Autor : ALISSON CLEBIO DE ARAUJO PEREIRA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : SALA 01 - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:No ambiente semiárido existem escolas para a abordagem do conhecimento, apesar da grande escassez de materiais paradidáticos e didáticos nas demandas das políticas públicas para a população semiárida do Brasil. Tornar-se necessário, para tanto, claro o objetivo do ensino-aprendizagem em cada uma das regiões semiáridas, buscando sistematizar ações proativas do Governo Federal com a sociedade na dimensão de construir os conhecimentos e uma educação com mais qualidade para educadores e educandos. As questões sociais das regiões semiáridas necessitam ser refletidas, exclusivamente no que diz respeito aos investimentos orçamentários para que os agentes envolvidos no ensino público possam usufruir dos seus direitos públicos perante a cidadania. Estas regiões, com suas especificidades e lutas vêm avançando nas relações significativas, dependentemente de recursos conquistados para diminuir a preclaridade, fornecer os serviços necessários ao desenvolvimento do ensino e atender de forma mais digna o grau de necessidade, sobretudo na ciência e no trabalho pedagógico daqueles que exercem suas atividades para as populações das escolas do semiárido. Sendo assim, essas atividades são estabelecidas nas relações mútuas, para que a educação se evidencie, de acordo com os problemas sociais da zona rural e urbana, democratizando ações para que educadores e educandos se aprimorem nas práticas abordadas dentro de sala de aula, fomentando um franco diálogo frente aos saberes, compreendendo experiências e realizando trabalhos dialogados pelo poder da comunicação apresentada em diálogo cultural, histórico e instrucional. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo analisar a educação nas regiões semiáridas do Brasil. A partir dos estudos de Albuquerque (1999), Claval (2007), Favero (2007), Martins (2004), entre outros teóricos, foi realizado um estudo bibliográfico no intuito de discutir sobre os desafios e as perspectivas do processo de educação nas áreas semiáridas, bem como refletir sobre as práticas dos docentes abordadas no ensino-aprendizagem de alunos. Concluiu-se que a educação proporciona o conhecimento científico, à práxis social e as contribuições sociais para a formação relevante de educandos no semiárido do Brasil.

Autor : ANTONIA MORAES LEITE COSTA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : SALA 01 - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A educação no campo e para campo estar inserida no novo capitulo das políticas públicas da educação brasileira, pós 1996, regulamentada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB, na qual assegura as novas práticas educativas no contexto das escolas do campo. Frente a esse novo cenário, a pesquisa intitula-se educação no campo para o campo: um breve estudo em três escolas do semiárido no médio oeste potiguar , objetivando analisar as ações do programa escola ativa para turmas multisseriadas no âmbito das três escolas rurais, atualmente denominada escola do campo. Para o estudo, optamos por pesquisa qualitativa com estudo de caso. Na recolha dos dados utilizamos uma entrevista com questões semiestruturadas, com três professoras que atuam nas referidas escolas. Para a construção do objeto investigado apoiamos nos teóricos da área, entre eles: Arroyo ; Caldart ; Molina (2004); Brandão (2004), as legislações da educação brasileira e documentos do Ministério da educação que trata do programa escola ativa. O estudo constatou importantes ações do programa escola ativa: como o material para a formação dos professores, metodologia inovadora para auxiliar às práticas de ensino e aprendizagens, mas lamentavelmente, a descontinuação do programa fez com que desmotivasse os professores a utilizando da proposta metodológica escola ativa.

Autor : GABRIEL LIMA DOS SANTOS

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : SALA 01 - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Introdução A efetiva educação inclusiva possibilita a participação de todos os estudantes na rede educacional de ensino, mas este processo ainda enfrenta muitos desafios. O município de Patos, onde foi realizada a pesquisa, terceira cidade em importância econômica do estado da Paraíba, tem uma população, segundo dados do IBGE de 2018 de 106.984 habitantes, possui clima semiárido e está situado no sertão paraibano. O acesso e, principalmente, a permanência do estudante nas escolas do sertão paraibano é um grande desafio para os educadores. Estes, sentem provocação maior quando recebem em suas salas regulares de ensino alunos com deficiência. Objetivo Visando conhecer a visão de professores do semiárido paraibano sobre o processo de inclusão na rede regular de ensino do município de Patos-PB de modo a fazer o professor repensar nas suas práticas de ensino para a real socialização dos estudantes com deficiência Metodologia Foi aplicado um questionário para os professores de duas escolas municipais de ensino fundamental com 8 perguntas, sendo 3 questões a mais para os professores de Educação Física. Resultados e Discussão No total, das duas escolas pesquisadas, 15 professores responderam as indagações, sendo 8 da escola “A” e 7 da escola “B”. Quando perguntados sobre a formação dos professores em educação inclusiva 85% dos professores da escola “A” respondem que não possui, enquanto na escola “B” nenhum afirmou possui. Sobre a infraestrutura escolar, na escola “A” 62% e na B 71%, consideram-na ideal. Em relação à participação do aluno com deficiência na sala de aula, na escola “A” 77% responderam que a participação acontece muitas vezes, enquanto na escola “B” 57% afirmou que a participação dos alunos acontece às vezes. Sobre a adaptação do conteúdo para o aluno com deficiência, 85%, confirmaram realiza-la às vezes, na outra escola esta resposta foi feita por 72% desses. Considerações finais e Referências Os professores analisados demonstraram não possuir formação acadêmica para lecionar para estudantes com deficiência. É perceptível que as informações obtidas nesta pesquisa reforçam o ainda ineficiente sistema de inclusão nessas duas escolas do semiárido, podendo servir como projeção nas escolas públicas de toda região. Abordar temática sobre a inclusão escolar é uma importante estratégias para propagar a necessidade de um olhar mais atencioso para essa vertente sócio- educacional.

Autor : DANIELE MARIA DOS SANTOS SILVA

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O presente artigo abordará os diferentes tipos de dislexias, que afeta muitas crianças em todos os níveis das séries iniciais, dificultando a leitura e a escrita e, por consequência sua compreensão. Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), o número de alunos com estes distúrbios tem vindo a aumentar, registando-se atualmente uma prevalência de 5% a 10% da população brasileira. A pesquisa apontou como resultados iniciais, profissionais que percebem em seus alunos a dificuldade de aprendizagem, relacionadas não só a Dislexia, mas também a outros distúrbios como a Disgrafia, Disortografia, Discalculia, Dislalia e/ou Dispraxia. Portanto, a criança que é diagnosticada precisa de um atendimento educacional especializado (AEE) apropriado, para que sua capacidade e sua autoestima se elevem, e com isso, o resultado se vê na sua aprendizagem. Para compreender esta questão, foi realizada uma pesquisa de campo com aplicação de um questionário qualitativo, com perguntas abertas destinadas as professoras do ensino fundamental, de uma escola da rede municipal da Cidade de Vitória de Santo Antão-PE, objetivando a importância de informações mais aprofundadas sobre tal temática. A pesquisa apontou como resultados iniciais, professoras que percebem em seus alunos a dificuldade de aprendizagem, juntamente com os professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), desenvolvem alguns trabalhos diferenciados para atender as necessidades específicas dos mesmos. Compreendendo a problemática da Dislexia e suas dificuldades de aprendizagem, ressaltando dicas de como o educador deverá atuar e a importância de estratégias utilizando recursos para as aulas, baseando-se em autores que discutem sobre a temática com riqueza de conhecimento teórica e discursiva.

