orgânicos se refletem em desvantagens econômicas, na medida em que o poder público paga pela coleta, transporte e disposição final desses resíduos.

Autor : GILSON DE OLIVEIRA CLAUDINO

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Um método que visa reduzir o despejo de resíduos sólidos na natureza e que é de vital importância para a preservação do meio ambiente é a reciclagem. A reciclagem é um processo em que determinados tipos de materiais, cotidianamente reconhecidos como lixo, são reutilizados como matéria-prima para a fabricação de novos produtos. Um dos tipos de lixo que tem grande potencial reciclador é o doméstico. Esse tipo de lixo, que também pode ser chamado de lixo domiciliar ou residencial é produzido pelas pessoas em suas residências e é constituído principalmente de restos de alimentos, embalagens plásticas, papéis em geral, plásticos, entre outros. O presente trabalho visou identificar a preocupação e conscientização da população do bairro Planalto Universitário de Quixadá - CE quanto à proteção do meio ambiente, nos quesitos geração de lixo reciclável, destinação e separação do mesmo. Ainda, buscou identificar o conhecimento sobre os pontos de coleta de resíduos recicláveis presentes na cidade bem como potencial de entrega destes resíduos por parte da comunidade do bairro. O trabalho foi realizado na cidade de Quixadá, localizada no semiárido cearense. A metodologia consistiu de uma pesquisa de campo no bairro Planalto Universitário, em vista este ser um bairro recente e de potencial expansão na cidade de Quixadá. Os dados foram obtidos pela aplicação de um questionário em 50 residências, de forma aleatória. O questionário continha 11 questões abordando a preocupação e conscientização dos cidadãos sobre o meio ambiente e a destinação do seu material reciclável. A partir das informações apresentadas pelos moradores, foi possível identificar a preocupação e o potencial reciclador dos moradores do bairro. Foi percebido que uma grande maioria das pessoas entrevistadas se preocupam em cuidar do meio ambiente, contudo os entrevistados não têm conhecimento sobre os danos que os lixões causam ao meio ambiente. Grande parte dos entrevistados manifestaram-se interesse em separar o lixo, caso houvesse a coleta seletiva como uma política do município, e mesmo sem haver coleta seletiva, se passassem catadores nas residências, mais da metade dos entrevistados separariam o seu lixo para doá-lo. Quantos aos postos de coleta de resíduos recicláveis, metade dos entrevistados desconhecem os pontos de receber os resíduos, e mesmo se conhecessem, uma pequena maioria mostrou interesse em entregar os materiais recicláveis nos pontos. Quanto a quantidade de lixo gerado, uma minoria dos entrevistados descarta mais de 10 sacolas por semana, ficando entre 3 a 6 a quantidade de sacolas que são descartadas pela maioria. Destas, metade das sacolas descartadas contém materiais recicláveis. Pôde-se concluir que há considerável quantidade de pessoas que se mostrou disposta a contribuir com a preservação do meio ambiente através de atitudes sustentáveis. Contudo há muita falta de conhecimento por grande parte dos entrevistados sobre a existência dos pontos de coleta seletiva, como também a falta de conhecimento sobre os benefícios gerados ao meio ambiente pelos processos realizados por organizações de reciclagem. Por isso, nota-se que é preciso ter uma maior divulgação sobre a existência de postos de coleta seletiva em Quixadá. Ainda, foi percebido que alguns cidadãos, mesmo sabendo que há os postos de coleta, não se disponibilizam a deixar seu lixo reciclável nesses locais, porém entregariam caso fossem buscar em suas residências.

Autor : THALITA FERNANDA DE JESUS PIRES

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : SALA 03 - AT 04/AT 05/AT 17     Localização : SALÃO CERDRO - PRAIAMAR

Dia : 12/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O início da prática da irrigação se confunde com o início da prática da agricultura e da prosperidade econômica de inúmeros povos. Já nas civilizações antigas, que ocupavam regiões áridas e onde a produção agrícola só era possível através da irrigação, encontramos os primeiros sinais desta prática, como aconteceu com os Assírios, Caldeus, Babilônicos (4.500 a.C.), entre outros. O Arduino é uma plataforma utilizada para fazer a prototipação de circuitos eletrônicos. É de software e hardware livre, flexível e fácil de usar. Sabe-se que as condições climáticas como períodos de chuva e seca podem influenciar na quantidade e qualidade dos cultivos produzidos. Assim, este projeto teve por objetivo a montagem de um sistema de irrigação e monitoramento ambiental automatizados de baixo custo para a aplicação nos mais diversos tipos e tamanhos de cultura. O sistema foi montado na casa de vegetação da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. O sistema foi montado para irrigar 2 caixas de plantio medindo 50x28cm. Para construção do sistema foram utilizados 10 sensores, 5 por caixa de cultura, para captação de dados relativos à umidade do solo. A plataforma utilizada para fazer a prototipação de circuitos eletrônicos, foi o Arduino (Arduino Mega).Foram acopladas duas bombas KC-JK505, que irão retirar a água do reservatório e distribuir para as plantas, através de mangueiras de polietileno de ½ polegada, já contendo os gotejadores regulares 1394. A estas bombas também foram acoplados relés, que permitem o acionamento dos motores apenas quando necessário. O sensor responsável por captar a umidade e temperatura do ar foi o DHT11. Por fim, foi utilizado um display LCD 16x2 com módulo I2C, que exibe dados captados pelos sensores. Para alimentação do sistema, foi utilizada uma fonte externa que converte a energia de 22V para 12V, quantidade requerida pelo Arduino para seu funcionamento e alimentação dos sensores. Foram utilizados fios de cobre para todas as ligações. Quando ligado à energia, o Arduino aciona as bombas por cinco segundos para checagem do seu devido funcionamento. Em seguida verifica a umidade do solo, caso 70% dos sensores acuse que o solo está seco a irrigação é ativada por 1 minuto, então o Arduino verifica novamente a umidade de todos os sensores, caso 30% acusem que o solo ainda está seco, a irrigação é ativada por mais 30 segundos. Após isso se inicia um contador que só deixará que a verificação de umidade do solo ocorra novamente depois que estiver se passado uma hora. O sensor de temperatura e umidade do ar capta permanentemente os dados e envia ao Arduino, para que sejam exibidos no display, em tempo real. O sistema até aqui desenvolvido foi totalmente customizado para atender as demandas de um cultivo feito em casa de vegetação, e se preciso pode ser ampliado ou reduzido de acordo com que forem surgindo as necessidades dos cultivos, e tudo isso sem precisar gastar muito. O sistema até aqui desenvolvido foi totalmente customizado para atender as demandas do cultivo de Lactuca sativa em casa de vegetação, e se preciso pode ser modificado de acordo com que surgirem as necessidades dos cultivos. Utilizando o Arduino foi possível desenvolver um sistema capaz de irrigar autonomamente os cultivos plantados nas caixas de plantio, com muita eficácia no controle do gasto de água, pois o sistema está programando para regar os cultivos somente quando é realmente necessário. Também foi desenvolvido o monitoramento ambiental, com ele podemos verificar a temperatura e umidade do ar em tempo real da casa de vegetação onde os espécimes foram plantados.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas