Autor : MARIANA MOREIRA NETO

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

Sala : SALÃO JACARANDÁ - AT 06/ AT 17     Localização : PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A obra de transposição do Rio São Francisco, apoiada por um marketing político de forte apelo populista de que “quem tem sede apoia”, mascara e reduz as pálidas resistências e o debate político acerca da sua significação. Para além das “arengas políticas”, a transposição e todo o discurso político e midiático que a sustenta escondem que seus grandes beneficiados são representantes do agro-hidronegócio e dos polos industriais do Pecém – CE e Suape – PE. Refletir sobre a transposição é pensar que esse projeto se presta a “transpor” votos e recursos e realimenta a “indústria política da seca”.

Autor : JHONATHAN LIMA DE SOUZA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

Sala : SALÃO JACARANDÁ - AT 06/ AT 17     Localização : PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O presente artigo aborda da temática da seca enquanto um desastre nos municípios potiguares que eram abastecidos pelo trem da água, e quais as implicações e viabilidade desse modal na distribuição de água. A pesquisa tem como objetivo avaliar a logística e eficácia da adução de água por meio de trens tanques no Rio Grande do Norte. A metodologia basea-se no levantamento bibliográfico de trabalhos que abordem o risco à seca, pesquisa jornalística e em censo demográfico, assim tem-se uma análise integrada das variáveis: População atendida; quantidade de água aduzida; proporção de água aduzida em comparação com a capacidade dos carros-pipas; que geraram gráficos, quadros e a cartografia do itinerário da via férrea. Portanto, o trabalho propõe a adição do uso dos trens tanques na Operação Carro Pipa.

Autor : ANA VITÓRIA FREIRE VIEIRA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

Sala : SALÃO JACARANDÁ - AT 06/ AT 17     Localização : PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A gestão das águas na região semiárida brasileira (RSB) apresenta diferentes desafios, a exemplo da distribuição desigual das precipitações pluviométricas no tempo e no espaço, os ciclos de secas, o aumento das demandas sociais e econômicas por água, a diminuição da disponibilidade hídrica pela poluição, as fragilidades institucionais do poder público, entre outros fatores. Nesse contexto, a alocação negociada de água foi criada como estratégia institucional de gestão das águas em regiões que enfrentam escassez e/ou conflitos de usos. Nos últimos anos, este mecanismo vem sendo aplicado em bacias hidrográficas intermitentes e em reservatórios na RSB. No Rio Grande do Norte, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada na bacia hidrográfica Piancó-Piranhas-Açu e com capacidade de 2,4 bilhões de m³, constitui o principal reservatório do Estado, de onde partem importantes adutoras. Desse modo, o objetivo geral do artigo é analisar a alocação negociada de água na barragem Armando Ribeiro Gonçalves no período de 2016 a 2018. Foram realizadas as seguintes etapas metodológicas: a primeira etapa correspondeu à revisão de literatura; a segunda etapa foi constituída pela coleta de dados por meio de pesquisa documental (levantamento da legislação pertinente; resoluções da Agência Nacional de Águas e do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte; plano de recursos hídricos da bacia hidrográfica; termos de alocação negociada de água; boletins de acompanhamento) e levantamento dos grandes usuários de água do reservatório; a terceira etapa foi a sistematização e análise dos dados; na quarta etapa foram organizados os resultados mais expressivos da investigação científica. Ao comparar os termos de alocação negociada de água com os boletins de acompanhamento emitidos pela ANA foram constatados os volumes esperados e observados, os estados hidrológicos e os usos acordados e verificados sobre o abastecimento público, a irrigação e a perenização referente de cada mês. Além disso, foi possível averiguar se as atividades de monitoramento, instrumentação, regulamentação dos usos e outras ações foram atendidas ou não pelos órgãos responsáveis e como isso se reflete no volume e condição ambiental do açude. Foram identificados os maiores usuários/consumidores hídricos do reservatório e se as medições dos volumes captados, tanto para o abastecimento público quanto para a irrigação, estão sendo realizados de maneira contínua e conforme os termos de alocação negociada de água. Apesar de garantir os múltiplos usos e maior controle social do uso da água por parte dos membros do comitê de bacia hidrográfica, é necessário avançar na fiscalização, na realização das medidas previstas nos termos, na transparência das ações; na publicização dos boletins de acompanhamento e em outras medidas de gestão da demanda e gestão da qualidade. Desse modo, os usos prioritários (abastecimento humano e dessedentação animal) poderão ser alcançados com mais eficácia e sustentabilidade.

Autor : JONATÃ GOMES DE SOUZA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A qualidade de concretos e argamassas está diretamente ligada à qualidade de seus materiais componentes, dentre eles, a água de amassamento. A água destinada a produção desses materiais não deve conter substâncias que possam vir a prejudicar as reações de hidratação do cimento, já que isto possibilita o surgimento de patologias que afetam diretamente na serventia, durabilidade e segurança das estruturas. Por este motivo, o trabalho teve como objetivo realizar a análise das condições das águas de poços da cidade de Araruna-PB, a fim de identificá-las de acordo com as especificações da ABNT NBR 15900/2009, como adequadas ou não à produção local de concreto e argamassas. O estudo utilizou dos procedimentos de campo, laboratoriais e bibliográficos através da coleta, análise e interpretação de dados sobre amostras de água de amassamento de quatro poços da cidade, para atingir seu objetivo. Foram produzidos corpos de prova de argamassa com traço 1:3 (cimento:areia) e relação a/c 0,48, de acordo com a ABNT NBR 7215/1996. A fim de comparação de resultados para o ensaio de resistência a compressão, os corpos de prova foram produzidos utilizando-se água padrão (destilada) e água suspeita de três poços freáticos da cidade. Além disso, através de resultados de pesquisas já desenvolvidas anteriormente, foi possível obter resultados para a análise físico-química de uma amostra de água suspeita de um poço freático existente na localidade, o que permitiu a verificação completa da viabilidade de utilização das águas de poços da cidade de Araruna-PB para produção local de concreto e argamassa, seguindo os preceitos da ABNT NBR 15900/2009. Para o ensaio de resistência à compressão, os corpos de prova produzidos com água destilada apresentaram resistência média à compressão aos 7 e 28 dias de cura de 13,49±1,29 e 20,04±2,98 MPa, respectivamente. Já os corpos de prova produzidos com água de poço apresentaram resistência média à compressão de 13,52±1,27 e 21,30±3,46 MPa, aos 7 e 28 dias. O ensaio físico-químico da água de poço analisada mostrou que todos os parâmetros examinados estavam com valores dentro dos limites exigidos por norma, com exceção do pH, que apresentou valor de 3,90 quando o valor aceitável pela norma é de pH≥5. De acordo com os resultados obtidos, observou-se que os corpos de prova produzidos com água de poço atenderam ao especificado pela ABNT NBR 15900/2009, que afirma que a resistência média à compressão aos 7 e 28 dias dos corpos de prova preparados com a água suspeita deve alcançar pelo menos 90% da resistência média à compressão dos corpos de prova preparados com água destilada, isso quando algum dos parâmetros físico-químicos analisados não forem atendidos. Portanto, pode se dizer que a água subterrânea, proveniente de poços freáticos da cidade de Araruna-PB, é adequada ao uso como água de amassamento na produção local de concreto e argamassa.