Autor : ADRIELLY DE LIRA MOREIRA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : SALA 01 - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Estudos feitos com percepção de alunos sobre a artropodofauna são importantes para verificar se os conceitos sobre o assunto chegam há ser interpretados de forma correta pelos alunos de escolas públicas. E isso se torna importante por que o grupo dos artrópodes é muito diversificado e não há possibilidades de ver todo o conteúdo detalhado. O objetivo deste trabalho foi analisar os conhecimentos prévios de alunos do 3° ano do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor José Gomes Alves do Patos-PB acerca do tema artrópodes. Na pesquisa foram entrevistados 30 alunos, com faixa etária de 16 a 18 anos. Aplicou-se um questionário com questões dissertativas. Observou-se que 43,33% dos alunos tem o conhecimento de artrópodes fornecido pelos meios de comunicações como a Televisão e apenas 20% dos livros.

Autor : ANA RODRIGUES DA SILVA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:CONVIVENDO COM O BIOMA CAATINGA Ana Rodrigues da Silva (1); Raquel Soares da Silva (2); Cássio Laurentino Veloso (3); Cristian José Simões Costa (4) Graduanda do curso de Engenharia Agronômica IFAL- Instituto Federal de Alagoas (ana-zootec@hotmail.com)(1); Graduanda do curso de Engenharia Agronômica IFAL- Instituto Federal de Alagoas (raquel.ssm16@hotmail.com)(2); Graduando do curso de Engenharia Agronômica IFAL- Instituto Federal de Alagoas (cassioveloso2008@hotmail.com) (3); Doutorando em Desenvolvimento e Meio Ambiente UFPB e Professor de Botânica do Curso de Engenharia Agronômica do IFAL- Instituto Federal de Alagoas; (cristiancost@gmail.com)(4) 1. INTRODUÇÃO A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e, proporcionalmente, o menos estudado. Ela vem passando por alterações e deterioração ambiental provocado pelo uso insustentável dos seus recursos naturais, e este tem sido responsável pela extinção de várias espécies abrigando uma fauna e flora únicas, não encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Devido à importância de sua biodiversidade e ao pouco conhecimento sobre esta, existe uma lacuna sobre a necessidade em realizar esse trabalho. 2. OBJETIVOS O objetivo principal deste texto foi mostrar a importância da utilização de recursos teóricos/práticos em um projeto de extensão a fim de facilitar a transmissão do conhecimento acerca da importância e potencialidades da região semiárida. O texto mostra ainda que a promoção da conscientização dos alunos reflete em atitudes futuras de preservação e exploração sustentável do bioma Caatinga. METODOLOGIA Esse artigo abrange os resultados de um trabalho de extensão realizado com alunos de uma cooperativa educacional localizada no município de Piranhas-AL para que melhor conheçam o ambiente em que vivem e percebam como é importante preservá-lo. A coleta de dados foi realizado através de um cronograma e das atividades desenvolvidas apresentados ao corpo docente e discente da escola. De forma interdisciplinar foi abordado temas como a fauna, flora, impactos ambientais, relevo, clima, mapas e estados que abrangem o bioma, assim como sua história. Além da confecção de painéis em alusão ao dia nacional da Caatinga foram produzidos textos sobre o bioma levando em consideração o conhecimento e as experiências já vivenciadas durante as aulas de campo, como a realização de trilhas e o levantamento etnobotânico de espécies da Caatinga comercializadas na feira livre da cidade de Piranhas, tudo isso para que os alunos tivessem um contato maior com o bioma e pudessem perceber a sua importância. 4. RESULTADOS De posse dos conhecimentos transmitidos os alunos passaram a enxergar a caatinga com outros olhos, identificando agora a necessidade de abordar potenciais para explorar e proteger recursos típicos da região. O artigo ainda mostra o valor da biodiversidade da região e relata a necessidade da redução do déficit de conhecimento que ainda persiste na comunidade escolar sobre o nosso bioma que é exclusivo do Brasil e o único do mundo. A conscientização através do conhecimento prático e teórico ainda é a melhor opção para tentar amenizar esse problema e justamente com o conhecimento adquirido os alunos passam a ser agentes causadores e provocadores de preservação e utilização sustentável. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os alunos do ensino médio da coopex Escola Convivendo que participaram ativamente das atividades propostas passaram a perceber a necessidade do melhor conhecimento a respeito da caatinga, permitindo um maior senso crítico e enriquecimento pessoal e uma nova visão para preservação e sustentabilidade dos recursos naturais que têm se tornado cada vez mais escasso no nosso patrimônio natural nordestino. Entende-se que o bioma Caatinga deve fazer parte do currículo do ensino médio de todo o país e em especial de forma mais abrangente nas regiões onde este está inserido. PALAVRAS CHAVE: bioma, caatinga, discentes, conscientização.

Autor : JÉSSICA GIRLAINE GUIMARÃES LEAL

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A sociedade tem sido permeada por várias mudanças nos seus mais diversos seguimentos, principalmente no campo educacional, onde observamos os olhares se voltarem para determinados grupos considerados marginalizados ao longo da história, contudo, ainda estamos distante de garantir as pessoas com Surdez uma educação emancipadora e igualitária, pois a escola ainda hoje tem se configurado como um espaço de reafirmação da exclusão. Nesse sentido, nos cabe indagar: qual o papel dos educadores nesse contexto? Qual a função dos cursos de formação de professores na atualidade? Diante disso, o presente trabalho objetiva discutir a importância da formação de professores de Libras na região do semiárido potiguar a partir da experiência desenvolvida ao longo da disciplina de Estágio Supervisionado em Libras como L2 I ocorrido no primeiro semestre de 2018 no curso de Letras Libras da UFERSA campus Caraúbas/RN. A metodologia deste trabalho tem uma abordagem qualitativa, e foram utilizados os métodos da observação participante, em que o autor deste trabalho experienciou vivências enquanto docente da disciplina de estágio, as quais foram possíveis dialogar com os demais autores para a elaboração desse artigo. Os resultados corroboraram a importância de se estabelecer uma aproximação mais direta entre universidade, discente, escola contribuindo com o processo de formação de todos, pois possibilita a ressignificação dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, fomentando analisar criticamente os fatores que compõem a situação vivenciada como também desenvolve do raciocínio crítico, de habilidades de comunicação, liderança e tomada de decisões no mundo real do trabalho.

Autor : ALEX BRUNO DA SILVA FARIAS

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Muito se fala do crescente desequilíbrio que as ações humanas acarretam ao meio ambiente, por isso, é preciso adotar uma postura de mudanças para que possamos conviver em um ambiente sustentável no presente, bem como para o bem-estar das futuras gerações. É necessário inserir práticas sustentáveis em todos os níveis de ensino da educação básica para que os discentes possam se tornar multiplicadores do conhecimento e dessa forma mudar a realidade no qual está inserido, visto que a região semiárida é conhecida pelas suas características inerentes que requerem uma abordagem social, econômico e política para explorar todas as suas potencialidades. Nesse contexto, o objetivo dessa pesquisa foi analisar o conhecimento e práticas sustentáveis dos alunos de uma escola pública municipal, localizada em Brejinho - Pernambuco sobre temáticas ambientais para convivência no semiárido. A pesquisa foi realizada no município de Brejinho, Pernambuco em uma escola de ensino fundamental: Escola Municipal São Sebastião. Brejinho é um município brasileiro localizado no interior do estado de Pernambuco. Segundo o último censo conta com 7465 habitantes, assumindo a posição de13º município mais populoso da Microrregião do Pajeú. As informações foram coletadas por meio da aplicação de um questionário contendo 10 afirmações. As afirmativas versavam sobre temas ambientais, relacionados a atitudes socioambientais dos alunos, construídas de acordo com a escala de Likert com 5 níveis de respostas: 1- discordo completamente, 2- discordo em grande parte, 3- concordo em parte, 4- concordo em grande parte, 5- concordo completamente.Vivendo em um ambiente onde a seca é constante, os habitantes do semiárido aprenderam a conviver com uma triste realidade advinda dessa situação: escassez de água, mais que isso, de sempre se fazerem presentes em lutas e movimentos sociais e políticos a fim de alguma esperança para mudar o quadro atual em que vivem. Por outro lado, as ações individuais de cada um são muito importantes quando se pretende atingir um todo, por isso que é importante o conhecimento e principalmente a adoção de medidas de sustentabilidade e práticas de educação ambiental no cotidiano, mais ainda que se transformem em agentes de mudanças que visem à melhoria de um melhor convívio na região para todos. Alinhado a essa proposta, pôde-se perceber que os alunos têm conhecimento sobre o potencial solar do semiárido Brasileiro e também da importância do racionamento dos recursos hídricos. Partindo da responsabilidade social, uma maior atenção deve ser dada em relação ao consumo consciente, bem como sobre a diminuição de gases poluentes. Dessa forma, se percebeu que o nível de envolvimento dos alunos entrevistados em práticas ambientais sustentáveis considerando os temas ambientais propostos variou entre estar envolvido em parte e muito, entretanto não conseguiram relacionar certas atitudes como importantes para a sustentabilidade, como por exemplo, o conhecimento e proteção da fauna e flora, consumo consciente, a questão dos gases poluentes e queimadas. Nesse sentido, é necessária uma maior divulgação e conscientização para com esses alunos, fornecendo-lhes uma visão crítica a respeito de todas as práticas cotidianas que afetam o meio ambiente. Ressalta-se ainda a importância da escola nesse processo de formação de cidadãos com uma postura reflexiva e que sejam capazes de proporem soluções para as problemáticas ambientais.

Autor : CÍNTIA DANIELE DE FREITAS GONÇALES

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Ao longo do tempo, a abordagem da Educação Ambiental vem adquirindo, por meio de investigação, uma nova e crescente presença entre as áreas e as linhas de pesquisa dentro do campo da Educação. Além do mais, a área do meio ambiente conquista e assume a possibilidade de somar-se com mais enfoque epistemológico, incorporando, de forma decisiva, as contribuições da ciência humana (RUSCHEINSKY, 2002). Assim, a educação representa uma importante ferramenta para despertar nossa preocupação como integrantes e responsáveis pelo bem estar ambiental, como também, é considerada como um importante agente de transformação para o desenvolvimento sustentável. Sendo assim, o trabalho teve como objetivo conhecer o nível de percepção dos alunos do Ensino Fundamental no cariri Paraibano, sobre a temática agroecologia e educação ambiental, permitindo que estes desenvolvam atividades sustentáveis no uso dos recursos naturais. A pesquisa foi realizada na escola Agrotécnica Dep. Evaldo Gonçalves de Queiroz, localizado no município de Sumé-PB .Atualmente a rede Municipal de ensino de Sumé conta com 3.654 alunos distribuídos entre as escolas Municipais e Estadual, dentre elas creches, pré-escola e ensino fundamental com fundamental EJA (Educação de Jovens e Adultos) normal (PNAE 2018). Trata-se de um trabalho descritivo e exploratório, cujo foco centra-se em conhecer a percepção dos alunos de ensino fundamental, sobre as questões que envolvem agroecologia e educação ambiental. O público respondente da pesquisa foi composto por alunos do 7° ano com faixa etária entre 12 e 14 anos totalizando 32 alunos. Foi aplicado um questionário, onde os discentes foram abordados com os seguintes questionamentos: o que é Agroecologia, Sustentabilidade, Manejo Agroecológico de Hortaliças e a Educação Ambiental. Ao serem questionados sobre a temática “Agroecologia” 27 alunos da E.E.F. Deputado Evaldo Gonçalves de Queiroz, no município de Sumé-PB, responderam que “é uma nova abordagem de agricultura que integra diversos aspectos ecológicos”, e cinco responderam que é uma maneira de produzir alimentos aplicando insumos químicos. Assim verifica-se que a maioria dos entrevistados já conhecia a definição da agroecologia, enquanto que alguns dos jovens, não souberam definir o tema ou nunca ouviram falar sobre agroecologia e denunciaram a falta de perspectiva no campo e a vontade de migrar para os centros urbanos. Quando indagados se conheciam algumas práticas que se referia a “sustentabilidade”, 29% dos jovens, responderam que seria Reciclagem, reutilização e uso de energias renováveis como: energia solar e eólica, dois responderam que seria Poluição, queimadas, reciclagem e desmatamento e um respondeu que era Reaproveitamento, reciclagem, desmatamento e poluição. Nesse contexto, é fundamental a criação de atividades práticas de educação ambiental que incentivem os estudantes a participarem efetivamente das atividades escolares, e que minimizem os problemas socioambientais (SILVA, 2016). Em relação à temática prática agroecológicas verifica-se que 27 alunos, responderam que práticas agroecológicas são cobertura morta, rotação de cultura, controle biológico e adubação verde, três responderam que seria rotação de cultura, adubação verde, cobertura morta e uso de agrotóxicos, e um respondeu que era desmatamento, uso de insumos químicos e poluição. Nesse sentido, são considerados de grande relevância a inserção de debates sobre o tema na escola, pois a partir do desenvolvimento dessas práticas agroecológicas, eles poderão passar a entender e preservar a sua cultura local, conservando os recursos naturais e preservando a biodiversidade (GLIESSMAN, 2000).Os resultados obtidos demonstraram que a maioria dos alunos da E.E.F. Dep. Evaldo Gonçalves de Queiroz, apresentavam um maior conhecimento da temática agroecologia e das questões ambientais, como também sabiam diferenciar os questionamentos no tocante a análise entre práticas agroecológicas e práticas convencionais. Assim, proporcionar espaços de intervivência permite que novos conceitos sejam gerados, possibilitando transformações saudáveis na escola e na população.