Autor : CHRISTIANE FERNANDES DOS SANTOS

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A transposição do Rio São Francisco vem possibilitando percepções distintas: ora concebido como um projeto que promoverá a sustentabilidade hídrica para o semiárido, ora apontado pela intensidade das mudanças socioculturais e ambientais propiciadas. Os arranjos-políticos institucionais formados para o delineamento e a implantação do Projeto de Integração do Rio São Francisco têm apresentado situações e relações de poder, pretensamente forjadas em princípios democráticos. Ao reconstruir a trajetória desse processo situando a ação dos diferentes atores, observa-se o que Bourdieu denomina de exercício de um poder simbólico - poder exercido com o consentimento daqueles que não querem saber, ou não sabem, que lhes estão sujeitos. Dessa maneira, o presente artigo objetiva analisar o processo inicial de implementação das obras de integração do São Francisco, no município de São José de Piranhas, no estado da Paraíba, na perspectiva das relações de poder desencadeadas. Essa questão conduziu a inquietações como: quais as instituições envolvidas no processo decisório e suas devidas competências? Como se construíram as responsabilidades e decisões entre os diferentes agentes institucionais e atores sociais? Como essa política vai se desdobrando nas comunidades atingidas? Os arranjos que se constroem em volta da política da Transposição do São Francisco instigam a participação ativa e plural dos atores envolvidos? Inicialmente, realizou-se uma pesquisa exploratória. Nessa etapa, como instrumento metodológico, optou-se pela análise documental e realização de entrevista, que se fez através de um roteiro previamente elaborado, além de registros fotográficos. As entrevistas foram realizadas com 2 (dois) representantes locais do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, 2 (dois) de associações de moradores e de 2 (dois) reassentados. Recorreu-se, ainda, a uma base conceitual que instigou a análise sobre como se estabelecem as relações de poder entre os diferentes agentes envolvidos no início da obra de integração São Francisco. Para tanto, utilizou-se de conceitos como: poder simbólico, violência simbólica e participação, pautando-se, inicialmente, nos trabalhos de Bourdieu (2012), Clemens (2016), Mendonça (1996) e Tarrow (2009). Os resultados iniciais indicaram que o Projeto de Integração do São Francisco se constrói e se desenvolve em campos revestidos de relações de poder, onde há a sobreposição da burocracia estatal em relação aos atingidos pela transposição. Os processos decisórios no que diz respeito ao início da obra, assim como a escolha da área a serem cobertas pelas águas, e das famílias desapropriadas, por exemplos, ocorreram de modo impositivo. A maneira que os agentes estatais iniciaram os trabalhos de medição, sem expressar preocupação em informar à população do que se tratava de fato, revela atitudes autoritárias. Porém, à medida que o projeto da transposição foi se desdobrando em São José de Piranhas/PB instigou, a participação ativa do sindicato, no que diz respeito, principalmente, ao papel que exerceu de agente interventor/mediador entre população atingida e os agentes do Ministério da Integração. Remetendo-nos ao objeto de análise do presente estudo e a base conceitual apresentada, induz refletir que o Projeto de Integração do São Francisco, em São José de Piranhas/PB, desencadeou relações de poder, caracterizadas principalmente através do poder e da violência simbólica perpetuada no decorrer do processo de implantação, haja vista que os atingidos são conduzidos à outra realidade, cujas possibilidades de escolhas são poucas ou, até mesmo, inexistentes. Ao analisar o comportamento político dos atores envolvidos, bem como a condução do processo decisório, a política de reassentamento e, aos aspectos que possibilitam os atores locais permanecerem submetidos a uma relação de poder, identifica-se o exercício da violência simbólica promovida pelo Estado. É nessa perspectiva das relações de poder que perpassam nos arranjos institucionais da transposição do Rio São Francisco, que este trabalho se insere.

Autor : MARIA DE FÁTIMA OLIVEIRA DE SOUSA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O projeto de transposição do Rio São Francisco constitui a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil no âmbito da Política Pública Nacional de Recursos Hídricos. Seu objetivo foi garantir a oferta de água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios do nordeste sententrional (Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte) parte do semiárido brasileiro que frequentemente sofre com longos períodos de seca. Embora tenha sido pensado como uma alternativa à escassez hídrica, sua implementação também suscitou inúmeros questionamentos e conflitos. Ao longo dos seus 500 quilômetros (aproximadamente) de extensão, a transposição produziu diferentes marcas, redefinindo territórios, identidades, símbolos e relações sociais. Nos interessa nesse artigo tratar das dinâmicas geradas pelo início das obras no Eixo Norte, em especial as resultantes dos processos de negociação das desapropriações das áreas por onde passariam esse eixo. Nessa perspectiva procuramos identificar os atores envolvidos, identificar e analisar as relações de tensão e interação entre os atingidos pelo projeto e as entidades que intermediaram as negociações no município de São José de Piranhas na Paraíba. A escolha do campo de observação justifica-se pelas sucessivas histórias de deslocamento de comunidades e populações nessa região. Em 1932 a sede do município bem como grande parte de sua extensão territorial foi inundada dando lugar a construção do açude Engenheiro Ávidos, responsável pela captação de água que abastece cidades da região agora. Com a transposição a localidade teve proporcionalmente o maior percentual de áreas desapropriadas de todo percurso da obra para a construção de túneis, reservatórios, canais e Vilas Produtivas Rurais (VPRs). Essas duas obras provocaram mudanças profundas nas configuraçãoes políticas, sociais e ambientais da região conformando um contexto relevante de pesquisa. As análises têm como aporte teórico metodológico os conceitos de desterritorialização e reterritorialização propostos por Little (2002) e Haesbaert (2004). Para este artigo foi realizada pesquisa documental, 3 entrevistas com membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) bem como entrevistas com 2 grupos focais de moradores das Vilas Produtivas de Cacaré e Irapuá I. Foram coletadas informações sobre o acesso a água, as dinâmicas sociais engendradas com a saída das antigas propriedades e o deslocamento para outros espaços. O objetivo do estudo foi trazer os olhares dos residentes de diversas comunidades diretamente impactadas pela transposição bem como das narrativas de alguns membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São José de Piranhas, entidade que participou ativamente de todas as etapas dessas mudanças. Os relatos evidenciam histórias de luta por reconhecimento e apontam o quanto as mobilizações coletivas foram cruciais para garantir direitos durante os processos indenizatórios. Novas relações de cooperação são estabelecidas entre os atingidos e entre eles e as entidades como STR, Ministério da Integração, mas também novas formas de disputa e enfrentamento. É o enredo desse processo que essa proposta de artigo quer tratar.

Autor : FERNANDA DO NASCIMENTO GOUVEIA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Introdução: A água é um elemento de fundamental relevância para o desenvolvimento econômico e social no meio rural e urbano, principalmente na região semiárida, na qual a média do índice pluviométrico é de 750 mm anuais (INSA, 2012). Entretanto, esse bem se encontra ameaçado, sendo imperativo o estabelecimento de uma gestão eficiente dos recursos hídricos. Um dos problemas relacionados a água é a falta de saneamento em diversas regiões do país, visto que, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA, 2013), apenas 62% da população é atendida por este serviço, isso contribui para a contaminação de rios e mananciais. Objetivos: Realizar o tratamento biológico e térmico das águas residuais do IFAL - Campus Piranhas, bem como monitorar a qualidade da água de reúso através de análise microbiológica para utilização na agricultura com base nos parâmetros exigidos na legislação. Metodologia: Para o tratamento biológico das águas residuais foi montado um sistema de filtragem no qual três tambores foram instalados formando filtros anaeróbios de fluxo ascendente, onde o esgoto é depurado por meio de microrganismos não aeróbios. Cada tambor recebeu uma placa circular perfurada e suspensa até um terço da altura do tambor, utilizada para sustentar o material de enchimento permitindo a translocação do efluente. A instalação do sistema foi realizada aproveitando o declive, para que a água percorresse pelo sistema através da gravidade. O terceiro tambor, no qual a água sai filtrada foi conectado ao sistema térmico composto por uma mangueira preta com 60 metros, dos quais 20 metros foram colocados enrolados sob duas telhas de fibrocimento pintadas de preto fosco para uma maior absorção do calor solar e este foi ligado a uma caixa d’água utilizada como reservatório. Resultados: Para analisar a qualidade da água foram realizadas quatro análises: a primeira às 11 h, a temperatura ambiente estava a 23,7ºC e com radiação solar de 647,9 kj/m³, isso fez com que o sistema térmico não promovesse boa desinfecção apresentando ≥1.600 NMP/100mL de bactérias termotolerantes; segunda análise teve sua amostra coletada às 12 h, com temperatura ambiente de 24,2ºC, ocorreu uma diminuição considerável das bactérias, 280 NMP/100mL; na terceira análise, a coleta foi feita às 13 h, com temperatura ambiente de 27,2ºC e radiação solar de 2409,0 kj/m³, a temperatura do sistema de aquecimento se elevou, chegando a 59ºC havendo uma redução significativa no número de bactérias, sendo 39 NMP/100mL; na quarta, às 15 h a temperatura ambiente estava quase 2 graus a mais do que na análise anterior, com isso, a temperatura do sistema térmico foi para 60ºC obtendo um índice de bactérias menor que 2 NMP/100mL. Considerações finais: Através das análises observou-se que houve redução considerável no nível populacional dessas bactérias termotolerantes à medida que a temperatura se elevava com a radiação solar, com isso, pode-se afirmar que o sistema de tratamento utilizado é uma forma eficaz no tratamento das águas residuais, podendo esta ser usada por sistemas de irrigação em pomares, cerais, pastagens entre outros, pois, segundo as determinações da NBR 13969 (ABNT), a água tratada deve estar em conformidade com os parâmetros recomendados a respeito da classe 4 desta norma, quando nível populacional de coliformes termotolerantes seja inferior a 5000 NMP por 100 mL.

Autor : JONATÃ GOMES DE SOUZA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:As barragens são obras fundamentais para o desenvolvimento humano até os dias atuais, seja na irrigação, na produção de energia elétrica, na reserva hídrica para o abastecimento de água, entre outros. Todavia, os vários acidentes ocorridos com esses empreendimentos ao longo dos anos, traz a necessidade da implementação de metodologias que determinem o nível de exposição ao risco ao qual à sociedade está submetida. No Brasil, a Lei 12.334/2010, que instituiu a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), definiu obrigações e procedimentos a se seguir para garantir a observância de padrões de segurança de barragens, de maneira a reduzir a possibilidade de acidentes e suas consequências. Entre os sete instrumentos previstos no Art. 6º da PNSB, o primeiro e, de certo modo, o mais importante para o cumprimento do objetivo deste trabalho, é o sistema de classificação de barragens, por categoria de risco, por dano potencial associado e por volume. Esse instrumento é tomado como base para a escolha dos procedimentos e medidas que visam tornar as barragens mais seguras, determinando a periodicidade, a qualificação técnica da equipe responsável, o conteúdo mínimo e o nível de detalhamento das inspeções regulares e especiais de segurança, além da obrigatoriedade ou não da elaboração do Plano de Ação Emergencial (PAE) da barragem. Neste artigo, propomos a classificação de uma barragem (Barragem Santa Cruz do Trairí) destinada ao acúmulo de água, quanto à Categoria de Risco e o Dano Potencial Associado, de acordo com os critérios estabelecidos pela resolução Nº 143/2012 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). No que concerne à Categoria de Risco (CRI), são avaliados os aspectos da própria barragem que possam influenciar na possibilidade de ocorrência de um acidente, como: as características técnicas intrínsecas ao projeto, o estado de conservação das estruturas e do barramento e, por último, a existência de documentos e procedimentos de manutenção que atendam o Plano de Segurança da Barragem. Já o Dano Potencial Associado (DPA) consiste na identificação de riscos que as barragens apresentam para o território à jusante em caso de rompimento, vazamento, infiltração no solo ou mau funcionamento. A aplicação desta metodologia trouxe como resultado para a barragem Santa Cruz do Trairi, a obtenção de 66 pontos para o risco e 25 pontos para o dano potencial, o que a enquadrou como uma barragem de categoria de risco alta e dano potencial associado alto. Em observância ao Art. 11 da Lei nº 12.334/2010, a entidade fiscalizadora deverá determinar a elaboração do PAE em função da Categoria de Risco e do Dano Potencial Associado à barragem, devendo estabelecer, de acordo com seu Art.12, as ações a serem executadas pelo empreendedor, como: a identificação e análise das possíveis situações de emergência; os procedimentos para identificação e notificação de mau funcionamento ou de condições potenciais de ruptura da barragem; os procedimentos preventivos e corretivos a serem adotados em situações de emergência, com indicação do responsável pela ação e, por fim, a estratégia e meio de divulgação e alerta para as comunidades potencialmente afetadas em situação de emergência.

Autor : GLEYDSON DANTAS JALES

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Resumo:A escassez dos recurso hídricos é um fator limitante para produção agrícola praticada no semiárido do Nordeste brasileiro. Essa escassez é de ordem qualitativa e quantitativa, tanto pela baixa precipitações pluviométrica, associada aos solos rasos e com baixa capacidade de retenção de água. Como também a salinidade das água disponíveis para irrigação. Nesse contexto, ocorre a necessidade de incorporação de águas residuárias para o manejo da irrigação das culturas agrícolas, em virtude de destinar a água potável para atividades mais nobres. Entretanto, as águas residuárias, também são caracterizadas por apresentar concentrações de sais elevadas, podendo trazer prejuízo a fisiologia e ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Com isso, uma pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de avaliar estratégias de manejo no uso do efluente da piscicultura em diferentes estádios fenológicos na eficiência fotoquímica do tomate cereja cv. Samambaia. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação na área Experimental do Centro de Ciências Agrárias da UFERSA (5°12'02.4"S e 37°19'37.3"O), no município de Mossoró/RN. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos aleatorizados, com dez tratamentos, quatro repetições e três plantas por repetição. Os tratamentos foram formados pela exposição das plantas ao rejeito da piscicultura (R, 4,54 dS m-1), alternados ou não com água de abastecimento (A, 0,52 dS m-1) em quatro fases fenológicas, sendo: crescimento (1), florescimento (2), enchimento do fruto (3) e amadurecimento (4). Assim, os tratamentos foram: T1 = A1/A2/A3/A4 (testemunha); T2 = A1/R2/R3/R4; T3 = A1/A2/R3/R4; T4 = A1/A2/A3/R4; T5 = R1/A2/R3/R4; T6 = R1/A2/A3/R4; T7 = R1/R2/A3/R4; T8 = R1/R2/R3/R4; T9 = R em uma irrigação e posteriormente duas irrigações com A sequencialmente durante todo ciclo; T10 = R em duas irrigações e posteriormente uma irrigação com A sequencialmente durante todo ciclo. As plantas foram conduzidas em sacos plásticos com capacidade para 5 dm3, que foi preenchido com substrato a base de fibra de coco e composto orgânico na proporção 2:1. A eficiência fotoquímica foi avaliada na transição das fases florescimento/enchimento dos frutos, com auxílio de um fluorômetro de pulso modulado, com o qual se determinou a fluorescência inicial, a fluorescência máxima, a fluorescência variável e a eficiência quântica do PSII. A irrigação com efluente da piscicultura nas diferentes fase fenológicas do tomateiro cereja não influenciou significativamente as variáveis fluorescência inicial, a fluorescência máxima, a fluorescência variável e a eficiência quântica do PSII. A ausência de efeito significativo, é indicativo que a salinidade do efluente da piscicultura não comprometeu o aparato fotossintético do tomateiro cereja cv. Samambaia. Com isso, conclui-se que a aplicação de efluente da piscicultura é viável em todas as fases fenológicas do tomateiro cereja, de modo, que o seu nível salino não afeta a atividade da clorofila a, e consequentemente a eficiência fotoquímicas das plantas de tomate.

Autor : JEARLES XIMENES ALCANTARA BARROS

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Resumo:Resumo: A região dos Sertões de Crateús é uma das mais afetadas pela escassez de recursos hídricos no estado do Ceará. A escassez hídrica nos sertões de Crateús é um problema antigo, que se agrava com o crescimento da população local. A mais recente política pública para o combate e convivência com a seca para a região é a construção de uma barragem, concebendo para os Sertões de Crateús, uma nova perspectiva de equilíbrio hídrico. Antes de ser anunciado oficialmente a construção desta barragem, foi primeiramente realizado em anos anteriores vários projetos e estudos sobre a viabilidade da construção da barragem Lago de Fronteiras. Esta vem sendo vista como uma grande obra de captação de recurso hídrico, estando colocada como de grande importância para a região e trazendo para a população dos Sertões de Crateús a redenção para a crise de abastecimento que castiga a região. A Construção da barragem Lago de Fronteiras irá abranger a planície fluvial do rio Poti nas imediações do distrito de Ibiapaba. A obra tem como principal objetivo o controle de enchentes, o abastecimento de água da sede do município de Crateús, distritos da região e cidades vizinhas, a irrigação, buscando o desenvolvimento da região através de projetos de irrigação, abastecimento humano, acréscimo de agricultura irrigada em 5.000 ha, piscicultura e perenização do rio Poti, beneficiando cerca de 80.000 habitantes. A população diretamente afetada pela barragem será reassentada, deixando para trás, toda a sua história de vida, o sentimento de pertencimento do local, dúvidas e incertezas em relação ao futuro. Este trabalho analisa os impactos sociais causados pela construção da barragem Lago de Fronteiras localizado na cidade de Crateús-Ce. Tem como objetivo caracterizar a região diretamente afetada sob a perspectiva dos atores sociais locais, os impactos decorrentes da remoção de comunidades tradicionais de áreas que ficarão submersas e analisar o processo de reassentamento e a efetivação e aplicação das indenizações propostas pelo DNOCS. A metodologia adotada se caracteriza pelo levantamento bibliográfico e documental, especialmente ao acervo do DNOCS e outros órgãos envolvidos, como o Ministério da Integração Nacional, Agencia Nacional das Águas (ANA), Companhia de Águas e Esgotos do Ceará (CAGECE), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH), ligado ao projeto de construção da barragem, visita de campo, entrevistas semiestruturadas que a partir da análise da temática foram elencados os principais eixos que são os aspectos sociais, ações de instituições na implantação dos barramentos, o uso e ocupação da terra pela população local e abordagem qualitativa dos dados levantados. A obra em questão iniciou-se em 26 de setembro de 2017, a pesquisa teve início no dia 25 de junho de 2018 com a visita a comunidade de Besouro, o processo de pesquisa ainda está sendo executado, a partir dos dados coletados foi possível identificar o descaso dos órgãos competentes sobre as indenizações propostas aos afetados pela barragem. Esperamos com este trabalho colaborar para a ampliação de conhecimentos acerca da realidade local e observar os impactos sociais das políticas públicas de combate e convivência com a seca na região dos sertões de Crateús do estado do Ceará.