Autor : INGRIDY MINERVINA SILVA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Introdução: Devido a busca do homem por compreensão do ambiente em que vive e dos impactos causados pela sua interferência no meio, surge a percepção da necessidade de desenvolver relações cooperativas com a natureza. A educação, enquanto prática social, assume papel fundamental para a formação de sujeitos portadores da consciência ecológica. Com todas as preocupações a respeito das relações entre o homem e o meio ambiente na sociedade contemporânea, a inserção de valores ecológicos se apresenta de forma importante, não só nesta, mas nas próximas gerações, sendo então necessárias novas práticas para o desenvolvimento da Educação Ambiental (EA). O presente trabalho objetiva propor na Escola Municipal CIEP III Firmino Ayres e Otto Quinho, localizada no município de Patos no sertão da Paraíba, a inserção da Educação Ambiental como uma ferramenta para obter o despertar da consciência ecológica e promover uma melhor convivência entre o homem e o semiárido. Metodologia: O trabalho baseia-se na pesquisa-ação, que segundo Marques et all (2014) possibilita a participação da comunidade e do pesquisador de forma interativa. Para isso, foram realizadas três oficinas, a primeira constituiu-se de uma rodada de conversa com a abordagem de temas como: meio ambiente, preservação, conservação, Bioma Caatinga e semiárido, para através dos posicionamentos dos discentes sobre os temas serem obtidos perfis dos estudantes analisados. A segunda, tratou-se de uma oficina para confecção de desenhos que representassem o ambiente local. A terceira atividade buscou a inserção do conhecimento sobre a identidade cultural da região em questão, sendo apresentadas e discutidas duas músicas, foram elas: xote ecológico e asa branca, ambas com autoria de Luiz Gonzaga. Ao fim das atividades, foi desenvolvido um questionário para avaliar se as oficinas atingiram o objetivo inicial de obter indivíduos mais conscientes e com maior conhecimento sobre o meio que estão envolvidos. Resultados: Realizada a primeira atividade, foi possível perceber que os estudantes caracterizavam o Bioma Caatinga como seco e julgavam como feio e ruim, demonstrando pouco conhecimento sobre fauna e flora local. Ao questionarmos sobre preservação, demonstraram sensibilidade, porém não possuíam ações de combate à poluição. A segunda atividade constatou nos desenhos a percepção dos alunos de que o Bioma possui predominância do sol escaldante e sem presença de fauna ou flora, imagem naturalizada na forma com a qual enxergam o seu meio. Com a terceira atividade conseguiu-se abordar de forma didática temas como: a relação do homem com o seu meio, problemas ambientais, elementos que compõem a Caatinga e o despertar, com a educação ambiental, da consciência ecológica. Por fim, o questionário apresentou respostas distintas das iniciais, demonstrando uma mudança na percepção dos discentes sobre o seu ambiente, onde os mesmos passaram a caracterizá-lo como bonito e portador de diversidade. Considerações finais: As oficinas realizadas atingiram os seus objetivos e despertaram o pensamento crítico, além da obtenção de novas percepções sobre a Caatinga e o semiárido. O retorno obtido foi satisfatório, com engajamento de alunos, administradores e professores que se mostraram cada vez mais interessados em aprender e desenvolver a Educação Ambiental como ferramenta de debate para temas como: consciência ecológica, preservação e vivência do homem com o meio ambiente. Diante disso, foi realizado o início de uma tarefa a ser executada diariamente propondo a abordagem da Educação Ambiental inserida na rotina dos mais diversos campos do aprendizado.

Autor : BÁRBARA NERES CARVALHO

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:O investimento em educação é fundamental para impulsionar a produtividade do trabalho, aumentar a renda, diminuir as desigualdades socioeconômicas favorecendo uma mudança social e aumento do crescimento econômico. A educação no Brasil é consagrada na legislação como dever do Estado e direito de todos. Entretanto, a efetivação desse direito, principalmente para os segmentos do campo, especialmente no semiárido, está aquém do nível de qualidade necessário ao desenvolvimento socioeconômico e à emancipação dos sujeitos coletivos impedindo, dessa forma, que estes assumam o protagonismo do desenvolvimento regional (ANDRADE; FERNANDES, 2016). Nesta perspectiva, o presente estudo tem como objetivo geral caracterizar o nível de implementação de instrumentos educacionais em comunidades rurais localizadas na Área Susceptível à Desertificação (ASD) do Sertão dos Inhamuns, Ceará. Como contribuições destacam-se: a identificação dos instrumentos mais e menos implementado e a sistematização de informações importantes para a compreensão dos fatores relativos às questões educacionais. O presente estudo se direciona à ASD do Sertão dos Inhamuns que corresponde aos municípios de Arneiroz, Independência e Tauá. As unidades de observação selecionadas para o estudo foram 91 comunidades rurais situadas nos respectivos municípios as quais foram selecionadas por amostragem aleatória estratificada proporcional. Foi adotado na pesquisa dados primários coletados junto aos líderes ou representantes comunitários no período de dezembro de 2017 a janeiro de 2018. Os dados coletados foram analisados por meio de técnicas de estatística descritiva. As variáveis selecionadas para o estudo são as seguintes: existência de escolas na comunidade; existência de programas de educação para jovens e adultos; nível de escolaridade da maioria dos moradores; e existência de aulas de educação do campo. As questões foram elaboradas de acordo com a escala Likert onde os entrevistados avaliaram os níveis de implementação como ausente, ruim, regular ou bom. Os resultados evidenciaram um baixo nível de escolaridade nas comunidades, onde 64,84% dos entrevistados afirmaram que este indicador é ruim. Em 54,95% destas afirmou-se não haver escolas. Os programas de educação para jovens e adultos também são ausentes em 83,52% das comunidades. E, por fim, verificou-se que em apenas 4,4% das comunidades existem aulas de educação do campo. A educação é uma importante ferramenta de combate à pobreza, capacita os indivíduos para a as tomadas de decisão, possibilita o acesso a novas tecnologias, desenvolve o pensamento crítico, político e social. É um indicador de grande importância em quase todos os aspectos do desenvolvimento humano. Níveis maiores de educação possibilita a redução das taxas de mortalidade, elevação dos níveis de saúde, um padrão diferente de migração e crescimento econômico (LUTZ; KC, 2011). O baixo nível escolar contribui para o baixo nível tecnológico das comunidades rurais, impede o desenvolvimento rural, aumenta à susceptibilidade dos indivíduos às adversidades socioeconômicas e ambientais. Para promover o desenvolvimento do meio rural é necessário, antes de tudo, investir em uma educação com conteúdos úteis e aplicáveis, trazendo os problemas concretos dessa realidade para dentro das escolas com o intuito de criar as condições para desenvolver as habilidades dos indivíduos rurais no sentido de estimular as suas potencialidades e a sua capacidade em solucionar problemas. Baixos níveis de escolaridade podem implicar na elevação dos níveis de pobreza dessa população.