Autor : MARCILIO BATISTA MAGALHAES MOURA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

Sala : SALÃO JACARANDÁ - AT 06/ AT 17     Localização : PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O presente trabalho é resultado da pesquisa de monográfica de graduação do curso de licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e dos estudos desenvolvidos no âmbito do Laboratório de Estudos sobre Espaço, Cultura e Política (LECgeo). No escopo da convivência com o semiárido, estão programas que propõem a segurança hídrica e que acabam caracterizando os assentamentos rurais oriundos da reforma agrária, de modo que provocam transformações nas dinâmicas de vida e produção dos agricultores beneficiados, nesse caso, o estudo em tela, se debruça sobre o assentamento de Laginha, que está inserido na área rural do município de Serra Talhada - PE. Dessa forma, são apresentados dois exemplos, dos programas de segurança hídrica no Sertão do Pajeú de Pernambucano e suas implicações nas dinâmicas de vida dos agricultores. O objetivo central, foi compreender, dentro do paradigma da convivência com o semiárido, os programas de segurança hídrica incrustados nos assentamentos rurais do Sertão do Pajeú, que intervém nos territórios rurais e propõem mudanças relevantes na dinâmicas empreendidas por agricultores no tocante a gestão hídrica no semiárido. Devido ao trabalho está ambientado nos preceitos da geografia humanística e cultural, optou-se por uma pesquisa de cunho qualitativo, afim de investigar os elementos que compõem o objeto estudado, de forma empírica e sob a ótica de vertentes diferenciadas, privilegiando os discursos e as metodologias de entes compõem, reivindicam e discutem o semiárido. Sendo assim, para melhor abordar o objeto em tela, foi realizado estudo de caso no assentamento rural da reforma agrária, com intuito de identificar elementos da P1MC E P1+2 e os desdobramentos da implementação desses programas. As constatações feitas durante a pesquisa, demonstram que as tecnologias sociais e de segurança hídrica, apresentam caráter substancial aos agricultores dos assentamentos rurais. Contudo, o eixo de implementação e as problemáticas identificadas, demonstram que a aplicação desses programas nos assentamentos rurais são sensíveis a elementos externos e podem implicar em diferenciações no beneficiamento e apropriação das tecnologias sociais pelos residentes no semiárido. Os programas de segurança e soberania hídrico-alimentar que beneficiam o agricultor e que estão abarcados no paradigma da convivência com o semiárido, cumprem parcialmente os papeis a que foram projetados, pois a construção das cisternas garante o armazenamento hídrico capaz de suprir um período de estiagem. Embora, seja preciso salientar que em períodos de longas estiagens, como o que vem ocorrendo desde meados de 2011 no nordeste brasileiro, essas tecnologias de armazenamento necessitam de outras estratégias e/ou meios para suprir a escassez desse recurso hídrico, vide a situação de colapso que assolou sistemas hídricos rurais e urbanos, afetando diretamente nos poços artesianos e bombeamento de água para os canteiros produtivos que fazem uma contribuição direta ao funcionamento das cisternas construídas , como os relatados em Moura (2017).

Autor : MARIA MILLENA CASTRO DA CUNHA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A água constitui um dos principais meios para a manutenção da vida na Terra, sendo imprescindível na dinâmica natural dos seres vivos e dos ecossistemas e na realização das atividades antrópicas. Atualmente, é evidente a existência de uma crise ambiental global relacionada à água, cujos fatores e impactos ocorrem de modo diferenciado nos países e no interior destes. No estado do Rio Grande do Norte, a crise da água é secular e ainda está presente nos dias atuais por meio de diferentes manifestações, a exemplo da escassez relativa dos recursos hídricos. Nesse contexto, o objetivo geral da pesquisa é analisar a percepção ambiental dos discentes do curso técnico em agroecologia do IFRN – Campus Ipanguaçu no tocante à situação hídrica atual do estado do Rio Grande do Norte. Para alcançar o objetivo, foram realizadas as seguintes etapas metodológicas: a primeira etapa correspondeu à revisão bibliográfica; a segunda etapa consistiu na elaboração do instrumento de pesquisa: um questionário digital com questões fechadas e abertas sobre a situação hídrica do Estado, incluindo aspectos referentes à percepção ambiental individual; ao planejamento, política e gestão das águas, à educação ambiental e à participação social; a terceira etapa foi a aplicação do questionário com alguns discentes como forma de pré-teste para aperfeiçoamento; a quarta etapa foi representada pela aplicação do questionário no dia 06 de setembro de 2018 com todas as turmas, em um total de oito, do curso técnico em agroecologia do IFRN – Campus Ipanguaçu nas modalidades Integrado e Educação de Jovens e Adultos; a quinta etapa foi a sistematização e análise dos dados; e a sexta etapa correspondeu à exposição dos resultados mais significativos, procurando-se trazer a tona padrões coletivos no que tange à percepção ambiental. Responderam ao questionário estudantes pertencentes a faixa etária de 15 a 43 anos, onde os estudantes com até 20 anos dificilmente souberam responder todas as perguntas, enquanto as pessoas que possuem idade superior a 20 anos, apesar de serem minoria, apresentaram mais conhecimento sobre o tema. Os discentes são residentes nos municípios de Itajá, Angicos, Carnaubais, Assú, Afonso Bezerra e Ipanguaçu, onde 76% habitam na zona urbana e os outros 24% na zona rural. Foi perguntado a principal fonte de abastecimento de água do município onde residem, e todos souberam responder, citando açudes e barragens (52%), poços (28%) e adutoras (20%). De acordo com 68% dos estudantes, o Rio Grande do Norte se enquadra na situação de crise hídrica em determinadas regiões do Estado; 28% apontaram um quadro de uma crise generalizada por todo o Estado; e apenas 4% disseram que há o abastecimento normalizado nos municípios. Pelos dados, é possível perceber que a maioria percebeu a crise como ocorrente em apenas algumas parcelas do território estadual, revelando a visão de uma desigualdade na distribuição e acesso às águas e denotando a escassez relativa. Além disso, sobre a principal causa de crise hídrica no Estado: 8% dos discentes citaram problemas na política e gestão das águas; 16% citou o desperdício de água; 32% responderam estiagem e seca; e 44% uma combinação de todos os fatores; já nenhum estudante assinalou as opções aumento do consumo de água e poluição dos mananciais de água. Com o desenvolvimento da pesquisa, notou-se que muitos estudantes não tem conhecimento sobre as instituições do poder público no tocante ao planejamento, política e gestão das águas. É indispensável que haja uma melhor discussão/formação junto aos discentes sobre o modelo de gestão das águas do Brasil e do Rio Grande do Norte.

Autor : EMANOEL LIMA MARTINS

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A degradação do solo é um problema que incide sobre 33% da superfície terrestre, atingindo em torno de 42% da população mundial, o que reduz drasticamente a capacidade produtiva dos solos. Nas regiões semiáridas, a recuperação dessas áreas é comprometida, pela limitação hídrica para produção de biomassa vegetal. A utilização de água residuária tratada (AR) proveniente de estações de tratamento de esgoto doméstico (ETE) tem se mostrado uma prática estratégica tanto na produção florestal ou de forragem quanto na recuperação de solos degradados. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito da aplicação de água residuária tratada na recuperação dos teores de matéria orgânica do solo (MOS) e fósforo (P) e no crescimento de espécies florestais nativas da caatinga em Antroposolo Decapítico. O experimento foi realizado nas imediações da sede institucional do INSA em Campina Grande, PB, utilizando água residuária tratada proveniente desta, para irrigação de cinco espécies florestais: Aroeira (Astroniumurundeuva Allemão/Engl), Brauna (Schinopsis brasiliensis Engl), Catingueira (Caesalpinia pyramidalis Tul), Freijó (Cordiatrichotom Vell), Ipê roxo (Handroanthus impetiginosus Mart). Os tratamentos consistiram da variação de volume/tipo de água, assim foram utilizados três tratamentos: 7 L semana-1 de água de abastecimento (AA), 7 L semana-1 de AR e 14 L semana-1 de AR. Após decorridos três anos de irrigação, foram avaliados os atributos químicos do solo: MOS, P e P orgânico, bem como as variáveis de crescimento das espécies florestais: altura e diâmetro (DAP). A AR proporcionou elevação nas quantidades de MOS e P em comparação com a AA em relação a condição inicial. Os teores de MOS e P foram de 5 a 8 vezes superiores no tratamento de aplicação de 14 L de AR que com aplicação de AA na camada superficial e também na profundidade 15 - 30 cm, tanto em relação a AR quanto a AA o que provavelmente está relacionado a textura franco-arenosa do solo. Os teores de P no solo na camada de 0-15 cm quando irrigados com AR foram até 4 vezes superiores ao solo irrigado com AA e na camada de 15 – 30 a diferença foi menor, entretanto ainda 3 vezes superior a AA. Em relação aos teores de P orgânico a diferença foi ainda maior entre os tratamentos, na ordem de 6 a 8 vezes superior no solo irrigado com 14 L de AR em relação a AA. De acordo com a literatura, o aumento dos teores de MOS aumenta a capacidade de retenção e armazenamento de água e nutrientes como P e N. elevando ainda a capacidade de troca de cátions. O aumento significativo dos teores de P após a aplicação de AR também foram observados por outros autores. É importante destacar a ocorrência de aumento dos teores de P na camada subsuperficial, onde os valores médios observados na amostragem inicial passaram de 0,65 mg kg-1 para até 4,61 mg kg-1 na camada dos 15 a 30 cm de profundidade após a aplicação de água residuária. Não houve diferença significativa entre os tratamentos para altura e DAP das espécies florestais. De maneira geral a irrigação com AR foi responsável por um incremento elevado nos teores de MOS e P no solo em todos os tratamentos até os 30 cm de profundidade. A utilização de água residuária de esgotos domésticos tratados mostrou-se uma alternativa promissora de baixo custo para a recuperação da capacidade produtiva do solo pelo incremento elevado nos teores de matéria orgânica e fósforo do solo. A irrigação com água residuária tratada proporcionou um incremento elevado nos teores de matéria orgânica e fósforo no solo até os 30 cm de profundidade.

Autor : JOÃO ANDRÉ XIMENES MOTA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:As regiões semiáridas dos estados nordestinos são as que mais sofrem pelos baixos volumes de precipitação; no estado do Ceará é conhecido que nos últimos 5 anos houve um déficit de precipitação variando de 30 a 51% da média histórica. Em específico a região do Sertão Central cearense também vem sofrendo com a estiagem; a região faz parte da sub-bacia do rio Banabuiú, que contava com 2,7% da capacidade de seus reservatórios no ano de 2017. A gestão de recursos hídricos e o emprego de alternativas como o reúso de efluentes devem ser levadas em consideração, como instituído na política estadual de reúso de água não potável (Lei nº 16.033/2016). O reúso empregado na agricultura pode trazer benefícios na recuperação e economia de água e na redução ou eliminação da poluição ambiental, além de aproveitar o poder fertilizante dos efluentes, ricos em macro e micronutrientes. Nesse contexto, este trabalho objetiva propor um sistema de reúso agrícola com o efluente da estação de tratamento de esgoto (ETE) do Instituto Federal de Educação e Ciência e Tecnologia do Ceará, campus Quixadá, localizado no Sertão Central cearense, empregando o plantio da cultura de abacate (Persea americana). Na execução dessa pesquisa foi feita a caracterização da área, e verificação das necessidades das variações de abacateiro (Persea americana) quanto as condições climáticas, de precipitação e temperatura, além da tolerância da espécies e suas cultivares quanto a qualidade tempo de formação e maturação do fruto e o espaçamento entre indivíduos. Os valores das concentrações e variáveis afluentes na ETE, bem como a eficiência de remoção no sistema de tratamento empregado no campus (tanque séptico e filtro anaeróbio) foram considerados conforme literatura; a vazão de efluente foi calculada com base no número de alunos e no consumo per capita. O sistema de reúso do ponto de vista ambiental se mostra viável, garantindo que a demanda hídrica exigida pelo abacateiro (Persea americana) seja suprida sem interferir na potabilidade dos frutos que não entrarão em contato diretamente com a água fornecida. Por ser uma cultura frutífera arbórea a irrigação do abacateiro com água de reúso é irrestrita, visto que, pelo emprego da técnica de sulcos o líquido não entrará em contato direto com fruto a ser colhido, portanto a qualidade do efluente não refletirá na potabilidade ou qualidade dos frutos. Dentre os cultivares de abacateiro mexicano, guatemalense e antilhano, o que mais se adequa as condições citadas anteriormente é o guatemalense; o espaçamento proposto é de 8 por 5 metros. O reúso contribui para o melhoramento do efluente que iria diretamente para o lençol freático, evitando a degradação da qualidade do recurso hídrico. Recomenda-se que haja o monitoramento da água utilizada no sistema de irrigação quinzenalmente, avaliando a qualidade desta, principalmente quanto a condutibilidade e alcalinidade.

Autor : FÁBIA SHIRLEY RIBEIRO SILVA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O Semiárido Brasileiro é caracterizado pela sua variabilidade climática. A água é um recurso vital, constituindo-se de um elemento insubstituível, portanto uma boa gestão desse recurso é fundamental para garantir a sua disponibilidade. O semiárido paraibano apresenta problemas com relação à oferta de água. A Lei Nº 6.308/96 constitui-se como o marco regulatório da gestão de recursos hídricos no Estado da Paraíba. Os conflitos hídricos se avolumam em quantidade e qualidade, sejam por posse, uso ou propriedade sobre direito de águas, a partir disso fazem-se necessários investigações sobre as questões hídricas com base nas leis regentes para que haja justiça. O presente trabalho tem como objetivo analisar a legislação hídrica na Paraíba a partir da sua Lei Estadual N° 6.308, de 02/07/1996. O estudo fundamentou-se através da pesquisa e revisão bibliográfica sobre a legislação hídrica na Paraíba a partir da Lei Nº 6.308, de 02/07/1996, além de autores como Barbosa et al, Cunha, Vieira, Lanna, entre outros. Constatou-se que a Lei Estadual foi criada anteriormente ao ordenamento de águas federal. Entretanto, a Lei Federal forçou modificações no arranjo institucional paraibano devido a Lei Estadual não incorporar o “espírito filosófico” participativo-descentralizado da norma federal. Foi verificado que o SISGERH possui falhas na infraestrutura dentro dos próprios órgãos que o compõem, assim dificultando a gestão de recursos hídricos no estado, e dessa maneira, refletindo no envolvimento que cada ente tem com os comitês de bacia, determinando que as relações entre os órgãos possam ser frágeis e conflituosas. Ainda, destacou-se que a maioria dos comitês não tem atuação orientada para resultados, e sua autonomia não é totalmente garantida devido à falta de apoio em recursos financeiros e humanos. Notou-se que o órgão gestor dos recursos hídricos paraibanos – AESA, embora seja mais rápido em determinadas ações, trouxe mudanças bruscas no âmbito administrativo, resultando na desconcentração mais que descentralização das funções administrativas. Percebeu-se que a gestão hídrica na Paraíba apresenta falhas como a forma centralizadora e fragmentada, devido às ações sempre partirem de decisões governamentais de caráter unilateral, assim, atendendo a uma pequena demanda, seja de interesses pontuais, particulares ou setoriais. O modelo de gestão que deve ser seguido é o da descentralização e participação, ou seja, auxiliando na melhor distribuição de poder decisivo aos mais baixos níveis de gestão e dando voz aos usuários da água. Assim, desconstruindo esse modelo tradicionalista de gestão centralizadora que permanece na gestão de recursos hídricos na Paraíba. A efetivação do processo de gestão em bacias hidrográficas feita através dos comitês ainda é embrionária na Paraíba. Embora ainda recentes e enfrentando muitas dificuldades os comitês paraibanos podem fazer melhor, contribuindo para renovação no atendimento da população, tanto no que se refere ao abastecimento público de água como ao saneamento ambiental.