Autor : FRANCISCA LENILDA DA SILVA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Este artigo pretende discutir o ensino da arte e as implicações que Base Nacional Comum Curricular - BNCC suscita, a partir da analise discursivas do tema, estabelecendo diálogos com debates realizados pelos professores e alunos durante as aulas de tópicos especiais da disciplina BNCC, ofertada pelo POSENSINO. Levando em consideração a revisão e analises de leituras, serão levantados neste artigo, questões relativas a compreensão de ensino da arte proposto pela BNCC, o posicionamento dos educadores de ensino da arte, bem como, qual o papel da BNCC no currículo da educação básica e dos Parâmetros Curriculares, da politicas de ensino propostas pelo documento.1

Autor : GUILHERME DA SILVA MENDES

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : SALA 01 - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Introdução A Caatinga é o domínio morfoclimático predominante na região Nordeste. É Exclusivamente brasileiro e, além de sua importância ecológica, possui uma grande relevância para a economia regional, pois uma considerável parcela da população sobrevive utilizando os recursos disponibilizados por este ambiente. Porém, por suas características únicas, muitas vezes esse ecossistema é estigmatizado no Brasil como sendo sem importância e pobre em recursos. Baseado na sua importância econômica e ecológica, para a população local faz-se necessário conhecer a visão dos jovens nordestinos sobre este bioma de forma a estimular atividades de preservação e conscientizar sobre o manejo do mesmo. Objetivo Conhecer o entendimento de discentes do ensino fundamental do sertão paraibano sobre a Caatinga e através estabelecer ferramentas para facilitar a compreensão sobre a fauna e flora local. Metodologia Para a realização do estudo, foi aplicado um questionário aos estudantes do 6ª e 9º anos de duas escolas públicas situadas no semiárido paraibano, na cidade de Patos. Nele, estavam perguntas referentes ao bioma Caatinga. Foram respondidos 107 questionários e os dados obtidos foram colocados em porcentagem para facilitar a análise final dos resultados. Resultados e Discussão Analisando os dados é possível notar que os alunos dos 9º anos das escolas A e B quando perguntados de que bioma eles fazem parte, responderam: 60% “Caatinga”, 15% “Não sei”, 5% “Português”, 2,5% “Seca” e 17,5% deixaram a questão em branco. Quando questionados se já haviam estudado sobre o assunto bioma 60% responderam “sim”, 20% “não sei”, 17,5% “não”, e 2,5% dos alunos não responderam à questão. Quando perguntados se a Caatinga é ameaçada pela ação humana 45% responderam “sim”, 32,5% “não sei’’ e 22,5% “não”. Já nos 6º anos das duas instituições obteve-se os seguintes resultados, quando indagados sobre de que bioma eles fazem parte, responderam: 65,2% “Caatinga”, 5,8% “Tropical”, 2,9% “Serrado”, 1,4% “ Em uma obra de arte”, 13,1% “Brasil” e 11,6% dos alunos deixaram a questão em branco. Quando questionados se já haviam estudado sobre o assunto bioma 68,1% responderam “sim”, 18,9% “não”, e 13% “não sei”. Quando perguntados se a Caatinga é ameaçada pela ação humana 68,1% responderam “sim”, 15,9% “não sei’’, 11,4% “não” e 4,6 % dos alunos deixaram essa questão em branco. Com a análise dos dados notou-se uma maior noção sobre o bioma Caatinga com os discentes do 6º ano, noção essa que se perdeu em parte com a chegada ao 9º ano, isso provavelmente ocasionado pela falta de práticas pedagógicas que estimulem o aprendizado. Considerações finais e Referências O conhecimento demonstrado pelos estudantes pesquisados comprovam que se faz necessário enfatizar o ensino do bioma Caatinga nas escolas do Nordeste, de forma a propagar a importância desse ecossistema, contextualizar o ensino teórico com a realidade dos estudantes e conscientizar sobre a necessidade da preservação desse ecossistema. Além disso, o estudo demonstra a necessidade de práticas pedagógicas que estimulem e facilite a aprendizagem dos estudantes.

Autor : ANTÔNIO ADÍLIO COSTA DA SILVA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

Sala : SALA 01 - AT 09     Localização : SALÃO CEDRO - PRAIAMAR

Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo: A expansão das Instituições Federais de Ensino é um fenômeno recente no País, sendo importante conhecermos a dimensão das transformações socioespaciais que estas Instituições têm causado. Sabendo que é pequeno o quantitativo de estudos que, diretamente, inter-relacionam geografia e educação, surgiu o interesse em desenvolver uma pesquisa que verificasse se houve alterações nas dinâmicas socioespaciais do/no espaço urbano de Crateús - CE, a partir da chegada do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE. Para o pleno alcance do objetivo estabelecido, buscamos inicialmente compreender, por meio de periodizações, as diferentes funções assumidas pelo território do município de Crateús ao longo do tempo que o capacitaram, na contemporaneidade, para receber um campus. Assim como julgamos ser necessário investigar, também, os impactos socioeconômicos e espaciais, resultantes da instalação da unidade. Na busca pelos rebatimentos econômicos levantamos dados referentes ao montante de bolsas e auxílios pagos aos estudantes, assim como o valor correspondente aos salários de terceirizados e servidores da unidade, logo, por meio de questionário disponibilizado no sistema acadêmico, verificamos qual a porcentagem destes recursos que são gastos em Crateús, a partir do usufruto de serviços e do consumo diverso, contribuindo com o maior dinamismo econômico do Município. Os resultados revelaram que é considerável a contribuição para a economia local. Outro viés de intervenção verificado foi o da formação de profissionais para atuarem no mercado local, para tanto recorremos a dados que nos mostraram a quantidade de egressos por área de formação. Os dados revelam que ao longo de oito anos a unidade já formou mais de 600 pessoas em diversas áreas, logo, são profissionais colocados à disposição do mercado local e regional. Quanto as alterações espaciais, a unidade foi inaugurada em 2010 em uma região erma da cidade, a pesquisa revela que a escolha do local se pautou na intencionalidade da valorização da área, visando a sua revitalização e consequente valorização dos terrenos do entorno, gerando assim lucratividade para o setor imobiliário. Santos (1988, p.10) nos fala que o espaço é: “[...] um conjunto de formas contendo cada qual frações da sociedade em movimento. As formas, pois têm um papel na realização social”. Este pensamento nos revela que um fixo carrega consigo além de sua função imediata como objeto técnico, outras que são atribuídas pela sociedade a partir de seu uso, logo, o IF de Crateús enquanto fixo foi pensado unicamente como uma unidade formadora, mas uma vez instalado desencadeou processos diversos como o impulsionamento do crescimento da malha urbana, pois a pesquisa revela que a região antes isolada hoje se encontra totalmente urbanizada, tendo surgido um novo bairro nas suas intermediações. É notória a contribuição do IFCE para o desenvolvimento de Crateús, sendo isso demonstrado por aspectos econômicos, sociais – a partir do nível econômico do público atendido – e urbanos. Cremos, a partir do que nos foi revelado pelo estudo, que a expansão dos IF’s carrega consigo o potencial de revolucionar a educação nacional, contribuindo assim para o arrefecimento das desigualdades regionais. Palavras-chave: Institutos Federais. Expansão. Desenvolvimento. Social. Urbano. Bibliografia: SANTOS, M. Metamorfose do espaço habitado. São Paulo: Hucitec, 1988.