Autor : ANA KAROLINE ELOI DE ARAUJO DANTAS

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:No semiárido brasileiro, a gestão das águas dos reservatórios vem sendo um desafio para os órgãos gestores. As características específicas da região, tais como o baixo índice pluviométrico e a alta vulnerabilidade a seca, ligadas ao desordenado crescimento populacional e aos conflitos pelos usos múltiplos das águas, dificultam ainda mais a gestão. Para que seja possível que qualquer usuário possa usufruir dos usos múltiplos das águas é necessário que ele tenha Outorga de Direito de Uso da Água. A outorga é um ato administrativo mediante o qual o Poder Público outorgante concede o direito de uso dos recursos hídricos, e tem como objetivo assegurar o controle do uso das águas, garantindo a todos os usuários o acesso aos recursos hídricos, conforme a disponibilidade em cada reservatório. Para auxiliar na gestão, umas das sugestões para verificar a disponibilidade de água e aferir a vazão a se outorgar, seria antes fazer uma simulação dos reservatórios. As simulações têm como finalidade o estudo do comportamento dos mesmos ao longo do tempo, para assim prever o desempenho e analisar a quantidade de água que pode ser retirada e outorgada sem oferecer riscos de escassez de água, ou, em quadros de escassez já verificados, analisar como minimizá-los. No estado da Paraíba, o órgão gestor é a AESA. Diante do exposto, o presente trabalho tem como objetivo realizar simulações do reservatório Cachoeira dos Cegos, localizado na região semiárida brasileira, afim de melhor entender o seu comportamento desde a última cheia, no ano de 2009. De acordo com as simulações, será feita a análise da sua gestão. Na metodologia, inicialmente foi feita a caracterização da região em estudo, que mostra onde está localizado o açude Cachoeira dos Cegos e os aspectos da região. Em seguida foi realizado um breve histórico do comportamento do mesmo. Posteriormente, foram mencionadas as vazões outorgadas, as vazões demandadas atualmente e a vazão de regularização do reservatório. Conhecendo estas vazões, foram feitas as simulações do comportamento do açude e as mesmas foram comparadas com a real simulação disponibilizada pela AESA. Após isso, foi feita a análise atual da sua gestão e foi observado falhas no processo de gerenciamento do reservatório. Verificou-se uma atuação limitada se comparado a atuação do órgão gestor em outros reservatórios do estado. A indisponibilidade de dados de outorga recentes foi algo que muito assustou, visto que para qualquer uso da água é necessário a Outorga de Direito de uso. Recomenda-se para que exista uma melhor gestão do açude, que sejam aplicadas Outorgas de Direito de Uso e que haja a verificação do cumprimento das mesmas por usuários regularizados. É aconselhado que sejam identificados os usuários não regularizados e que sejam adotadas medidas destinadas à regularização destes. Ainda, é importante que haja apoio à execução das atividades de fiscalização dos órgãos gestores de recursos hídricos. Deve-se evitar infringir as normas gerais e garantir, através de fiscalização, que as leis definidas no papel, estejam de fato sendo aplicadas para todos. Este estudo de caso mostra a necessidade de políticas de gestão de recursos hídricos mais eficazes na região, outorgando e inspecionando o uso da água, para redimir os problemas antes que estes tornem maiores proporções sociais ou ambientais.

Autor : JHONATHAN LIMA DE SOUZA

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O presente trabalho busca entender a seca enquanto um risco ao desabastecimento hídrico à população do Rio Grande do Norte, para isso, o objeto deste trabalho é a atuação da Operação Carro-pipa no estado. O objetivo do trabalho é analisar a logística da Operação Carro-Pipa no RN, para isso utilizou-se a análise integrada de variáveis de número de caminhões por: municípios, população, volume de água; as quais geraram a cartografia em SIG que ajudou na análise, que como resultado tiveram 597 caminhões na operação que atendem cerca de 160 mil pessoas no estado potiguar. Seca, Vulnerabilidade, Adução de água, Operação Carro-pipa, Logística da água.

Autor : LUCAS RIBEIRO NOVAIS DE ARAÚJO

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O século passado foi marcado pelo início da busca por sustentabilidade, como resposta ao esgotamento de um modelo desenvolvimentista com consequências notoriamente nocivas para o meio ambiente (VEIGA, 2005, p. 190). Um dos bens mais essenciais à sobrevivência da humanidade, a água tem se tornado cada vez mais escassa, não apenas pela degradação do meio ambiente, mas também pela falta de gestão no seu uso. Além disso, a má distribuição tem ampliado os índices de desigualdade e de pobreza. Neste contexto, o semiárido nordestino é uma das regiões que mais sentem esse problema. O município de Campina Grande, situado nessa região e objeto do presente estudo, tem passado por diversos momentos de crise hídrica, chegando muitas vezes próximo ao colapso total de abastecimento de água, fato que influencia diretamente no desenvolvimento da região. Tal problema tem incentivado a perfuração de poços de águas subterrâneas, atividade que, se não controlada, acarreta danosos impactos ambientais (MAISPB, 2016, online). Ademais, apenas os que possuem poder aquisitivo têm condições de perfurar um poço, ocasionando uma desigualdade no uso de um bem comum. A proposta do presente artigo é realizar uma análise deste cenário sob o enfoque da ecologia política, que estuda a distribuição igualitária de bens ecológicos. O artigo ora proposto trata-se de um estudo de caso, centrado no objeto empírico Campina Grande. O estudo de caso, segundo Yin (2005, p.32), revela-se em “investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos.”.Ademais, a pesquisa assume um caráter exploratório que envolve diferentes campos de pesquisa, entre eles a ecologia política, que estuda a distribuição igualitária de recursos naturais. Segundo Gil (2017, p. 26), a pesquisa exploratória tem “como propósito proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses.”. No tocante à abordagem empregada, a pesquisa será quantitativa e qualitativa. Quantitativa porque as informações que envolvem as águas subterrâneas e poços também podem ser expressas em forma de números. E qualitativa por voltar-se para a investigação que busca entender a natureza de um fenômeno social. Os resultados obtidos através do presente estudo demonstram que a perfuração de poços e obtenção de outorga legal para uso é um privilégio dos poucos que possuem poder aquisitivo para arcar com seus altos custos, tendo como consequência a distribuição desigual de um bem comum. Ainda, verificou-se uma lacuna na legislação que dê suporte à atuação do Estado na proteção de tal bem, facilitado o seu uso irregular, bem como uma ausência de planejamento e gestão. Como destaca Rebouças (1999, epub), as águas subterrâneas são de fácil apropriação, e, na prática, qualquer um consegue perfurar um poço em sua propriedade sem nenhuma intervenção do Estado. Por esse e outros motivos ora expostos, urge a necessidade de uma política pública voltada para o controle e fiscalização na perfuração de poços, do contrário, obteremos um cenário semelhante ao ilustrado por Hardin (1968), em seu artigo “A Tragédia dos Comuns” (Tragedy of Commons). No texto, o autor utiliza como cenário uma pastagem pública, sustentando que cada pessoa teria incentivos para acrescentar um animal ao espaço, uma vez que o benefício de tal ação (lucro proveniente do animal) seria percebido individualmente, ao passo que o componente negativo da decisão (sobrecarga do campo) seria compartilhado por todos. A decisão racional a ser tomada, afirma, é no sentido de acrescer o animal. O texto apela para a compreensão de que os recursos disponíveis no mundo são finitos e devem ser explorados de acordo com tal percepção.