Autor : BRENA KESIA COSTA PEREIRA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Consideramos neste artigo a adoção de uma base curricular comum a todas as escolas, dialogamos com as tentativas de fechamento sobre o que é currículo de Lopes; Macedo (2011) e Lopes (2015) e com versões dos documentos oficiais sobre a BNCC, contrapondo às ideias fixação de um currículo único, trazemos ao texto Cunha; Lopes (2017) para falar sobre a BNCC no Brasil e Frangella; Dias (2018) com suas contribuições sobre a BNCC e a docência. Partiremos do pressuposto de que não há apenas uma definição para o que seria o currículo, com características intrínsecas ao significante. Propomos a divisão do artigo procede em quatro etapas, sendo elas: a introdução, na qual abordaremos os conceitos iniciais sobre o que se entende aqui sobre currículo; No segundo capítulo, traremos nossa ideia de um currículo único para todas as escolas de um determinado local, a exemplo da BNCC e historicizaremos brevemente a BNCC e o que ela propõe em relação ao currículo das escolas brasileiras; Teremos então a análise das entrevistas feitas com dois Professores Diretores de Turma por meio de um questionário semiestruturado, nos quais teremos as percepções desses profissionais no que remete à adoção da BNCC e das suas implicações para o Projeto Professor Diretor de Turma. Concordamos aqui com a premissa de que os sentidos de currículo são fechados momentaneamente por meio de acordos que não são unânimes e que são feitos a partir de contexto históricos e locais. As definições propostas são formas de descrição de tentativa do fechamento em apenas um conceito, essas podem complementar ou ir totalmente contra outra definição já postulada. Diante das iminentes mudanças providas com a formalização da BNCC, interessa saber aqui o que professores da educação básica, mais precisamente os que estão à frente de projeto e políticas pensam sobre essas transformações. Ao longo da entrevista, percebemos que há uma vontade por parte deles em contribuir nas decisões e mudar efetivamente o que eles acham pertinentes na Base. Deixando claro que eles torcem para que a proposta dê certo, afinal, tudo que promete melhoria é uma chance de melhorar a educação brasileira, eles veem a proposta ainda muito longe da realidade atualmente, o salto seria gigantesco e pouco provável de acontecer. Os professores entrevistados acreditam na potência do PPDT para discutir e se aproximar dos alunos na busca por crescimento das relações em sociedade, na busca por respeito e entender o outro. No entanto, temem que assuntos que não estão devidamente incluídos na Base ou que estejam limitados nela não possam mais ser abordados. As entrevistas consolidaram os pensamentos dos autores trazidos aqui em relação às tentativas de fechamento de sentidos que a BNCC propõe e a discrepância do se propõe no documento e do que realmente é possível ser colocado em prática nas escolas. Apesar da abertura para o novo, muitas dúvidas com relação a essa proposta da BNCC de mudanças tão drásticas no ensino. Quem está realmente atuando dentro de sala de aula consegue perceber o quão difícil será o trabalho que se terá pela frente para conseguir garantir o que é considerado mínimo. Corroboramos com a ideia de que quem produz o currículo são os agentes que atuam no contexto da prática, fomentando e retraduzindo propostas documentais que tentam fixar sentidos, a exemplo da BNCC. Assim, apesar de os professores tentarem seguir as normas que lhes são impostas, quem produz o currículo e quem decide os conteúdos e as competências a serem adotados são os envolvidos na prática.

Autor : FÁTIMA MILIANE SILVA MACIEL

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Com as políticas públicas de afirmação dos grupos minoritários observamos paulatinamente que os surdos estão sendo inseridos nos mais diversos espaços da sociedade, entre eles a universidade. Mas para isso aconteça esses sujeitos contam com auxílio de profissionais que sejam fluentes na Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS já que esta é concebida como sua língua materna. A libras é a Língua Brasileira de Sinais reconhecida por meio da lei 10.436 de 24 de Abril de 2002 que a intitula como língua das comunidades surdas brasileiras, e através do decreto nº 5626 de 22 de Dezembro de 2005, que regulamenta a lei de libras como popularmente é conhecida e prevê a inserção em caracter obrigatório como componente curricular nas licenciaturas, assim como também traz a garantia de acessibilidade dos surdos nos diversos espaços por meio do Tradutor intérprete da língua de sinais/ Língua Portuguesa. O presente trabalho relata uma experiência de aprendizagem da língua de sinais por meio de um projeto de tradução promovido na disciplina de Teoria e pratica da tradução no curso de Letras Libras, ofertado pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido onde os alunos tiveram seu primeiro contato com o ato de traduzir. A metodologia deste trabalho tem uma abordagem qualitativa, e foram utilizados os métodos da observação participante, em que o autor deste trabalho experienciou vivências enquanto discente da disciplina de teoria e prática da tradução. As aulas contaram com atividades de exposições a situações e texto para tradução, a priori foi selecionar textos de livre escolha dos alunos, onde se realizaram análises com traduções diferentes sobre o mesmo textos, possibilitando aos alunos pensar em uma tradução para além da palavra como também refletir a adequação da tradução para um determinado público, em seguida foi proposto a escolha do léxico da Língua Portuguesa equivalente na Libras, posteriormente ocorreu a gravação de um vídeo onde o discente fazia a tradução do texto escrito para a língua de sinais, uma vez que ambas as línguas estão em modalidades distintas uma oral auditiva e a outra visuo-espacial, por fim realizou uma tradução intersemiótica dos textos trabalhados. A proposta possibilitou experiências significativas de se pensar a tradução para a libras, uma vez que julgamos ser um campo muito fértil e inovador em nosso país. Como tudo que é novo e principalmente no que diz respeito a língua de sinais, a priori causa estranhamento, mas a medida em que vamos sendo expostos a essa língua vamos desenvolvendo conhecimento linguístico e cultural de grande relevância para avançar ao longo do curso. Ao final da disciplina foi realizado um seminário onde foram apresentados para toda acadêmica um pouco de nossas experiências nos trazendo um sentimento de satisfação e de perceber que já eramos mais os mesmos. Os resultados corroboraram a importância de se estabelecer uma aproximação mais direta entre práxis como também possibilitou um contato mais afinco com a língua de sinais, como também com os surdos alvo de nosso trabalho, pois como bem diz Paulo Freire (1987) “A prá¬xis, porém, é reflexão e ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo. Sem ela, é impossível a superação da contradição opressor-oprimido”. Nosso trabalho foi subsidiado por teóricos como Jakobson (1975), Quadros (2008), Freire (1987) entre outros.