Autor : SANDY KELLY MONTEIRO DE MENEZES

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Durante o período de estiagem no semiárido do Nordeste brasileiro, a irrigação é uma técnica utilizada para o aumento da produção agrícola, nessa região as reservas e qualidade de água são fatores limitantes, no entanto, esses fatores se tornam um entrave para a sustentabilidade (COSTA, 2009). As águas residuárias tratadas utilizadas para irrigação diminui a incidência de contaminação das águas superficiais e subterrâneas, atuando como uma alternativa de disponibilizar água juntamente com nutrientes para as culturas, sendo muito importante em regiões áridas e semiáridas, no qual a escassez faz com que todos os recursos hídricos disponíveis sejam aproveitados (SOUZA, 2005). Este trabalho teve como objetivo levantar informações técnico-científicas, por meio de análise bibliográfica, permitindo-se conhecer os efeitos benéficos e prejudiciais para o meio ambiente e para o homem que possui algum contato com água residuária utilizada para irrigação. Enfatizar a importância da técnica como meio de adquirir maior estabilidade nutricional para as culturas agrícolas que encontram dificuldade com a disponibilidade hídrica local, e por fim analisar a aplicação de efluentes sanitários na irrigação, apresentando e discutindo os aspectos mais relevantes sobre a adoção desta prática de acordo com diferentes autores que abordam a irrigação como temática em seus trabalhos científicos. O trabalho foi desenvolvido através de revisões de literaturas, baseadas em diversas pesquisas, de cunho científico, com base em experimentação, artigos, dissertações e teses, foi analisado durante a pesquisa a importância e utilização de águas residuárias na irrigação das culturas que estão submetidas a pouca oferta hídrica. Para Filho (2013), o uso de águas residuárias na irrigação podem ser utilizadas com tratamento ou não, podendo ser aplicada diretamente na planta ou indiretamente. Em alguns casos o reuso desse tipo de efluente compõe um projeto planejado, porém na maioria dos casos, esse processo apenas acontece sem nenhuma forma de planejamento. Aplicando-se volumes de águas residuárias em irrigação agrícola superiores a necessidade especificas das culturas e se a água possuir teores em excesso de compostos persistentes, como sais inorgânicos, e metias pesados, essa técnica pode ocasionar contaminação do lençol freático (MANCUSO, 2003 apud COSTA, 2006). O uso de água residuária quando utilizada sem medidas de proteção para controlar ou eliminar a concentração de patógenos, pode gerar infecções e até mesmo disseminar doenças. As medidas utilizadas para alcançar estes propósitos são o grau de tratamento do esgoto, a escolha da cultura e adequação do método de irrigação (MELO, 1978 apud SANDRI, 2003). Diante do exposto, conclui-se que as águas residuárias possuem uma grande importância no desenvolvimento de culturas em regiões do País que apresentam deficiência na quantidade de recursos hídricos disponíveis, sendo uma técnica que fornece também nutrientes para as culturas e para o solo. Porém quando as águas residuárias não passam por um eficiente tratamento, as mesmas podem contaminar o solo e as reservas de águas subterrâneas e superficiais. Uma problemática percebida com relação ao tratamento não eficiente foi a questão das águas residuárias apresentarem uma concentração de patógenos consideradas ofensivas a saúde humana. Logo, a técnica de irrigação principalmente a agrícola quando utilizada, precisará fazer uso de águas residuárias que passaram por um tratamento eficiente de remoção de agentes biológicos quanto de agentes químicos para que assim não venha a prejudicar o homem e o meio ambiente.

Autor : LARICIO DE ANDRADE

Modalidade : AT 06 - Gestão das águas do Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Resumo: Diante da crise hídrica agravada no Nordeste nos últimos anos com longos períodos de estiagem, é de suma importância que nos conscientizemos sobre o consumo de nossos recursos hídricos, para que possamos tomar medidas que evitem o desperdício e as perdas de água nos sistemas de distribuição existentes nas cidades. De acordo com o (SNIS, 2016) o Nordeste apresenta um índice de perdas na distribuição de 46,3%, o segundo maior índice das regiões brasileiras, ficando atrás apenas de região norte com 47,3%. Segundo alguns especialistas, a crise da água no século XXI é muito mais de gerenciamento do que uma crise real de escassez e estresse (Rogers et al., 2006). Considerando que a água disponível para consumo humano tem se transformado em um recurso cada vez mais escasso, torna-se de fundamental importância o controle de perdas. De acordo com a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, “as perdas de água são muito elevadas no Brasil e têm se mantido em níveis próximos a 40% nos últimos doze anos, ainda que seja possível notar uma leve tendência de queda nos últimos anos.” (ABES, 2013, p. 14). A partir deste dado a pesquisa busca conhecer os motivos que influenciam na distribuição da quantidade de água, uma vez que existe um valor fixo de água para abastecer a cidade de Patos- Pb, porém quando chega para consumo o valor determinado inicialmente é alterado, ocasionando altas perdas de água para a cidade. Neste trabalho objetiva-se analisar as perdas de água ocorrida desde 2011 até 2017, comparando os valores fixo de água com o consumido pela população, além de expor as médias anuais das perdas de água da cidade de Patos, Pb. A metodologia utilizada neste trabalho é pesquisa bibliográfica e quanti-qualitativa, na qual foi realizada a coleta de dados por meio de uma entrevista semiestruturada com o gerente da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (CAGEPA) da cidade. São muitas as causas que levam ao desperdício da água liberada para consumo, fatores como ligações clandestinas, vazamentos, roubos, falta de medição ou medições incorretas no consumo ocorrem com frequência. No entanto, a falta de gerenciamento dessas perdas por parte das empresas responsáveis pela distribuição dos recursos hídricos, o que acaba por gerar desinformação para elas próprias e para a população. Logo, medidas para controlar ou amenizar essas perdas se tornam mais improváveis de acontecer. Com levantamento dos dados em relação à distribuição de água na cidade de Patos, foram observadas perdas significativas em relação ao período que compreende entre os anos de 2011 e 2017. Foi observado que a partir do ano de 2011, a perda de água nos anos seguintes continuou a aumentar em relação a água liberada. Com destaque para os anos 2015 e 2017, onde a vazão de água consumida foi próxima da vazão de perdas de água. Assim, os dados apresentados permitem concluir que o sistema de abastecimento de água da CAGEPA de Patos- PB necessita de adotar medidas para minimizar as perdas.

Autor : PAULA VIVIAN OLIVEIRA DA SILVA

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : SALÃO JACARANDÁ - AT 06/ AT 17     Localização : PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:1. Introdução Em março de 2017, foi inaugurado o Eixo Leste da transposição das águas do Rio São Francisco, que inclui os estados da Paraíba e Pernambuco. A chegada das águas gerou enorme euforia e expectativa que mereceram atenção da mídia, assim como alguns conflitos, imagens da ruptura de canais e desvio de água, e a discussão sobre a elevada evapotranspiração. O Eixo Norte ainda não recebeu a água, pelo que a mídia dá atenção ao impasse da chegada das águas e custos adicionais de obras como a barragem de Oiticica no RN. 2. Objetivos A pesquisa tem como principal objetivo analisar a cobertura midiática da transposição da água do Rio São Francisco por meio das notícias publicadas em um portal de notícias da Paraíba (Diário do Sertão) e um jornal do Rio Grande do Norte (Tribuna do Norte). Buscamos evidenciar diferenças nas representações midiáticas da transposição em um estado que já está recebendo a água e outro que aguarda a chegada. A proposta integra uma análise mais abrangente que inclui outras metodologias e abordagens a partir de jornais com cobertura nos estados receptores e nos estados a jusante do canal da transposição. 3. Metodologia A metodologia utilizada já foi testada e aplicada em pesquisas anteriores sobre a cobertura midiática (FERREIRA, 2016). O recurso à mídia se justifica por ser uma importante fonte de informação, com enorme potencial para alcançar os variados públicos, promovendo assim o debate público e sendo capaz de fornecer a possibilidade de cada um formular uma opinião sobre os temas, consolidando-se como principal fórum de debate público, atenuando a escassez de outras fontes. Por outro lado, sabemos que tem predileção por situações de conflito e em dar visibilidade a atores socialmente organizados. Em concreto, coletamos através de pesquisa online os artigos publicados sobre a temática, em 2017, na imprensa regional no Rio Grande do Norte e na Paraíba, recorrendo aos jornais Tribuna do Norte e Diário do Sertão. Os registros noticiosos são depois analisados a partir da subtemática, localização, principais atores sociais envolvidos e seu contributo. 4. Resultados Após análise do histórico da seca (GUIMARÃES, 2016; FERREIRA; PENHA, 2018), a proposta que trazemos procede à análise das representações do tema da transposição presentes nas notícias publicadas, as mesmas mostram a euforia da chegada das águas, com imagens da inauguração oficial pelo presidente Michel Temer e da inauguração popular por Lula da Silva. Estas imagens e mensagens colocam a obra no campo das disputas políticas e não apenas das opções técnicas, mas como uma visão comum sobre o contributo das águas na solução do problema da seca do Nordeste e um papel central no futuro desenvolvimento da região. As imagens contrastam com o desalento motivado pelo fato de nem todas as cidades garantirem acesso à água, assim como do rompimento de canais e da elevada evapotranspiração, no RN o desalento advém com o adiamento da conclusão da barragem de Oiticica. 5. Considerações finais A cobertura midiática permite tirar conclusões sobre a forma diferenciada como a transposição se apresenta nos jornais regionais. Os resultados mostram ser grande a expectativa gerada pela obra, dando igualmente conta de alguns problemas no arranque da fase de operação, e desalento pelo adiar do chamado Eixo Norte, que levará a água ao Rio Grande do Norte e Ceará. No RN a barragem de Oiticica causa preocupação, com a mídia a dar sucessivamente conta do impasse e dos avanços. A grande visibilidade da politização da inauguração contrasta com a invisibilidade dos variados temas que permeiam como a fatura da transposição.