Autor : JOÃO VITOR FONSECA FEITOZA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Constantemente observa-se a produção e comercialização de alimentos embalados que apresentam rótulos com informações não conformes com as legislações da ANVISA, ocasionando riscos à saúde dos consumidores. Diante disso, há necessidade de esclarecer a respeito da importância da informação nutricional e de como utilizá-la em benefício da saúde, além de expandir o entendimento sobre outras informações importantes que estão contidas nos rótulos dos alimentos e de incentivar os produtores de alimentos a investirem na correta rotulagem de seus produtos. Portanto, com o auxílio da extensão, que permite o diálogo permanente e articulado entre a Universidade e a sociedade, objetivou-se com esse trabalho relatar alguns resultados e a experiência vivida por estudantes, bolsista e voluntários, do curso de Engenharia de Alimentos, do CCTA/UFCG, campus Pombal - PB em um projeto de extensão, no ano de 2017, onde os trabalhos eram norteados a partir do tema rotulagem de alimentos. Notou-se uma extrema necessidade de maior atuação dos órgãos fiscais competentes. Todos os participantes mostraram-se sensibilizados quanto aos aspectos abordados por esse projeto. Logo, as experiências vivenciadas influenciaram positivamente a vida profissional e pessoal dos discentes, que assumiram o compromisso de disseminar os conhecimentos adquiridos. Contudo, devido a curta vigência do projeto, mais ações contínuas necessitam serem realizadas para que possa ser alcançado melhores resultados.

Autor : DAIANE DE ALMEIDA SANTOS

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:RESUMO Os conceitos trabalhados na geografia escolar são de total importância na construção do ser enquanto cidadão, contribuindo na sua formação como sujeitos participativos da sociedade. Desse modo a pesquisa surgiu da necessidade de investigar como os alunos do ensino médio entende o que seria o campo e a cidade a partir do seu olhar crítico de ambos os espaços. O objetivo é analisar como os conteúdos campo-cidade são representados através de desenhos pelos alunos do ensino médio, identificando o nível de compreensão acerca dos conteúdos, e demostrando como a relação campo-cidade é compreendida, seja numa perspectiva antiga ou atual. Sabemos que os conceitos geográficos é essencial no ensino/aprendizado dos alunos, sendo necessário a explicação na sala de aula pelos professores e estando relacionando com o espaço vivido dos sujeitos, principalmente para auxiliar os indivíduos a compreender o que caracteriza cada espaço e suas relações. É um assunto que vem sendo bastante discutidos, sobretudo, em perceber a semelhança existente entre os lugares. Com esse estudo buscamos observar como os alunos apreende os conteúdos, se são trabalhados de forma tradicional onde o campo se caracteriza como um espaço voltado apenas para agricultura, e a cidade ligada aos grandes centros industriais, e essas respostas refletem aos desenhos feitos pelos alunos. A ligação existente em tais conteúdos geográficos que são essencial para a compreensão dos alunos em perceber os processos históricos e econômicos ocorridos no passado e até hoje vivenciado pela sociedade. Levando em consideração os conceitos campo e cidade, investigaremos como os alunos compreendem de forma separada ou articulada? No entanto, esperamos que a pesquisa em si traga respostas, e através dela irão surgir explicações, apresentaremos os conteúdos campo-cidade a partir do olhar dos alunos, em uma perspectiva de notar as particularidades desses espaços. Analisaremos os processos que estão inseridos tanto nas cidades como no campo, Os alunos através de desenhos irão construir essas duas realidades dos espaços. A finalidade da pesquisa é analisar como os conteúdos campo-cidade são representados por alunos do Ensino Médio. A investigação foi realizada na Escola Estadual Aída Ramalho Cortez Pereira localizada na cidade de Mossoró-RN. No desenvolver do trabalho abordaremos autores que fazem essa discursão como Ângela Maria Endlich, Maria Encarnação Beltrão Sposito e José Eli da Veiga entre outros que engloba a temática campo-cidade e suas relações e contradições. Diante de parte dos resultados da pesquisa, podemos compreender a dificuldade em construir um processo de ensino aprendizagem dos sujeitos aos temas abordados. Os alunos sabem que existe uma relação entre si, contudo não conseguem diferenciar, observamos que os alunos fizeram os desenhos de forma que separam o campo e a cidade, tiveram dificuldade em mostrar as relações existentes entre os dois espaços, mostrando assim a necessidade de transformação no ensino da geografia escolar, na forma de explicar esses conceitos fundamentais para os alunos atuarem como sujeitos no cotidiano vivido. Os resultados apontaram que o campo se caracteriza como um espaço de atraso e a cidade ao moderno mesmo com várias mudanças que vem ocorrendo entre os espaços. Mudanças essas que precisam ser construídas e reconstruída pelos sujeitos.

Autor : ALEX BRUNO DA SILVA FARIAS

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:A educação é vista como um agente de mudanças desejáveis ao homem, sendo assim, a necessidade de reforma do pensamento humano é cada vez mais necessária, diante da crise social e ambiental presentes. Espera-se que o quadro de degradação ambiental seja moldado por influência da Educação Ambiental, atuando na reflexão e conscientização da sociedade. Com tal propósito Edgar Morin atua na reforma do pensamento e reforma do ensino como forma de superar a fragmentação e auxiliar no ensino da condição humana e no entendimento dos sujeitos como atuantes em escala global. O objetivo do presente trabalho é analisar o pensamento de Edgar Morin voltado para a superação da fragmentação e consequentemente sua contribuição para Educação Ambiental na busca incessante pela formação de sujeitos críticos e conscientes e para superação da dicotomia sociedade-natureza. A presente pesquisa foi realizada por meio de análise documental. Para sua realização foram selecionados livros que abordam a ideia de fragmentação do ensino, sendo o principal deles o livro: A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento, de Edgar Morin, onde o autor fala sobre as consequências negativas que a fragmentação traz para o ensino e consequentemente para a Educação Ambiental, visto que o pensamento que desune delimita e destrói o entendimento do global. Livros de alguns autores como Maria da Conceição Xavier de Almeida e de Severino Antônio também foram analisados como fonte de análise. É necessário romper com o modelo de pensamento tecnicista que disjunta e desune e que impede o entendimento da ligação entre sociedade e natureza e perpetuando a ideia de separação de ambas. Uma das mudanças mais importantes e necessárias é asuperação da fragmentação que prevalece nos contextos escolares e sociais. Através da reforma do pensamento e da reforma do ensino torna-se necessário “enxergar o contexto planetário”. É importante mostrar a crise no qual a sociedade vem passando, os problemas ambientais enfrentados e as suas consequências para com o meio e a sociedade, para que assim, com auxílio da Educação Ambiental seja possível supera essa crise e conscientizar as pessoas a refletir e agir de forma ambientalmente correta. A transmissão de informações desconexas, fragmentadas limita a capacidade crítica dos alunos quanto aos temas ambientais e essa crise pode ser entendida e superada através do Edgar Morin denomina “paradigma de disjunção”. Diante do exposto, ficou perceptível a necessidade de reconstituição do pensamento do homem para que este possa colocar em prática as orientações da Educação Ambiental e refletir sobre os problemas ambientais vivenciados em busca da mudança de paradigma e consequentemente preservação ambiental através de mudanças de atitudes. O método da complexidade proposto por Edgar Morin imprime uma orientação para que a questão ambiental não seja compreendida de forma fragmentada, mas de forma integrada, através do pensamento que une e que possibilita a percepção do global, permitindo uma visão integrada dos problemas ambientais.

Autor : ERIKA JANE RIBEIRO

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Resumo:Este artigo tem sua gênese nas problematizações suscitadas pela disciplina Produção da Existência nos Territórios Semiáridos, ofertada pelo Programa de Pós Graduação Mestrado em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos – PPGESA/UNEBP e, por meio dele, abordaremos os abismos econômicos, culturais e de uso da terra e da água, entre os territórios do agronegócio e as propostas de convivência com o Semiárido, defendidas pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), no Vale do São Francisco, objetivando confrontar as realidades vividas nesses espaços e comprovar de que modo a Educação Contextualizada pode atenuar essas diferenças, através da valorização dos sujeitos e suas vivências no Semiárido brasileiro. Metodologia: Para a elaboração do presente artigo, foi adotada a Visita Técnica, ao Centro de Treinamento do IRPAA em Juazeiro-BA, como processo metodológico, por ser uma metodologia mais holística, que extrapola as limitações da pesquisa tradicional, sempre centrada na figura do pesquisador, e que considera os sujeitos em suas vivências e convivência com os espaços. A visita técnica foi apoiada pela entrevista narrativa de alguns sujeitos envolvidos. No que tange à análise dos espaços do agronegócio, deu-se uma observação participante, sistêmica, dos lotes e canal próximos à área central do Núcleo de Moradores, acompanhada de entrevista aberta com alguns alunos da Escola Poeta Carlos Drummond de Andrade, que também são trabalhadores desses lotes e uma das agentes de saúde e moradora local. As observações, percepções e informações coletadas por meio desses instrumentos, foram registradas em diário de campo, afim de garantir maior integridade das mesmas. Resultados e discussões: A partir dessa visita, da observação e entrevistas realizadas, observou-se os diferentes modos de exploração dos recursos naturais, nos territórios do SAB e de que modo o poder capital altera o Bioma Caatinga, com perspectivas exclusivamente econômicas, favorecendo ao fenômeno da desterritorialização dos sujeitos e da anulação da cultura e saberes tradicionais dos povos do SAB. Outro importante fator evidenciado, que distancia as realidades aqui equiparadas, é a forma como a Educação é concebida e praticada nesses territórios vale sanfranciscanos, onde ainda imperam práticas educativas hegemônicas, de base colonial, que desconsideram as particularidades locais e as múltiplas identidades desses sujeitos e acabam por reforçar os estereótipos em torno do semiárido e do seu povo. Por outro lado, práticas educativas contextualizadas, como a defendida pelo IRPAA, são fundamentais para a (re)construção e valorização da identidade desses indivíduos. Considerações finais: Diante das abordagens suscitadas, em torno dos territórios que compõem o Vale do Submédio São Francisco, são notórias as discrepâncias entre os territórios modificados pelo agronegócio e aqueles que se propõem a conviver com as particularidades do Semiárido. Além das abruptas transformações no meio natural e dos prejuízos causados ao bioma, em nome do desenvolvimento econômico, o agronegócio favorece a hegemonização das práticas e tratamento generalizado e dominador dos sujeitos. Logo, as tradicionais práticas culturais dos sujeitos, em seus territórios, são silenciadas por uma cultura de massa que não respeita as diversidades, num visível processo de desterritorialização. Referências: As discussões aqui apresentadas sustentam-se nas concepções de Educação Contextualizada e Convivência com o Semiárido defendidas por Carvalho (2004) e Silva (2010), nas problematizações em torno de Territórios, Semiárido e exploração aventadas por Saquet (2009), Souza (2009), Malvezzi (2007) e Silva (2008), além da discussão acerca da identidade e do pertencimento para a existência dos territórios, apresentada por Santos (1999).

Autor : ILDA ELIZABETH ACIOLY LIMA

Modalidade : AT 09 - Educação e comunicação no Semiárido

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Dia : 13/12/2018     Hora inicio : 18:00:00     Hora Fim : 21:00:00

Resumo:Este artigo aborda uma análise da representação da identidade cultural atribuída pelos professores aos alunos deficientes da EJA, como requisito de finalização de disciplina no programa de mestrado do ProDic/UNEAL no semiárido do Município de Arapiraca/AL. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo discutir a representação da identidade na cultura de inclusão educacional de jovens e adultos com deficiência. Apresenta, nessa lógica, uma breve exposição das principais correntes doutrinárias dos Estudos Culturais acerca da constituição da identidade cultural dos sujeitos estigmatizados pelos professores, por meio do processo de interação e do discurso social no mesmo ambiente escolar. Dessa forma, o estudo foi realizado mediante uma pesquisa bibliográfica de modo a possibilitar reflexões acerca da visão da educação inclusiva pelo professor, numa busca pela representação da identidade cultural dos alunos deficientes na EJA. Ademais, buscou-se esclarecer sobre a possibilidade de promover concepções de inclusão dentro da sua vivência e em suas experiências no cotidiano em sala de aula diante dos desafios a eles apresentados, para tentar favorecer, portanto, o aprendizado das pessoas jovens e adultas deficientes, com o fito de refletir no desenvolvimento destas.

I CONGRESSO NACIONAL DA DIVERSIDADE DO SEMIÁRIDO

Semiárido brasileiro: diversidade, tendências, tensões e perspectivas