Autor : LEONARDO BRUNO MORAIS VIEIRA DA SILVA

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : SALÃO JACARANDÁ - AT 06/ AT 17     Localização : PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O esgotamento sanitário é um dos quatro serviços do saneamento básico, sendo responsável pelas operações de manejo, tratamento e disposição finais dos efluentes oriundos das atividades antrópicas. Quando realizada de maneira adequada, este serviço traz benefícios socioambientais importantes, traduzindo em salubridade aos sistemas ambientais e promoção de qualidade de vida às pessoas. Para tanto, o Plano Nacional de Saneamento Básico prevê a universalização do saneamento em 2033, estimando um investimento de R$508,452 bilhões, dos quais, 35,77% seria destinado ao esgotamento sanitário. Entretanto, as metas não têm sido cumpridas, atrasando a infraestrutura do esgotamento sanitário, sobretudo, nas regiões Norte e Nordeste. Nesse contexto, sabendo que as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) é um dos principais componentes da infraestrutura do esgotamento sanitário, o presente trabalho tem como objetivo analisar a concepção e o projeto de uma estação de tratamento de esgoto presente em uma comunidade assentada na zona rural do município de Ceará-Mirim, avaliando se o projeto proposto está de acordo com a literatura e com as normas estabelecidas e propondo melhorias. O presente trabalho foi efetuado em um município do estado do Rio Grande do Norte, Ceará-Mirim, durante o mês de outubro de 2018. Ceará-Mirim faz parte da Grande Natal, na microrregião de Macaíba e faz limite com os municípios de Extremoz (leste e sul), Taipu (oeste e norte), Ielmo Marinho (sul e oeste) e Maxaranguape (norte e leste). O município tem sua população estimada em 72.878 habitantes para o ano de 2015 (IBGE, 2016). O município apresenta cerca de 54,4% domicílios com esgotamento sanitário (IBGE, 2016). A ETE a ser estudada fica localizada em uma comunidade de casas do programa Minha Casa Minha Vida. Para efetuação do trabalho foi feita uma observação sistemática da estação, avaliando sua concepção, componentes e operação a fim de se comparar com os estudos encontrados na literatura. Ao avaliar a ETE, pode-se destacar a posição no qual ela foi alocada no terreno, a cota da posição atual não favoreceu os componentes do tratamento preliminar que tiveram cota bem abaixo da encontrada no terreno, impossibilitando a realização de manutenção e limpeza de forma adequada. Ainda sobre o tratamento preliminar, a opção por caixa de área vertical se fez quando não há terreno suficiente para locação dos componentes, o que não é caso estudado, já que a ETE esta posicionada em um local amplo, esta medida teria sido descartada com uma melhor análise do terreno antes de se iniciar a concepção do projeto. O uso de reator UASB geralmente está ligado a uma disposição feita por meio de infiltração no solo (PARKTEN, 2010), o que se observou neste caso foi à disposição feita em um corpo hídrico, que hoje se comporta como um rio intermitente. Portanto, conclui-se que a ETE podem ser melhorados: construção de um tanque de armazenamento do lodo proveniente do reator UASB; um dispositivo simples a base de cal para diminuir o impacto do gás gerado durante o tratamento e que será destinado a atmosfera; a adoção de lagoas para melhor tratamento e disposição do esgoto tratado nos componentes já instalados. A adoção de alguma dessas medidas ao decorrer dos anos irá melhorar a eficiência do processo, contribuindo para uma disposição adequada deste efluente além de impactar o meio ambiente beneficamente.

Autor : PAULA VIVIAN OLIVEIRA DA SILVA

Modalidade : AT17 - Interdisciplinaridade e Semiárido

Sala : SALÃO JACARANDÁ - AT 06/ AT 17     Localização : PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:1. Introdução Em março de 2017, foi inaugurado o Eixo Leste da transposição das águas do Rio São Francisco, que inclui os estados da Paraíba e Pernambuco. A chegada das águas gerou enorme euforia e expectativa que mereceram atenção da mídia, assim como alguns conflitos, imagens da ruptura de canais e desvio de água, e a discussão sobre a elevada evapotranspiração. O Eixo Norte ainda não recebeu a água, pelo que a mídia dá atenção ao impasse da chegada das águas e custos adicionais de obras como a barragem de Oiticica no RN. 2. Objetivos A pesquisa tem como principal objetivo analisar a cobertura midiática da transposição da água do Rio São Francisco por meio das notícias publicadas em um portal de notícias da Paraíba (Diário do Sertão) e um jornal do Rio Grande do Norte (Tribuna do Norte). Buscamos evidenciar diferenças nas representações midiáticas da transposição em um estado que já está recebendo a água e outro que aguarda a chegada. A proposta integra uma análise mais abrangente que inclui outras metodologias e abordagens a partir de jornais com cobertura nos estados receptores e nos estados a jusante do canal da transposição. 3. Metodologia A metodologia utilizada já foi testada e aplicada em pesquisas anteriores sobre a cobertura midiática (FERREIRA, 2016). O recurso à mídia se justifica por ser uma importante fonte de informação, com enorme potencial para alcançar os variados públicos, promovendo assim o debate público e sendo capaz de fornecer a possibilidade de cada um formular uma opinião sobre os temas, consolidando-se como principal fórum de debate público, atenuando a escassez de outras fontes. Por outro lado, sabemos que tem predileção por situações de conflito e em dar visibilidade a atores socialmente organizados. Em concreto, coletamos através de pesquisa online os artigos publicados sobre a temática, em 2017, na imprensa regional no Rio Grande do Norte e na Paraíba, recorrendo aos jornais Tribuna do Norte e Diário do Sertão. Os registros noticiosos são depois analisados a partir da subtemática, localização, principais atores sociais envolvidos e seu contributo. 4. Resultados Após análise do histórico da seca (GUIMARÃES, 2016; FERREIRA; PENHA, 2018), a proposta que trazemos procede à análise das representações do tema da transposição presentes nas notícias publicadas, as mesmas mostram a euforia da chegada das águas, com imagens da inauguração oficial pelo presidente Michel Temer e da inauguração popular por Lula da Silva. Estas imagens e mensagens colocam a obra no campo das disputas políticas e não apenas das opções técnicas, mas como uma visão comum sobre o contributo das águas na solução do problema da seca do Nordeste e um papel central no futuro desenvolvimento da região. As imagens contrastam com o desalento motivado pelo fato de nem todas as cidades garantirem acesso à água, assim como do rompimento de canais e da elevada evapotranspiração, no RN o desalento advém com o adiamento da conclusão da barragem de Oiticica. 5. Considerações finais A cobertura midiática permite tirar conclusões sobre a forma diferenciada como a transposição se apresenta nos jornais regionais. Os resultados mostram ser grande a expectativa gerada pela obra, dando igualmente conta de alguns problemas no arranque da fase de operação, e desalento pelo adiar do chamado Eixo Norte, que levará a água ao Rio Grande do Norte e Ceará. No RN a barragem de Oiticica causa preocupação, com a mídia a dar sucessivamente conta do impasse e dos avanços. A grande visibilidade da politização da inauguração contrasta com a invisibilidade dos variados temas que permeiam como a fatura da transposição.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas